Valorização da cultura brasileira
Comments:
Domingo, Novembro 25, 2007
SHOW TEMPO - LEO DINIZ
Minas Gerais é um estado de grande riqueza artística e um dos seus maiores destaques é a área musical. A lista de compositores e intérpretes é imensa.
Leo Diniz é um desses representantes do grande talento mineiro, que alia simplicidade, criatividade e busca do aprimoramento profissional a cada novo trabalho.
Natural de Curvelo, reside em São Paulo desde o final dos anos 90. Artista múltiplo, cantor, ator e figurinista, possui uma sensibilidade ímpar, que o coloca entre os grandes nomes do teatro paulistano na atualidade.
Tem significativa experiência com o canto em espetáculos como Leonce e Lena, Gota D'Água, Os Saltimbancos e Ópera do Malandro (direção de Gabriel Villela) e Rapsódia dos Divinos, (direção de Paulo Ribeiro), entre outros, e foi backing-vocal no show Elba Canta Luiz, mais uma vez sob a direção de Gabriel Villela.
Sua voz potente e afinada chama a atenção do público e emana uma energia positiva.
O show Tempo antecede o lançamento do seu primeiro CD e apresenta um bonito repertório, voltado para a emoção e a paixão.
A apresentação é dividida em quadros que contam histórias relacionadas às canções apresentadas. A idéia de dramatizar o espetáculo possibilita a Leo Diniz mostrar a sua competência como ator e cantor, dando uma graça especial às canções. A sutileza impera nas cenas que trabalham com a paixão, traição, saudade, contemplação, etc.
O cenário é intimista, basicamente cadeiras, uma mesinha com um som antigo, malas, taças de champagne e uma janela. O figurino mescla o esportivo com o mais clássico chic.
O espaço intimista recebe a presença de dois músicos, um tocando violão e o outro caminhando pelo palco tocando violino.
Momentos merecem destaque: Leo contemplando a lua melancolicamente e entoando a belíssima Lua Branca e, já no final da apresentação, com um brilho especial, a música Todo Sentimento, de Chico Buarque. A presença da cantora ( e também atriz) Carol Bezerra é outro atrativo, graças à sua bela voz e expressividade.
O lançamento do Cd será mais um passo importante na carreira de Leo Diniz, recheada de sucessos. Num mundo onde a arte muitas vezes é banalizada, artistas que buscam o refinamento merecem reconhecimento.
A escolha do Ópera Buffa para sediar a temporada de estréia do show foi pertinente, pois a casa é mais um espaço para a arte e está localizado na Praça Roosevelt, que abriga o Espaço dos Satyros e Parlapatões. O burburinho lá acontece de segunda a segunda.
O show Tempo é uma das boas pedidas para a próxima sexta-feira!
¨Tempo é um Show-Poesia, feito da mistura de uma voz linda com uma figura muito charmosa. Leo é um talento que seduz e presenteia a platéia¨ - Sandro Gaspahrini, ator.
¨Uma apresentação poética e delicada que envolve os nossos mais profundos sentimentos.
Gostei muito da versão da Smile (Sorrir) e da simplicidade de Chalana¨ - Rafael Altro, músico.
Leo Diniz no Show: Tempo
Violão & Arranjos: Wem
Violino: Cláudio Mendraño
Cenário e Figurino: Márcio Macena
Roteiro: Hermes Vago Junior
Luz: Paulo Ribeiro
Foto: Paola Prado
Participação Especial: Carol Bezerra
Ópera Buffa
Local: Praça Roosevelt, 82, Consolação.
Data: Dias 16, 23 e 30 de Novembro.
Horário: 21 h
Reservas: 11 3237-1980
Ingresso: R$ 20,00
Lotação: 50 lugares.
Realização: Ribeiros Produções Culturais
Comunidade do Leo no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2600137
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Repertório:
1-“Tá combinado” – Caetano Veloso
2-“Preciso dizer que te amo” – Cazuza, Bebel Gilberto, Dé
3-“Linda flor” -H. Vogeler, C. Costa, L. Peixoto, M. Porto
4-“Cantada” – Adriana Calcanhotto
5-“Boa noite, amor” -José Maria de Abreu, Francisco Mattoso (canto com Carol Bezerra)
6-“Do Cóccix até o Pescoço” – Caetano
7-”Lua Branca” – Chiquinha Gonzaga
8-“Canção do amanhecer”- Edu Lobo, Vinícius de Morais
9-“Acontece” – Cartola
10-“Chalana” – Mário Zan, Arlindo Pinto
11-“Nunca” - Lupicínio Rodrigues ( canto com Carol Bezerra)
12-“Kissing you” - Des’ree (eu toco ao piano)
13- “Sorri”- Versão João de Barro
14-“ Como uma onda” - Lulu Santos, Nelson Motta
15-“Todo sentimento” – Chico Buarque, Cristóvão Bastos
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Currículo do artista:
Leonardo Diniz é ator, cantor, figurinista,designer...
Léo é formado como ator pelo CEFAR- Palácio das Artes, BH e também em Belas
Artes pela UFMG.
1992- A Conjuração, direção de Jota D'Angelo, BH
1994- O Cigano, direção Wenceslau Coimbra; BH
1993- Pianíssimo; BH
1994- As Bodas de Fígaro, direção de Marcelo Castilho Avelar; BH
1994- As Troianas, direção de Raul Belém Machado; BH
1995- O Casamento da Ararinha Azul, direção de Mamélia Dornelles; BH
1997- Última Rosa de Verão, direção de Marcos Vogel; BH
1997- Romão e Julinha, direção de Pedro Paulo Cava; BH
1997 - O Mágico de Oz; BH
1999 -Vô Doidim e os Velhos Batutas; direção Carlos Gradim-figurinos; SP
1999 - Turandot; SP
2000 - Ópera do Malandro,direção Gabriel Villela; SP
2001 - Os Saltimbancos,direção Gabriel Villela; SP
2002- Gota D`Água,direção Gabriel Villela; SP
2004 - Sinfonia do Tempo; direção Silnei Siqueira; SP
2006 – Leonce e Lena, direção Gabriel Villela; SP
2006 – Rapsódia dos Divinos, direção Paulo Ribeiro; SP
2007- Avatar, direção Paulo Ribeiro; SP
Show Elba Canta Luiz - backing vocal; direção Gabriel Villela
Se apresentou no Segundas Intenções.
Destes espetáculos, foi indicado aos seguintes prêmios:
Melhor ator- Pianíssimo
Ator Revelação- Pianíssimo
Melhor ator- Romão e Julinha
Melhor Figurino-Veríssima Comédia
Melhor Figurino- Vô Doidim e os Velhos Batutas
...e ganhou os seguintes prêmios:
Ator Revelação- Pianíssimo
Melhor Figurino- Veríssima Comédia
postado por: NANDA ROVERE 9:06 PM
Comments:
Terça-feira, Novembro 20, 2007
MATÉRIAS:
SHOW RETRATO DA VIDA
CLAUDIO FONTANA E CÁSSIO SCAPIN NO IMPERDÍVEL ESPETÁCULO ANDAIME
TRAJETÓRIA DA ATRIZ LUCIANA CARNIELI
ESPETÁCULO ROMÂNIA
----------------------------------------------------------------
SHOW RETRATO DA VIDA
O seu show foi perfeito, a sua voz é uma luz divina e a sua expressividade, única. Nábia Villela tem um jeito todo especial de representar que tem conquistado o reconhecimento do público.
Num pequeno e novo espaço da Pça Roosevelt, Ópera Buffa, a atriz e cantora Nábia Villela fez um lindo show na noite de segunda-feira. A casa estava lotada e o público apreciou a apresentação dessa cantora e atriz especial e que está entre os grandes talentos da nova geração do teatro.
Mineira, de Carmo do Rio Claro, ela levou ao palco um pedacinho de Minas. Numa espécie de oratório/sala de visitas aconchegante, entoou canções de diversos compositores brasileiros, entre eles Chico Buarque, Zeca Baleiro, Chico César, entre muitos outros. O show envolve de tal maneira, que o tempo passa e nem dá para sentir a hora; quando termina fica a vontade de continuar na sala de espetáculos e pedir bis e mais bis.
Nábia Villela já havia feito esse mesmo show no Sesc Ipiranga (final de 2005) e o aprimoramento, tanto vocal quanto de sua interpretação, é visível. A movimentação no palco está bem marcada e a direção de Heron Coelho coloca todo o foco na expressão da artista, que conversa com a platéia, num clima descontraído e intimista.
O momento mais bonito: quando Nábia convida a sua mãe para executarem um dueto, cuja música cantada fez parte da sua infância em Carmo do Rio Claro – a sua família possui dom para o canto.
A participação do também cantor e ator Leo Diniz (dueto em Samba em prelúdio, de Vinícius de Moraes) deu um brilho especial à apresentação.
Quem perdeu terá mais uma oportunidade para conferir, dia 26 de novembro.
Trajetória:
Nunca havia pensado em ser artista até que sua voz ímpar - que vai do popular à ópera - foi descoberta pelo primo, o diretor teatral Gabriel Villela, em uma festa em Carmo. Ao assumir a direção artística do Teatro Glória no Rio de Janeiro, Gabriel a convidou para integrar o elenco do espetáculo Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. Nábia, sem ter pisado em um palco antes, resolveu aceitar o convite. Depois da participação em Morte e Vida Severina (1997), vieram A Vida é Sonho (1998), Alma de Todos os Tempos (1999), Os Saltimbancos (2001) e Gota D'Água (2001), todos dirigidos por Gabriel. Em 2002 estreou o espetáculo infantil A Borboleta sem Asas no TBC. Voltou a ser dirigida pelo Gabriel no espetáculo A Ponte e a Água de Piscina onde interpretava belas canções, como um trecho de Hino ao Amor (que já foi gravada por Edith Piaf e Dalva de Oliveira), Meu Primeiro Amor e Lágrima (de Amália Rodrigues). Todas à capela!
Fez o espetáculo Marias do Brasil (participa do CD e dos shows de divulgação, ao lado do Chico César), participou do evento Segundas Intenções, Projeto Em cena, ações (direção Heron Coelho), shows poéticos com o grupo S/Arautos e mais espetáculos de sucesso: Leonce e Lena ( direção Gabriel Villela), Amor e Rapsódia dos Divinos (direção Paulo Ribeiro), Era Uma Vez Um Rio (direção Lavínia Pannunzio); no momento está ensaiando Tieta do Agreste (estréia dia 16 de novembro), no Teatro Frei Caneca.
.
Para conhecer mais sobre a artista:
-'Sou assim', deToquinho e Guarnieri
Projeto Em cena, ações
www.youtube.com/watch?v=XQpypz2Qol4
-Blog da peça Tieta do Agreste
tietadoagreste.blogspot.com/
-Fotos:
nabiavillela.fotopages.com
-Comunidade do orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1915488
SERVIÇO DO SHOW
DIAS 12 E 26 DE NOVEMBRO ÁS 21HS
ÓPERA BUFFA
PÇA ROOSEVELT, 82
INGRESSOS: R$ 20 ou R$ 10 (carteirinha ou apresentação de flyer)
Arquivo da cantora
Nábia com Leo Diniz
Arquivo da cantora
postado por: NANDA ROVERE 11:35 PM
Comments:
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Claudio e Cássio continuam com as apresentações do imperdível espetáculo Andaime
Não me canso de ver essa peça.
Claudio (Fontana) dá um show como o lavador de vidros Mário. Cássio (Scapin) não fica atrás como o companheiro de trabalho de Mário (Claudionor).
Texto inteligentíssimo. Cenários e figurino do Gabriel (Villela) competentes como sempre. Luz e trilha dando à montagem, muito bem dirigida por Elias Andreato, um brilho especial. DIVERSÃO GARANTIDA!
Tive o privilégio de assistir na estréia e o que já estava muito bom, foi ganhando dinamismo; a energia entre os dois atores em cena é contagiante!
Nunca mais fui a um ¨toilet¨ de shopping e não lembrei da peça na hora de pegar folhas de papel para enxugar as mãos. Não foi contar o motivo...assistam para saber o porquê deste comentário!
Ano que vem o objetivo é entrar em cartaz no Rio. E como Claudio atuou também em Amigas Pero no Mucho, provavelmente ele estará com as duas peças na cidade maravilhosa. Além disso, tem projetos: a produção de VESTIDO DE NOIVA, de Nelson Rodrigues; a produção de CALÍGULA e o remake da novela CIRANDA DE PEDRA, de Alcides Nogueira, no horário das 18h, na Globo.
Não falarei mais sobre a montagem porque já escrevi inúmeras matérias, mas qualquer coisa leiam no www.atuando.com.br
Serviço:
Local: Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233
Jardins - São Paulo - SP
Horários Sextas às 21h30, Sábados às 21h e Domingos às 18h.
Duração 90 minutos.
Preço R$ 60,00
Até o dia 16 de dezembro
100 apresentações de Andaime
A reestréia no Teatro Renaissance, dia 16 de novembro, comemorou 100 apresentações do espetáculo.
MATÉRIAS:
http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=35223
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1194575256&archive=
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071116/not_imp81093,0.php
Algumas críticas:
"Peça adota com eficiência o humor ingênuio do rádio." (Folha de S.Paulo, Sergio Coelho, 2007)
"Andaime mostra não só um autor antenado com seu tempo, um dramaturgo de texto redondo, mas alguém que instiga a repercutir o sentido do próprio teatro." (Gazeta Mercantil, Alexandre Staut, março de 2007)
"A peça ...revela uma atenta observação de comportamento, qualidade já apontada em outros textos do autor." (Bravo, Kil Abreu abril, 2007)
"Andaime se mantém firme e parece um eficiente veículo para o brilho de Scapin e Fontana, o encontro da simplicidade." (Isto é Gente, Dirceu A. Júnior, março de 2007)
"Além da afinida direção de Elias Andreato, conta ponto na montagem a cenografia realista de Gabriel Villela." (Veja, julho de 2007)
"Enfoim, o espetáculo cria algumas ondas a partir de um texto cuja característica predominante é a fluência sem sobressaltos."( O Estado de S.Paulo, março de 2007, Mariangela Alves de Lima)
Andaime começa e termina com Construção, na voz de Fernanda Montenegro e Chico Buarque. Muito bonito! Aliás, a música permeia as cenas da peça.
Letra e música: Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
----------------------------------------------------------
UMA MATÉRIA INTERESSANTE:
(Como moramos bem perto e eu adoro o nosso bairro, adorei a reportagem!)
CLAUDIO FONTANA
O melhor da Bela Vista
07.11.2007
Fernando Moraes
Foi a paixão pelos palcos que levou o ator Claudio Fontana a escolher o bairro da Bela Vista para fixar residência. A alguns quarteirões de sua casa estão os teatros Sérgio Cardoso, Mars, Ruth Escobar, TBC, Imprensa e Oficina. Além de acompanhar de perto a programação dos espaços, ele se orgulha de ter atuado em todos.
Maison de Lello. O ator tem um segredo guardado na manga para os dias em que precisa de um figurino especial. Há décadas, o alfaiate Domingos de Lello, o seu Lello, é responsável por essa tarefa. "Ele faz roupas para meu uso pessoal e para personagens de novelas ou peças em que trabalho." Fontana conta que também já alugou smokings para bailes de debutante. Rua Arthur Prado, 145, 3287-3792.
Alex Silva/AE
Vai-Vai. Claudio Fontana é fã de Carnaval. Sempre que encontra espaço na agenda, desfila pela Vai-Vai. "É a escola do meu coração. Já freqüentei muitos ensaios e espero voltar a desfilar em breve", diz ele. Rua São Vicente, 276, 3105-8725. Ensaios em andamento, calendário em www.vaivai.com.br.
Feirinha do Bixiga. Nos domingos de folga, o ator gosta de passear por essa feirinha. Ele não tem barraca predileta e afirma que o divertido mesmo é bater perna à caça de relíquias. "Já comprei roupas usadas, tecidos para produção de peças, dois criados-mudos antigos que estão na minha sala, maçanetas de louça antigas para as portas do meu apê e muitos outros achados." Rua 13 de Maio com Avenida Rui Barbosa, aos domingos.
Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Sempre que tem algum problema de saúde ou precisa socorrer amigos, Fontana apela para esse hospital. "É sem dúvida um dos melhores da cidade e a equipe do pronto-socorro é nota 10." Rua João Julião, 331, 3549-0000.
Shopping Paulista. Como todo bom paulistano, o ator também vai ao shopping. E de preferência ao mais perto de casa. "Além de fazer compras, uso o banco, o podólogo, a farmácia...", diz. Para matar a fome, apela ao restaurante Almanara.
Teatros. "O bacana do bairro é ter vários teatros, sempre com boa programação", afirma. Segundo Fontana, os fins de semana costumam reservar as melhores opções. Sérgio Cardoso, Rua Rui Barbosa, 153, 3251-5122; Mars, Rua João Passalacqua, 80, 3105-8950; Ruth Escobar, Rua dos Ingleses, 209, 32892358; TBC, Rua Major Diogo, 315, 3104-5523; Imprensa, Rua Jaceguai, 400, 3241-4203; Oficina, Rua Jaceguai, 520, 3106-2818.
Igreja Nossa Senhora Achiropita. Se está em São Paulo, Claudio Fontana não perde as comemorações da igreja no mês de setembro. Já acompanhou a procissão, mas gosta mesmo é das guloseimas. "Adoro a focaccia, as pizzas e o vinho italiano servidos nesses dias." Rua 13 de Maio, 478.
Padaria Dengosa. Como não cozinha, o ator é assíduo de padarias. A melhor da região, ele garante, é a Dengosa, a poucos quarteirões de sua casa. "Quase todo fim de semana almoço por lá e me abasteço de frios e pães." Rua Artur Prado, 514, 3288-3866.
Cantina Speranza. Para comemorar os três troféus do Prêmio Qualidade Brasil que a peça Salmo 91 – da qual é produtor – recebeu (melhor espetáculo, melhor diretor para Gabriel Villela e melhor ator para Pascoal da Conceição), Fontana reuniu a tropa e comemorou com pizza na Speranza. "É uma casa com décadas de existência e que prepara a melhor marguerita da cidade." Rua 13 de Maio, 1004, 3288-8502.
Italianinha. É na lojinha de antepastos italianos pegada ao Teatro Sérgio Cardoso que Fontana compra as delícias de sua geladeira. "Lá tudo lembra a mesa de antipasti da casa de minha avó: carciofini, pão italiano, queijos, lambrusco..." Rua Rui Barbosa, 121, 3289-2838.
vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2034a/m0142837.html
--------------------------------------------------------------------------------
E ABAIXO: ATRIZ LUCIANA CARNIELI
postado por: NANDA ROVERE 12:11 AM
Comments:
Domingo, Novembro 18, 2007
A ATRIZ LUCIANA CARNIELI ESTÁ EXCELENTE NO ESPETÁCULO SIMPATIA
Faz tempo que não faço homenagens e Luciana merece, pois é um dos destaques dos palcos paulistanos na atualidade.
A conheci no inesquecível espetáculo Ópera do malandro (direção de Gabriel Villela) e acompanho a sua carreira desde então.
Quando li informativos referentes à estréia do espetáculo Simpatia, fiquei interessada em prestigiar a montagem, pois acompanho a carreira de LUCIANA CARNIELI (e Xuxa Lopes) faz anos.
Formada pela EAD (Escola de Arte Dramática), Luciana é uma atriz com trabalhos diversificados, expressiva e talentosa. Domina o canto e chama atenção por sua voz afinada.
Em SIMPATIA ela é um dos destaques e consegue bons resultados no drama e na comédia. Foi um enorme prazer vê-la brilhando em cena.
Está, sem dúvida, entre as grandes atrizes de sua geração e felizmente tem participado de boas montagens como: MEU ABAJUR DE INJEÇÃO, solo sobre Cacilda Becker com direção de Georgette Fadel; ROMANCE, direção de Márcia Abujamra; ALÔ, ALÔ, TEREZINHA, direção de Hugo Possolo; LEONCE E LENA, GOTA D'ÁGUA e ÓPERA DO MALANDRO, todos com direção de Gabriel Villela; A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN, direção de Cássio Scapin; SOMOS IRMÃS, direção de Cininha de Paula e Ney Matogrosso e AS FAVORITAS DO RÁDIO, direção de Regina Galdino.
cacilda.folha.blog.uol.com.br
Blog da Lenise Pinheiro e do Nelson de Sá
Leonce e Lena - direção Gabriel Villela
Luciana em Gota D` Água - direção Gabriel Villela
Matérias interessantes:
http://www.centronovo.com.br/index.php?secao=comentario&cd_noticia=528&PHPSESSID=77b95a6ac7702ba689baeafdd8773a50
Meu Abajur de Injeção
Montagem criativa relembra a trajetória da grande Cacilda Becker
www.oteatrodadelicadeza.blogger.com.br/2006_08_01_archive.html
Sobre Leonce e Lena
www.guiadamooca.com.br/folha/modules/news/index.php?storytopic=0&start=510
Com poesia e bom humor, a história de Cacilda Becker é o fio condutor da peça Meu Abajur de Injeção
postado por: NANDA ROVERE 4:23 AM
Comments:
2007 tem sido um amo deliciosamente teatral.
Só nestas duas semanas vi espetáculos interessantes.
Simpatia, em cartaz no TUCA (em breve publicarei matéria), România no Ruth Escobar (release abaixo), De Corpo Presente, com as queridas Denise Del Vecchio e Mara Carvalho (matéria no www.spiner.com.br/JornalSpiner), e outras peças que vou escrever matéria...
Ah Segunda, dia 12 vi o show da atriz e cantora Nábia Villela. Emocionante, uma das vozes mais lindas que conheço! Dia 26 ela faz mais um show.. E tem o show de Leo Diniz! (Flyers no post anterior)
postado por: NANDA ROVERE 4:14 AM
Comments:
Espetáculo România é um retrato com bom humor da situação cultural brasileira.
É como se o local onde a peça passa, a Romênia, fosse o interior de Minas, de São Paulo ou até mesmo Pernambuco, com o mesmo espelho de cores que marcam essas regiões.
Sinopse
Nesta comédia um magnata de Paris esta apaixonado pela namorada de Edegardo, um delegado fascista de uma pequena cidade no interior da Romênia. A menina por sua vez envolve-se com um ladrão. Para completar o pai da moça pretende vender uma tapeçaria antiguíssima ao magnata, mas nesse meio tempo a tapeçaria desaparece.
România, que é uma junção entre Romênia e Roma, tem estrutura de comédia e o gênero romântico mesclado com o vaudeville. Os personagens são desenhados com uma característica específica acentuada e mais uma qualidade forte como o fascista panaca, o ladrão ingênuo, a bela burrinha, a feia culta, a viúva tarada, o pai adolescente, o funcionário malandro e o magnata babaca. Na elaboração desse texto, Léo Chacra esbarrou, inconscientemente, nas comédias clássicas. A diferença é justamente ser um texto em formato clássico, mas com atmosfera de melodrama e a encenação pretende remontar os ideais dos anos 30.
Texto e Direção – Leo Chacra | Elenco – Sidney Rodrigues, Mario Mathias, Gláucio Prata, Sandro Gaspahrini, Larissa Bergamo, Raquel Araujo, Liliana Junqueira, Thiago Catelani, Francisco Eldo. | Trilha Sonora e Sonoplastia – Kalau | Cenário – Flavio Tolezani | Figurinos – Atílio Beline Vaz | Iluminação – Cizo de Souza | Fotografia – Aline Biz | Programação Visual – Luciano Pedreira | Direção de Produção – Daniel Palmeira | Produção – Leo Chacra
Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat
Rua dos Ingleses, nº 289 – Bela Vista – São Paulo – SP
Telefone: 11 – 3289 2358
Período da Temporada: 25/10 a 29/11/07
Valor do ingresso: R$30,00 - inteira, R$ 15,00 - meia
Dia do espetáculo: quintas-feiras - Horários do espetáculo: 21h
Duração: 80 minutos. Faixa etária recomendada: 14 anos
No meio o competente ator Sandro Gaspahrini, com quem tenho o privilégio de cultivar amizade
postado por: NANDA ROVERE 3:30 AM
Comments:
Terça-feira, Novembro 13, 2007
A atriz portuguesa Claudia Lázaro encena “Pranto de Maria Parda¨ na Casa de cultura de Paraty
O
Grvpo Arteatro, em comemoração aos seus 25 anos de atividades e buscando inserir-se nas festividades de comemoração dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, estabelece parceria com a atriz portuguesa Claudia Lázaro para encenar “Pranto de Maria Parda”, texto do principal dramaturgo português – Gil Vicente.
Este espetáculo inicia temporada na Casa da Cultura de Paraty no próximo dia 16 de novembro e tem agenda marcada para os dias 17,18,23,24 e 25 de novembro e, em seguida, estará estreando no Teatro Municipal de Angra dos Reis para um final de semana de espetáculos, nos dias 30/11 e 01/12. Está prevista a itinerância do espetáculo em várias cidades brasileiras, participação no Festival de Teatro de Curitiba e nova agenda da Casa da Cultura em 2008.
Para que este espetáculo possa alcançar o público desejado e cumprir sua função artístico/social, solicitamos seu apoio divulgacional. Assim, “Pranto de Maria Parda” terá vida longa e poderá agraciar as comunidades que visita com momentos de lazer e arte.
Gil Vicente nos 25 anos do Grvpo Arteatro
“Pranto de Maria Parda” resgata a memória de uma língua e funciona como ponte intemporal entre a descoberta do Brasil e a chegada da Família Real ao país”.
No momento em que completa 25 anos de atividade do Grvpo Arteatro e a dois meses do início das comemorações dos 200 anos da vinda da corte portuguesa para o Brasil, o encenador brasileiro Ailton Amaral em parceria com a atriz portuguesa Claudia Lázaro, mergulham no útero da dramaturgia portuguesa e unificam pedaços dessa língua de vários sotaques, colocando em cena “Pranto de Maria Parda”, episódio cantado por Gil Vicente, um dramaturgo tão ao gosto de D. João VI.
Um rabisco de episódio através da fina ironia imposta por Gil Vicente une elementos perdidos na história. “Pranto de Maria Parda”, espetáculo que estréia na casa da Cultura de Paraty dia 16 de Novembro, recria a orgulhosa crise de uma Lisboa suja, fragmentada e sem esperança. De um povo que viu redenção nas terras recém-visitadas.
Vinte e um anos depois de Cabral chegar ao Brasil, Portugal entra em crise. A seca intensa e o episódio da sucessão de D. Manuel agitam o país e causam turbulência. A pobreza e a indigência aumentam em Lisboa - O vinho rareia e o preço sobe... E os gritos agarrados por Maria Parda percorrem o granito das ruas e tascas de Lisboa.
“Parda olha para dentro... Engole, aturde, dança ao ritmo da decadência... Procura vinho! Busca sublimar a crise... Perturba ao invocar a memória dos bons tempos... Provoca!!!
Solta a ira, liberta carinho e despede-se da vida.
Um testamento! Um barril feito de viagens de arame...
E um poema, de lamento e crítica social”
(Por André Castro)
Proposta de Montagem:
Lisboa – 1522... Gil Vicente coloca sua Maria Parda na região da Praça da Sé... “Seca, desgrenhada, escura...” Uma Maria Parda que acreditamos ser um símbolo, uma representação metafórica da realidade de Lisboa àquela época... Época de fome e miséria, acarretadas pela seca que assolou o país no ano anterior, devastando as vindimas e vitimando a população de fome ou deixando-a passar grande necessidade.
A Lisboa de 1522 não é muito diferente do Brasil e do mundo deste século XXI, e este texto de Gil Vicente, por sua rara beleza e contemporaneidade, já apresentado em diferentes épocas de carestia, embora não seja considerado uma peça teatral, como seus autos e comédias, tão conhecidos de todos, temos referências de que tratou-se de texto “volante” e também apresentado então, ou pelo menos conhecido de cor por escudeiros amantes de teatro, tem inegável teatralidade.
A possibilidade de estar trabalhando com uma equipe de artistas portugueses, é o fator “emocionante” que me anima a montar este espetáculo.
Na “cena” a energia da cultura portuguesa, na voz de uma atriz que fala Gil Vicente com sotaque e tal qual foi escrito por ele, proponho um espetáculo que se apropria de signos contemporâneos para contar metaforicamente este “rito de passagem entre a vida e a morte”.
(Por Ailton Amaral)
SERVIÇO:
Pranto de Maria Parda
Autor: Gil Vicente
Elenco: Claudia Lázaro
Figurinos: Eli Dias
Concepção Cênica: Claudia Lázaro e Ailton Amaral
Esculturas Cênicas: Bruno Lima
Produção e Divulgação: Grvpo Arteatro
Assessoria de Imprensa: André Castro
Direção/Encenação: Ailton Amaral
Local:
Casa da Cultura
Data: 16,17,18,23,24 e 25 de novembro
Horário: sextas e sábados às 21 horas / domingos às 20 horas
postado por: NANDA ROVERE 12:26 PM
Comments:
Sexta-feira, Novembro 09, 2007
Durante o ano diversas vezes publiquei notas e matérias sobre a peça porque desde a leitura realizada no Projeto Letras Em Cena do Masp, acreditei na qualidade do projeto. Acompanho a trajetória profissional do Claudio Fontana e do Gabriel Villela há muitos anos e, mais recentemente, os talentosos Cássio Scapin e do Sergio Roveri me cativaram. Não posso deixar de frisar mais uma vez que Andaime está entre as melhores montagens de 2007 e quem não viu, corra para prestigiar!
A peça, que estreou no final de fevereiro, obteve sucesso de público e de crítica. Concorreu ao Prêmio Qualidade Brasil nas categorias: melhor espetáculo e melhor ator (Cláudio Fontana).
Em São Paulo, Andaime ficou em cartaz nos teatros Vivo e Imprensa e, depois de viajar por algumas cidades do interior de São Paulo, volta para a capital no Teatro Renaissance.
Claudio Fontana está num momento feliz de sua carreira, pois o ano de 2007 foi muito produtivo, três sucessos: Andaime (em que ele atua e produz), Amigas Pero No Mucho (uma deliciosa comédia em que o ator atua) e Salmo 91 – Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Espetáculo, direção de Gabriel Villela e atuação de Pascoal da Conceição (produção).
Trechos do release:
Trajados com macacão, chapéu e cinto de segurança, os atores interpretam dois limpadores de janelas, pendurados no andaime de um edifício.
Na peça, os personagens Mário e Claudionor filosofam sobre a vida e abordam diversos assuntos como, por exemplo, o comportamento dos executivos vistos através das janelas, o que seria a vida no Japão ou nos Estados Unidos, um pesadelo na noite anterior e até mesmo o medo de serem substituídos por robôs.
Junto dessas bem-humoradas análises da dupla, o texto também questiona a desigualdade entre as classes sociais. A peça apresenta os personagens como dois verdadeiros “filósofos do cotidiano”, que enxergam a vida de cima e que talvez sejam sábios justamente por não terem os pés no chão. Fonte: Teatro Tim de Campinas.
¨Falamos dessas profissões invisíveis que são tão importantes para nosso dia-a-dia e ninguém dá muita importância. É um recorte na vida desses dois homens, em que a gente retrata o que pode acontecer no trabalho deles, inclusive as possíveis paqueras que acontecem atrás dos vidros. É uma comédia muito engraçada, acho que as pessoas vão se identificar e se divertir bastante.¨
Cássio Scapin no bate-papo UOL
Ficha Técnica:
Texto: Sergio Roveri
Direção: Elias Andreato.
Cenário e figurino: Gabriel Villela
Luz: Mário Martini
Comunidades no orkut:
Andaime: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28342532
Cláudio Fontana: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1676503
RELEASE COMPLETO:
Cássio Scapin e Cláudio Fontana interpretam texto de Sérgio Roveri
Primeiro lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia, o texto O ANDAIME, de Sérgio Roveri, será montado com direção de Elias Andreato, interpretação de Claudio Fontana e Cássio Scapin, figurino de Gabriel Villela e luz de Mário Martini. A estréia acontece dia 2 de março, sexta, às 21h30 no Teatro Vivo, onde fica em temporada de sexta a domingo até 29 de abril de 2007. A estréia para convidados acontece dia 28 de fevereiro, quarta, às 21h30. A produção é da Cult Empreendimentos Culturais.
O ANDAIME é uma peça que retrata um dia qualquer na vida de dois limpadores de janela de um grande edifício de São Paulo. Mário (Claudio Fontana) e Claudionor (Cássio Scapin) dividem o mesmo andaime. À medida que executam suas funções, suspensos a dezenas de metros do solo, filosofam sobre a vida ao abordar inúmeros assuntos: falam da família, da passagem do tempo, do medo que sentem de algum dia serem substituídos por robôs, especulam sobre como é a vida no Japão e nos Estados Unidos, fumam no intervalo do trabalho e até acompanham, pela janela, uma aula de ginástica.
Para o autor, que concorre este ano ao Prêmio Shell de melhor autor pela peça Abre as Asas Sobre Nós, tanto diálogo serve para disfarçar a imensa solidão que sentem lá em cima - e também para amenizar a exclusão social de que são vítimas: o mundo que deu certo, aquele mundo dos executivos, que eles só podem ver através do vidro”.
Salpicado de humor, o texto - também um dos concorrentes brasileiros ao 1º Prêmio de Dramaturgia Antonio José da Silva, recém-criado para estimular o intercâmbio entre a dramaturgia brasileira e portuguesa - apresenta os personagens como dois filósofos do cotidiano, que enxergam a vida de cima e que talvez sejam sábios justamente por não terem os pés no chão. “Para cada problema que a vida oferece, eles encontram uma solução que consegue ser mais insólita do que a anterior”, explica Sérgio Roveri.
Sobre a montagem:
Para Elias Andreato, o papel do diretor na encenação é ajudar os atores a compor “estas duas criaturas” de uma forma rica e poética. ”Limpando as janelas durante horas, Mário e Claudionor jogam conversa fora e falam, sem ter consciência de quem realmente são e do que realmente sentem”, afirma Elias, para quem o mais interessante na história não é só revelar quem são, mas como estes dois homens pensam a vida e seu cotidiano. “O texto fala dos homens invisíveis da cidade, que trabalham filosofando para que o tempo passe mais velozmente. Ele nos mostra essa gente humilde que ignoramos”, fala Elias, completando que “quando se observa a dor alheia é que se vê nossa felicidade tão perto”.
No trabalho de pesquisa, para auxiliar na composição dos personagens, diretor e atores fizeram laboratório entrevistando limpadores de vidros pela cidade. “Perguntamos sobre o medo de altura, as dificuldades do trabalho, se eles já viram muita coisa absurda”, diz Elias Andreato.
Mesmo não estando ligado diretamente ao espetáculo, o ator Paulo Autran é um elo entre os artistas. Claudio Fontana conheceu o autor Sérgio Roveri por intermédio dele, na época em que estavam em cartaz com a peça Adivinhe Quem Vem para Rezar . Elias Andreato, que dirigiu Claudio Fontana e Paulo Autran na peça de Dib Carneiro Neto, assumiu a direção. Cássio Scapin (que já trabalhou com Paulo Autran e Elias Andreato em Visitando o Sr. Green) completou o grupo.
Os personagens:
Sobre seu personagem, Cláudio afirma: “ele vê coisas que não vemos, na cidade, dentro dos prédios. “Sua relação com esse mundo, a relação das pessoas com ele, tudo é diferente. Falar desse universo é falar do Brasil de hoje, da realidade de um universo particular, a princípio distante de nós, mas tão próximo, cuja distância é apenas a espessura de um vidro”.
A encenação respeita a situação cômica do texto, criada pelo autor. Dessa forma, o drama dos limpadores de vidros, em vários momentos, fará o público rir muito. “Eles chegam a fazer ginástica no andaime, olhando uma aula que acontece dentro do prédio”, explica Claudio Fontana, completando que, independente de ser uma comédia, o texto tem uma força maior ao abordar a desigualdade entre as classes.
Cássio Scapin destaca o conflito vividos pelos dois personagens, em um espaço tão limitado e arriscado, em uma situação limite. “Isso propicia vários questionamentos para ambos”, fala Cássio, ressaltando a obrigatoriedade de conviver dos dois e se confrontar com idéias tão simples. Sobre o autor, Cássio Scapin frisa que se trata “de um jovem autor paulista, com uma dramaturgia moderna, contemporânea e urbana, muito interessante.”
Sobre SERGIO ROVERI:
Estreou como autor teatral em 2003, com a peça Vozes Urbanas, selecionada para o projeto Agora Metrópoles do Século 21. Em seguida, teve encenados os seguintes espetáculos: O Horário de Visita, com direção de Ruy Cortez; O Encontro das Águas, com direção de Alberto Guzik; De Alma Lavada, direção de Alberto Guzik; Pelos Cotovelos, estréia na direção do comediante Marcelo Mansfield; O Eclipse, com direção de Fábio Ock, e Esperando o Gordo, texto montado na cidade do Recife, com direção de Antonio Rodrigues. Sua última peça encenada foi Abre as Asas Sobre Nós, com direção de Luiz Valcazaras, texto que lhe valeu uma indicação ao Prêmio Shell de Melhor Autor em 2006.
Escreveu, a pedido do grupo Satyros, a peça O Dia das Crianças – a primeira investida do grupo da Praça Roosevelt no teatro infantil. A peça estréia em março. É um dos autores presentes no volume seis da Coleção Teatro Brasileiro, com a peça A Vida que eu Pedi, Adeus. Conquistou o primeiro lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia, em 2005, com o texto de O Andaime. É autor dos livros Um Grito Solto no Ar, biografia do ator, diretor e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, e Quem Quiser que Conte Outra, biografia da escritora Tatiana Belinky a ser lançada no priemeiro semestre de 2007. Atualmente escreve sobre teatro para o jornal Diário do Comércio, de São Paulo, e Revista Bravo!
Sobre ELIAS ANDREATO:
Ator de teatro, televisão e cinema, diretor e, muitas vezes, roteirista de seus próprios trabalhos, Elias Andreato é um artista de rara sensibilidade e talento na arte de compor seus personagens. Sua busca é pela humanidade dos personagens que interpreta, e seus espetáculos freqüentemente questionam o papel do artista na sociedade e a relação com o seu tempo. Construiu uma carreira sólida feita, acima de tudo, pela escolha por personagens/personalidades que pudessem traduzir esse pensamento - Van Gogh, Oscar Wilde e Artaud são exemplos dessa escolha e resultaram em interpretações marcantes que garantiram a ele um lugar especial no teatro brasileiro. Andreato já foi considerado o maior ator de teatro da geração pós-Arena e Oficina, um ator que se supera a cada espetáculo e é hoje referência para as gerações mais jovens, que vêem nele uma inspiração e uma possibilidade de vida e de um caminho pessoal no teatro.
Artaud, atleta do coração foi o 12º monólogo da carreira de Elias Andreato, que interpretou cinco (Diário de um Louco, Solo Mio, Van Gogh, Esta Noite Choveu Prata e Oscar Wilde) e dirigiu outros seis (Não Tenha Medo de Virgínia Wolf, com Ester Góes; Tantan, com Cristina Pereira; Futilidades Públicas, com Patrícia Gaspar; A Lista de Alice, com Angelo Antonio, e Eu Não Sou Cachorro e Do Amor de Dante por Beatriz, ambos com Celso Frateschi). Vale destacar a direção de 3 Versões da Vida (prêmio qualidade Brasil de direção) e O Rim, de Patrícia Melo, com Carolina Ferraz, Marcelo Serrado. Em 2005, dirigiu Paulo Autran e Cláudio Fontana em Adivinhe Quem Vem Para Rezar , de Dib Carneiro Neto. Depois veio Operação Abafa.
Sobre CLAUDIO FONTANA :
Com diversos espetáculos pontuando sua carreira, Claudio Fontana saltou aos olhos do grande público em Deus nos Acuda e Fera Ferida, sucessos de 1992 e 1994. Graduou-se em Economia e Administração de Empresas pela FEA-USP, mas seu ímpeto pelas artes cênicas falou mais alto. Iniciou sua carreira como ator no grupo de Teatro Amador do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, em 1984, sob a direção de Silnei Siqueira. Nos palcos, encontrou sua realização profissional encenando diversos espetáculos, entre os quais: Vem Buscar-me que Ainda sou Teu, de C. Soffredini; A Guerra Santa, de Luís Alberto Abreu; Mary Stuart, de Friedrich Schiller; Pérola, de Mauro Rasi; Camila Baker, comédia musical de Emílio Boechat; Feliz Ano Velho, de Alcides Nogueira; Pólvora e Poesia, também de Alcides Nogueira, Adivinhe Quem Vem Para Rezar, de Dib Carneiro Neto, ao lado de Paulo Autran. Em 1991, foi contemplado com o prêmio APETESP de Ator Revelação, por Vem buscar-me que ainda sou teu.
Sua experiência na televisão inclui a apresentação e locução do Globo Ecologia. A partir de 1992, começa a atuar em novelas e minisséries como: Deus nos Acuda, Sílvio de Abreu, TV Globo; Fera Ferida, Aguinaldo Silva, TV Globo; As Pupilas do Sr. Reitor, SBT; A Pequena Travessa, SBT; Um Só Coração, Maria Adelaide Amaral e A. Nogueira, América, de Glória Perez, TV Globo; entre outras. No cinema, protagonizou Zico, o Filme, de Elizeu Ewald e I Hate SP, de Dardo Toledo Barros. O talento de Cláudio vai além da atuação nos palcos, fora dos holofotes, produzindo peças teatrais desde 1996: Uma Coisa Muito Louca, Pólvora e Poesia, A Ponte e a Água de Piscina, Adivinhe Quem Vem Para Rezar, e, em 2006, os elogiados Esperando Godot, com Bete Coelho e Magali Biff e Leonce e Lena, ambos sob a direção de Gabriel Villela. Este ano, além de estrear Andaime, estará em cena em Amigas pero no mucho, de Célia Forte, e produzirá Salmo 91, novo texto de Dib Carneiro Neto, baseado no livro Estação Carandiru, de Drauzio Varella, direção de Gabriel Villela.
Sobre CÁSSIO SCAPIN :
Ator de teatro e TV. Formou-se pela Escola de Arte Dramática da USP. Iniciou sua carreira na Itália com o diretor teatral Francesco Zigrino. Já no Brasil, dedicou-se inicialmente ao teatro, onde trabalhou com Celso Frateschi, Ulysses Cruz (O Despertar da Primavera e Pantaleão e as Visitadoras), Eduardo Tolentino (Senhor de Porqueiral, As Raposas do Café, A Megera Domada). Recebeu o Prêmio SHELL de melhor ator, em 1998, por Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Em 2000, trabalhou ao lado de Paulo Autran, no sucesso Visitando o Sr. Green (com direção de Elisa Andreato) e, em 2005, foi novamente indicado ao prêmio de melhor ator por Quando Nietzsche Chorou (com adaptação e direção de Ulisses Cohn, quando dividiu o palco com Nelson Baskerville). Em 2003 e 2004, fez O Aprendiz de Maestro (de João Maurício Galindo e Regina Galdino, com direção de Regina Galdino). Na TV, destacou-se como Nino no Castelo Rá-Tim-Bum, na TV Cultura; em 2004, na minissérie Um Só Coração, como Santos Dumont e, em 2005, em A Lua me Disse. Seu último trabalho na TV foi em O Sítio do Picapau Amarelo, em 2006.
Serviço:
ANDAIME, - Estréia dia 2º de março, sexta, às 21h30. Apenas para convidados – Dia 28 de fevereiro, 21h30. Texto de Sergio Roveri. Direção de Elias Andreato. Com Cássio Scapin e Claudio Fontana. Produção da Cult Empreendimentos Culturais. Comédia. Um dia na vida de Mário e Claudionor, que trabalham como limpadores de janela, os chamados homem-aranha, de um grande edifício de São Paulo. Duração – 70 minutos.
TEATRO VIVO - Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 – Morumbi. Telefone para informações e vendas através de Cartão de Crédito 3188.4141. Temporada - Sexta às 21h30, Sábado às 21 horas e Domingo às 18 horas. Ingressos – inteiro a R$ 50,00 e meia-entrada a R$ 25,00. Capacidade – 280 lugares. Ar condicionado. Acesso para deficientes. Até 29 de abril de 2007.
FERNANDA TEIXEIRA
Arteplural Comunicação
(11) 3885-3671/ 9948-5355
r manoel da nóbrega, 1.114
04001-003 S.P - Capital
site - www.artepluralweb.com.br
postado por: NANDA ROVERE 12:48 AM
Comments:
Quinta-feira, Novembro 08, 2007
SHOWS DO ATOR E CANTOR LEONARDO DINIZ
Leonardo Diniz é ator, cantor, figurinista,designer...
Léo é formado como ator pelo CEFAR- Palácio das Artes, BH e também em Belas
Artes pela UFMG.
Fez trabalhos muito interessantes em Belo Horizonte e São Paulo.
O primeiro trabalho que eu vi do Léo foi Ópera do Malandro. Desde então, acompanho - e espero acompanhar sempre - a carreira desse artista especial.
Os seus últimos trabalhos no teatro: Avatar, e Rapsódia dos Divinos, direção Paulo Ribeiro e Leonce e Lena, direção Gabriel Villela.
Vale ressaltar que Leo e Nábia Villela (shows no Ópera Buffa dias 12 e 26), são dois artistas que se destacam no cenário teatral e musical na atualidade e chamam a atenção pelo talento, carisma e expressividade.
Ópera buffa é mais um espaço para a arte e está localizado na Pça Roosevelt, que abriga o Espaço dos Satyros e Parlapatões. O burburinho lá acontece de segunda a segunda.
Leo Diniz no Show: Tempo
Violão & Arranjos: Wem
Violino: Cláudio Mendraño
Cenário e Figurino: Márcio Macena
Roteiro: Hermes Vago Junior
Luz: Paulo Ribeiro
Foto: Paola Prado
Participação Especial: Carol Bezerra
Ópera Buffa
Local: Praça Roosevelt, 82, Consolação.
Data: Dias 16, 23 e 30 de Novembro.
Horário: 21 h
Reservas: 3237-1980
Ingresso: R$ 20,00
Lotação: 50 lugares.
Realização: Ribeiros Produções Culturais
Comunidade do Leo no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2600137
postado por: NANDA ROVERE 12:06 AM
Comments:
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
IMPERDÍVEL
NÁBIA É UMA DAS MAIORES CANTORAS BRASILEIRAS
VAI DA MPB Á ÓPERA COM UM ENCANTO ABSURDO E A SUA EXPRESSIVIDADE É ÍMPAR
NÁBIA VILLELA APRESENTA O SHOW RETRATO DA VIDA
De: Chananda Bento (nandarovere@hotmail.com)
Enviada: terça-feira, 6 de novembro de 2007 1:10:15
Responder-Para: serendipityartes@yahoogrupos.com.br
Para: Verificação de segurança no download
RETRATO%2...jpg (121,0 KB)
Retrato da Vida é o título de uma linda canção de Djavan
A cantora e atriz mineira de Carmo do Rio Claro, tem uma trajetória profissional interessante e privilegiada. Nunca havia pensado em ser artista até que sua voz ímpar - que vai do popular à ópera - foi descoberta pelo primo, o diretor teatral Gabriel Villela, em uma festa em Carmo. Ao assumir a direção artística do Teatro Glória no Rio de Janeiro, Gabriel a convidou para integrar o elenco do espetáculo Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. Nábia, sem ter pisado em um palco antes, resolveu aceitar o convite. Depois da participação em Morte e Vida Severina (1997), vieram A Vida é Sonho (1998), Alma de Todos os Tempos (1999), Os Saltimbancos (2001) e Gota D'Água (2001), todos dirigidos por Gabriel. Em 2002 estreou o espetáculo infantil A Borboleta sem Asas no TBC. Voltou a ser dirigida pelo Gabriel no espetáculo A Ponte e a Água de Piscina onde interpretava belas canções, como um trecho de Hino ao Amor (que já foi gravada por Edith Piaf e Dalva de Oliveira), Meu Primeiro Amor e Lágrima (de Amália Rodrigues). Todas à capela!
Fez o espetáculo Marias do Brasil (participa do CD e dos shows de divulgação, ao lado do Chico César), participou do evento Segundas Intenções, Projeto Em cena, ações (direção Heron Coelho), shows poéticos com o grupo S/Arautos e mais espetáculos de sucesso: Leonce e Lena ( direção Gabriel Villela), Amor e Rapsódia dos Divinos (direção Paulo Ribeiro), Era Uma Vez Um Rio (direção Lavínia Pannunzio); no momento está ensaiando Tieta do Agreste (estréia dia 16 de novembro), no Teatro Frei Caneca.
Vale ressaltar que o show Retrato da Vida já foi apresentado no Sesc Ipiranga e nele Nábia Villela mostrou que é uma cantora com uma voz especial e uma atriz com muita expressividade. Entre as canções, a artista interpreetou: Chico Buarque, Gilberto Gil, Francis Hime, Zeca Baleiro, Gonzaguinha, Chico César, Adriana Calcanhotto, entre outros.
Quem estiver em São Paulo no próximo feriado, não perca. De qualquer maneira, dia 26 de novembro haverá mais uma apresentação.
Para conhecer mais sobre essa artista:
-'Sou assim', deToquinho e Guarnieri
Projeto Em cena, ações
www.youtube.com/watch?v=XQpypz2Qol4
-Blog da peça Tieta do Agreste
tietadoagreste.blogspot.com/
-Fotos:
nabiavillela.fotopages.com
Comunidade do orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1915488
SERVIÇO DO SHOW
DIAS 12 E 26 DE NOVEMBRO ÁS 21HS
ÓPERA BUFFA
PÇA ROOSEVELT, 82
INGRESSOS: R$ 20 ou R$ 10 (carteirinha ou apresentação de flyer)
postado por: NANDA ROVERE 9:22 PM
Comments:
Adorei a foto e a frase...Imaginação, criatividade, sensibilidade, etc etc
Edição 465
Gabriel Villela
por Alexandre C. Mota
Gabriel Villela Impacto e imaginação no teatro do aclamado diretor
http://www.cartacapital.com.br/2007/10/465/gabriel-villela/
postado por: NANDA ROVERE 9:17 PM