Valorização da cultura brasileira
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Segunda-feira, Julho 30, 2007
PETROBRAS
apresenta
Grupo Galpão
em
PEQUENOS MILAGRES
Direção Paulo de Moraes
Comemorando uma trajetória de vinte e cinco anos, marcada pelos mais diversos encontros, o Grupo Galpão
tem agora o prazer e o privilégio de encontrar o diretor Paulo de Moraes e sua equipe para encenar esses "pequenos milagres" em forma de histórias de vida.
O espetáculo representa mais um capítulo na jornada de um grupo de atores que sempre privilegiou a busca por novos desafios e riscos, que nos possibilitem um aperfeiçoamento, não só como artistas, mas também, e principalmente, como seres humanos.
É acreditando que o teatro se faz e se renova a partir do diálogo pleno entre pessoas, que dedicamos esse trabalho aos quinhentos e cinqüenta voluntários que nos enviaram histórias de suas vidas, alicerce desse nosso novo encontro com o público
GRUPO GALPÃO
Espetáculo é uma ode ao homem do povo e ao sonho de pessoas comuns
DICA: PARA VER VÍDEO:
http://vejasaopaulo.abril.com.br/areascomuns/html0003126.html?MMEDIA=22812
No http://www.nandaroverecultural.blogger.com.br/2006_03_01_archive.html tem textos que eu fiz sobre espetáculos do Galpão , impressões sobre a estréia de Um Homem é Um Homem e, claro, não perco a oportunidade de tirar fotos com esse povo que admiro!
postado por: NANDA ROVERE 1:56 PM
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Espetáculo: Pequenos Milagres, com o Grupo Galpão – Direção de Paulo de Moraes
Local: Teatro Sesc Anchieta – Sesc Consolação: R. Dr. Vila Nova, 245
– Vila Buarque – São Paulo / SP
Data: De 3 a 26 de agosto de 2007
Hora: De quinta-feira a sábado, às 21h; aos domingos, às 19h
Preço: Às quintas-feiras: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia para estudantes, idosos e Cartão Petrobras) e R$ 5,00 (Comerciários e funcionários Petrobras)
De sexta-feira a domingo: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia para estudantes, idosos e Cartão Petrobras) e R$ 10,00 (Comerciários e funcionários Petrobras)
Recomendável para maiores de 12 anos
Duração: 1h45min
Informações para a Imprensa: Quatro Elementos Comunicação & Mkt Cultural,
Telefax: (11) 3661. 2445 / 3667.9826
Informações para o Público Sesc Consolação: (11) 3234-3000 / 3256-2281 / 0800.11.8220
Com a estréia do espetáculo PEQUENOS MILAGRES, em Belo Horizonte, em março de 2007, o Grupo Galpão iniciou as comemorações de seus 25 anos. Os preparativos da montagem tiveram início em 2006 com a campanha "Conte sua História", idealizada pelo diretor Paulo de Moraes, através da qual foi solicitado às pessoas que enviassem pequenas histórias reais, que tivessem conteúdos surpreendentes, como um "pequeno milagre" cotidiano.
A campanha alcançou pleno êxito recolhendo cerca de 600 histórias (via cartas e e-mails) provenientes de várias partes do país. Desse total, foram pré-selecionadas, pelos atores, o diretor e o dramaturgo, Maurício Arruda Mendonça, as 50 que mais representavam o cotidiano das pessoas. Após vários workshops, chegou-se a quatro histórias que compõem o texto final da peça PEQUENOS MILAGRES, que são Cabeça de Cachorro, O Pracinha da FEB, O Vestido e Casal Náufrago.
Segundo o diretor Paulo de Moraes, esse conjunto de histórias que compõe a peça oferece um olhar teatral singular sobre a vida brasileira. "Nessa era de apego à celebridade, nossa ode seria ao homem do povo e aos sonhos de pessoas comuns, de gente como a gente. Quanta potência existe na vida das pessoas comuns! Quanta tragédia! Quanto sonho! Poderíamos ter escolhido muitas outras, mas o conteúdo dessas nos pareceu exemplar", sintetiza o diretor.
Paulo de Moraes explica que um projeto dessa natureza permite discutir questões relevantes, com personagens muito próximos a nós, que revelam os sonhos das pessoas comuns.
A Campanha Conte sua história foi inspirada no livro chamado Achei que meu pai fosse Deus, de Paul Auster. Trata-se de uma compilação de histórias reais que Auster recebeu dos ouvintes de um programa de rádio nos Estados Unidos, onde trabalhou por algum tempo como locutor.
Para dar suporte ao seu trabalho com o Galpão, Paulo de Moraes convidou parte dos parceiros com os quais trabalha em seu grupo, a Armazém Cia de Teatro, no Rio de Janeiro. O dramaturgo Maurício Arruda Mendonça, junto com o próprio Paulo, ficou responsável por ampliar as histórias recebidas e adaptá-las para a linguagem teatral. O cenário, Paulo também divide com Carla Berri. Os figurinos são de Rita Murtinho e a iluminação é de Maneco Quinderé. A preparação corporal ficou a cargo de Núbia Barbosa e de Dudude Herrmann.
INTERPRETAÇÃO REALISTA - A característica essencial do Galpão, Grupo teatral composto por atores, mais uma vez o coloca diante de um desafio: trabalhar com um novo diretor. O convite para Paulo de Moraes coordenar a nova montagem aconteceu ao mesmo tempo em que o Grupo buscava novas possibilidades artísticas em sua trajetória.
Acostumados a atuar e criar seus espetáculos e personagens baseados na Farsa (peça cômica, irreverente e burlesca, com elementos das comédias de costumes) os integrantes do Galpão queriam agora experimentar a interpretação realista, por exigir do ator maior envolvimento emocional com a cena. Além disso, o desejo era a busca por uma temática mais urbana, algo diferente dos textos clássicos com os quais estão acostumados, como Romeu e Julieta (William Shakespeare), Um Molière Imaginário (Molière), O Inspetor Geral (Gògol), Um Homem é um Homem (Bertolt Brecht), entre outros. "Não queríamos nos repetir, por isso embarcamos neste projeto com todo o risco que ele representa", diz Eduardo Moreira, integrante e um dos fundadores do Grupo.
Para Chico Pelúcio, ao realizar a campanha Conte Sua História, O Grupo coloca em evidência o homem comum, e não o herói. "Essa inversão do olhar possibilitou o nosso encontro com o Brasil popular que sempre alimenta o caminho do Grupo. E como há muito tempo admiramos o trabalho do Paulo de Moraes na Armazém Cia de Teatro e o seu rigor e precisão, resolvemos encarar esse desafio junto com ele", sintetiza.
A mudança que o Grupo buscava aconteceu não só em relação ao texto e à direção. Projeção de voz e tônus foram as primeiras preocupações da preparadora vocal Babaya. "Como eles estavam acostumados a apresentar os espetáculos com microfones, que não exigia muito esforço, foi necessário um bom suporte para que as vozes estivessem bem projetadas e claras", diz Babaya. A partir daí, aulas diárias de resistência respiratória, controle de ar e um trabalho de preparação vocal levaram os atores a potencializar suas vozes, como o diretor sugeriu. Com Pequenos Milagres, o Galpão optou também por um contato mais intimista com o público, como forma de comemorar seus 25 anos.
ENCONTROS... - A estréia de PEQUENOS MILAGRES marca o início da campanha "Grupo Galpão – 25 anos de Encontros", que prevê uma série de atividades.
Estão previstos o lançamento de um CD com as músicas das peças O Inspetor Geral e Um Homem é um Homem e do livro CONTE SUA HISTÓRIA (título provisório), com os textos que não puderam ser adaptados ao teatro. Após a temporada paulista, o espetáculo Pequenos Milagres faz curta temporada em Brasília (28 e 29 de agosto), seguindo para o Rio de Janeiro, onde fica em cartaz de 5 a 30 de setembro.
Em outubro, haverá a comemoração oficial do aniversário, em Belo Horizonte, quando serão lançados dois DVD’s. Um sobre a histórica apresentação do espetáculo Romeu e Julieta, no Globe Theatre, em Londres, e o outro sobre a adaptação do espetáculo A Rua da Amargura, feita pela Tv Globo, para um especial veiculado na Semana Santa que recebeu o nome de “A Paixão segundo Ouro Preto”.
Para fechar a programação, em novembro, o Grupo segue em turnê para a região Sul do país, onde realiza 11 apresentações dos espetáculos Um Homem é um Homem e Pequenos Milagres. Serão visitadas as cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul, Garibaldi, Lages, Itajaí, Joinville, Curitiba, e Ponta Grossa.
PARCERIA DE SUCESSO – Todas essas atividades são proporcionadas pela feliz parceria entre o Grupo Galpão e a PETROBRAS. Segundo Eduardo Moreira, em 2007, além de comemorar seus 25 anos de atividades, o Grupo festeja os 7 anos do patrocínio da empresa, que garante tanto a manutenção quanto as atividades do Grupo. “Desde o ano 2000 a PETROBRAS é patrocinadora exclusiva do Galpão. Tivemos grandes benefícios com essa iniciativa da empresa, pois, assim, pudemos planejar melhor nossas ações e, especialmente, levar nossos espetáculos a lugares de difícil acesso, como o Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha e as regiões Norte e Nordeste do país, entre outras”, enfatiza Eduardo Moreira.
postado por: NANDA ROVERE 1:55 PM
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SINOPSES:
CABEÇA DE CACHORRO - Essa história representa um rito de passagem em que um menino do interior, de apenas onze anos, se vê obrigado a enfrentar os desafios da cidade grande para cumprir uma importante missão que lhe foi confiada por seu pai. Fragmentada em quatro partes, ela é contada como uma aventura ao longo da peça.
O PRACINHA DA FEB - Conta a história de um velho expedicionário que re-visita seu passado a partir do olhar de uma jovem enfermeira que trabalha com pessoas da terceira idade.
O VESTIDO - Retrata a história de uma mulher que realiza um antigo sonho da adolescência, apresentando a delicadeza do sonho de uma menina.
CASAL NÁUFRAGO - Abordagem sobre a vida de um casal cuja relação está há muito tempo desgastada e que, de repente, se vê na iminência de ter todos os seus problemas financeiros resolvidos através do concurso "Show do Milhão". O texto fala sobre a crueza de duas vidas em que existe pouco espaço para o sonho.
Paulo de Moraes / Diretor de Teatro
Data de Nascimento: 11 de abril de 1965
Naturalidade: Cornélio Procópio / Pr
Espetáculos montados / Função: Direção
“Aniversário de Vida, Aniversário de Morte” (1987)
adaptação de “Nossa Cidade”, de Thornton Wilder
adaptação Paulo de Moraes
“Périplo” (1988)
a partir da vida e obra de Oswald de Andrade
texto Paulo de Moraes
“A Construção do Olhar” (1990)
a partir de fragmentos da obra de William Shakespeare
texto Paulo de Moraes
“Alabastro” (1991)
adaptação de “Salomé”, de Oscar Wilde
adaptação Paulo de Moraes
“A Ratoeira é o Gato” (1993)
a partir da obra de Michel de Ghelderode
texto Paulo de Moraes
“A Tempestade” (1994)
de William Shakespeare
“Édipo” (1995)
a partir da obra de Sófocles
adaptação Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça
“Ralé” (1996)
de Máxime Gorki
“Out Cry” (1997)
de Tennessee Williams
“Sob o Sol em Meu Leito após a Água” (1997)
de Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça
“Alice Através do Espelho” (1997-1998-1999)
a partir da obra de Lewis Carroll
adaptação Maurício Arruda Mendonça
“Esperando Godot” (1998)
de Samuel Beckett
“Marat-Sade” (2000)
de Peter Weiss
“Da Arte de Subir em Telhados” (2001)
de Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça
“Flap” (2001)
roteiro de Paulo de Moraes e Marcos Losnak
espetáculo que comemora os 15 anos da Intrépida Trupe
“Pessoas Invisíveis” (2002)
dramaturgia de Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça
a partir da obra de Will Eisner
“Casca de Noz” (2003)
dramaturgia de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes
inspirado na obra de Ítalo Calvino
“Feliz Aniversário” (2003)
dramaturgia de Paulo de Moraes
inspirado na obra de Clarice Lispector
“A Caminho de Casa” (2004)
de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes
“O Pequeno Eyolf” (2004)
de Henrik Ibsen
“Toda Nudez Será Castigada” (2005)
de Nelson Rodrigues
Indicações e Prêmios mais importantes
1988
Espetáculo: Aniversário de Vida, Aniversário de Morte
Prêmio Especial de Diretor Revelação, no Festival Nacional de Teatro de Sorocaba
1989
Espetáculo: Périplo
Melhor Direção e Melhor Cenografia, no Festival Nacional
de Teatro de São José do Rio Preto
Melhor Direção e
Melhor Texto, no Festival Nacional de Teatro de Sorocaba
Melhor Cenografia, no Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa
Melhor Cenografia, no Festival Nacional de Teatro de Resende
1990
Espetáculo: A Construção do Olhar
Melhor Espetáculo pelo Júri Popular, no Festival Internacional de Teatro de Pelotas
Melhor Espetáculo e Melhor Trilha Sonora, no Festival Nacional de Teatro de Sorocaba
1992
Espetáculo: Alabastro
Melhor Iluminação e Cenografia, no Festival Internacional de Teatro de Pelotas
Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Cenografia e Melhor Iluminação,
no Festival Nacional de Teatro de São José dos Campos
Melhor Cenografia, no Festival Nacional de Teatro de São José do Rio Preto
1993
Espetáculo: A Ratoeira é o Gato
indicação ao Prêmio Gralha Azul de Melhor Direção
1994
Espetáculo: A Ratoeira é o Gato
indicação ao Prêmio Molière de Melhor Direção
indicação ao Prêmio Mambembe de Melhor Direção
1997
Espetáculo: Sob o Sol em meu Leito após a Água
indicação ao Prêmio Shell de Melhor Direção
indicação ao Prêmio Mambembe de Melhor Direção
vencedor do Prêmio Mambembe de Melhor Espetáculo do Ano
1999
Espetáculo: Alice Através do Espelho
indicação ao Prêmio Shell de Melhor Direção
indicação ao Prêmio Shell de Melhor Música
vencedor do Prêmio Cultura Inglesa de Melhor Espetáculo
Melhor Direção
Melhor Cenografia
2000
Espetáculo: Projeto Armazém em Estoque
vencedor do Prêmio Shell na Categoria Especial, por manter
junto ao Armazém Cia. De Teatro, um repertório de qualidade
2001
Espetáculo: Da Arte de Subir em Telhados
vencedor do Prêmio Shell de Teatro de Melhor Cenografia
(parceria com Gelson Amaral)
indicado ao Prêmio Shell nas categorias de Melhor Direção e Melhor Autor
(parceria com Maurício Arruda Mendonça)
2002
Espetáculo: Pessoas Invisíveis
indicado ao Prêmio Shell de Teatro nas seguintes categorias:
Melhor Autor (em parceria com Maurício Arruda Mendonça)
Melhor Cenógrafo (em parceria com Carla Berri)
Melhor Música
2004
Espetáculo: A Caminho de Casa
Indicado ao Prêmio Faz Diferença/Jornal O Globo
Destaque do Ano – Teatro
2005
Espetáculo: Toda Nudez Será Castigada
vencedor do Prêmio Shell de Melhor Direção
indicado ao Prêmio Shell de Melhor Cenografia (parceria com Carla Berri)
2006
Espetáculo: Toda Nudez Será Castigada
vencedor do Prêmio Eletrobras de Teatro de Melhor Cenografia
indicado ao Prêmio Eletrobras de Melhor Direção
postado por: NANDA ROVERE 1:54 PM
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Fichas técnicas das histórias
CABEÇA DE CACHORRO
Inspirado no texto homônimo de João Celso dos Santos, recebido durante a
campanha Conte sua História.
Elenco / Personagem
Antonio Edson – João
Beto Franco – pai de João + tio de João + cão + velho na praça
Eduardo Moreira – manipulador do cachorro + cobrador + pregador + laboratorista
Chico Pelúcio – Ranho + cão + vendedor de loteria + laboratorista
Inês Peixoto – mãe de João + ceguinha + gang
Júlio Maciel – Luizinho + cão + gang
Paulo André – Paçoca + ceguinho
Simone Ordones – mulher-placa + gang
Arildo de Barros – velho do cartório
Lydia Del Picchia – mulher do assalto
O VESTIDO
Inspirado no texto Vestido do Desejo, de Maristela de Fátima Carneiro, recebido durante a campanha Conte sua História
Elenco / Personagem
Inês Peixoto – Maria
Chico Pelúcio – Josias, o pai
Simone Ordones – Neusa, a mãe
Lydia Del Picchia – Dona Amália + Clara
Paulo André – procissão + dono do brechó
Júlio Maciel – as vizinhas + procissão + Jorge, o noivo
Arildo de Barros – padre na procissão
Antonio Edson – procissão
Beto Franco – procissão
Eduardo Moreira – procissão
O PRACINHA DA FEB
Inspirado no texto (sem título) enviado por Thereza Alvarenga, recebido durante a campanha Conte sua História
Elenco / Personagem
Arildo de Barros – Sr. Henrique
Paulo André – Henrique
Júlio Maciel – Maurinho
Simone Ordones – Eliane
Antonio Edson – seo Abílio
Beto Franco – sargento Wolff
Chico Pelúcio – cabo Aleixo
Eduardo Moreira – praça Santos
CASAL NÁUFRAGO
Inspirado em texto anônimo e sem título recebido durante a
campanha Conte sua História
Elenco / Personagem
Eduardo Moreira – Adauto
Lydia Del Picchia – Cinira
Beto Franco – o apresentador do Show
Paulo André – o vizinho + anão do Show
Inês Peixoto – travesti no táxi + anão do Show
Arildo de Barros – dono da mercearia
Chico Pelúcio – homem na mercearia
Júlio Maciel – o lixeiro + velho atropelado
Simone Ordones – anão do Show
postado por: NANDA ROVERE 1:53 PM
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FICHA TÉCNICA PEQUENOS MILAGRES
Direção – Paulo de Moraes
Dramaturgia – Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes
Iluminação – Maneco Quinderé
Figurino – Rita Murtinho
Cenário – Paulo de Moraes e Carla Berri
Trilha sonora pesquisada – Paulo de Moraes
Preparação vocal – Babaya
Preparação corporal – Dudude Herrmann / Núbia Barbosa
Coreografia da cena “O Vestido” – Jomar Mesquita
Planejamento de ensaios – Lydia Del Picchia
Assistente de iluminação e operação de som – Alexandre Galvão
Assistente de iluminação e operação de luz – Wladimir Medeiros
Assistentes de figurino – Janaína Mello e Tarsila Takahashi
Execução de figurino – Maria Antônia Ferreira e Maria do Carmo Resende
Execução de cenário – Marco Souza
Cenotécnico e operador de cenotécnica – Helvécio Izabel
Cenotécnica – Nilson Santos
Criação e confecção do “cachorro” – Giramundo Teatro de Bonecos
Confecção armas e adereços dos cães - Eduardo Felix, Daniel Herthel
e Maria Leite
Pintura em painel - Daniel Monteiro Lacerda
Miniatura do ônibus - Daniel Sotero
Técnica de Pilates – Waneska Carvalho
Professor de corneta e trompete – Sargento Charles
Professor de gaita – Leandro Ferrari
Fotos – Guto Muniz
Programação Visual – Lápis Raro
Gerência Administrativa – Sílvia Batista
Assistente Administrativa – Arlene Marques
Assessoria de Captação – Mauro Maya
Assessoria de Comunicação – Júnia Alvarenga
Assistentes de Comunicação – Patrícia Campolina e Flávia Cristini
Assessoria de Planejamento: Romulo Avelar
Assistente de Planejamento - Leonardo Lessa
Assistentes de Produção - Milena Lago, Raquel Machado
e Ana Carolina Linares
Produção Executiva - Beatriz Radicchi
Direção de Produção – Gilma Oliveira
Produção – Grupo Galpão
Patrocínio – Petrobras
postado por: NANDA ROVERE 1:52 PM
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HISTÓRICO
O Grupo Galpão é uma companhia de teatro de pesquisa criado há 25 anos. Montando espetáculos de grande comunicação com o público, a companhia tem sua origem ligada ao teatro popular e de rua.
Sediado na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o Galpão é um dos grupos que mais viaja, não só pelo Brasil, como também pelo exterior, tendo participado de vários festivais em dezessete países da América latina, América do Norte e Europa. No Brasil, em 2005 e 2006, realizou turnês especiais por locais onde as comunidades dificilmente teriam acesso ao teatro sem a iniciativa do Galpão. Nesse período, o Grupo viajou por 38 cidades, distribuídas entre o Vale do Jequitinhonha e Estrada Real / MG, passando pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo, até as regiões mais distantes, como Centro Oeste, Norte e Nordeste.
Grupo de atores que trabalha com diretores convidados, o Galpão desenvolve pesquisas com vários elementos cênicos, com destaque para as linguagens do circo e da música (sempre tocada ao vivo pelos próprios atores), traduzindo para uma linguagem brasileira vários clássicos, numa fusão do erudito e do popular.
Atualmente, o Grupo Galpão apresenta um repertório com três espetáculos que têm, basicamente, o mesmo elenco - Um Molière imaginário, espetáculo de rua (que também pode ser apresentado em teatros) baseado em O Doente Imaginário de Molière; Um Inspetor Geral, de Gógol, espetáculo para palco e Um Homem é um Homem de Bertolt Brecht e músicas de Paul Dessau, espetáculo que pode ser apresentado tanto na rua como em teatro.
Até o momento a estimativa de público do Grupo Galpão, com esses três espetáculos, é de 341.537 pessoas.
postado por: NANDA ROVERE 1:51 PM
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TRAJETÓRIA
O Grupo Galpão foi criado por cinco atores mineiros em 1982, após uma experiência de trabalho com o diretor George Frosher e o ator Kurt Bildstein ambos do Teatro Livre de Munique, durante o Festival de Inverno de Diamantina/Minas Gerais.
A opção de trabalhar nas ruas deu origem ao primeiro espetáculo do grupo, "E a Noiva Não Quer Casar", uma incursão pela linguagem circense, com destaque para a utilização de pernas-de-pau.
Com a segunda montagem, o infantil "De Olhos Fechados", começa a se delinear no Grupo a proposta de alternar o trabalho entre o palco e a rua O espetáculo recebe os mais importantes prêmios do teatro infantil na época
"Ó Procê Vê na Ponta do Pé" marca o retorno às ruas e o aprofundamento da linguagem clownesca.
Com "Arlequim Servidor de Tantos Amores", de Goldoni, são introduzidas na pesquisa do Grupo as técnicas da "commedia dell'arte" e da máscara italiana, que serão apropriadas de forma mais completa pelos atores no trabalho seguinte: "A Comédia da Esposa Muda - que Falava Mais do que Pobre na Chuva". Este espetáculo foi apresentado durante sete anos.
Em seguida, vieram "Triunfo, um Delírio Barroco", fruto de uma experiência junto à Cia. de Dança do Palácio das Artes e "Foi por Amor", uma esquete que abordava a realidade brasileira a partir dos crimes passionais cometidos à época em Minas. A volta ao palco viria com a marcante montagem de "Álbum de Família" (1990), de Nelson Rodrigues, com direção de Eid Ribeiro.
O ciclo Gabriel Vilela se inicia em 1992, com "Romeu e Julieta", numa montagem onde Shakespeare encontra Guimarães Rosa e o universo cultural do sertão mineiro. O espetáculo representa o reconhecimento nacional do Grupo, eleito o melhor espetáculo pelo júri popular do Festival Nacional de Teatro de Curitiba e tendo feito temporada no circuito Rio / São Paulo. Neste mesmo ano o Grupo realiza com enorme sucesso o FIT _ Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte e fecha patrocínio com o banco Credireal por um ano e meio.
A parceria com Gabriel se desdobra em "A Rua da Amargura", cuja estréia, em 1994, acontece no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Com base no texto "O Mártir do Calvário", de Eduardo Garrido (1902), a proposta é um mergulho no universo da interpretação melodramática do circo-teatro. O espetáculo ganha 17 prêmios, incluindo Mambembe, Shell, Molière, Sharp e, novamente, o prêmio do júri popular do Festival de Curitiba. Com os dois trabalhos o Grupo viaja em 1996 por países como Inglaterra, Alemanha, Costa Rica, Colômbia e Uruguai, com grande sucesso de público e de crítica.
Ainda neste ano o Galpão procura desvendar suas raízes com "Um Molière Imaginário", versão de "O Doente Imaginário", última peça escrita por Molière. O espetáculo, com direção de Eduardo Moreira, ator fundador do Galpão, mistura circo, teatro e música, faz estréia na abertura do Festival Nacional de Teatro de Curitiba e é agraciado com vários prêmios.
Em 1998, na comemoração dos quinze anos de existência, o Grupo amplia seu espaço físico para abrigar novas atividades. Aluga o prédio de um velho cinema desativado, na mesma rua onde se localiza a sua sede, para instalar ali o Galpão Cine Horto, um centro de criação, pesquisa e intercâmbio cultural, voltado para a comunidade.
Nesse espaço, que abriga um teatro multifuncional para 200 espectadores e uma sala de cinema, são oferecidos vários cursos e oficinas de teatro, música e dança, destinados a profissionais que desejam se reciclar e também a iniciantes.
Em 1999, o Galpão se prepara para mais uma temporada nacional com um novo trabalho sob o comando de um diretor convidado, segundo a característica do Grupo. Trata-se de "Partido", dirigido por Cacá Carvalho. O espetáculo, adaptação da novela "O Visconde Partido ao Meio", explora o universo do escritor Ítalo Calvino.
Em julho de 2000, inicia-se a parceria com a Petrobras, que investe na manutenção do Grupo e do Galpão Cine Horto. Em julho desse mesmo ano, o Galpão realiza uma bem sucedia temporada em Londres, a convite dos coordenadores do Globe Theatre, apresentando Romeu e Julieta, concebido e dirigido por Gabriel Villela. É a primeira vez que um grupo brasileiro atua no Shakespeare's Globe, palco onde somente são apresentadas obras de Shakespeare.
Retornando ao Brasil, inicia os preparativos para a estréia de Um “Trem Chamado Desejo”, sob a direção de Chico Pelúcio, espetáculo que recria o difícil dia-a-dia de uma companhia teatral dos primeiros anos do século XX.
Em 2002, o Grupo Galpão completa 20 anos de existência e realiza diversas turnês, por vários estados brasileiros, apresentando seu repertório dos últimos cinco espetáculos.
O ano de 2003 marcou a estréia de “O Inspetor Geral”, sob a direção de Paulo José. Desde sua estréia, o espetáculo foi visto por cerca de 70 mil pessoas em mais de 100 apresentações realizadas em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e principais capitais do país.
“Um Homem é Um Homem”, também com direção de Paulo José, estréia em outubro de 2005, num circo montado na Casa do Conde, em Belo Horizonte. Somente nessa temporada, a nova montagem recebeu cerca de 11 mil pessoas. Nos meses de novembro e dezembro, o espetáculo é incluído na turnê que o Grupo realiza pelo Nordeste brasileiro, onde aconteceram várias apresentações gratuitas, na rua, o que comprova a grande capacidade de adaptação do espetáculo aos mais diferentes espaços, além de conseguir uma forte empatia e comunicação com um público bem popular
postado por: NANDA ROVERE 1:49 PM
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ESPETÁCULOS
1982
"E A NOIVA NÃO QUER CASAR...”
1983
"DE OLHOS FECHADOS"
1984
"Ó PRÔ CÊ VÊ NA PONTA DO PÉ"
1985
"ARLEQUIM SERVIDOR DE TANTOS AMORES"
1986
"A COMÉDIA DA ESPOSA MUDA" e "TRIUNFO - UM DELIRIO BARROCO"
1987
"FOI POR AMOR..."
1988
"CORRA ENQUANTO É TEMPO"
1990
"ÁLBUM DE FAMÍLIA"
1992
"ROMEU & JULIETA"
1994
"A RUA DA AMARGURA"
1997
"UM MOLIÈRE IMAGINÁRIO"
1999
"PARTIDO"
2000
"UM TREM CHAMADO DESEJO"
2003
"O INSPETOR GERAL"
2005
"UM HOMEM É UM HOMEM"
2007
“PEQUENOS MILAGRES”
PRÊMIOS
1983 - "DE OLHOS FECHADOS"
PRÊMIO JOÃO CESCHIATTI
- INFANTIL
- ATRIZ
- ATOR
- DIREÇÃO
1989 - GRUPO GALPÃO
PRÊMIO SATED/FUNDACEN
- RECONHECIMENTO ( PELA TRAJETÓRIA DO GRUPO)
1990 - "ALBÚM DE FAMÍLIA"
PRÊMIO CAUÊ
- ESPETÁCULO
- DIREÇÃO
- ATOR
- ATRIZ
- ATRIZ COADJUVANTE
- CENÁRIO
- TRILHA SONORA
- ILUMINAÇÃO
1993 - "ROMEU & JULIETA"
PRÊMIO APETESP
- DIRETOR
FIGURINO
1993 - GRUPO GALPÃO
PRÊMIO SHELL ESPECIAL 93
1994 - "A RUA DA AMARGURA"
PRÊMIO MAMBEMBE
- DIREÇÃO
- FIGURINO
- CENÁRIO
- ILUMINAÇÃO
PRÊMIO SHELL
- DIREÇÃO
- FIGURINO
- ILUMINAÇÃO
PRÊMIO MOLIÉRE
- DIREÇÃO
- ILUMINAÇÃO
- FIGURINO
PRÊMIO SHARP DE TEATRO
- ESPETÁCULO
- FIGURINO
- ILUMINAÇÃO
PRÊMIO SESC/SATED
- ESPETÁCULO
- FIGURINO
- DIREÇÃO
- ATOR-COADJUVANTE
1996 - GRUPO GALPÃO
PRÊMIO SUCESSO MINEIRO
1997 - " UM MOLIÈRE IMAGINÁRIO"
PRÊMIO BONSUCESSO
HORS CONCOUR - MELHOR ESPETÁCULO
1997 / 1998 - " UM MOLIÈRE IMAGINÁRIO"
PRÊMIO SESC/SATED
- DIREÇÃO
- ATOR
ESPETÁCULO
FIGURINO
- ILUMINAÇÃO
- TRILHA SONORA
- TEXTO
1999 - " ROMEU E JULIETA"
SAN ANTONIO INTERNATIONAL FESTIVAL - TEXAS/ EUA
- ESPETÁCULO
- FIGURINO
2000 - "PARTIDO"
PRÊMIO BONSUCESSO
-ESPETÁCULO
-ATRIZ COADJUVANTE
- CENÁRIO
- FIGURINO
PRÊMIO SESC/SATED
- TEXTO ADAPTADO
- CENÁRIO
- TRILHA SONORA
2000 - "UM TREM CHAMADO DESEJO"
PRÊMIO AMPARC / BONSUCESSO
- MELHOR DIRETOR
- MELHOR ATRIZ
- MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
- ILUMINAÇÃO
2001 - PRÊMIO QUALIDADE BRASIL / SP
- MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA
2001 - PRÊMIO SHELL / SP
- CENÁRIO
- TRILHA SONORA
2002 - PRÊMIO MULTICULTURAL ESTADÃO
- GRUPO GALPÃO
2004 - "O INSPETOR GERAL"
PRÊMIO SESC / SATED
- ESPETÁCULO
- DIRETOR
- ATRIZ COADJUVANTE
- ATOR COADJUVANTE
- FIGURINO
- CENÁRIO
PRÊMIO USIMINAS / SINPARC DE ARTES CÊNICAS
- TRILHA SONORA
- FIGURINO
PRÊMIO AVON COLOR DE MAQUIAGEM / SP
- MAQUIAGEM
2006 - "UM HOMEM É UM HOMEM"
PRÊMIO SESC / SATED
- TRILHA SONORA
PRÊMIO USIMINAS / SINPARC DE ARTES CÊNICAS
- MELHOR ESPETÁCULO
- MELHOR DIREÇÃO
- MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
- MELHO ATOR COADJUVANTE
2007 – O INSPETOR GERAL
PRÊMIO SESC / SATED – 12 ANOS
- MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
2007 – UM MOLIÈRE IMAGINÁRIO
PRÊMIO SESC / SATED – 12 ANOS
- MELHOR ATOR
2007 – GRUPO GALPÃO
PRÊMIO SESC / SATED – 12 ANOS
RECONHECIMENTO / TEATRO - GRUPO GALPÃO 25 ANOS
2007 - GRUPO GALPÃO
PRÊMIO USIMINAS / SINPARC
RECONHECIMENTO CULTURAL PELOS 25 ANOS DE ATIVIDADES
PARCERIA DE SUCESSO
A parceria da Petrobras com o Grupo Galpão completa sete anos e se firma, cada vez mais, como uma referência no setor cultural brasileiro. O patrocínio à manutenção do Grupo e à viabilização de suas atividades anuais, realizado por intermédio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, possibilita o desenvolvimento de um trabalho planejado e o aprofundamento da pesquisa de linguagem teatral por seus integrantes. Mas o grande ganho com a presença da empresa é mesmo do público. Ao longo desse período, foram produzidos quatro novos espetáculos, que, juntamente com outras montagens do repertório, circularam por todas as regiões do país, sempre com preços populares ou oferecidos gratuitamente em praças públicas. O Galpão pôde levar seu trabalho a grande parte das capitais brasileiras e chegar a lugares antes inimagináveis, como o interior do Nordeste e do Centro-oeste e a várias pequenas cidades do Vale do Jequitinhonha e do Norte de Minas Gerais.
O patrocínio exclusivo ao Grupo Galpão
é um dos projetos de continuidade viabilizados pelo
Programa Petrobras Cultural.
postado por: NANDA ROVERE 1:45 PM
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PEQUENOS MILAGRES:
a tragédia do sonho utópico que se torna realidade
Júnia de Castro Magalhães Alves –
Professora Titular de Inglês /
Ph. D. em Literatura Comparada: Unicentro Newton Paiva
Lucia Trindade Valente
Professora de Francês /
Especialista em Língua Portuguesa: Lingüística do Texto
Pequenos milagres, espetáculo do Grupo Galpão, é um dos eventos que comemora os 25 anos da trupe. Baseia-se em histórias de vida que lhe foram encaminhadas pelo público de todo o país, em resposta a uma solicitação amplamente divulgada em 2006, e que se refere à decisão dos atores de montar um texto teatral a partir de fatos vivenciados por gente comum. Durante a campanha intitulada Conte sua História, a companhia recebeu quase seiscentas narrativas entre cartas e e-mails e, depois de estudo criterioso, selecionou cinqüenta das que considerou mais representativas da vida quotidiana e finalmente quatro dentre elas. O diretor paranaense Paulo de Moraes e Maurício Arruda Mendonça encarregaram-se da dramaturgia. Esta realização ensemble estreou no Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte, para convidados, no dia 29 de março de 2007 e foi dedicada àqueles que, voluntariamente, enviaram suas histórias visando a alicerçar a produção do espetáculo.
Uma nova abordagem do Grupo é lançada, agora intimista, de clima propício para as confissões psicológicas, para a comunhão emotiva entre ator e espectador, e na qual a ficção entrelaça-se com a realidade, a partir do esqueleto autobiográfico. Também se entrelaçam os quatro episódios selecionados: fragmentos justapostos e paradoxalmente ajustados para enevoar as fronteiras que os separam, banalizar suas diferenças e estabelecer as conexões pertinentes à criação performática contemporânea.
O gênero definido para a montagem de Pequenos milagres foi o melodrama que, embora recorra, como lhe é próprio, à emoção estrema para envolver a platéia, logra ultrapassar a barreira da sentimentalidade e da banalidade ultra-românticas graças à perícia do diretor, à excelência da representação do Grupo, e à escolha de temas que incorporam valores éticos consagrados. Essa escolha coaduna-se com a idéia de que se deve produzir teatro “como elaboração, na esfera do simbólico, de nosso depoimento crítico sobre a experiência de viver numa sociedade em que a cultura é mercadoria a serviço da dominação...” Sendo assim, Pequenos Milagres focaliza – por meio de abordagens pós-modernas, tais como: a do simulacro, da hiper-realidade e da descentralização do indivíduo – a luta de alguns e de cada um, para simbolizar a luta de todos, sobretudo a das minorias e dos excluídos em busca de aceitação e do sucesso dificilmente alcançados. A peça não retrata a frustração ou alegria dos mais aquinhoados ou dos poderosos que, da mesma forma, não escapam à fatalidade dos “pequenos milagres”: à esperança e ao desespero, à alienação, à inadequação da linguagem e à transitoriedade e mortalidade inerentes ao gênero humano.
Na esteira da pós-modernidade, Paulo de Moraes esclarece que se inspirou, a princípio, no livro Achei que meu pai fosse Deus, uma compilação -- de cento e setenta e nove dentre mais de quatrocentas histórias curtas e reais -- organizada pelo autor e radialista norte-americano Paul Auster, que divulgava, em seu programa semanal de trinta minutos na National Public Radio, narrativas de eventos que teriam marcado as vidas de seus ouvintes, gente do povo ali homenageada, gente inserida na filosofia da democratização da arte, um dos objetivos da Proposta de Trabalho do Grupo Galpão. Tudo isso combinado a manifestações da importância da vida diária do indivíduo comum foi denominado por Auster “momento sociológico”. Todavia, a divulgação do fato infundida por esse tipo de representação popularizada pelos reality shows gira em espiral em torno de si mesma e revela-se simulacro no qual o signo não mais se refere a uma realidade definida, mas a outros significantes auto-reflexivos. Por isso, segundo o sociólogo francês Jean Baudrillard, paladino do niilismo pós-moderno, a hiper-realidade estampada na compilação de Auster ou em Pequenos milagres seria uma versão manufaturada e intensificada do original, maior do que ele, que com ela não consegue competir por lhe estar subordinado por meio da representação.
A peça mostra histórias que mimetizam os fatos não tanto como simulacros, mas como uma forma de problematizar a idéia da representação e o processo que permite o reconhecimento, como Baudrillard coloca, “da tragédia do sonho utópico que se torna realidade” (p.30). Ela transporta o espectador para além de si mesma, para mostra-lhe mais do que aquilo que está diante de seus olhos embaçados pela rotina e pela proximidade das situações “inverossímeis” classificadas, como “pequenos milagres”, haja vista: o esforço e a firmeza representados pela criança mineira, o João, que se supera ao resolver problemas de adulto; as ironias improváveis, tais como, a paixão intuitiva do velho soldado, Seu Henrique, ao perceber na jovem assistente a semelhança do amigo perdido, e a descoberta do vestido de Maria após mais de 20 anos de procura incansável; o senso de desastre iminente e a perda da habilidade de compreensão que paira sobre personagens melodramaticamente obsessivos e desajustados pela miséria, tais como Adauto e Cinira, protagonistas do “Casal Náufrago”.
As quatro histórias carregam questionamentos, ambigüidades, indeterminações, mistérios, paradoxos, auto-referências, poesia, subjetividades mutantes e desestabilizadoras; o fluxo da perda e do abandono, da crença e da dúvida – tudo isso registrado como “pequenos milagres” que por sua vez não retratam, necessariamente, verdades autobiográficas. Essas histórias ultrapassam o realismo convencional alicerçadas pelas estratégias de representação que relacionam o fato narrado à sua reprodução no palco, para esbarrar no senso de responsabilidade e no lirismo do trabalho do Grupo Galpão, lirismo esse exemplificado por, pelo menos, dois instantes mágicos, inesquecíveis: a dança do casamento de Maria, coreografada com perfeição e requinte por Jomar Mesquita e executada magnificamente por Inês Peixoto e Júlio Maciel, e a descoberta do mar pelo menino João (Antônio Edson), cuja candura extasia o espectador. Outro momento de impacto performático indescritível é o flashback da morte de Maurinho. A técnica cinematográfica da simultaneidade presente / passado, mais difícil de ser representada no teatro, revela não só a excelência da direção e do texto dramático dessa passagem específica, como também dos atores envolvidos: Júlio Maciel (Maurinho) e Paulo André (Henrique).
Não se pode esquecer de mencionar a riqueza da semiose na peça. O palco galponiano, despojado, comunica-se com a platéia por meio da mímica, dança, canto, vestuário, iluminação, palavra, voz, em fim, por meio dos elementos encontrados na performance do teatro musicado, arte cênica que contém coleção riquíssima de fatos semiológicos. Mas a escolha sígnica de Pequenos milagres apresenta-se de forma original extrema, na medida em que o objeto representado, como uma passagem de ônibus, é substituído pela miniatura de um ônibus; ou o dinheiro para o táxi, pela miniatura de um táxi. Outro exemplo notável é o escritório atabalhoado do Tio de João que se iguala a uma estrutura retangular pequena, uma caixa sem tampa, na qual papéis, documentos, máquinas de escrever, arquivos e outros aparatos se acumulam para significar trabalho exaustivo, ininterrupto: atividade insana. Além disso, para criar maior intimidade entre os atores e a platéia, Paulo de Moraes e Carla Berri aproximaram a distância que separa o público do espaço cênico.
Essas poucas observações podem servir de base para uma discussão mais ampla sobre Pequenos milagres e sobre o trabalho que o Grupo Galpão vem realizando nestes 25 anos de caminhada. É um trabalho sério, sustentado por pesquisa minuciosa e reforçado por presença marcante e atuação coerente. A peça absorve quatro histórias isoladas e as converte em estruturas interpretativas interligadas, espelho da experiência humana. Os recursos e significados ali contidos referem-se aos recursos e significados da própria humanidade. Com Pequenos milagres a companhia reafirma o seu poder de representar bem, em permanente revalorização e desenvolvimento criativo e crítico da linguagem cênica, para oferecer, ao público, relances da alma brasileira.
postado por: NANDA ROVERE 1:43 PM
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Sexta-feira, Julho 13, 2007
Pascoal da Conceição - um ator que se entrega totalmente aos personagens que interpreta
Acompanho a trajetória profissional do Pascoal faz bastante tempo.
Conhecia o Pascoal da Conceição da série Castelo Rá-Tim -Bum da TV Cultura, e apesar de eu já ser adulta quanto a série passou, parava para ver a atuação desse ator.
Assisti a alguns espetáculos de Pascoal no teatro. Infelizmente não vi os que ele fez o Oficina (Uzina Ozona), mas prestigiei Tarsila, Centro Nervoso... Poucos espetáculos diantes dos que eu gostaria de ter assistido, pois ver Pascoal em cena é sempre um grande prazer.
Fico completamente fascinada quando vejo um ator como Pascoal, que se entrega totalmente aos personagens que interpreta. Certamente também encanta a todos que o assistem. E que carisma e simpatia de pessoa! ...
Em Salmo 91, vive magistralmente os presidiários Vavá e Véio Valdo.
É bonito ver a animação do Pascoal, dos seus colegas de elenco, do Gabriel Villela ( e de toda a equipe).
Poucas vezes vi em cena um artista como Pascoal da Conceição e uym elenco tão especial, com uma energia tão positiva e com um entrosamento tão bom, como em Salmo.
No blog do espetáculo Pascoal tem publicado matérias bem interessantes que nos informam sobre o processo de criação desse excelente espetáculo.
UM POUCO SOBRE A SUA TRAJETÓRIA:
Pascoal nasceu em São Paulo e fez o curso de teatro da EAD.
Estreou no teatro na peça "PIC-NIC NO FRONT", de Fernando Arrabal em 1972, direção de Caetano Martins. Foi um dos fundadores do grupo Dragão 7, onde atuou, dirigiu e produziu os espetáculos As Desgraças de uma Criança, O Noviço, Mais Quero Asno e Auto da Barca do Inferno. Participou de várias montagens do grupo Uzyna Ozona (Oficina, Zé Celso). Entre os trabalhos mais recentes fez Os Sete Afluentes do Rio Ota, Tarsila onde interpretava Mário de Andrade, Centro Nervoso, A Louca de Chaillot e Mário de Andrade Desce aos Infernos.
Na TV, ficou conhecido pelo seu trabalho - como sempre primoroso - na minissérie Um Só Coração e como Dr Abobrinha no Castelo Rá-Tim-Bum, na TV Cultura. No cinema, Castelo Rá-Tim-Bum - o filme, Olga, O Dia em que Macunaíma e Gilberto Freyre Visitaram o Terreiro da Tia Ciata... e Lumpet (curtas), narrou o documentário Pïrinop - Meu Primeiro Contato.
UMA CRÍTICA INTERESSANTE:
Quem conviveu com Mário de Andrade não poupa elogios a seu intérprete na minissérie "Um Só Coração" - o ator Pascoal da Conceição. Até mesmo quem só viu o autor de "Macunaíma" por meio de fotos fica impressionado com a incrível semelhança física. Mas esse é apenas o aspecto mais superficial, de sua brilhante atuação. No olhar, nos gestos, em nuances vocais, o ator revela tanto o vigor intelectual quanto a delicadeza da alma de seu personagem.
www.otempo.com.br
Salmo 91:Pascoal como Véio Valdo
Foto: João Caldas
Salmo 91:Pascoal como Vává
Foto: João Caldas
Serviço:
Estréia para público – Dia 7 de julho, sábado, às 21 horas. Pré-estréia para convidados - dia 6 de julho, sexta, às 21h. Temporada - de 7 de julho a 19 de agosto de 2007, sextas e sábados, às 21h; domingos e feriado (9/7), às 19h. Espetáculo extra na segunda-feira, feriado, dia 9, às 19h. Total de 22 sessões. Autor - Dib Carneiro Neto, adaptador da obra de Drauzio Varella. Elenco - Pascoal da Conceição, Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan, Pedro Henrique Moutinho e Ando Camargo. Direção - Gabriel Villela. Cenografia - Gabriel Villela. Figurinos - Gabriel Villela. Trilha Sonora - Tunica e Daniel Maia. Desenho de Luz - Domingos Quintiliano. Produção – Claudio Fontana. Ingressos – R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matric); R$ 10,00 (+ 60 anos / estudante / prof. rede pública); R$ 8,00 (comerciário matric.).Duração: 100 minutos.
SESC SANTANA – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana. Fone: (11) 6971-8700. Acesso para deficientes físicos. Estacionamento no próprio SESC - R$ 3,50 pelo período de uma hora + R$ 0,50 por hora adicional. (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes), R$ 7,00 pelo período de uma hora + R$ 1,00 por hora adicional. (Demais usuários).
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=34427423&refresh=1
Comunidade da peça no Orkut
http://salmocarandiru.blogspot.com/
Blog
VOU FALAR DE TODOS OS ATORES DA PEÇA...ELES MEREEM MUITOS APLAUSOS E HOMENAGENS!
postado por: NANDA ROVERE 2:37 AM
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Segunda-feira, Julho 09, 2007
Assistir ao espetáculo Salmo 91 foi uma enorme emoção.
Tudo é muito forte... visceral...Alguns momentos são engraçados e quebram um pouco ¨o peso do texto¨....
Impossível não sair do teatro com a cabeça fervilhando...Atores, direção, figurinos, luz e cenário então numa harmonia tocante e valorizam o belíssimo texto (cada frase, cada palavra possui um impacto incrível.
Gabriel, na coletiva de imprensa, disse que a peça estava centrada na palavra. Poucas vezes vi em cena um elenco tão coeso e tão competente, conseguiram transmitir com maestria toda a intensidade dos seus personagens, das histórias contadas por eles.
Num mundo tão violento como o nosso, montagens como essa são sempre oportunas por suscitarem reflexões sobre o nosso cotidiano. Será que não somos culpados por esta situação? A mídia tem falado muito nas penas alternativas, será que elas são eficientes (quantas pessoas ficam presas por cometerem pequenos delitos e poderiam cumprir penas que contribuíssem para a melhoria da nossa sociedade?!)?..
Gabriel Villela e todos que estão envolvidos no projeto, têm muita sensibilidade para trabalhar com uma temática como essa e mostrar que ¨apesar dos pesares¨a poesia ainda pode reinar no mundo.
Essas palavras são algumas sensações que a peça me passou. Calmamente irei escrever um texto mais elaborado, digno da bela montagem a que assisti (muita coisa merece destaque especialíssimo). Certamente irei usar algumas idéias expressas aqui e acrescentar outras.
Um privilégio!
Não percam!
Visitem:
http://salmocarandiru.blogspot.com/
www.oteatrodadelicadezazip.net
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=34427423
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1544760
.
postado por: NANDA ROVERE 4:54 AM
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FOTOS DE SALMO 91
João Caldas
postado por: NANDA ROVERE 4:51 AM
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Quinta-feira, Julho 05, 2007
Palestra com Dr. Drauzio Varella, dia 8 de julho, após apresentação do espetáculo Salmo 91
SOBRE A MONTAGEM:
Salmo 91, com direção de Gabriel Villela, certamente será um espetáculo que suscitará inúmeras reflexões sobre a nossa realidade e a violência reinante no cotidiano.
O texto é adaptação de Dib Carneiro Neto do bestseller do Dr. Drauzio Varella Estação Carandiru e reconta as histórias e modos de vida dos massacrados e as seqüelas deixadas nos sobreviventes do terrível massacre do ano de 1992, onde, segundo os números oficiais, 111 presos foram mortos pelo pelotão de choque da polícia militar (segundo sobreviventes o número foi bem maior) em uma incursão para conter um confronto entre detentos no pavilhão nove.
O elenco é especial, aliás, a equipe e especial. Artistas de enorme talento e que estão empolgadíssimos com o projeto, com a montagem.
Para saber detalhes interessantes sobre o processo de ensaios, sobre a concepção cênica de Gabriel, sobre a estrutura da peça, que apresenta 10 monólogos interpretados por cinco atores (Pascoal da Conceição, Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan, Pedro Henrique Moutinho e Ando Camargo), entre outras informações, não deixem de visitar E COMENTAR:
Clique aqui para entrar na comunidade da peça no Orkut
http://salmocarandiru.blogspot.com
e
http://www.artepluralweb.com.br (release elaborado pela ARTEPLURAL – Assessoria de Imprensa)
OBSERVAÇÃO SUPER IMPORTANTE: NO DOMINGO, DIA 8, QUEM FOR AO SESC PRESTIGIAR SALMO 91 TERÁ O PRIVILÉGIO DE ASSISTIR A UMA PALESTRA DO DR DRAUZIO VARELLA, QUE CUIDOU DOS DETENTOS DO CARANDIRU E CONTINUA ESSA SUA BELA MISSÃO, TRABALHANDO EM PRESÍDIO FEMININO, AJUDANDO NA PREVENÇÃO DA AIDS, ENTRE OUTRAS DOENÇAS.
Serviço:
De 7 de julho a 19 de agosto de 2007, sextas e sábados, às 21h; domingos e feriado (9/7), às 19h. Espetáculo extra na segunda-feira, feriado, dia 9, às 19h. Total de 22 sessões. Autor - Dib Carneiro Neto, adaptador da obra de Drauzio Varella. Direção - Gabriel Villela. Cenografia - Gabriel Villela. Figurinos - Gabriel Villela. Trilha Sonora - Tunica e Daniel Maia. Desenho de Luz - Domingos Quintiliano. Produção – Claudio Fontana. Ingressos – R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matric); R$ 10,00 (+ 60 anos / estudante / prof. rede pública); R$ 8,00 (comerciário matric.).Duração: 100 minutos.
SESC SANTANA – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana. Fone: (11) 6971-8700. Acesso para deficientes físicos. Estacionamento no próprio SESC - R$ 3,50 pelo período de uma hora + R$ 0,50 por hora adicional. (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes), R$ 7,00 pelo período de uma hora + R$ 1,00 por hora adicional. (Demais usuários).
O meu guri
Chico Buarque/1981
Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí
Olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
QUEM FOR ASSISTIR A MONTAGEM ENTENDERÁ O PORQUÊ DESTA MÚSICA NO BLOG
postado por: NANDA ROVERE 4:41 AM