NANDA ROVERE CULTURAL
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Valorização da cultura brasileira



Comments: Segunda-feira, Novembro 24, 2008



COLETIVA - CALÍGULA


Calígula, com direção de Gabriel Villela, certamente será um espetáculo que suscitará inúmeras reflexões e emoções

Calígula é mais uma estréia esperada do diretor Gabriel Villela.


A peça de Albert Camus trata de assuntos diversos, como a Felicidade, a Liberdade e o Poder. Após a morte da irmã, Calígula (Gaius Caesar Germanicus) assume uma postura niilista e pelos seus desmandos é comparado a Hitler.

A estréia de Calígula gera expectativa pela presença de Thiago Lacerda no elenco, mas que será, por diversos motivos, um momento especial na carreira do diretor e da equipe:

Gabriel carrega a vontade de montar o texto desde a época de faculdade; é o fim da chamada Trilogia Niilista que levou aos palcos Esperando Godot e Leonce e Lena; marca o reencontro de diversos atores que já trabalharam com Gabriel Villela: Ando Camargo atuou em Leonce e Lena e Salmo 91. Pascoal da Conceição, Rodrigo Fregnan e Pedro Henrique Moutinho também participaram de Salmo 91. Magali Biff fez, brilhantemente, Esperando Godot...E Jorge Emil, mineiro, se junta ao grupo, num momento em que resolveu residir em São Paulo.

Questionado do porquê Thiago Lacerda foi o escolhido para interpretar Calígula, Gabriel disse que ele é o único ator com o físico ideal para o personagem, e com a jovialidade necessária para interpretar um personagem com a força de Calígula.

Para Thiago o convite foi um grande desafio e a preparação para o personagem está lhe exigindo minucioso estudo do corpo, voz e um aprendizado contínuo, cansativo, mas muito estimulante. O ator estava revendo os seus 10 anos de carreira e a estréia de Calígula será um momento de crescimento profissional.

Segundo os atores, um dos momentos mais intensos e importantes dos ensaios foi a estadia em Carmo do Rio Claro, onde a amizade se estreitou com a convivência diária. Sempre no início da produção de seus espetáculos Gabriel leva o elenco à sua fazenda, que fica na sua terra natal. É um momento em que a equipe sai da correria de São Paulo, entra em contato com a natureza e pesquisa cuidadosamente sobre a obra em montagem (leituras, exercícios, filmes, etc).

O elenco ressaltou a sensibilidade de Gabriel para trabalhar com atores de diferentes formações e dar uma interessante unidade ao espetáculo.

Os cenários e figurinos sempre são marcantes nas direções de Gabriel Vilela. Em Calígula, o cenário é assinado por J. C. Serroni e o figurino por Gabriel e Maria do Carmo Soares.

O cuidado com todos os elementos da encenação é uma qualidade na direção ressaltada por Ando Camargo: ¨Uma das características de Gabriel e que me chamou a atenção foi a sua presteza com os figurinos. Desde os primeiros encontros, ele veste o ator e, mesmo o elenco não ensaiando com os figurinos, sabemos como ele vai ser e isso ajuda o ator na hora da criação do personagem¨.¨ Vestir o ator é vesti-lo para um ritual; figurino é uma liturgia. Impossível conhecer a totalidade de uma obra artística sem conhecer a pele do ator¨, acredita Gabriel.

As criações de Gabriel sempre receberam a classificação de ¨Barrocas¨, pela riqueza de detalhes presentes em cena. Esperando Godot, Salmo 91 e agora Calígula, no entanto, primam pela sobriedade e valorizam o verbo e a interpretação dos atores, como na tragédia grega. De qualquer maneira, em todos os espetáculos Gabriel consegue suscitar emoções e o primor em todos os detalhes da montagem é uma característica que salta aos olhos dos espectadores. Calígula é diferente do que acontecia em Salmo 91, em que os atores quase não se moviam. As movimentações são necessárias porque a peça pede uma liturgia e todas elas são rigorosas para que os atores estejam plenos no palco.

Como em todas as criações de Gabriel, o humor está presente. Em Calígula, ele é um ¨dedo na ferida¨. Neste sentido, vale prestar atenção na metalinguagem presente no terceiro ato.

Questionados sobre a cena de nudez (que não acontecerá), Thiago e Gabriel disseram que o foco da montagem é centralizar a reflexão no conteúdo humanista do texto, e se a montagem com o ator Edson Celulari tinha nudez (cena de Vênus) é porque consideraram oportuno para a época.

A viabilização da montagem é fruto do apoio do SESC, na figura do presidente Danilo Santos de Miranda, pois não há patrocínio.

São Paulo tem uma produção teatral riquíssima, com bons teatros, mas os empresários da cidade não compreenderam a importância e a qualidade de uma obra como Calígula. Talvez um dos motivos foi o personagem ter ficado estigmatizado pelo filme que abusava das cenas de sexo.

Por pouco perderíamos a oportunidade de prestigiar uma grande obra da dramaturgia, encenada por uma equipe que nem é preciso elogiar - é só ver o currículo de cada artista envolvido no projeto.

Walderez é a musa da equipe. Não participa do elenco (apesar de seu nome ter aparecido em algumas matérias), por compromissos profissionais, mas está sempre presente nas discussões, nos estudos da tragédia grega, enfim, nos encontros e ensaios.

O próximo projeto de Gabriel é montar uma Trilogia Grega, com as peças Hecuba, Troianas e Filoctetes, e com a presença de Walderez no elenco.


Equipe:
Dib Carneiro Neto, autor de Salmo 91, assina a tradução do texto; Claudio Fontana a produção; Renata Alvim a produção executiva e Felipe Palhares a assistência de produção; Maria do Carmo Soares os figurinos ao lado de Gabriel; Jc Serroni o cenário; Ricardo Rizzo dirigiu os movimentos; Cacá e César Augusto são os assistentes de direção; Daniel Maia criou a programação visual e sonoplastia, e Cleide Mazzacapa, costureira. Profissionais que já contribuíram para o sucesso dos espetáculos dirigidos pelo Gabriel.



Atores e seus personagens:
Thiago Lacerda (Calígula), Magali Biff (Cesônia), Pascoal da Conceição (Cherea), Jorge Emil (senador romano e Ruffius, o poeta), Rodrigo Fregnan (Hélicon), Pedro Henrique Moutinho (Scipião, poeta) e Ando Camargo (intendente do tesouro romano e Metellus, poeta).



Serviço:
Calígula – Estréia dia 28/11, temporada 2008 até 21/12 (sexta a domingo); e de 8/01 a 22/02/ 2009. Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h. Texto: Albert Camus.
Sinopse - A história do imperador Gaius Caesar Germanicus, terceiro imperador romano, reinante entre 37 e 41, que ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel.


postado por: NANDA ROVERE 10:21 PM

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FOTOS DA COLETIVA. PENA QUE MINHA MÁQUINA ESTÁ COM PROBLEMA NO FOCO
Sesc Pinheiros, 21 de novembro de 2008



Magali Biff, Pedro Henrique Moutinho, Rodrigo Fregnan e Gabriel Villela



Ando Camargo, Pascoal da Conceição e Jorge Emil



Thiago, Magali Biff, Pedro Henrique Moutinho, Rodrigo Fregnan e Gabriel Villela



Nanda Rovere e Pascoal da Conceição



César Augusto e Cacá Toledo, diretores assistentes



Serroni e Gabriel

postado por: NANDA ROVERE 10:20 PM

Comments: Sexta-feira, Novembro 21, 2008




Gabriel Villela monta Calígula de Albet Camus
e estréia dia 28 de novembro no SESC Pinheiros






Depois do premiado Salmo 91, o diretor retoma parceria com o dramaturgo e jornalista Dib Carneiro Neto, que assina a tradução do texto. No elenco, Thiago Lacerda, Pascoal da Conceição, Magali Biff , Rodrigo Fregnan, Pedro Henrique Moutinho, Jorge Emil e Ando Camargo





O diretor Gabriel Villela estréia sua montagem de Calígula, um dos maiores textos teatrais do século 20, peça clássica do escritor argelino/francês Albert Camus (1913-1960), dia 28 de novembro, no Teatro Paulo Autran do SESC Pinheiros, para temporada até 21 de dezembro. O espetáculo volta em 2009, ficando em cartaz de 8 de janeiro a 22 de fevereiro. Com tradução de Dib Carneiro Neto, a peça traz no elenco Thiago Lacerda (Calígula), Magali Biff (Cesônia), Pascoal da Conceição (Cherea), Jorge Emil (senador romano e Ruffius, o poeta), Rodrigo Fregnan (Hélicon), Pedro Henrique Moutinho (Scipião, poeta) e Ando Camargo (intendente do tesouro romano e Metellus, poeta).



Escrita por Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura por sua obra em 1957) em 1942, a peça é a história de Gaius Caesar Germanicus, conhecido por Calígula, terceiro imperador romano, reinante entre 37 e 41, que ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel. Calígula é o filho mais novo de Germânico e Agripina, bisneto de César Augusto. Ele irrompe em cena após a morte de Drusilla, sua irmã e amante, para expressar seu desejo de impossível - a lua, ou a felicidade, ou a vida eterna -, seu novo programa de vida - é preciso ser lógico até o fim, a todo custo - e sua descoberta do que acarretará como sendo a verdade absoluta - os homens morrem e não são felizes.



Calígula constata o absurdo e decide levá-lo às últimas consequências, perdendo os limites do poder, da liberdade, da razão, negando todos os laços que o prendem ao gênero humano. Definida pelo próprio Camus como uma tragédia da inteligência, Calígula traz uma compreensão de que ninguém pode salvar-se sozinho, nem pode ser livre à custa dos outros.



Direção
O diretor mineiro realiza seu sonho acadêmico, da época em que estudou o absurdo, e apresenta a terceira face de sua trilogia niilista, sobre o nada, iniciada com Esperando Godot, de Samuel Beckett, e Leonce e Lena, do dramaturgo alemão Karl Georg Büchner (1813-1837).



Sobre sua montagem, Gabriel Villela diz que, “por mais que Calígula trabalhe com alegorias e metáforas, é uma peça que tem o pé no chão, com uma sobriedade parecida com o Salmo 91. Se no Salmo 91 morrem figuras em estado de confinamento social, em Calígula é o extermínio da humanidade, como se a grande penitenciária fosse a terra”.



Com o barroco impregnado em seu estado de espírito, às vésperas de completar 50 anos Gabriel Villela afirma que a estrela da peça é o verbo, o pensamento, enfim, o trabalho do ator. “A concepção da direção segue uma orientação do próprio autor, que privilegia a inteligência da palavra, como na tragédia grega, onde a ação está subordinada ao verbo. É um espetáculo de idéias, de inteligências.”



Felicidade, Liberdade , Poder
Os intelectuais da época de Camus reconheceram, atrás da máscara do imperador louco, a figura de Hitler. Em outros personagens, é bem visível a consciência lúcida daqueles que, naquele tempo, mesmo tendo consciência da tirania, não souberam fazer oposição a ela por causa de sua frágil identidade cultural.



Camus escreveu uma peça que aborda as questões da Felicidade, da Liberdade e do Poder. Uma reflexão sobre o Homem e sobre aqueles que podem ser os seus extremos, sobre a Loucura, o Absurdo e o Destino. Ao espectador atento, o texto sintetiza com eficácia outros traços da figura do imperador: a lucidez, a tristeza, uma envergonhada ternura, o remorso pelo amor perdido, a espantosa solidão, o desencanto e a ferocidade, dos quais afloram a medida de uma grandeza humana que, por mais enlouquecida que seja, não pode deixar de nos maravilhar.



É significativa, neste sentido, uma breve passagem do IV ato, na qual o filósofo Cherea declara aos senadores, já decididos pela conspiração para matar Calígula: “Reconheçamos, ao menos, que este homem exerce uma inegável influência. Obriga toda a gente a pensar.”



Sobre a montagem

Com duração de 1h30, a montagem de Gabriel Villela aproveita a perspectiva da arte dentro da arte, “A anatomia da peça é a metalinguagem”, diz o diretor, que explora o recurso do metateatro, e sempre na linha do teatro popular. A montagem valoriza a limpeza de movimentos, o tom lúdico a palavra, seguindo o padrão de Gabriel, do teatro de idéias, divertido, que não deixa o público fora da história.



Cenário e figurino
Alternando momentos de densidade dramática com outros mais irônicos, o espetáculo tem cenografia de JC Serroni. De acordo com o próprio Serroni, o cenário é moderno, clean. A ação se passa em um pátio, um castelo ou uma ruína de Roma, rodeado por bobinas de papel. Serroni trabalha com transparências obtidas por meio de telas. Elemento cênico que chama a atenção é a lua de quatro metros de diâmetro. Sobre ela são projetadas imagens. É dela que nasce o personagem Calígula, rastejando. Calças e jaquetas de couro, os figurinos, enxutos, são assinados por Gabriel Villela. “O de Magali é mais elaborado em termos de indumentária, e em determinados momentos o de Calígula pede mais adereços”, informa o diretor.



O que escreveu Camus sobre Calígula

“Calígula foi escrita em 1938, depois que fiz uma leitura da obra Doze Césares, de Suetônio. Eu destinei esta peça a um pequeno teatro que criei em Argel e a minha intenção, desde o início, com toda simplicidade, era a de atuar eu mesmo no papel de Calígula. Os atores iniciantes têm dessas ingenuidades. E eu já tinha 25 anos, idade em que se duvida de tudo, menos de si próprio. A guerra me forçou à modéstia e Calígula estreou em 1946, no Théâtre Hébertot, em Paris. Calígula é, portanto, uma peça de ator e de diretor, mais do que de autor. Porém, que fique bem entendido: ela se inspira nas inquietações que eu tinha naquela época. A crítica francesa, que recebeu muito bem o espetáculo, freqüentemente escreve, para meu espanto, que se trata de uma peça filosófica. Mas será verdade?



Calígula, príncipe até então relativamente amável, acaba por perceber, com a morte de Drusilla, sua irmã e amante, que o mundo, tal como está, não lhe é satisfatório. A partir daí, obcecado pelo impossível, envenado de maldade e horror, ele tenta exercer, por meio do assassinato e da perversão sistemática de todos os valores, uma liberdade tamanha que não demorará para descobrir que não é uma liberdade boa. Ele recusa a amizade e o amor, a simples solidariedade humana, o bem e o mal. Ele enreda com palavras todos os que estão à sua volta, ele os força a encontrar uma lógica, ele nivela tudo ao seu redor pela força de suas recusas e por uma raiva destruidora. É onde reside sua paixão de viver.



Mas se sua verdade era se revoltar contra o destino, seu erro foi o de negar o humano. Não se pode a tudo destruir, sem destruir a si próprio. Calígula arrasa com o mundo ao seu redor e, fiel à sua lógica de vida, faz o que pode para voltarem-se contra ele todos os que terminarão por assassiná-lo. Calígula, a peça, é a história de um suicídio superior. É uma história sobre a forma mais humana e mais trágica de errar. Infiel ao homem, por fidelidade a si mesmo, Calígula consente em morrer, por haver compreendido que nenhuma criatura pode se salvar sozinha e, ainda, que não se pode ser livre à custa dos outros.



Trata-se, portanto, de uma tragédia da inteligência. É de onde se pode concluir, naturalmente, que o drama de Calígula foi totalmente de cunho intelectual. Pessoalmente, eu acho que conheço bem os defeitos desta obra. Mas procuro em vão a filosofia nesses quatro atos que escrevi. Ou, se ela existir ali, ela se encontra no nível da seguinte afirmação do herói: Os homens morrem e eles não são felizes. É uma ideologia bem modesta, pode-se notar, e eu até tenho a impressão de dividi-la com Monsieur de La Palice (1470-1525) e com a humanidade inteira. Não, minha ambição não era a filosofia, era outra. A paixão pelo impossível é, para o dramaturgo, um objeto de estudo tão valoroso quanto a sede de amar ou o adultério. Mostrar essa paixão em toda a sua fúria, justificando estragos e desencadeando confrontos – eis o que era o meu projeto. E é sobre esse aspecto que deve ser julgada a minha peça.



Uma última palavra. Alguns acham que minha peça é provocante e são os mesmos que, no entanto, consideram natural que Édipo mate o pai para se casar com a mãe ou os mesmos que aceitam fazer ‘ménage à trois’, desde que nos limites, é claro, de quatro sólidas paredes e em alta sociedade. Eu tenho pouca admiração por certo tipo de arte que só escolhe chocar por falta de saber convencer de outra forma. E se, por uma infelicidade, eu me pegasse realmente sendo escandaloso, seria apenas por causa desse gosto desmesurado que os artistas têm pela verdade ­– e um verdadeiro artista não consegue abrir mão da verdade, porque isso significaria renunciar à sua arte.”



Albert Camus, no prefácio à edição americana do livro ‘Théâtre’ (1958), antologia de suas peças pela editora Pléiade (tradução de Dib Carneiro Neto).


Ficha técnica

Calígula - Estréia dia 28 de novembro, sexta-feira, no Teatro Paulo Autran do SESC Pinheiros. Temporada - de 28/11 a 21/12 (sexta a domingo) e de 8/01 a 22/02/ 2009. Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h. Texto: Albert Camus. Tradução: Dib Carneiro Neto. Direção e figurinos: Gabriel Villela. Cenografia: J C Serroni. Sonoplastia: Daniel Maia. Elenco: Thiago Lacerda, Pascoal da Conceição, Magali Biff, Rodrigo Fregnan, Pedro Henrique Moutinho, Jorge Emil e Ando Camargo. Ingressos: 20,00 (inteira), R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, + de 60 anos, estudantes e professores a rede púbklica de ensino.) e R$ 5,00 (trabalhadores no comércio e serviços matriculados no SESC e dependentes). Capacidade – 700 lugares. Duração – 100 minutos. Classificação etária: 14 anos. Sinopse - A história do imperador Gaius Caesar Germanicus, terceiro imperador romano, reinante entre 37 e 41, que ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel.


FERNANDA TEIXEIRA
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postado por: NANDA ROVERE 7:52 PM


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