NANDA ROVERE CULTURAL
NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Sábado, Março 15, 2008




RECOMENDO:

14/03/2008 - 14h55
Com palpites de Paulo Autran, peça "Amigas, Pero no Mucho" estréia no Rio
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MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online

Estréia nesta sexta (14), às 21h, no Teatro Leblon, no Rio, a peça "Amigas, Pero no Mucho". Ela traz os atores Leopoldo Pacheco, Elias Andreato, Cláudio Fontana, Romis Ferreira e Jonatan Harold em papéis femininos.



João Caldas/Divulgação


Elias Andreato e Leopoldo Pacheco vivem papéis femininos em "Amigas, Pero no Mucho"
Eles vivem quatro amigas que se alfinetam o tempo todo, mergulhadas em pequenas intrigas e disputas. Andreato é o grande destaque da montagem, na pele da temperamental Fram. A trilha é executada ao vivo pelo pianista Jonatan Harold.

O divertido texto foi escrito em 2004 pela jornalista paulistana Célia Regina Forte, dona ao lado de Selma Morente da Morente Forte Comunicações, empresa que atua há 23 anos com assessoria e produção de espetáculos.

Pitacos de Paulo Autran

"Amigas" foi a primeira peça de Célia, que contou com a ajuda de um amigo poderoso. "O Paulo Autran falou que comecei a escrever por que tive 20 anos de 'faculdade', assistindo aos ensaios das melhores peças com atores e diretores do primeiro time", conta a autora à Folha Online.

Divulgação



Célia Regina Forte (foto) contou com a ajuda de Paulo Autran


E foi Paulo Autran (1922-2007), com quem Célia costumava jogar baralho, quem dilapidou o texto final da peça. "Quando ele leu, ficou comigo três tardes, retirando as palavras que não precisariam ser ditas. Quando soube que seria com atores, ele adorou e falou que o Possi [José Possi Neto, diretor] faria um lindo trabalho. Acredito que alguém lá em cima está comigo", diz, emocionada em se lembrar do amigo.

Inspiração no trânsito

"A inspiração para a peça veio no trânsito de São Paulo", brinca a autora. Célia conta que pensou primeiro em quatro atrizes. A novidade dos papéis serem interpretados por atores foi sugerida pelo irreverente Marcelo Médici, que fez uma leitura com atores supervisionada por Autran.

A leitura foi um sucesso e o diretor José Possi Neto, que estava presente, resolveu que daria conta da montagem, junto com o produtor Mario Martini. No ano passado, o espetáculo fez temporada de sucesso em São Paulo. Agora chega a vez do Rio conferir o trabalho. Célia confessa estar nervosa, mas confiante: "Acho que os cariocas vão receber o espetáculo com muitas risadas", diz.

Nova peça

A autora já pensa em novos projetos. Em julho, deve chegar aos palcos seu segundo texto, "Ciranda", com Arlete Salles e Helena Ranaldi. Como não poderia deixar de ser, a peça também foi lida por Autran em setembro de 2007, um mês antes dele morrer. Depois de sugerir pequenas alterações, ele ordenou à amiga: "Entregue para o Possi e monte". Ela obedece.

"Amigas, Pero no Mucho"
Quando: sexta e sábado, às 23h30 (até 31 de maio)
Onde: Teatro do Leblon (r. Conde de Bernadote, 26, lj.104, Leblon, Rio; tel. 0/xx/21/2274-3536)
Quanto: R$ 50

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u382014.shtml

postado por: NANDA ROVERE 12:17 PM

Comments: Sexta-feira, Março 14, 2008



Estréia de Salmo
RECOMENDADÍSSIMO O ESPETÁCULO, CLARO!































www.exclusivo.terra.com.br

Para ver reportagens:

http://www.oteatrodadelicadeza.blogger.com.br/index.html


postado por: NANDA ROVERE 8:51 PM

Comments: Segunda-feira, Março 10, 2008



Tuna Dwek assina a autoria da envolvente biografia Memórias da Lua, sobre a atriz Denise Del Vecchio

Não podia ser outra pessoa para escrever sobre Denise. Tuna é atriz como a amiga homenageada. Possuem em comum o amor pela profissão, o talento, a sensibilidade apurada e a amizade pelo dramaturgo Alcides Nogueira, figura importante na trajétória dessas artistas que se jogam de corpo e alma em todas as suas realizações.

A obra retrata momentos de suma importância na vida da atriz, ora cronologicamente, ora respeitando as lembranças e emoções da biografada.

A infância, a adolescência, a descoberta do teatro, a busca de um país mais justo atuando no Teatro de Arena, o trabalho na periferia de São Paulo junto com seu ex-marido Celso Frateschi, a carreira solo no teatro, cinema e TV, os amigos que conheceu atuando e que carrega pela vida afora, os ensinamentos que as Artes Cênicas lhe proporcionaram...tudo isso é contado em primeira pessoa e transmite uma paixão enorme de Denise para com a sua profissão.

O leitor se sente próximo à atriz e tem a oportunidade de conhecer a trajetória de uma artista de grande talento, que valoriza o teatro quanto ao seu poder de reflexão e de encantar o público. Momentos especiais da História do Teatro Brasileiro estão no livro, como As dificuldades impostas pela Ditadura, o sucesso estrondoso de Lua de Cetim e Feliz Ano Velho e o sonho das Diretas Já.

Memórias da Lua é mais um excelente trabalho assinado por Tuna Dwek que, junto às envolventes biografias A Emoção Libertária, sobre Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira - alma de cetim, divulga ( e documenta) a produção artística e o pensamento de personalidades que contribuem para que as manifestações culturais no Brasil sejam de qualidade.

O lançamento de Memórias da Lua contou com a presença de Denise e Tuna autografando os livros e de amigos que lotaram o bar Teatrix, em São Paulo.

Pelo sucesso presenciado na noite do lançamento, Memórias da Lua será mais uma produção literária da Coleção Aplauso, que fará juz ao objetivo da Imprensa Oficial, que é proporcionar a leigos, e também aos pesquisadores de nossas manifestações artísticas, obras assinadas por profissionais competentes a um custo acessível.

Um livro que deve ser lido por artistas e por todos que admiram as Artes Cênicas.

Denise del Vecchio é mãe, mulher, atriz; merece o reconhecimento que obteve no decorrer de sua trajetória profissional.

Uma leitura imperdível!


¨Se pudermos com o nosso trabalho tocar verdadeiramente uma alma que seja, o sentimento de gratidão e plenitude que se instala já é recebido como uma recompensa¨
Memórias da Lua
Denise Del Vecchio; pág213



¨Ao escrever, constato a cada livro que a vida é decididamente mais rica e criativa do que a ficção, e por isso já me emociono. Tal como a Lua de Cetim, de Alcides Nogueira, espetáculo dirigido por Márcio Aurelio, que rendeu à atriz um Prêmio Molière, a lua cheia cria um círculo perfeito, harmônico e hegemônico.
O céu é pontilhado de estrelas e de tanto em tanto algumas nos caem no colo, sendo que uma delas se chama Denise, não por acaso, em grego, a deusa do prazer¨.
Memórias da Lua
Tuna Dwek; pág 17



SOBRE TUNA DWEK:
Trabalha como atriz há cerca de 20 anos e, paralelamente, também é
escritora, socióloga, tradutora, mergulhadora...
Lançou as envolventes biografias A Emoção Libertária, sobre Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira - Alma de Cetim. Participará da nova minissérie da Globo, chamada Queridos Amigos, autoria de Maria Adelaide Amaral.

SOBRE DENISE DEL VECCHIO:
Atriz de teatro, cinema e TV. Em 2007, participou de leituras dramáticas e dos espetáculos Mar de Gente (direção de Ivaldo Bertazzo) e De Corpo Presente (direção e autoria de Mara Carvalho).
Denise está participando da novela Amor e Intrigas, da TV Record, e assina com a irmã, Alzira Andrade, a direção do espetáculo A Estressada Doméstica (Teatro da União Cultural - r. Mário Amaral, 209, Paraíso; tel: 11 2148-2904. 270 lugares. Sex: 21h30. Sáb: 21h. Dom: 20h. Até 2/3. Ingresso: R$ 20 (sex e dom) e R$ 30 (sáb)).

Para adquirir Memórias da Lua: lojavirtual.imprensaoficial.com.br/
DWEK, Tuna. Denise Del Vecchio: Memórias da Lua. São Paulo; Imprensa Oficial; 208;272p.:il..- (Coleção Aplauso.Série perfil/coordenador geral Rubens Ewald Filho)

Abaixo fotos do evento

postado por: NANDA ROVERE 9:01 PM

Comments:


Tuna, Denise e Tide (Alcides Nogueira)



Tuna, Denise e Mara Carvalho



Tuna



Tuna, Denise e amigos



Tuna e Denise

(25 de fevereiro de 2008)




postado por: NANDA ROVERE 8:41 PM

Comments: Domingo, Março 09, 2008



Sérgio Roveri revela a trajetória da escritora Tatiana Belinky no livro E quem quiser que conte outra





Sérgio Roveri é um dos nomes mais importantes da dramaturgia atual. Entre os seus sucessos estão: Andaime, Abre as Asas Sobre Nós, O Encontro das Águas e Horário de Visita.

Jornalista, se dedica à criação de textos teatrais desde 2003 (Vozes Urbanas) e tem conseguido chamar a atenção do público e da crítica por abordar temas da vida cotidiana de forma simples e tocante.

A sua trajetória no jornalismo e a sua experiência nas Artes Cênicas se uniram na elaboração do interessante livro E quem quiser que conte outra, biografia de Tatiana Belink,

Lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, como parte da coleção Aplauso, que, por meio de depoimentos de personalidades a jornalistas, documenta a trajetória de atores e diretores de televisão, cinema e teatro, além de divulgar roteiros de cinema.

E quem quiser que conte outra aborda a carreira de uma das pioneiras da televisão e do teatro infantil no Brasil.

Momentos que fazem parte da História da nossa cultura, no teatro, na TV e na literatura,estão presentes no livro.

Nascida em São Petersburgo, Tatiana mudou-se com a família para o Brasil aos dez anos de idade. Trabalhou como secretária bilíngüe e se dedicou ao curso de Filosofia na Faculdade São Bento, mas, ao conhecer o médico e educador Júlio Gouveia, começou a adaptar, traduzir e criar peças infantis. A parceria com Júlio durou anos e gerou inúmeros sucessos, merecendo destaque a primeira adaptação de O Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, para a TV (Tupi).

Escrevendo artigos, crônicas e crítica de literatura infantil , atuou como colaboradora da TV Cultura e de diversos jornais. Em 1985 começou a escrever livros e, desde então, coleciona prêmios.

Aos 85 anos, a sua paixão pela profissão é visível, assim como o desejo de não parar de produzir histórias.

Sérgio Roveri, com extrema sensibilidade para captar o pensamento e as emoções da escritora, faz com que a leitura de E quem quiser que conte outra seja prazerosa e imperdível.

Não deixem de ler outra obra da Coleção Aplauso, também assinada por Roveri: Gianfrancesco Guarnieri - um grito solto no ar.

Para saber mais sobre Sérgio Roveri:
roveriblog.blogspot.com
Comunidade no orkut: www.orkut.com/Community.aspx?cmm=902837

Para adquirir o livro, visite o endereço:
http://livraria.imprensaoficial.com.br/



Rubens Ewald Filho, Hubert Alquéres, Sérgio Roveri e Tatiana Belinky
http://www2.uol.com.br/mostra/31/p_destaque_94.shtml


Texto publicado no http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1205113317&archive=&start_from=&ucat=33&

Noite do Aquário, texto de Sérgio Roveri, está na Viagem Teatral do Sesi:
Apresentações:
Data Horário Cidade
23/2/2008 20:00 SESI MARÍLIA
24/2/2008 17:00 - 20:00 SESI MARÍLIA
1/3/2008 20:00 SESI ARARAQUARA
2/3/2008 20:00 SESI ARARAQUARA
8/3/2008 20:00 SESI FRANCA
9/3/2008 17:00 - 20:00 SESI FRANCA
15/3/2008 20:00 SESI RIO CLARO
16/3/2008 20:00 SESI RIO CLARO
22/3/2008 20:00 SESI PIRACICABA
23/3/2008 20:00 SESI PIRACICABA
29/3/2008 20:00 SESI ITAPETININGA
30/3/2008 20:00 SESI ITAPETININGA
5/4/2008 20:00 SESI SOROCABA
6/4/2008 17:00 SESI SOROCABA
12/4/2008 20:00 SESI OSASCO
13/4/2008 19:00 SESI OSASCO
19/4/2008 20:00 SESI SANTO ANDRÉ
20/4/2008 20:00 SESI SANTO ANDRÉ
26/4/2008 20:00 SESI MAUÁ
27/4/2008 20:00 SESI MAUÁ
3/5/2008 20:00 SESI SANTOS
4/5/2008 20:00 SESI SANTOS
10/5/2008 20:00 SESI BIRIGUI
11/5/2008 17:00 SESI BIRIGUI

postado por: NANDA ROVERE 11:36 PM

Comments: Sexta-feira, Março 07, 2008



Filme Fim da Linha‏





O filme parece bom. A história é interessante e no elenco pessoas queridas e talentosas, como Bruno Fagundes, Teca Pereira, Daniela Camargo, Serginho Groisman, Rubens de Falco.

HSBC Belas Artes/Sala Cândido Portinari, 14h20, 16h, 17h40, 19h20 e 21h10.Metrô Santa Cruz 9, 18h05, 20h05 e 22h. Sex. e sáb.: também à 0h05.Raposo Shopping 1, 14h30, 16h20, 18h10, 20h e 21h50.

RELEASE:
Bem-humorado, satírico e astutamente construído, Fim da Linha amarra de forma certeira sete histórias do cotidiano brasileiro. Tudo se resume a dinheiro, dinheiro, dinheiro: dos índios que querem ser pagos por sua dança da chuva ao político que não consegue parar de ganhar na loteria.” (Festival Internacional de Rotterdam)

Corre a lenda que, em visita ao Brasil, um alto funcionário do Banco Mundial teria dito que, neste país, jogar dinheiro de um helicóptero é a única forma eficaz de redistribuição de renda. Fim da Linha transforma esta lenda em filme e faz chover dinheiro sobre uma manifestação pela paz em uma grande avenida da cidade de São Paulo. Fim da Linha é metáfora tensa e bem-humorada das dificuldades, dilemas e seduções criadas por uma sociedade estruturada pela fé no poder do dinheiro.
Um político cercado de assessores e seu filho, um jornalista de televisão, sua mulher e seu filho, dois motoristas de táxi, um catador de papel, uma ladra surda-muda (negra e analfabeta), um bebê seqüestrado, um grupo de velhinhos de um asilo e uma tribo de índios. O destino de cada um destes personagens vai se cruzar quando ocorre uma inusitada chuva de dinheiro em pleno centro da cidade de São Paulo.

Maria Padilha - Julia
Daniela Camargo - Sandra
Bruno Fagundes - Daniel
Eucir de Souza - Carlos
Rubens de Falco ( que está num céu de estrelas)
Ivan Capua - Catador
Teca Pereira - Surda-muda
Ney Piacentini - Assessor
Odara Carvalho - Assessora
Turíbio Ruiz - Velhinho Chefe
Norival Rizzo - Hermógenes
Pitotó - Chefe Indígena
Gabriel Victor Tonietti - Beb
Serginho Groisman - Apresentador de TV

SOBREO DIRETOR:

Gustavo Steinberg, nascido em São Paulo, em 1973. Bacharel Internacional pelo United World College of the Adriatic. Bacharel e Mestre em Ciências Políticas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, MSc em Mídia e Comunicação pela London School of Economics and Political Science.
Trabalha com cinema desde 1995, como produtor executivo, roteirista e diretor. Co-dirigiu com Marcelo Masagão o curta Um Pouco Mais Um Pouco Menos. Produziu três longas metragens, O Prisioneiro da Grade de Ferro (de Paulo Sacramento), Cronicamente Inviável (de Sergio Bianchi) e 1,99 (de Marcelo Masagão), sendo também roteirista dos dois últimos.
Publicou um romance (“Prazeres da Solidão”, ganhador do III Prêmio Xerox Award de Literatura Universitária) e um livro acadêmico (“Política em Pedaços ou Política em Bits”, editora Universidade de Brasília).

Para saber mais:
www.fimdalinha.com.br/



postado por: NANDA ROVERE 2:44 PM

Comments: Quarta-feira, Março 05, 2008










Endereço: Rua São João Batista, 104 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ Informações: 21 2537-8053


Sobre os personagens

VAVÁ (Pascoal da Conceição)
Sobrevivente do massacre, tudo viu e tudo sabe. É atormentado por sentimentos como culpa, arrependimento e revolta. No presídio, tem fama de “corpo fechado” e gosta de repetir que já matou “bem uma meia dúzia de três ou quatro”. No auge do desespero, clama pela mãe religiosa. Na qualidade de narrador do massacre do Carandiru, o personagem abre e fecha o espetáculo. Contesta o número oficial de mortos (111) e garante que morreram mais de 250 no dia do massacre.


NEGO-PRETO (Rodrigo Fregnan)

Por ter sido traído por um parceiro de assalto, vive obcecado pela idéia de lealdade. Conhece bem as regras de convivência no presídio e, por isso, é o personagem que mais descreve à platéia o “modo de vida” dentro do Carandiru. Tem medo de enlouquecer na prisão e se esforça por acreditar na eficácia do sistema penitenciário, pois acaba de saber que seu filho é o mais novo “hóspede” da cadeia. Disfarça sua profunda amargura com um tom de paizão orgulhoso e confiante no futuro encarcerado do filho.


CHARUTO (Pedro Moutinho)

Traficante, cumprindo pena pela segunda vez, não vê a hora de sair do presídio para matar o amigo que se envolveu com “sua nega” Rosirene. Grandalhão, forte, bem dotado, é figura que se afirma pela exibição da masculinidade. Personagem que simboliza a libido reclusa e sufocada dentro da penitenciária. Adora ficar repetindo que é macho. Tem febres noturnas por culpa de um dedo da mão inflamado pela mordida de um rato de esgoto em sua cela.


ZIZI MARLI (Ando Camargo)

Homossexual fragilizado, medroso e submisso, que fala de seu mundinho na clausura como se contasse um capítulo de telenovela. Divide o beliche da cela com um travesti, Margô Sueli, que, por sua vez, tem um “marido de cadeia”, o ladrão Santão. Zizi é a doméstica da cela, que cuida da cozinha, lava, passa e faz toda a arrumação. Adora os ‘barracos’ que as amigas-travestis aprontam no presídio, mas está sempre de fora de tudo, como um (tele) espectador passivo.


BOLACHA (Rodolfo Vaz)

Personagem que representa a “lei” dentro do presídio, o defensor dos códigos. É o “encarregado geral” de seu pavilhão, o que significa que tem poder decisório de juiz nas contendas entre os presidiários. É sempre consultado, por exemplo, nas questões de vingança entre eles e precisa ter a cabeça fria para autorizar ou não os “serviços”. Passa as noites em claro, matutando, e vive repetindo o bordão “É sem chance!”, retirado de outro personagem do livro de Drauzio Varella.


VÉIO VALDO (Pascoal da Conceição)

Negro, em torno dos 70 anos, é o personagem mais desencantado e descrente das boas intenções da clausura. Já passou pelos piores castigos e vive “anestesiado”, querendo fugir de todo e qualquer contato humano dentro da penitenciária. Não acredita na chamada “reeducação” dos presos”. “O Carandiru não é nada, não!”, costuma dizer. Para ele, ficar sozinho é a única saída, é a estratégia certa num lugar onde não se pode confiar nem na própria sombra.


EDELSO (Ando Camargo)

Com passado de falso médico e roubo de carro, atua como enfermeiro na prisão e tem orgulho de sua função no Carandiru. Tem tanta prática como auxiliar do médico da penitenciária que quer sair da prisão e tentar de novo se dar bem como “falso” médico. Sonha em montar seu próprio consultório. De forma divertida, com pitadas de ingenuidade e otimismo, o personagem entretém a platéia com suas histórias ligadas a um setor importantíssimo dentro de um Complexo como o do Carandiru: o atendimento médico no ambulatório.


ZÉ DA CASA VERDE (Rodrigo Fregnan)

Negro safo e de uma vitalidade a toda prova, é o personagem que representa justamente a pulsação vital que faz da penitenciária um microcosmo efervescente. É o oposto da apatia de Véio Valdo, já que, mesmo fechado na prisão, acredita em toda a energia que ainda tem para gastar.Tem duas mulheres, ama as duas e tem de dar conta das duas, inclusive nos “dias de visita” em que ambas aparecem no Carandiru. Em seu sonho de macho ativo e provedor, um dia sai da cadeia, junta as duas famílias num só teto e as sustenta com um esquema bem organizado de assaltos.


VERONIQUE (Rodolfo Vaz)

É um travesti extrovertido, mas ao mesmo tempo muito amargo, sobretudo por ter consciência de sua decadência física. Enxertos de silicone de quinta categoria causaram inflamações sérias em seu corpo e dores insuportáveis. Simboliza o jogo de poder dentro da cadeia, na medida em que faz chantagem com os presidiários a quem “serve” com seus préstimos sexuais. “Se eu abro o bico, ó, reputação de malandro vai tudo pro esgoto”, diz. Tem seqüelas de rejeição que vêm da infância, na relação com o irmão que o desprezava. Fica repetindo para si que é “muita amada” e “muito querida”, mas sabe que não sobrevive sem suas chantagens.


VALENTE (Pedro Moutinho)

Personagem que é síntese e retrato de todos aqueles presidiários que, dentro da cadeia, buscaram na religião exacerbada a solução para seus tormentos, medos e culpas. “Sinto Deus operando na minha existência”, diz ele, que anda munido de uma Bíblia. Sempre matou sem dó todos os que reagiam a seus assaltos e sua pena total é de 130 anos. Desde criança, morre de medo de tudo e disfarça essa fraqueza no próprio apelido que adotou (Valente).


Meu texto sobre a peça: www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1185240531&archive=&start_f...

Blog: http://salmocarandiru.blogspot.com/

Comunidades do orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1544760 Gabriel Villela

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=34427423 Salmo 91

postado por: NANDA ROVERE 4:27 PM

Comments: Segunda-feira, Março 03, 2008



SALMO 91 NO FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA





Salmo 91

Indicado a três Prêmios SHELL (melhor autor – Dib Carneiro Neto, melhor direção – Gabriel Villela, melhor ator – Rodolfo Vaz), a adaptação do best seller “Estação Carandiru”, de Drauzio Varella, feita pelo jornalista Dib Carneiro Neto traz para o teatro as personagens apaixonantes do livro e do filme dirigido por Hector Babenco. O malandro Dadá, os travestis Zizi Marli e Veronique, o Nêgo-Preto, o tarado Charuto, o Bolacha (Sem-Chance), o enfermeiro Edelso, o Zé da Casa Verde e suas duas mulheres, entre outros, estão todos sujeitos ao rígido controle do Carandiru da época e a um implacável código penal não escrito, criado pela própria população carcerária. A peça é composta de 10 monólogos interpretados por cinco atores, que contam o dia-a-dia nas celas, o futebol, a religião e a rebelião que tomou conta do Carandiru e originou a famosa invasão da polícia e o massacre de 111 presidiários. Nesse dia, conforme está no livro de Drauzio Varella, o sobrevivente Dadá lembra-se que o Salmo 91, que sua mãe sempre insistira para que ele o lesse, dizia: "Mil cairão à sua direita, e dez mil à sua esquerda, mas a ti nada acontecerá nada te atingirá".


29/03/2008 - 20:30 -Auditório Salvador Ferrante (Guairinha) - Rua XV de Novembro, s/nº
30/03/2008 - 20:30 -Auditório Salvador Ferrante (Guairinha) - Rua XV de Novembro, s/nº

Autor
Dib Carneiro Neto, baseado no livro “Estação Carandiru”, de Drauzio Varella

Diretor
Gabriel Villela

Ficha Técnica
Gabriel Villela , Diretor
Gabriel Villela , Figurinista
Gabriel Villela , Cenógrafo
Cacá Toledo e Gustavo Wabner, Assistente de Direção
Pascoal da Conceição, Ator
Rodrigo Fregnan, Ator
Pedro Henrique Moutinho, Ator
Ando Camargo, Ator
Rodolfo Vaz, Ator
Domingos Quintiliano, Iluminador
Túnica, Sonoplasta
Cleide Mezzacapa, Costureira
Pedro Henrique Moutinho,
Marcos Fávero, Operador de Luz
Cacá Toledo, Operador de Som
Renata Alvim, Produtor
Claudio Fontana, Diretor de Produção

Origem da Peça
São Paulo, SP, Brasil

www.festivaldecuritiba.com.br
http://salmocarandiru.blogspot.com/




postado por: NANDA ROVERE 2:40 PM


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