NANDA ROVERE CULTURAL
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Valorização da cultura brasileira



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Coletiva de Vestido de Noiva


Num clima descontraído, a coletiva aconteceu na última quarta-
Feira, no Teatro Vivo.



Quem acompanha a trajetória do diretor de teatro Gabriel Villela, certamente acentua como uma das principais qualidades de seu trabalho estar cercado de uma equipe competente. A montagem Vestido de Noiva, que estréia na próxima semana, não foge dessa característica.

Elenco: Leandra Leal, Marcello Antony, Vera Zimmermann, Luciana Carnieli, Maria do Carmo Soares, Pedro Henrique Moutinho, Rodrigo Fregnan, Cacá Toledo, Helô Cintra e Flávio Tolezan.

Gabriel já montou Nelson Rodrigues na época da faculdade (A Falecida e Valsa nº 6) e depois A Falecida, em 1994, profissionalmente. O diretor está muito empolgado com essa produção.
O elenco, formado por atores experientes, chamará a atenção pela presença de Marcello Antony, Vera Zimmermann e Leandra Leal, que realizam trabalhos freqüentes na TV.
Leandra Leal, Marcello Antony, Helô Cintra e Flávio Tolezan ainda não haviam sido dirigidos por Gabriel, assim como Marcello e Leandra. Estes últimos foram convidados pelo produtor Claudio Fontana (que trabalhou com eles na novela Ciranda de Pedra) por ter percebido nos colegas o talento e o biotipo para os personagens Pedro e Alaíde. Gabriel já havia convidado Marcello para um trabalho anterior; a surpresa com relação ao talento de Leandra, por sua vez, foi muito grande, tanto que, em entrevista, o diretor a comparou à atriz Cacilda Becker.
O convite a Marcelo foi uma interessante coincidência, pois o ator estava em busca de um texto para encenar e não encontrara nada que o agradasse. Está contente por participar da montagem e destaca a linguagem própria e peculiar que o diretor possui para conduzir as cenas e a interpretação dos atores.
Vestido de Noiva foi escrito em 1943 e marca o início do moderno teatro brasileiro, pois possui uma linguagem forte, que mexe com a moral e os costumes da classe média da época, colocando o dedo nos seus tabus.
Segundo César Augusto (diretor assistente), Nelson Rodrigues aprofunda as relações humanas através da tragicomédia e de diálogos pautados por uma linguagem popular, brasileira (que proporciona aos atores uma dicção orgânica), aliando diversão e crítica social. Vestido de Noiva foi escrita durante a 2ª Guerra Mundial e os problemas dos personagens são universais, com um conteúdo que valoriza o interior dos protagonistas, completa o diretor.
A brasilidade de Nelson, que retratou muito bem o cotidiano no Rio de Janeiro, está presente na interpretação dos atores, elogiados por Gabriel Villela. Para ele, especialmente Antony e Maria do Carmo Soares têm no sangue a empatia e a brasilidade que lembra Oscarito, Dercy Gonçalves e Grande Otelo.
A peça mostra um triângulo amoroso entre Pedro (Antony), Alaíde (Leandra Leal) e Lúcia (Vera Zimmermann). Alaíde rouba o namorado da irmã Lúcia e casa-se com ele. Lúcia, por vingança, fica com o marido da irmã, Pedro. Atordoada com essa traição, Alaíde é atropelada e, prestes a morrer, revê a sua vida.
As cenas reconstituem o pensamento e lembranças de Alaíde, num misto de memória, alucinação e realidade. Desacordada, ela revive o dia de seu casamento, o suposto assassinato que cometeu contra seu marido e os planos da irmã e do marido para matá-la. Essas lembranças e alucinações são conduzidas pela figura de Madame Clessi (Luciana Carnieli), uma prostituta com a qual se identifica e que simboliza a libertação de qualquer preconceito e preceitos sociais.
Rodrigo Fregnan, que atuou em Leonce e Lena, Salmo 91 e Calígula, destaca: ¨Vestido de Noiva é uma instigante meditação sobre o amor e a morte¨. Cacá Toledo, ator que neste espetáculo está no palco e já foi assistente de Gabriel, chama a atenção para a união entre divertimento e crítica social através de um viés tragicômico.
A estrutura dramática em 3 planos distintos foi uma revolução na dramaturgia da época e a obra continua causando impacto pela crítica social e teor psicológico que contém.
O diretor chama a atenção para a atualidade de Vestido de Noiva, que disseca a mente de uma atropelada. Encontramos ¨Alaídes¨ a todo momento nas ruas, vitimas da violência e hipocrisia da sociedade.
Questionado sobre a responsabilidade de colocar no palco a montagem de um texto representativo da história do teatro brasileiro, Gabriel diz ter ensaiado de maneira ‘desencanada’, sem se preocupar com a mística que Vestido de Noiva carrega desde a histórica montagem assinada por Ziembinski, em 43.
Aluno na USP do maior estudioso de Nelson Rodrigues, Sábato Magaldi, Gabriel ressalta que o crítico e professor introduziu um pensamento libertário sobre Nelson Rodrigues. Ficou impactado com as montagens de Antunes Filho e diz ter se influenciado pelo expressionismo presente nas encenações do colega de profissão nesta montagem, mas a mão do diretor é muito precisa e clara nas cenas (ressalta o assistente de direção Ivan Andrade). Depois de Sábato e Antunes, a obra de Nelson adquiriu nuances especiais.





Para retratar os planos, Gabriel Villela aposta na capacidade dos atores de contar a história e no jogo de luz. ¨A realidade que às vezes penetra no mundo interior da protagonista se dá por informações pontuais, como os sons do acidente, os batimentos cardíacos da personagem, enquanto o médico a está operando. Mesmo assim, os dois mundos estão muito interligados, interpenetrados e intersecionados", explica. Pulsões de vida e morte conduzem as cenas.
A cenografia assinada por JC Serroni assinala o lado mórbido do texto e retrata o mergulho na mente de Alaíde, valorizando também os outros personagens. Ambienta o espectador no interior de um mausoléu, onde o público não identificará o limite entre a vida e a morte.
O figurino, de Gabriel Villela, é formado por cores fortes e impactantes, que está colocado em cena de acordo com a temperatura emocional de Alaíde.
A trilha de Daniel Maia, ressalta a atriz Helô Cintra, complementa esses elementos para dar o ¨tom¨ ao espetáculo e apresenta um clima de paixão latina, que realça, portanto, a linguagem popular do texto e da encenação.
Claudio Fontana, que produz a montagem, destaca que a viabilização do projeto (com uma equipe de qualidade) só foi possível graças à Lei Rouanet, que, mesmo com todas as críticas, é um mecanismo que garante aos artistas a possibilidade de colocarem em cartaz as suas criações.





Os personagens Pedro, Alaíde, Lúcia e Madame Clessi, segundo Marcello Antony, Leandra Leal, Vera Zimmermann e Luciana Carnieli
Para Antony, Pedro é o vértice do triângulo amoroso. É cínico, com toques de humor.
Leandra destaca que Alaíde é uma jovem que vive numa sociedade controlada por uma moral rígida, mas tem desejos que extrapolam as regras sociais.
Lúcia não age corretamente com a irmã, mas tem motivos para isso. Alaíde roubou todos os seus namorados, inclusive o homem da sua vida; por isso, se tornou uma pessoa vingativa, sinaliza Vera. Como Lúcia aparece como ¨mulher do véu¨ (um vulto) e aos poucos vai se desvelando, a atriz disse que construir a linha entre essas passagens foi um desafio.
Luciana Carnieli ressalta: Madame Clessi, uma prostituta do começo do século, da Belle Époque, que norteia a viagem mental de Alaíde, é um ídolo para ela - a imagem da mulher liberal, que a faz sair um pouco da sua vida burguesa. Foi assassinada vestida de noiva pelo seu amante de 17 anos. O personagem foi um presente para a atriz, que já trabalhou com Gabriel em espetáculos como Leonce e Lena, Gota D`Água e Ópera do Malandro.


Ficha Técnica:
VESTIDO DE NOIVA - Estréia dia 9 de maio, sábado às 21h30 no Teatro Vivo
Até 5 de julho, sextas e sábados às 21h30 e domingos às 19 horas. (A partir de junho, também às quintas-feiras às 21h30). Classificação etária: 14 anos. Texto: Nelson Rodrigues. Direção e figurinos: Gabriel Villela.Diretores assistentes: César Augusto e Ivan Andrade. Cenografia: J.C. Serroni. Trilha: Daniel Maia. Luz: Domingos Quintiliano. Elenco: Leandra Leal, Marcello Antony, Vera Zimmermann, Luciana Carnieli, Maria do Carmo Soares, Pedro Henrique Moutinho, Rodrigo Fregnan, Cacá Toledo, Helô Cintra e Flávio Tolezan. Produção Executiva: Claudio Fontana. Ingressos: R$ 60,00 (sextas e domingos, e quintas a partir de junho) e R$ 70,00 (sábados). Duração: 100 minutos.
TEATRO VIVO - Av. Chucri Zaidan, 860 - Morumbi. Telefone: 11 7420-1520. Estacionamento: Vallet R$ 15,00. Capacidade: 290 lugares. Aceita todos os cartões de crédito. Ar condicionado. Acesso para deficientes físicos.





Obs fotos de João Caldas


postado por: NANDA ROVERE 9:10 PM

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Entrevista com Tuna Serzedello





A dramaturgia voltada ao público jovem é um nicho na área teatral que merece atenção de quem aprecia teatro, pois na atualidade a cena teatral tem recebido peças de qualidade. Um dos artistas que merecem destaque pelas suas produções voltadas aos jovens é Tuna Serzedello.Fundador da Cia. Arthur-Arnaldo, Tuna é Diretor Artístico, Produtor, Ator e Dramaturgo.Formado em Artes Cênicas pelo Célia Helena Teatro-Escola, entre as suas realizações estão: Bate Papo, de Enda Walsh (indicada ao Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem em três categorias, incluindo melhor espetáculo Jovem de 2007); Cidadania, de Mark Ravenhill, e também indicada ao Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem em três categorias, incluindo melhor espetáculo Jovem de 2008; Zé Mané, Primazé e outro Zé, de sua autoria (indicado ao Prêmio FEMSA 200, na categoria de melhor autor de texto adaptado infantil), direção Soledad Yunge; Vernissage, de Václav Havel, direção Soledad Yunge; O Casamento do Pequeno Burguês, de Bertolt Brecht, direção de Zédú Neves e A Serpente, de Nelson Rodrigues, direção de Celso Alves Cruz.Além das peças que produz e encena, Tuna é coordenador do curso de teatro do Colégio São Luís. Participa, juntamente com o Colégio, do Projeto Conexões, que une educação e arte.
O Conexões está inserido num programa do National Theatre de Londres, o NT Connections, que em mais de 120 anos de atividades montou cerca de 90 peças.

No Brasil, é uma iniciativa do British Council, Cultura Inglesa, Colégio São Luís, Célia Helena Teatro-Escola e National Theatre e há 13 anos está presente em diversos países (no Brasil, Itália, Noruega, Portugal e Estados Unidos) e busca uma conexão entre artistas de teatro e educadores, grupos de teatro amador, escolas de Ensino Fundamental e Médio.

Nesta entrevista, Tuna fala do ¨Conexões¨ e sobre a importância do teatro na vida do aluno.Para conhecer o seu trabalho, vale conferir o espetáculo DNA, que acabou de estrear no espaço dos Satyros, em São Paulo. Para saber mais detalhes: www.arthur-arnaldo.zip.net

ENTREVISTA

Nanda Rovere: Como as entidades envolvidas no Conexões se uniram e quais regiões o projeto tem atendido?

Tuna Serzedello: O British Council, o Colégio São Luís, a Cultura Inglesa e o Célia Helena Teatro Escola se uniram à idéia do National Theatre de Londres, a partir da vontade comum de todos os parceiros, que é o de suprir a lacuna existente no teatro brasileiro de dramaturgia voltada para adolescentes entre 12 e 19 anos. Essa falta afeta diretamente o trabalho dos parceiros e propõe um enorme desafio de ação. O projeto tem aos poucos ampliado o seu raio de ação. Na Inglaterra, ele atende ao país todo. Como nossas dimensões são continentais, começamos por atender a cidade de São Paulo e hoje já estamos rompendo os limites da cidade, aceitando inscritos da Grande São Paulo e temos, como residente do projeto, um grupo do Conservatório de Tatuí, participando pelo segudno ano consecutivo. A idéia é que aos poucos o projeto atenda também todo o interior paulista e outros estados.

Nanda Rovere: Quais são os objetivos do Projeto?

Tuna: O projeto visa fomentar a nova dramaturgia voltada para a faixa etária entre 12 e 19 anos, a partir do convite a autores renomados para escreverem textos inéditos e da publicação destes em um livro bilíngüe. Ao traduzir os textos brasileiros para o inglês, podemos ainda exportar a nossa dramaturgia para outros países.Uma das pólices do projeto é estabelecer uma conexão entre as escolas e profissionais de teatro, por isso os autores têm um final de semana de imersão junto aos grupos que montam os seus textos. O Conexões quer ainda melhorar a qualidade do ensino do teatro nas escolas e, para isso, oferece suporte técnico e oficinas práticas e teóricas sobre os mais diversos campos das artes cênicas, com o intuito de aprimorar o conhecimento dos grupos participantes, muitos deles em sua primeira experiência no teatro. Todas essas ações permitem o intercâmbio entre os jovens da mesma faixa etária, trabalhando por um objetivo comum: a montagem de um texto teatral. Os resultados artísticos são surpreendentes e o mais gratificante é ver o resultado humano que a experiência proporciona - os alunos vivenciam o poder transformador do teatro. O resultado é mais do que a formação de platéias: é a formação de cidadãos conscientes e questionadores.

ENTREVISTA

Nanda Rovere: Fale um pouco sobre as ações do NT Connections no mundo. Como o programa chegou até o Brasil?

Tuna: O NT Connections é a maior celebração do teatro jovem no mundo. São mais de 400 escolas participantes em todo o Reino Unido. O programa já inspirou parceiros no mundo todo e atualmente acontece na Itália, Noruega, Portugal, EUA e Geórgia.O projeto chegou ao Brasil através de um seminário realizado em maio de 2006. A Cultura Inglesa São Paulo, em parceria com o British Council, realizou o Projeto Teatro Jovem - uma semana de atividades para apresentar e discutir o teatro feito para jovens e por jovens, dentro do 10º Cultura Inglesa Festival. Foram organizados debates, workshops, seminários e leituras dramáticas, que deram início a discussões sobre o planejamento da continuidade do fomento da criação voltada para esse público específico. Entre os participantes britânicos estavam Helen Prosser (produtora) e Enda Walsh (dramaturgo), ambos participantes do projeto Connections na Inglaterra. Como resultado desta semana, surgiu interesse de profissionais de ambos os países de trabalhar com projetos na área, que é considerada deficiente no Brasil e tem como marco na última década o projeto Connections, concebido pelo National Theatre de Londres. O British Council apoiou a minha ida a Londres para presenciar a Mostra do Projeto Connections no National Theatre. A partir desses encontros, fomos encontrando uma forma para viabilizá-lo no Brasil, com a nossa cara, mas sem perder a qualidade e o espírito do projeto no Reno Unido.

Nanda Rovere: Quais as questões que uma boa dramaturgia precisa abordar para cativar o público jovem?

Tuna: O que pedimos aos autores é que escrevam a sua próxima peça pensando que ela será representada por jovens de 12 a 19 anos. Os temas e o estilo de escrita são definidos pelos autores. Não há um tema específico que mobilize os jovens; uma boa peça de teatro é sempre transformadora e muito difícil de ser escrita. No ano passado, as duas peças mais encenadas falavam sobre refugiados e a outra sobre as memórias de um professor aposentado da rede pública de ensino. Não há regra. Uma boa peça é aquela que não tenta dar nenhuma lição de moral ou ensinar alguma coisa. É aquela que encanta e desafia os jovens. Não tem receita. Por isso é tão difícil escrever para teatro.

Nanda Rovere: Qual a importância da arte-educação na valorização da cidadania e no aprimoramento do conhecimento?

Tuna: A arte dentro das escolas tem um papel fundamental de ajudar aos alunos na descoberta da sua identidade. Todas as gerações de jovens que nos precederam têm na arte os seus ícones e seus questionamentos retratados. Pense em jovens de qualquer década e já começaremos a listar seus artistas, seus livros, suas músicas, suas peças de teatro. A arte mobiliza os jovens dentro da escola para saborearem os saberes. Sem a arte não existe a ligação dos conhecimentos. A arte ajuda os alunos a compreender o que não é lógico, a representar o que não existe. Um país que tem uma população envolvida em fazer e ver teatro com certeza terá uma população mais cidadã.

Nanda Rovere: Neste sentido, em quais aspectos o contato com o teatro amplia a vida dos alunos na escola e ajuda o professor a conquistá-los para as suas matérias?

Tuna: O Teatro na Escola no nosso país ainda tem muito a conquistar. Se seguirmos o currículo oficial, o único contato que os jovens terão com o teatro virá da peça O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. Resultado: os alunos desconhecem a dramaturgia e os professores não estão preparados para ensiná-la. As escolas têm como exemplo de teatro aquele que deve "ensinar" o aluno. O dramaturgo Augusto Boal costuma dizer que o ser humano "é teatro", pois é o único animal que consegue ser ator e platéia de si mesmo. Pensando assim, ainda seguindo o seu pensamento, todos podem fazer teatro, "até os atores profissionais". Se o ser humano é teatro, precisamos fazê-lo aflorar nas nossas escolas. O que acontece é que temos, ainda como herança dos anos de chumbo, a prioridade ao ensino das artes plásticas, que não mobiliza o coletivo. A escola que inclui o teatro nas suas atividades deve estar preparada para um aluno questionador, mobilizador e com poder de liderança. Por sorte, as escolas estão começando a abrir suas portas para o teatro. Quem tem a ganhar é a sociedade.

Nanda Rovere: Pode citar exemplos de alunos que melhoraram o seu rendimento escolar através da descoberta do teatro?

Tuna: Os alunos que começam a se apaixonar pelo teatro tendem a melhorar o seu desempenho acadêmico, pois no teatro percebem que as disciplinas que estudam estão interligadas. Um teatro é uma caixa formada por Matemática e Física; toda peça tem elementos de História, Geografia, Ciências e Religião. Sem muito esforço do professor, os alunos começam a fazer as ligações necessárias e descobrem que o estudo na sala de aula é um complemento importante ao prazer que ele tem fora dela. O teatro ajuda a dar ao aluno o prazer de aprender ou, no mínimo, faz com que ele seja mais efetivo nos estudos para ter mais tempo livre para o teatro.

Nanda Rovere: Como surgiu a oportunidade de trabalhar no Colégio São Luis e quais as tarefas que você realiza como coordenador do curso de teatro na instituição de ensino?

Tuna: É uma longa história, mas posso resumir dizendo que sou fruto dessa educação, pois sou ex-aluno da Instituição e comecei a fazer teatro no Colégio São Luís, com quinze anos de idade e não parei mais. Acredito no trabalho e na seriedade do colégio, pois vivi na pele essa experiência e fico feliz em poder ser o instrumento que hoje ajuda na construção de novos cidadãos. Minhas tarefas são as mais diversificadas possíveis, desde organizar nossa Mostra Anual Intercolegial de Teatro, preparar um grupo para se apresentar na Bienal de Arte dos colégios jesuítas em Minas Gerais e também ajudar os alunos na organização de um Festival de Bandas.




Para ver foto do espetáculo DNA, em cartaz nos Satyros

www.nandaroverecultural.blogger.com.br



Espetáculo DNA, em cartaz nos Satyros

postado por: NANDA ROVERE 9:10 PM


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