NANDA ROVERE CULTURAL
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Valorização da cultura brasileira



Comments: Terça-feira, Agosto 25, 2009



Já indiquei muito o espetáculo Doido, solo de Elias Andreato. Não vou
repetir dados sobre o espetáculo, que estão logo abaixo numa matéria que
escrevi, mas saliento que quanto mais conheço o Elias como artista e pessoa,
mais fico encantada.
Elias está pleno, sublime em Doido. Seu mergulho na alma de um artista com
seus amores, alegrias e angústias, emociona muito.
A montagem transmite uma boa energia e o tempo voa. Ator e diretor de uma
sensibilidade ímpar, que agora estreou (muito bem) como autor em Mãe é
Karma.
Rever a peça depois de algum tempo em cartaz, meados de agosto, foi um
prazer. Ganhou ritmo, Elias está mais solto ainda no palco e, obviamente,
descobri detalhes, que na primeira vez não havia focado a minha
atenção.. Novamente saí do teatro encantada.


> Ator Elias Andreato brilha no espetáculo solo Doido em cartaz em São Paulo
> Quintas e sextas às 21h
>
> Por Nanda Rovere
>
> Elias Andreato é um dos profissionais de teatro mais experientes e atuantes
> no momento.
>
> Só neste ano, esteve em cartaz com Andaime, interpreta a hilária Fran, na
> peça Amigas Pero No Mucho e o monólogo Doido.
>
> Doido faz uma interessante miscelânea de diversos artistas que escreveram
> com maestria sobre a essência humana e sobre a arte.
>
> Apresenta textos de autores que falaram de uma maneira tocante sobre o amor,
> a vida e o teatro, como Shakespeare, Vinícius de Moraes, Oscar Wilde, Dante
> e Fernando Pessoa.
>
> Um foco de luz dirige o olhar do espectador para o ator e durante 60 min não
> é possível desgrudar a atenção do palco. Elias Andreato tem uma energia
> tocante e domina o palco, seja em espetáculos solos (Doido é o seu sétimo
> monólogo) ou contracenando com outros colegas de profissão.
>
> No palco, além do ator, uma mesa, uma cadeira e poucos objetos de cena.
> Elias passa quase toda a apresentação sentado e interagindo com os objetos,
> num misto de reflexão, loucura e êxtase diante do amontoado de emoções que
> transmite.
>
> Dirigindo-se à platéia, o ator expõe sentimentos comuns a todos nós com uma
> força avassaladora. Ele se entrega de corpo e alma a esse trabalho, que
> reflete as suas alegrias e indagações sobre a profissão de ator. ¨É no
> teatro, a 'grande casa de doidos da humanidade', que podemos viver
> intensamente todos os personagens e espiá-los pelo buraco da fechadura¨,
> declarou, para constar no release.
>
> Quem acompanha a sua carreira, sabe que o seu talento para interpretar
> personagens ecléticos proporcionou-lhe um merecido reconhecimento, com
> diversos prêmios no currículo nos seus 30 anos de carreira.
>
> Assistir a esse espetáculo é passeio obrigatório para quem aprecia as artes
> cênicas. É diversão, aliada a excelente oportunidade para uma reflexão sobre
> o ser humano e a arte.
>
> O público sai do teatro impressionado com a entrega do ator, fato comprovado
> pelas calorosas e demoradas palmas após o espetáculo.
>
> Trajetória profissional:
>
> Domina o drama e a comédia, criando personagens carismáticos. Dirigiu
> inúmeras montagens, como Andaime, Adivinhe Quem Vem Para rezar e Visitando O
> Sr Green.
>
> Atua no teatro, cinema e TV. Estreou profissionalmente em 1977, em Pequenos
> Burgueses, numa montagem dirigida por Renato Borghi, e conquistou o
> reconhecimento do público e da crítica.
>
> Lua de Cetim, Artaud, O Espírito do Teatro,Van Gogh, Oscar Wilde, O Avarento
> e Amigas Pero No Mucho são algumas peças em que atuou e exemplificam a
> competência do artista para atuar em estilos de peças diferentes.
>
> No cinema, participou dos filmes: O Príncipe, Boleiros, Sábado, O Efeito
> Ilha, Doces Poderes, Irmãos de Fé, entre outros. Na TV, merece destaque o
> Adamastor em Beleza Pura.
>
> O crítico Armindo Blanco definiu muito bem o talento do ator: "É um
> arco-íris de sensibilidade, um poderoso supridor de emoções, empenhando-se
> até o limite da exaustão. Tem a técnica vocal e gestual de um ator
> consumado¨ (Fonte Enciclopédia de teatro do Itaú Cultural).
>
> Serviço:
>
> -Doido
>
> Livraria Cultura - Conjunto Nacional Teatro Eva Herz
>
> Av. Paulista, 2.073 - Bela Vista - Centro. Tel: 11 3170-4059
>



postado por: NANDA ROVERE 10:04 PM

Comments: Segunda-feira, Agosto 24, 2009



Sei que estou devendo matérias, mas vida corrida....


elogios merecidos ao espetáculo Mãe é Karma‏Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
Atores Consagrados Arrasando

Crítica de Maria Lúcia Candeias

Todo mundo conhece Renato Borghi e Miriam Mehler, que formam um casal super interessante no primeiro texto escrito por Elias Andreato, em cartaz no teatro Vivo, na continuação da avenida Berrini. Se não conhece, está mais que na hora de conhecer também Nilton Bicudo e Olívia Araújo que são os jovens desse elenco pra lá de brilhante de “Mãe é Karma”.

Elias, que além de autor é o diretor, mostra competência para conduzir o elenco.Seu retrato de uma família utiliza formas convencionais de teatro, e talvez por isso mesmo, reúne as condições para agradar um grande público. Parece que alem de ator já conhecido será dramaturgo e diretor de renome. O espetáculo apresenta ótimo cenário (Ulisses Cohn), bons figurinos (também de Elias) e a sempre irretocável iluminação de Wagner Freire. Principalmente devido à fantástica interpretação dos atores, merece ser visto.
É o caso também de “Aurora da Minha Vida”, uma das primeiras peças escritas por Naum Alves de Souza, autor, diretor, cenógrafo e figurinista entre os de primeira linha. O que mais impressiona é a atualidade do assunto (ensino em escolas) e, mais ainda, a modernidade do texto fragmentado, escrito na década de 80. Quem dirige a encenação é Bárbara Bruno que escolheu elenco excelente, com nomes como o de Magali Biff, Rubens Caribé, Eliete Cigarini e mais sete atores impecáveis. A meu ver, o único aspecto discutível fica por conta do excesso de músicas que atrasa a fruição do texto e alonga o espetáculo sem necessidade, independentemente da competência do maestro que assina a direção musical (Amalfi). Mesmo com esse senão recomendaria essa ótima montagem que está em cartaz no SESC Santana.

Maria Lúcia Candeias - Doutora em Teatro pela USP
Livre Docente pela Unicamp
Postado por Arteplural às 12:58 0 comentários
Marcadores: teatro

postado por: NANDA ROVERE 5:33 PM


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