Valorização da cultura brasileira
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Sexta-feira, Junho 29, 2007
ESTAÇÃO CARANDIRU CHEGA AO TEATRO COMO SALMO 91, DIRIGIDA POR GABRIEL VILLELA
Peça é adaptação de Dib Carneiro Neto do bestseller de Drauzio Varella e traz no elenco Pascoal da Conceição, Rodrigo Fregnan, Pedro Henrique Moutinho, Ando Camargo e Rodolfo Vaz. Estréia dia 7 de julho no Teatro Sesc Santana
Depois de carreira bem-sucedida na literatura (Estação Carandiru, escrito em 1999, é um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com vendas superiores a 460 mil exemplares), no cinema (sucesso de bilheteria em 2004, com o diretor Hector Babenco) e na televisão (na minissérie da Globo), a obra do médico e escritor Drauzio Varella chega ao teatro. Adaptada por Dib Carneiro Neto (autor de Adivinhe Quem Vem para Rezar, com Paulo Autran), a história ganha encenação do diretor Gabriel Villela e estréia dia 7 de julho, sábado, no Teatro Sesc Santana (pré-estréia para convidados dia 6 de julho, sexta). Na primeira semana, haverá espetáculo extra na segunda-feira, dia 9, às 19 horas. Drauzio Varella cedeu os direitos de montagem da peça ao produtor Claudio Fontana.
Segundo texto montado do jornalista e dramaturgo Dib Carneiro Neto, SALMO 91 traz de volta personagens como o malandro Dadá, Nego-Preto, o romântico Charuto, o travesti Zizi Marli, o Bolacha (Sem-Chance), o Veio Valdo, o enfermeiro Edelso, o Zé da Casa Verde e suas duas mulheres, o travesti Veronique, Valente etc… Todos sujeitos às normas de controle de comportamento vigentes na instituição na época e a um rígido código penal não escrito, criado pela própria população carcerária. SALMO 91 traz para o teatro essas pessoas tão diferentes de nós, tão iguais a nós: “cidadãos livres”. Traz para o teatro crônicas fascinantes sobre formas de viver e morrer em estado de violência, descaso ou confinamento.
Na hora de elaborar a estrutura da peça, o autor misturou personagens, mesclou capítulos, colocou falas na boca de alguém que não disse exatamente aquilo naquele momento, preservando todas as situações que estão no livro. Dib optou por preservar a independência de cada história no livro, em respeitar o talento de contador de histórias de Drauzio Varella. Assim, escreveu 10 monólogos para serem feitos por dez atores diferentes ou por apenas dois artistas, alternando-se no palco (“estas são as minhas sugestões nas rubricas do texto”).
Gabriel Villela teve a idéia de chamar cinco atores e fazer cada um deles defender dois personagens. O autor se rendeu à concepção do diretor. “Ele é um encenador suficientemente talentoso, tarimbado e premiado para saber o que está fazendo. Tenho plena confiança nele e certeza de que o resultado vai superar minhas expectativas.”
Futebol e religião
Aos 48 anos, 18 de carreira, Gabriel Villela dirige seu 20º espetáculo teatral. Nessa montagem, assina também cenografia e figurino. De estética realista, o cenário traz ao fundo cinco portas que lembram, ao mesmo tempo, um presídio e um hospício. Entre os objetos de cena, uma mesa de pebolim improvisada, uma cafeteira elétrica, um vaso sanitário e uma bola de futebol. Personagens de cabeças raspadas e corpos sujos de sangue.
Gabriel conta que, antes dos ensaios, realizados em um galpão no bairro da Aclimação, costumava pedir aos atores para jogarem futebol como forma de trabalhar o corpo, se aquecer, se exercitar. Assim, elementos do futebol foram inseridos na linguagem do espetáculo. “Ele é o fio condutor, o tema que costura os monólogos. Como aconteceu realmente, apresentamos o futebol (a cultura do futebol) como o estopim, a paixão que desgovernou uma estrutura e pôs a pique 111 presidiários”, fala Gabriel. O diretor lembra que o massacre feito pela tropa de choque foi detonado por uma briga entre facções criminosas rivais, durante uma partida de futebol em um campeonato interno no Carandiru, no dia 2 de outubro de 1992.
Antecedendo os monólogos, a peça – que tem trilha sonora de Tunica e Daniel Maia – abre com os cinco atores no palco, disputando uma partida da final do Campeonato Interno do Pavilhão. De uma briga surge a rebelião de grandes proporções e desenrola-se a trama até o massacre, contado por Vavá, o sobrevivente, vivido por Pascoal da Conceição.
Os monólogos têm ligação entre si, na medida em que alguns dos personagens citam outros - e todos juntos compõem uma síntese do efervescente microcosmo que se constitui o Complexo do Carandiru, com suas regras, suas normas de conduta, seu modo de vida, suas leis muito particulares. A Bíblia também é um forte elo de ligação usado por Dib para alinhavar as ações da peça. “Escolhi isso porque ela é presença bem forte no Carandiru, na medida em que muitos presidiários, dentro da cadeia, buscam na religião exacerbada a solução para seus tormentos, medos e culpas”.
A escolha do nome da peça 91 remete à força da religião para espiar as culpas dentro da cadeia e, mais que tudo, é um elemento diretamente ligado ao dia do massacre do Carandiru, em que oficialmente 111 presos foram mortos pela polícia. Nesse dia, conforme está no livro de Drauzio Varella, o personagem Dadá, sobrevivente desse massacre, se lembra que o Salmo 91 diz: "Mil cairão à sua direita, e dez mil à sua esquerda, mas a ti nada acontecerá, nada te atingirá." A mãe de Dadá pede que ele leia esse Salmo pouco antes de acontecer o massacre, ele não lê, só lê depois que tudo aconteceu e aí fica entendendo por que ele sobreviveu.
Responsabilidade de adaptador
Dib escreveu sua adaptação de Estação Carandiru em 1999, ano em que o livro de Drauzio Varella foi lançado pela Companhia das Letras e estava começando a se tornar um best seller brasileiro. “Não havia ainda o filme nem o seriado da TV. Portanto, meu compromisso e minha responsabilidade de adaptador eram apenas com o magnífico livro do dr. Drauzio. É claro que agora tudo tomou um vulto maior: neste momento atual da montagem de minha peça, paira diante de todos nós o sucesso estrondoso principalmente do filme, visto por mais de 4 milhões de pessoas no País”, afirma Dib.
O autor continua: “O fato é que Estação Carandiru é um livro tão rico, tão pleno de possibilidades artísticas, que seria natural que um dia ele ganhasse também os palcos, fosse por minha iniciativa ou pela de outro dramaturgo. É como se seus personagens clamassem por ganhar vida e por renascer daquele massacre por meio das mais variadas manifestações artísticas. Já houve até, em 2002, uma adaptação radiofônica do livro, feita pela Rádio BBC, de Londres, por Paul Heritage”. Para Dib, “a contundência da linguagem cênica agora só vai fazer bem a essa obra já tão difundida e conhecida. O teatro é mais uma forma artística de abordar o universo e os dilemas da clausura, tema principal do livro do dr. Drauzio e de minha adaptação”.
Quando terminou de ler o livro, Dib Carneiro Neto estava fascinado por aquele microcosmo descrito pelo Drauzio: os mistérios da vida no cárcere, a forma de os presos se organizarem, os códigos de conduta, a hierarquia dentro da cadeia e, sobretudo, caiu de amores pelas histórias de vida daqueles seres enclausurados.
“Drauzio narrou tudo isso bem mais do que se escrevesse um livro-reportagem. Ele simplesmente queria contar histórias, ou seja, acabou mesmo fazendo literatura – e do mais alto nível. Vários capítulos do livro, se arrancados dali, daquele contexto todo em que o volume foi organizado, poderiam integrar perfeitamente qualquer antologia dos melhores contos da literatura brasileira, fazendo frente a nossos maiores criadores. Digo isso com plena convicção de que é uma opinião compartilhada pelos melhores críticos literários do Brasil.”
Ter sua peça dirigida por Gabriel Villela deixa o autor honrado. “É um diretor que faz parte da minha paixão pelo teatro. “Ele é um diretor expansivo, efervescente, fervilhante de idéias – e percebi logo que nada do que ele faz em cena é viagem inconseqüente e puramente delirante, tudo é resultado de muito estudo, muito afinco, muita leitura prévia com os atores, muito embasamento teórico. Por exemplo: de cara, ele conseguiu enxergar em meus monólogos, dez arquétipos, dez figuras-chave do universo das tragédias gregas. Fiquei fascinado por seu nível de compreensão do texto, pela qualidade de sua interpretação daquilo que escrevi. Ele sabe o que quer, ele sabe o que faz e usa sua criatividade com a segurança de um verdadeiro artista”, completa.
Sobre a Casa de Detenção e o livro
Com mais de 7.200 presos, a Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como “Carandiru”, foi o maior presídio do Brasil durante quase 80 anos. Construída na década de 20 e desativada em 2002, era um conjunto arquitetônico formado por sete pavilhões, cada um com cinco andares. Neles havia corredores que chegavam a cem metros de comprimento. As celas tinham portas maciças. Os presos passavam o dia soltos e eram trancados à noite. Só o pavilhão Cinco abrigava 1.700 prisioneiros, mais de seis vezes a população carcerária do famoso presídio americano de Alcatraz, desativado nos anos 60.
Em 1989, o médico cancerologista Drauzio Varella iniciou na Detenção um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Seu relato dessa experiência resultou no best seller Estação Carandiru publicado em 1999 e vencedor do Prêmio Jabuti de livro do ano de não-ficção. Personagens como Mário Cachorro, Veronique, Roberto Carlos, Sem-Chance, seu Jeremias, Alfinete, Filósofo, Loreta e seu Luís ficaram famosos por suas experiências através das crônicas de Varella.
Sobre os personagens
VAVÁ (Pascoal da Conceição)
Sobrevivente do massacre, tudo viu e tudo sabe. É atormentado por sentimentos como culpa, arrependimento e revolta. No presídio, tem fama de “corpo fechado” e gosta de repetir que já matou “bem uma meia dúzia de três ou quatro”. No auge do desespero, clama pela mãe religiosa. Na qualidade de narrador do massacre do Carandiru, o personagem abre e fecha o espetáculo. Contesta o número oficial de mortos (111) e garante que morreram mais de 250 no dia do massacre.
NEGO-PRETO (Rodrigo Fregnan)
Por ter sido traído por um parceiro de assalto, vive obcecado pela idéia de lealdade. Conhece bem as regras de convivência no presídio e, por isso, é o personagem que mais descreve à platéia o “modo de vida” dentro do Carandiru. Tem medo de enlouquecer na prisão e se esforça por acreditar na eficácia do sistema penitenciário, pois acaba de saber que seu filho é o mais novo “hóspede” da cadeia. Disfarça sua profunda amargura com um tom de paizão orgulhoso e confiante no futuro encarcerado do filho.
CHARUTO (Pedro Moutinho)
Traficante, cumprindo pena pela segunda vez, não vê a hora de sair do presídio para matar o amigo que se envolveu com sua nega Rosirene. Grandalhão, forte, bem dotado, é figura que se afirma pela exibição da masculinidade. Personagem que simboliza a libido reclusa e sufocada dentro da penitenciária. Adora ficar repetindo que é macho. Tem febrões noturnos por culpa de um dedo da mão inflamado pela mordida de um rato de esgoto em sua cela.
ZIZI MARLI (Ando Camargo)
Homossexual fragilizado, medroso e submisso, que fala de seu mundinho na clausura como se contasse um capítulo de telenovela. Divide o beliche da cela com um travesti, Margô Sueli, que, por sua vez, tem um “marido de cadeia”, o ladrão Santão. Zizi é a doméstica da cela, que cuida da cozinha, lava, passa e faz toda a arrumação. Adora os ‘barracos’ que as amigas-travestis aprontam no presídio, mas está sempre de fora de tudo, como um (tele) espectador passivo.
BOLACHA (Rodolfo Vaz)
Personagem que representa a “lei” dentro do presídio, o defensor dos códigos. É o “encarregado geral” de seu pavilhão, o que significa que tem poder decisório de juiz nas contendas entre os presidiários. É sempre consultado, por exemplo, nas questões de vingança entre eles e precisa ter a cabeça fria para autorizar ou não os “serviços”. Passa as noites em claro, matutando, e vive repetindo o bordão “É sem chance!”, retirado de outro personagem do livro de Drauzio Varella.
VÉIO VALDO (Pascoal da Conceição)
Negro, em torno dos 70 anos, é o personagem mais desencantado e descrente das boas intenções da clausura. Já passou pelos piores castigos e vive ‘anestesiado’, querendo fugir de todo e qualquer contato humano dentro da penitenciária. Não acredita na chamada “reeducação” dos presos. “O Carandiru não é nada, não!”, costuma dizer. Para ele, ficar sozinho é a única saída, é a estratégia certa num lugar onde não se pode confiar nem na própria sombra.
EDELSO (Ando Camargo)
Com passado de falso médico e roubo de carro, atua como enfermeiro na prisão e tem orgulho de sua função no Carandiru. Tem tanta prática como auxiliar do médico da penitenciária que quer sair da prisão e tentar de novo se dar bem como ‘falso’ médico. Sonha em montar seu próprio consultório. De forma divertida, com pitadas de ingenuidade e otimismo, o personagem entretém a platéia com suas histórias ligadas a um setor importantíssimo dentro de um Complexo como o do Carandiru: o atendimento médico no ambulatório.
ZÉ DA CASA VERDE (Rodrigo Fregnan)
Negro safo, de uma vitalidade a toda prova, é o personagem que representa justamente a pulsação vital que faz da penitenciária um microcosmo efervescente. É o oposto da apatia de Véio Valdo, já que, mesmo fechado na prisão, acredita em toda a energia que ainda tem para gastar.Tem duas mulheres, ama as duas e tem de dar conta das duas, inclusive nos “dias de visita” em que ambas aparecem no Carandiru. Em seu sonho de macho ativo e provedor, um dia sai da cadeia, junta as duas famílias num só teto e as sustenta com um esquema bem organizado de assaltos.
VERONIQUE (Rodolfo Vaz)
É um travesti extrovertido, mas ao mesmo tempo muito amargo, sobretudo por ter consciência de sua decadência física. Enxertos de silicone de quinta categoria causaram inflamações sérias em seu corpo e dores insuportáveis. Simboliza o jogo de poder dentro da cadeia, na medida em que faz chantagem com os presidiários a quem “serve” com seus préstimos sexuais. “Se eu abro o bico, ó, reputação de malandro vai tudo pro esgoto”, diz. Tem seqüelas de rejeição que vêm da infância, na relação com o irmão que o desprezava. Fica repetindo para si que é “muita amada” e “muito querida”, mas sabe que não sobrevive sem suas chantagens.
VALENTE (Pedro Moutinho)
Personagem que é síntese e retrato de todos aqueles presidiários que, dentro da cadeia, buscaram na religião exacerbada a solução para seus tormentos, medos e culpas. “Sinto Deus operando na minha existência”, diz ele, que anda munido de uma Bíblia. Sempre matou sem dó todos os que reagiam a seus assaltos e sua pena total é de 130 anos. Desde criança, morre de medo de tudo e disfarça essa fraqueza no próprio apelido que adotou (Valente).
SALMO 91
Estréia para público – Dia 7 de julho, sábado, às 21 horas. Pré-estréia para convidados - dia 6 de julho, sexta, às 21h. Temporada - de 7 de julho a 19 de agosto de 2007, sextas e sábados, às 21h; domingos e feriado (9/7), às 19h. Espetáculo extra na segunda-feira, feriado, dia 9, às 19h. Total de 22 sessões. Autor - Dib Carneiro Neto, adaptador da obra de Drauzio Varella. Elenco - Pascoal da Conceição, Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan, Pedro Henrique Moutinho e Ando Camargo. Direção - Gabriel Villela. Cenografia - Gabriel Villela. Figurinos - Gabriel Villela. Trilha Sonora - Tunica e Daniel Maia. Desenho de Luz - Domingos Quintiliano. Produção – Claudio Fontana. Ingressos – R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matric); R$ 10,00 (+ 60 anos / estudante / prof. rede pública); R$ 8,00 (comerciário matric.).Duração: 100 minutos.
SESC SANTANA – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana. Fone: (11) 6971-8700. Acesso para deficientes físicos. Estacionamento no próprio SESC - R$ 3,50 pelo período de uma hora + R$ 0,50 por hora adicional. (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes), R$ 7,00 pelo período de uma hora + R$ 1,00 por hora adicional. (Demais usuários).
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ARTEPLURAL – Fernanda TEIXEIRA
(11) 3885-3671 – 9948-5355
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postado por: NANDA ROVERE 4:50 PM
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Quinta-feira, Junho 28, 2007
PROJETO LETRAS EM CENA
QUERIDA MAMÃE
De Maria Adelaide Amaral
Direção de André Frateschi
Com Denise Del Vecchio e Tuna Dwek
Sinopse:
A dona de casa Ruth e sua filha Helô duelam com humor requintado. O conflito eclode quando a filha, sobrevivente de um casamento malsucedido e de vários namoros frustrados, deixa-se seduzir por uma mulher, Leda. A relação homossexual, que Ruth mostra-se incapaz de aceitar, tem desdobramentos com o comportamento autodestrutivo da filha; para resgatá-la, a mãe revela um segredo que manteve por décadas. Querida Mamãe foi encenada com sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 1994, ganhando os prêmios Molière, Mambembe e Shell de melhor texto.
A autora:
Maria Adelaide Amaral, nasceu no Porto, mas é uma das mais importantes dramaturgas do Brasil, autora de diversas obras para o teatro e para a televisão. Escreve teatro desde os anos 70, quando lançou “A Resistência”, seguida de sucessos como “Bodas de Papel”, “Ossos d`Oficio”, “Chiquinha Gonzaga”, “De Braços Abertos”, “Se Eu Fosse Você” e “Para tão longe amor”, “Mademoiselle Channel”, romances como “Aos Meus Amigos”, “Coração Solitário” e a biografia de Dercy Gonaçalves: “Dercy de Cabo a Rabo”. Escreveu para a Rede Globo minisséries como “Um Só Coração”, “JK”, com Alcides Nogueira “A Muralha”, “A Casa das Sete Mulhres”, “Os Maias” e inúmeras novelas como “Anjo Mau” e em co-autoria, “A Próxima Vítima”, com Silvio de Abreu, “Meu Bem, Meu Mal”, com Cassiano Gabus Mendes entre outras.
Com “Querida Mamãe” ganhou os prêmios Molière, Mambembe e Shell em 1994. A autora ganhou ainda os prêmios: Governador do Estado de São Paulo, Ziembinski, APCA, APETESP, Mambembe e Shell.
Sua biografia, “A Emoção Libertária” escrita pela atriz Tuna Dwek, publicada pela IMESP, contém todos os detalhes de sua trajetória pessoal e profissional e faz parte da Coleção Aplauso, coordenada por Rubens Ewald Filho.
SOBRE A TUNA NÃO DEIXEM DE LER http://www.folhacidade.com.br/index.php?id=2185
postado por: NANDA ROVERE 1:09 AM
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Quinta-feira, Junho 21, 2007
ALCIDES NOGUEIRA é um dramaturgos mais importantes e talentosos do
teatro brasileiro.
Nasceu na cidade de Botucatu, em 28 de outubro de 1949. Foi lá que começou a
escrever, na época em que participou e um grupo de teatro amador.
Escreveu sua primeira peça teatral em 1977 e em 1981, com "Lua de Cetim"
ganhou o prêmio Molière. Este espetáculo foi um grande sucesso de público e
crítica e lhe rendeu um convite para trabalhar na TV Globo. "Feliz Ano
Velho" (adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que está completando
20 anos da estréia) foi outro grande sucesso e Alcides teve o seu talento
reconhecido com mais prêmios.
Em 1984 escreveu a sua primeira novela, "Livre pra Voar", em parceria
Walther Negrão. Alcides, no decorrer dos anos, foi parceiro de várias novelas do
Silvio de Abreu. Eu, apesar de geralmente não acompanhar novelas, não perco
nenhuma assinada por eles e posso dizer, que meu dia-a-dia fica mais alegre quando
estã no ar algum trabalho deles.
No teatro tive o privilégio de ver montagens emocionantes, baseadas nos
textos do Alcides: "Ventania", "Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo
Picasso", "Pólvora e Poesia" e "A Ponte e a Água de Piscina".
"Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso" faz uma interessante
reflexão sobre a arte, a modernidade, o amor (Gertrude Stein e Alice Toklas
assumiram o relacionamento, enfrentando os preconceitos da sociedade
francesa), o ser humano e o mundo em que vivemos.
"Ventania" fala do desmoronamento de um núcleo familiar. Zé e Vicente
são dois irmãos nascidos no interior de Minas. Vicente é o filho da noite, profano e
José é o filho do sol, religioso. É o embate entre a sexualidade (busca da
liberdade) e religiosidade. Luzia, irmã de Zé e Vicente, é cega e sonha com
Jorge Michael, que sai do radio para encontrá-la. A relação da família, já
problemática, piora com a morte da mãe. O texto é uma homenagem ao
dramaturgo Zé Vicente ("Hoje é Da de Rock", "Santidade", etc) e faz uma
balanço de uma geração que sonhava com um mundo melhor, mas que também sofreu muito
na busca desse mundo...
Quando assisti "Ventania" saí do teatro encantada e emocionada.
"Pólvora e Poesia", por sua vez, trata do relacionamento amoroso
entre os poetas franceses Rimbaud e Verlaine e da busca da felicidade. Rimbaud
contestava as regras sociais, acreditando que isso enriquecia a sua poesia,
e Verlaine, lutou entre romper barreiras em busca do prazer e da felicidade
e viver acomodado, usufruindo privilégios por pertencer a uma elite
intelectual. Essa montagem recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor (Alcides
Nogueira), Ator (Leopoldo Pacheco) e Direção (Marcio Aurelio). Prêmio
merecido, pois tudo no espetáculo é perfeito: texto, elenco, direção,
cenário, figurino, trilha sonora, etc.
O tema de "A Ponte e a Água de Piscina" é o amor, a loucura e a
solidão. A montagem, também perfeita (dirigida pelo Gabriel Villela), foi encantadora.
Alternava momentos de lirismo, loucura e angústia; afinal, os personagens
viviam num lugar abandonado, assolado pela guerra e pela seca!). Alcides foi
indicado mais uma vez ao Prêmio Shell.
Confesso que antes de prestigiar as peças "Pólvora e Poesia" e "Gertrude
Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso" desconhecia o universo desses artistas.
Alcides me fez conhecê-los um pouquinho e me impulsionou a procurar mais
informações sobre a vida dessas personalidades interessatíssimas. Também
desconhecia a obra do José Vicente e, através de "Ventania", comecei a me
interessar por um artista que marcou muito o teatro nos anos 70 ("Hoje é Dia
de Rock" é um texto muito importante na história do teatro brasileiro, pois
retrata a geração da época, com suas alegrias, tristezas, dúvidas,
sonhos...).
Teatro é, na minha opinião, reflexão aliada à diversão. Eu gosto de um
espetáculo quando ele me deixa saudade, quando eu saio do teatro e fico
pensando sobre o que eu acabei de assistir, quando ele contribui para o
desenvolvimento do senso crítico das pessoas e me faz amar cada vez mais a
arte.
Os textos de Alcides Nogueira me tocaram desse jeito. Tratam de
questões como o amor, a amizade, a loucura, os sonhos, angústias e
desilusões dos seres humanos; sem nunca deixar de lado a esperança e a
poesia! Nunca os esquecerei e prestigiarei sempre as montagens dos seus
textos!
Sem dúvida, o Alcides é um dos maiores exemplos da qualidade de nossa
dramaturgia. Sempre espero com ansiedade um novo texto seu, pois o assunto
dos mesmos sempre acrescento algo em minha vida.
Não acredito que a dramaturgia brasileira esteja em crise! Tanta gente
criando, como Bosco Brasil, Mario Bortolotto, Newton Moreno, etc; sem contar
que a Mostra de Dramaturgia Contemporânea produzida pelo
Renato Borghi revelou grandes talentos. Novos dramaturgos criando ao lado de
nomes consagrados como o Alcides, a Maria Adelaide Amaral, entre outros.
TEATRO:
-A Farsa da Noiva Bombardeada - 1977
-Tietê, Tietê... ou Toda Rotina Se Manteve Não Obstante o que Aconteceu -
Direção de Marcio Aurélio - 1979
-Lua de Cetim - 1981
- Feliz Ano Velho - Direção Paulo Betti - 1983 (foi remontada em 2001)
- Ópera Joyce - Direção de Marcio Aurélio - 1989
-Traças da Paixão - Direção de Marcio Aurélio - 1995
-Gertrude Stein, Alice B. Toklas & Pablo Picasso - Direção de Antonio
Abujamra, com a colaboração de Marcio
Aurélio - 1996
-Ventania - Direção de Gabriel Villela -1996
- Pólvora e Poesia - Direção de Marcio Aurélio - 2001
-À Puttanesca - quatro pequenas comédias escritas para o ator Francarlos
Reis. Textos de Mário Bortolotto, Aimar Labaki, Alcides Nogueira e Bosco
Brasil. Direção Marco Antonio Rodrigues - 2002
- A Ponte e a Água de Piscina - Direção de Gabriel Villela - 2002
entre outros.
-Os mais recentes: A Cabeça e A Javanesa, em cartaz no teatro Jaraguá.
Um tocante espetáculo interpretado por Leopoldo Pacheco.
TV:
Autor
Força de um desejo
Torre de Babel
O amor está no ar
Pátria minha
Rainha da sucata
Direito de amar
De quina pra lua
Co-autor
A incrível batalha das filhas da mãe no Jardim do Éden
Torre de Babel
A próxima vítima
Pátria minha
Deus nos acuda
O salvador da pátria
Direito de amar
Colaborador
O salvador da pátria
Livre para voar
Cinema:
Capitalismo Selvagem, assinou o roteiro juntamente com o André Klotzel
(diretor do filme)
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FRASES/PENSAMENTOS
"Nunca soube direito qual era o meu espaço no mundo. Até dar de cara com o
teatro. A dramaturgia passou a ser esse canal de entendimento, ou mesmo de
desen-tendimento, das coisas. Reais e inventadas. Foi assim que soltei meu
pensamento, desnudando o mundo com meu delírio poético. Quase nunca me sinto
feliz. As personagens que crio acabam sendo por mim."
Alcides Nogueira, dramaturgo
Site da Coperativa Paulista de Teatro
"Chamam isso de amor. Não chamo de nada. São fogueiras de dentro.
Farinha de estrela colada na pele. Tudo brilha."
Trecho da peça A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira
"O que você preza mais nas pessoas? E nos seus personagens?
AN - A integridade. Tanto nas pessoas como em personagens. Porque, para mim,
integridade não é sinônimo de maniqueísmo. A gente pode errar sim, mas tem
de ter a humildade e a nobreza em enxergar isso... Claro que, quando falo
de pessoas, isso é fundamental, pois inclui caráter (não suporto pessoas de
má índole)... Nas personagens, muitas vezes, carrego nas tintas, para que os
signos de vilania sejam decodificáveis de forma mais simples e ampla,
principalmente na televisão."
Entrevista para o site:
www.blocosonline.com.br/
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Textos que eu escrevi sobre espetáculos do Alcides:
Texto que eu elaborei sobre A Ponte e a Água de Piscina:
www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=822
Texto que eu elaborei sobre Pólvora e Poesia:
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=708
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Reportagens sobre o Tide:
PARA CONHECER MAIS DETALHADAMENTE A TRAGETÓRIA DEaLCIDES NOGUEIRA: Alcides Nogueira: Alma de Cetim
TUNA DWEK - Coleção Aplauso da Imprensa Oficial
www.bethynha.com.br/teatro-amador.htm
dirce.globo.com/Dirce/canal/0,6993,RI490-700,00.html
www.blocosonline.com.br/sobre_portal/ conteudo/conselho_admin.php
diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=147529 (fala sobre a Tuna)
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LÉO PACHECO
Ator, diretor, cenógrafo, figurinista, diretor...Um artista de muito talento e um ser humano que merece muita admiração.
Léo é, com certeza, um dos grandes atores do teatro brasileiro. Entre os seus maiores sucessos estão Pólvora e Poesia (ator), Replay (ator), A Mulher do Trem (cenário e figurino), O Encontro das Águas (figurino),Os Saltimbancos e Gota D`Água (figurino), Interior (cenário e figurino), O Mambembe (ator), Cidade dos Sonhos e O Pallácio Não Acorda (diretor), entre outros. Vale a pena ressaltar que Leopoldo trabalha frequentemente em parceria com o diretor Gabriel Villela, com a Cia Nau de Ícaros e com o grupo Os Fofos Encenam. Já foi indicado e ganhou vários prêmios, com destaque para o de Melhor Ator na 14º edição do Prêmio Shell pela sua interpretação de Verlaine, em Pólvora e Poesia. Pólvora foi um dos maiores sucessos teatrais dos últimos anos.
Na TV, ele demonstra ser um ator experiente, fruto de seus anos de trabalho no teatro!
postado por: NANDA ROVERE 11:08 PM
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Sexta-feira, Junho 08, 2007
DORIS MARIAH é uma das artistas mais especiais que conheci na vida.
Simpática e carismática, ela desenvolve um trabalho artísticos nas ruas que contribui para a reflexão sobre a importância do respeito ao próximo.
Tive o prazer de conhecê-la em Paraty, na VI Mostra de Teatro de Rua, e entrevistá-la.
Usando técnicas do Teatro Invisível de Augusto Boal, a atriz participou da VI Mostra com três personagens: Uma mãe do nordeste baiano com um filho desaparecido, uma moradora de rua com lembranças desconexas de seu passado e um garoto de rua engraxate.
A sua entrega emociona e proporciona fatos que demonstram que ainda podemos encontrar seres humanos de caráter e preocupados com o bem-estar do próximo.
Em suas andanças pelas ruas, encontra alguns percalços, mas se emociona com atitudes como a de uma garota, residente em Paraty, que ao se deparar com a Maria Auxiliadora (mãe nordestina), contatou a Defesa civil procurando uma solução definitiva para o sofrimento da mulher.
A entrevista entrará em breve no ar, site http://www.mostrateatroparaty.com.br/. Seus personagens são tão especiais que resolvi colocar aqui no blog as descrições dos mesmos, como complemento à entrevista:
OS PERSONAGENS
Uma mãe do nordeste baiano com um filho desaparecido.
¿...Eu não quero atrapalhar, só quero um adjutório para os meus filhos eu poder criar. Tenho uma petitica de colo, que no peito eu preciso sustenta...¿
Maria Auxiliadora é uma guerreira no limiar da desistência. Natural de Bom Jesus, entre Bom Jesus da Lapa e Livramento de Brumado próximo a Paramirim, Sertão-Bahia. Casada com Tiao, tem 05 filhos, sendo uma criança de colo. Sua desafortunada história começa com o desaparecimento de Tião numa das viagens para São Paulo. Sem nenhuma renda ou sustento se empreita com os 5 filhos à procura de seu marido. São Paulo é grande e para piorar quem desaparece é o filho mais velho Zequinha de 11 anos. A derrota poderia ser eminente se a noticia de que um garoto com as características de Zequinha havia embarcado com um carregamento de laranja não chegasse aos ouvidos de Maria. A partir de então, sua vida retirante a leva para o sul do país, seguindo pistas de onde poderia estar seu filho.
¿ Esta personagem é marcante. Suas apresentações realizadas em Araraquara/SP comoveram pessoas que acreditaram no fardo de Maria Auxiliadora e procuraram ajudar de diversas formas. Recebeu esmola, foi encaminhada para a Igreja Universal, mas também foi expulsa de uma loja antes mesmo de adentrar ao recinto e suplicar ajuda.
¿ Andarilha com disfunções mentais
¿...O que foi, que foi, está olhando o que? Estou fedida?...¿
Baseada numa mulher que realmente vive esta personagem.
Alice é uma moradora de rua, com lembranças desconexas de seu passado. Roupas sujas e velhas, saco plástico no lugar do calçado, a personagem é exatamente o fomento da sociedade preconceituosa.
Na sua alienação ela reage de acordo a interferência das pessoas, para cada tipo de reação, ela vai tendo uma postura, pois dentro de suas viagens emocionais, ela também tem verdades.
¿ Esta personagem é o mais ¿triste¿ de se fazer. Sua veracidade prova a eficácia do Teatro Invisível. A atriz, durante apresentação, pôde sentir na sua máxima a discriminação do indivíduo pela sua condição. Muitas vezes tratada como a sujeira insignificante na sarjeta, e outras até ofendida. Fato curioso aconteceu pela falta de conduta de um guarda-municipal que a insultou sem nenhum motivo (pelo menos aparente) a andarilha. Com isso foi provada a Exclusão Social e o guarda municipal, como castigo, recebeu uma advertência com suspensão. E a justiça foi feita!...Foi?
Garoto de rua engraxate que se faz de pedinte
¿...Manero a béca, ein tio? Vai um lustre aí?...¿
Luis esta na rua há um bom tempo. Nos ombros carrega um caixote de engraxate e no rosto um ar de esperança. Ganha dinheiro com o ¿lustre nas bécas¿ e as vezes um trocado a mais por dizer que tem um irmão doente e por isso necessita ajuda. Se é verdade ninguém sabe; cabe somente ao julgar de cada indivíduo.
Personagem curioso o garoto de rua. Pode este ser considerado, talvez o papel que não se enquadre perfeitamente ao Teatro Invisível, posto por masculinizar a atriz. Mas seu resultado se torna interessante pela atenção e descontração na conversa com o publico que curiosamente se deixa atender
¿ aos serviços de engraxate. Inspirado na música ¿Miséria S.A.¿ do cd Rappa Mundi, o garoto Luis sai lucrando algumas moedas e dá uma lição de cidadania por onde passa)
Breve curriculo
Nome Artístico: Dóris Mariah
Voluntária do CVV desde 2002, sua carreira artística tem início em 2003 quando abandona o trabalho de Técnico em Enfermagem e começa a trabalhar voluntariamente como Doutora Palhaça juntamente com o Grupo Doutores Panaceia, indo se especializar futuramente com os membros dos ¿Doutores da Alegria¿ e se tornando em 2005, pioneira no trabalho de Doutora Palhaça em Postos de Saúde de Araraquara e Hospital do Câncer em Jaú.
Durante os anos de 2004 e 2005 participa das Oficinas Culturais de Teatro ¿Lélia Abramo¿, uma realização da Secretaria de Cultura de Araraquara e Fundart, realizando esquetes de Luis Fernando Veríssimo e o espetáculo ¿Um gesto por outro¿ de Jean Tardie.
Se profissionaliza pelo curso Técnico Ator (SENAC/ Prefeitura de Araraquara) onde realizou o Exercício Cênico ¿Pensamentos Subterrâneos durante a XVIII Semana Luis Antonio Martinez Correa e o espetáculo de conclusão de curso ¿Sinfonia em Dó(r) Maior ¿ Em homenagem ao Senhor Plínio Marcos¿. EM 2006 faz o curso de qualificação em Contador de Histórias no Senac /Riberão-Preto. Integrante do Grupo Ceta e criadora da Cia. Teatral Lendas de Eucaniqui, com a qual apresentou ¿O Engodo¿ e as Lembranças Natalinas com ¿A Mala Encantada¿. Contadora de histórias durante toda a vida, seu próximo trabalho é com os contos do Dramaturgo Wallace Leal Valentim Rodrigues.Atualmente desenvolve trabalhos sociais em Casas de Assistência, Postos de Saúde e Hospitais com o grupo Doutores Posto do Riso ao qual ela é fundadora.
postado por: NANDA ROVERE 11:03 PM
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Quinta-feira, Junho 07, 2007
Atriz Xuxa Lopes No Nunca Se Sábado
No palco do Teatro Folha também estarão as cias ¿Comédia ao Cubo¿ e ¿Escrashow¿ (preferidos do público na última apresentação). O grupo Canal Três estará de volta nesta semana com quadros novos!
SOBRE O NUNCA SE SÁBADO...
O ¿Nunca se Sábado...¿, que estreou em 2005 com concepção e direção de Isser Korik, é considerado um dos melhores espetáculos de comédia, do circuito teatral de São Paulo.
Reunindo consagrados grupos de humor do País, o ¿Nunca Se Sábado...¿ traz, a cada espetáculo, três grupos teatrais para apresentar esquetes inéditos, ficando a cargo do espectador escolher quais deles voltarão na semana seguinte. Além disso, a cada apresentação uma celebridade faz o papel de ¿apresentador¿ e atua ao lado da Cia do Pátio, em um quadro escrito especialmente pela equipe de redatores do projeto. Ao final das apresentações, a platéia dá notas aos grupos e decide o rumo do próximo espetáculo.
Durante as duas primeiras temporadas, o ¿Nunca se Sábado...¿ trouxe em seu ¿elenco de elencos¿ grupos de humor que figuram entre os maiores do Brasil, como Parlapatões, Le Plat du Jour, Canal Três, As Olívias, Os Barbixa¿s, Os Cretinos, Ex-Filhos etc.
Entre as celebridades, estiveram presentes Caco Ciocler, Matheus Carrieri, Fernanda Young, Selton Mello, Maitê Proença, Adriane Galisteu, Paulo Vilhena, Boris Casoy, Caio Blat, Karina Bacchi, Lília Cabral, Bianca Rinaldi, Maria Alcina, Suzana Alves, Nany People, Dalton Vigh, Bárbara Paz, Vanessa Gerbelli, Vera Zimmermann, Carlos Moreno, Rubens Ewald Filho, Ingrid Guimarães, etc.
O público pode acompanhar os acontecimentos do Nunca se Sábado através do blog www.nuncasesabado.zip.net e na comunidade Nunca se Sábado..., no Orkut.
SOBRE XUXA LOPES:
Xuxa cursou o Tablado na década de 70 e realiza trabalhos no teatro, no cinema e na TV.
No cinema merece destaque as suas participações em filmes da cineasta Ana Carolina: Das Tripas, Coração, Sonho de Valsa, Amélia e Gregório de Mattos. Assuntina das Amérikas, Memórias do Medo, O Beijo no Asfalto e Coração Iluminado são outros filmes de repercussão.
Sua estréia na TV foi em Dona Beija. Mulheres Apaixonadas,JK, Páginas da Vida são as participações mais recentes em telenovelas.
No teatro, Louco de amor, Vem Buscar-me Que Ainda sou teu, Répétition, Mary Stuart, Jantar entre Amigos, A Rainha da Beleza de Leenane, Não Existem Níveis Seguros Para Consumo Destas Substâncias, etc. Sem desmerecer os outros trabalhos, quem teve o privilégio de ver a Xuxa em Vem Buscar-me e Mary Stuart ( dir Gabriel villela), bem como em Repétition (Flávio de Souza), certamente a admira como artista.
Serviço:
Teatro Folha - sábados, meia-noite
Ingressos: R$ 40
Duração: 70 minutos
Recomendação de Idade: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Equipe de Criação para os Apresentadores Convidados: Fábio Torres, Laert Sarrumor, Luiz Henrique Romagnolli, Mário Viana e Isser Korik
Músicos: Daniel Tauszig ¿ Teclado / Rodrigo Ieno - Bateria
Elenco Fixo: Cia do Pátio
Concepção e Direção Geral: Isser Korik
postado por: NANDA ROVERE 9:32 PM