Valorização da cultura brasileira
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Quarta-feira, Maio 30, 2007
Leopoldo Pacheco interpretará um homem e uma mulher num monólogo de autoria de Alcides Nogueira - A JAVANESA
A Javanesa comemora os 30 anos de palco de Alcides Nogueira, autor de textos marcantes da história do nosso teatro.
São 18 obras, cuja característica comum a todas elas, é uma sensibilidade apurada para retratar as relações humanas, sobretudo o amor. Lua de Cetim, Feliz Ano Velho (adaptação do romance de Marcelo Rubens Paiva), Lembranças da China, Ópera Joyce, Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso, Ventania, A Ponte e a Água de Piscina, Pólvora e Poesia, A Cabeça são exemplos de sucesso por parte o público e da crítica.
O ator Leopoldo Pacheco foi presenteado com A Javanesa, primeira criação de Alcides endereçada a um ator.
Sem um tempo contínuo, a ação acontece simultaneamente em vários locais e épocas.
Inspirado pelos versos da canção A Javanesa, de Serge Gainsbourg, Alcides criou a história de amor de um casal que se conhece aos 25 anos, tem um romance intenso e se separam. Se reencontram 30 anos mais tarde, aos 55. Ele a chama de Javanesa, por não saber seu nome e por ela sempre cantarolar a música La Javanese, de Serge Gainsbourg. É a história de uma paixão que dura apenas uma canção, mas que é também o tempo de toda uma vida, diz o autor..
Para transmitir as nuances desse casal, que no decorrer dos anos modificam o seu modo de enxergar a vida, é preciso a atuação de um artista competente e com sensibilidade para mergulhar nas emoções dos personagens.
A JAVANESA é o reencontro de artistas que já estabeleceram parcerias de sucesso no palco. Márcio Aurélio dirigiu inúmeros textos de Alcides; Leopoldo Pacheco, participou de Pólvora e Poesia, interpretando o escrito Paul Verlaine, e ganhou Prêmio Shell de Melhor ator.
Marcio Aurélio ressalta o refinamento do texto de Alcides Nogueira ao longo dos anos (¿ganhando, ao mesmo tempo, arrojo e simplicidade¿, diz).
Alcides confia no diretor, que faz sempre uma leitura ¿certeira¿ de seus textos, de suas metáforas e que ele lê o avesso de sua obra. ¿Tenho uma rede segura. Posso pular do trapézio, que o Marcio vai amparar essa criação.¿
Leopoldo destaca o grande exercício de interpretação exigido pelo papel. ¿Como ator, busco a mesma sutileza do trabalho de Marcio e Alcides neste espetáculo. Para mim, o encontro com Marcio e Alcides foi transformador¿, Alcides conhece profundamente as almas masculinas e femininas¨.
Cenário, trilha sonora, desenho de luz e figurinos são assinados por profissionais competentes, são ao mesmo tempo simples e sofisticados.
Fernando Esteves, na direção musical, escolheu várias versões e trechos (vinhetas) de La Javanese. Também faz parte da trilha a Sinfonia n1 de Bério.
O cenário é formado por 1 cadeira de palha, 1 tapete caucasiano, 1 guarda-chuva e um fundo de papel que lembra uma luminária japonesa. Os adereços são um guarda-chuva amarelo, uma mesinha de apoio e um maço de flores.
O figurino é sóbrio, de cor clara e tecido leve; tem como destaque um cachecol que diferencia o personagem masculino do feminino.
A luz , por sua vez, direciona a mudança de tempo.
O projeto está sendo planejado há algum tempo, com a realização de uma produção minuciosa.
A equipe está animada com a montagem. Quem só conhece o Leopoldo e o Alcides pelos seus trabalhos na TV, não pode deixar de ir ao teatro, lugar onde esses artistas cativam pelo talento.
Para roteiro:
Sinopse ¿ A Javanesa é a história de amor de um casal que se conhece aos 25 anos, tem um romance com troca de flores, cartas, insultos e palavras de amor, mas que nunca fica junto. O reencontro acontece de forma surpreendente e emocionante apenas 30 anos mais tarde.
A JAVANESA. ¿ Estréia dia 2 de junho, sábado, às 21 horas, no Teatro Jaraguá. Com Leopoldo Pacheco. Texto ¿ Alcides Nogueira. Direção, Cenário e Iluminação ¿ Marcio Aurelio. Figurino ¿ Leda Senise. Trilha Sonora e direção musical ¿ Fernando Esteves. Direção de Produção ¿ Bel Gomes. Realização ¿ T. Sebastiana ¿ núcleo da Cooperativa Paulista de Teatro. Temporada ¿ Sexta-feira às 21h30, sábado, às 21 horas e domingos às 19 horas. Ingressos ¿ Sexta-feira R$ 10,00 (preço popular), sábados e domingos R$ 40,00. O espetáculo está sendo realizado com o apoio do PAC, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado de São Paulo e Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
Teatro Jaraguá - R. Martins Fontes, 71 Centro. Fone: (11) 3255-4380. Capacidade ¿ 280 lugares. Horários da bilheteria ¿ - Terça-feira a quinta-feira das 14h às 19h, Sexta das 14h às 21h30, Sábado das 14h às 21h, Domingo das 14h às 19h. Ingresso Rápido ¿ (11) 2163-2000. Aceita todos os cartões de débito e crédito. Temporada ¿ Sexta às 21h30, preço popular único a R$ 10,00, sábado às 21h R$ 40,00 (inteira), domingo às 19h a R$ 40,00 (inteira).
postado por: NANDA ROVERE 11:51 PM
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HOMENAGEM AO ALCIDES NOGUEIRA
ARQUIVO DO NANDA ROVERE CULTURAL
O Tide tem uma linda história no teatro brasileiro e participou de projetos
interessantes na Globo. Escreveu duas novelas, foi co-autor de muitas
outras - ao lado de feras como Silvio de Abreu e Gilberto Braga.
No cinema, foi roteirista do filme Capitalismo Selvagem.
Foi o responsável, o lado de Maria Adelaíde Amaral, da criação da minissérie UM SÓ CORAÇÃO e JK. Um sucesso de público e crítica que comemorou de maneira emocionante os 450 anos da cidade de São Paulo.
Quem não assistiu a novela Deus nos Acuda em 1992 não pode perder a reprise de uma das criações mais interessantes do Silvio de Abreu, que teve a colaboração preciosa do Alcides e da Maria Adelaide Amaral.
Entrevistei o Alcides há algum tempo e isso me deixou muito emocionada, pois ele é o autor que eu mais vi textos encenados no teatro e adorei todas as montagens -
sensibilidade "à flor da pele!. Ventania e Pólvora e Poesia foram dois
momentos mágicos/ especiais; uma harmonia perfeita entre autor e todos que
colaboraram nas montagens.
ALCIDES: um artista que através do seu trabalho consegue emocionar as pessoas; chega até o nosso coração porque fala com maestria sobre o amor, sobre o respeito ao próximo e sobre as inquietudes e alegrias inerentes à vida dos seres humanos!
Agradeço ao Gabriel Villela, ao Claudio Fontana e ao Silvio de Abreu por terem me proporcionado conhecer o trabalho do Tide. Gabriel montou A Ponte e a Água de Piscina e Ventania. Claudinho atuou nos espetáculos As Traças da Paixão e A Ponte e aÁgua de Piscina, além de produzir Pólvora e Poesia. E Silvio de Abreu, dividiu a autoria de várias novelas com esse artista que está sempre criando.
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ALCIDES NOGUEIRA é um dramaturgos mais importantes e talentosos do
teatro brasileiro.
Nasceu na cidade de Botucatu, em 28 de outubro de 1949. Foi lá que começou a
escrever, na época em que participou e um grupo de teatro amador.
Escreveu sua primeira peça teatral em 1977 e em 1981, com "Lua de Cetim"
ganhou o prêmio Molière. Este espetáculo foi um grande sucesso de público e
crítica e lhe rendeu um convite para trabalhar na TV Globo. "Feliz Ano
Velho"
(adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que está completando
20 anos da estréia) foi outro grande sucesso e Alcides teve o seu talento
reconhecido com mais prêmios.
Em 1984 escreveu a sua primeira novela, "Livre pra Voar", em parceria
Walther Negrão. Alcides, no decorrer dos anos, foi parceiro de várias novelas do
Silvio de Abreu. Eu, apesar de geralmente não acompanhar novelas, não perco
nenhuma
assinada por eles e posso dizer, que meu dia-a-dia fica mais alegre quando
estã no ar algum trabalho deles.
No teatro tive o privilégio de ver montagens emocionantes, baseadas nos
textos do Alcides: "Ventania", "Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo
Picasso", "Pólvora e Poesia" e "A Ponte e a
Água de Piscina".
"Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso" faz uma interessante
reflexão sobre a arte, a modernidade, o amor (Gertrude Stein e Alice Toklas
assumiram o relacionamento, enfrentando os preconceitos da sociedade
francesa), o ser humano e o mundo em que vivemos.
"Ventania" fala do desmoronamento de um núcleo familiar. Zé e Vicente
são dois
irmãos nascidos no interior de Minas. Vicente é o filho da noite, profano e
José é o filho do sol, religioso. É o embate entre a sexualidade (busca da
liberdade) e religiosidade. Luzia, irmã de Zé e Vicente, é cega e sonha com
Jorge Michael, que sai do radio para encontrá-la. A relação da família, já
problemática, piora com a morte da mãe. O texto é uma homenagem ao
dramaturgo Zé Vicente ("Hoje é Da de Rock", "Santidade", etc) e faz uma
balanço de uma geração que sonhava com um mundo melhor, mas que também sofreu muito na busca desse mundo...
Quando assisti "Ventania" saí do teatro encantada e emocionada.
"Pólvora e Poesia", por sua vez, trata do relacionamento amoroso
entre os poetas franceses Rimbaud e Verlaine e da busca da felicidade. Rimbaud
contestava as regras sociais, acreditando que isso enriquecia a sua poesia,
e Verlaine, lutou entre romper barreiras em busca do prazer e da felicidade
e viver acomodado, usufruindo privilégios por pertencer a uma elite
intelectual. Essa montagem recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor (Alcides
Nogueira), Ator (Leopoldo Pacheco) e Direção (Marcio Aurelio). Prêmio
merecido, pois tudo no espetáculo é perfeito: texto, elenco, direção,
cenário, figurino, trilha sonora, etc.
O tema de "A Ponte e a Água de Piscina" é o amor, a loucura e a
solidão. A montagem, também perfeita (dirigida pelo Gabriel Villela), foi encantadora.
Alternava momentos de lirismo, loucura e angústia; afinal, os personagens
viviam num lugar abandonado, assolado pela guerra e pela seca!). Alcides foi
indicado mais uma vez ao Prêmio Shell.
Confesso que antes de prestigiar as peças "Pólvora e Poesia" e "Gertrude
Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso" desconhecia o universo desses artistas.
Alcides me fez conhecê-los um pouquinho e me impulsionou a procurar mais
informações sobre a vida dessas personalidades interessantíssimas. Também
desconhecia a obra do José Vicente e, através de "Ventania", comecei a me
interessar por um artista que marcou muito o teatro nos anos 70 ("Hoje é Dia
de Rock" é um texto muito importante na história do teatro brasileiro, pois
retrata a geração da época, com suas alegrias, tristezas, dúvidas,
sonhos...).
Teatro é, na minha opinião, reflexão aliada à diversão. Eu gosto de um
espetáculo quando ele me deixa saudade, quando eu saio do teatro e fico
pensando sobre o que eu acabei de assistir, quando ele contribui para o
desenvolvimento do senso crítico das pessoas e me faz amar cada vez mais a
arte.
Os textos de Alcides Nogueira me tocaram desse jeito. Tratam de
questões como o amor, a amizade, a loucura, os sonhos, angústias e
desilusões dos seres humanos; sem nunca deixar de lado a esperança e a
poesia! Nunca os esquecerei e prestigiarei sempre as montagens dos seus
textos!
Sem dúvida, o Alcides é um dos maiores exemplos da qualidade de nossa
dramaturgia. Sempre espero com ansiedade um novo texto seu, pois o assunto
dos mesmos sempre acrescento algo em minha vida.
TEATRO:
-A Farsa da Noiva Bombardeada - 1977
-Tietê, Tietê... ou Toda Rotina Se Manteve Não Obstante o que Aconteceu -
Direção de Marcio Aurélio - 1979
-Lua de Cetim - 1981
- Feliz Ano Velho - Direção Paulo Betti - 1983 (foi remontada em 2001)
- Ópera Joyce - Direção de Marcio Aurélio - 1989
-Traças da Paixão - Direção de Marcio Aurélio - 1995
-Gertrude Stein, Alice B. Toklas & Pablo Picasso - Direção de Antonio
Abujamra, com a colaboração de Marcio
Aurélio - 1996
-Ventania - Direção de Gabriel Villela -1996
- Pólvora e Poesia - Direção de Marcio Aurélio - 2001
-À Puttanesca - quatro pequenas comédias escritas para o ator Francarlos
Reis. Textos de Mário Bortolotto, Aimar Labaki, Alcides Nogueira e Bosco
Brasil. Direção Marco Antonio Rodrigues - 2002
- A Ponte e a Água de Piscina - Direção de Gabriel Villela - 2002
entre outros.
TV:
Autor
Força de um desejo
Torre de Babel
O amor está no ar
Pátria minha
Rainha da sucata
Direito de amar
De quina pra lua
Co-autor
A incrível batalha das filhas da mãe no Jardim do Éden
Torre de Babel
A próxima vítima
Pátria minha
Deus nos acuda
O salvador da pátria
Direito de amar
Colaborador
O salvador da pátria
Livre para voar
Cinema:
Capitalismo Selvagem, assinou o roteiro juntamente com o André Klotzel
(diretor do filme)
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FRASES/PENSAMENTOS
"Nunca soube direito qual era o meu espaço no mundo. Até dar de cara com o
teatro. A dramaturgia passou a ser esse canal de entendimento, ou mesmo de
desen-tendimento, das coisas. Reais e inventadas. Foi assim que soltei meu
pensamento, desnudando o mundo com meu delírio poético. Quase nunca me sinto
feliz. As personagens que crio acabam sendo por mim."
Alcides Nogueira, dramaturgo
Site da Coperativa Paulista de Teatro
"Chamam isso de amor. Não chamo de nada. São fogueiras de dentro.
Farinha de estrela colada na pele. Tudo brilha."
Trecho da peça A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira
"O que você preza mais nas pessoas? E nos seus personagens?
AN - A integridade. Tanto nas pessoas como em personagens. Porque, para mim,
integridade não é sinônimo de maniqueísmo. A gente pode errar sim, mas tem
de ter a humildade e a nobreza em enxergar isso... Claro que, quando falo
de pessoas, isso é fundamental, pois inclui caráter (não suporto pessoas de
má índole)... Nas personagens, muitas vezes, carrego nas tintas, para que os
signos de vilania sejam decodificáveis de forma mais simples e ampla,
principalmente na televisão."
Entrevista para o site:
www.blocosonline.com.br/
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Textos que eu escrevi sobre espetáculos do Alcides:
Texto que eu elaborei sobre A Ponte e a Água de Piscina:
www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=822
Texto que eu elaborei sobre Pólvora e Poesia:
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=708
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Reportagens sobre o Tide:
www.bethynha.com.br/teatro-amador.htm
dirce.globo.com/Dirce/canal/0,6993,RI490-700,00.html
www.blocosonline.com.br/sobre_portal/ conteudo/conselho_admin.php
diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=147529 (fala sobre a Tuna)
postado por: NANDA ROVERE 11:47 PM
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Textos que eu fiz sobre peças do Tide
¿Pólvora e Poesia¿: amor e literatura num espetáculo imperdível
2002
Os atores Leopoldo Pacheco e João Vitti continuam brilhando no espetáculo ¿Pólvora e Poesia¿ em São Paulo.
Estrearam em 2001 no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) e o sucesso foi imenso, por isso estão novamente em cartaz com a montagem, agora no TUSP (Teatro Universitário da USP).
O texto trata do relacionamento amoroso entre os poetas franceses Rimbaud e Paul Verlaine.
Rimbaud, então um artista adolescente e interiorano, manda cartas para Paul Verlaine demonstrando um grande talento como escritor. Rimbaud era boêmio e tinha uma vida desregrada, Verlaine era casado e fazia parte da elite intelectual francesa. Este se encanta com a irreverência do novo poeta e o convida para residir em sua casa na cidade de Paris.
Apaixonam-se e vivem uma paixão explosiva. Verlaine (então um poeta Parnasiano) muda o seu estilo de escrever, mas não consegue romper definitivamente com as regras sociais. Desesperado, após uma briga, acaba atirando em Rimbaud e sendo condenado a dois anos de prisão. Rimbaud, por sua vez, viaja por vários países da Europa e se muda para a África onde contrabandeia armas.
Quando fui ao teatro assistir a Pólvora e Poesia imaginava o que eu iria encontrar. Já conhecia e admirava o trabalho de Alcides Nogueira (autor), do Leopoldo Pacheco (Paul Verlaine), do João Vitti (Rimbaud), do diretor de teatro Márcio Aurélio e Gabriel Villela, o qual assinou o cenário e os figurinos.
Um primor de texto e de montagem! O pianista em cena foi uma idéia genial. As músicas de Chopin, tocadas ao vivo pelo músico Fernando Esteves, causam um desconforto que reflete totalmente o furor amoroso e artístico dos personagens.
Na direção do Márcio Aurélio merecem destaque as marcas dos atores no palco, pois aumentam a "tensão" dramática das cenas.
O cenário elaborado pelo Gabriel é simples e inteligente. No fundo do palco tem uma porta e um painel com rasgos que nos remetem aos encontros, desencontros, dúvidas e angústias dos personagens.
As interpretações do João e do Leopoldo são excepcionais. O João consegue transmitir a juventude e a rebeldia de Rimbaud e o Leopoldo, toda a angústia, paixão e dúvida do seu personagem. É um privilégio vê-los em cena. O Premio Shell de Melhor ator recebido por Leopoldo Pacheco foi merecido!
O texto, por sua vez, trata de um assunto sempre presente no cotidiano de todos os seres humanos: o amor e a busca da felicidade num mundo onde o preconceito causa guerras e destrói muitas vidas. É muito legal entrar em contato com o universo poético de dois artistas que expressaram muitas bem as contradições e angústias dos homens, não só do século XIX (período em que eles viveram), mas de todos os tempos.
A rebeldia de Rimbaud na luta contra os princípios de certo e errado estabelecidos pela sociedade certamente é um dos maiores encantos do poeta e enriqueceu muito a sua poesia.
E, Paul Verlaine, na sua indecisão entre romper barreiras ou continuar submisso às regras da sociedade, vivendo acomodado no conforto familiar e usufruindo de privilégios por pertencer à elite intelectual francesa, torna o personagem extremamente interessante.
Para viverem a sua paixão, Verlaine e Rimbaud não só enfrentaram muitos preconceitos como também magoaram pessoas próximas a eles (Verlaine era casado e morava na casa do sogro), e a si mesmos.
Verlaine não consegue abandonar definitivamente a sua esposa e se entregar à paixão. Acaba cometendo um crime contra Rimbaud, mas buscou, a seu modo, a liberdade e a irreverência que tanto admirava no mesmo.
O que seria da poesia moderna se esses dois gênios da literatura não tivessem ultrapassado os limites do que a sociedade julga como certo ou errado?
Verlaine e Rimbaud foram fiéis aos seus sentimentos e demonstraram, através de suas criações literárias e relacionamento, a importância de nos rebelarmos contra os dogmas sociais quando acreditamos na possibilidade de uma vida mais feliz através da conquista da liberdade.
Por mais que o homossexualismo não seja o ponto central de "Pólvora e Poesia", obviamente isso enriquece muito o texto, pois somente o respeito às diferenças salvará o mundo da destruição, e, certamente, o maior mérito das montagens que tratam de questões como o homossexualismo (óbvio que ¿Pólvora¿ transcende essa questão!) é demonstrar que a busca da felicidade e do amor independe de sexo, cor e classe social.
A arte pode não ter o poder de transformar o mundo (será que não tem mesmo?), mas ela pode, sim, contribuir para o desenvolvimento do senso crítico dos seres humanos e nos proporcionar o aprimoramento do nosso conhecimento.
Quem se interessa por poesia e por um teatro que trata profundamente as angústias e desejos humanos, não pode perder esse belíssimo espetáculo.
Sucesso de público e crítica, essa montagem recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor (Alcides Nogueira), Ator (Leopoldo Pacheco) e Direção (Márcio Aurélio).
Vale a pena conferir ¿Pólvora e Poesia¿ e conhecer um pouquinho mais do universo desses poetas que revolucionaram a poesia francesa.
Pólvora e Poesia:
Texto e Trilha Sonora: Alcides Nogueira
Direção e Iluminação: Márcio Aurélio
Elenco: Leopoldo Pacheco, João Vitti e Fernando Esteves (pianista)
Cenário e Figurinos: Gabriel Villela
Horário: Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h.
Preço: R$ 20,00
Local: TUSP - Teatro da USP
Rua Maria Antonia, 294, Tel: (11) 3255-5538. São Paulo/SP.
postado por: NANDA ROVERE 11:39 PM
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Circo e teatro se unem num interessante espetáculo
novembro de 2002
Está em cartaz em São Paulo mais um texto do dramaturgo Alcides Nogueira, A Ponte e a Água de Piscina.
Alcides ganhou o Prêmio Shell 2002 pela autoria de Pólvora e Poesia que trata do relacionamento amoroso entre os poetas franceses Rimbaud e Paul Verlaine e foi um dos maiores sucessos da temporada teatral paulistana de 2001 e 2002.
A Ponte e a Água de Piscina, que faz temporada no Centro Cultural Banco Brasil, é mais uma parceria entre Alcides e o diretor teatral Gabriel Villela.
Em 1996 Gabriel dirigiu Ventania. O espetáculo era uma homenagem de Alcides e Gabriel a José Vicente, autor de textos teatrais que fizeram sucesso nos anos 70 como Santidade e Hoje é Dia de Rock.
Ventania falava dos sonhos e valores dos jovens nos anos 60 e 70 através da história de uma família fragmentada em virtude da dificuldade de diálogo entre os seus membros.
Já em A Ponte e a Água de Piscina, Alcides mergulha intensamente no amor, na loucura e na solidão dos seres humanos.
Num lugar assolado pela seca e pela guerra, a ex-prostituta Sóror Justina, interpretada por Walderez de Barros, e sua ingênua filha Pia (Vera Zimmermann), habitam um mosteiro abandonado (transformado em sanatório por Sóror) e sobrevivem vendendo pó de ossos de animais.
O cotidiano tedioso das duas se modifica com a chegada de Nil, um jovem que sonha em construir uma ponte em cima de uma piscina (sem água) existente no lugar.
Sóror Justina transita entre a loucura e a solidão e não consegue aceitar a paixão que nasce entre sua filha e o forasteiro.
Justina se informa sobre o que acontece no mundo pela Internet e usa a tecnologia para dominar as pessoas. O real e o imaginário se misturam.
É via computador, por exemplo, que ela ressuscita Maria do Canto (Nábia Villela), uma ex-freira que vaga pelo convento e entoa belas canções.
O mundo em ruínas pode ser qualquer lugar onde a guerra, a solidão e a falta de perspectiva de mudanças dominam, inclusive, o Brasil, como uma bandeira do Brasil que faz parte do cenário, nos induz a pensar.
O amor de Nil e Pia, por sua vez, é a esperança de um mundo mais harmonioso e ele só poderá ser alcançado com a construção da ponte. A relação entre Pia e Nil não suporta, no entanto, as pressões (eles são meio irmãos e Justina não aceita a relação amorosa entre os dois), mas um fio de esperança renasce com a morte dos amantes.
Talvez seja um dos trabalhos onde Alcides Nogueira mais alçou altos vôos.
A concepção cênica do Gabriel entrou em perfeita sintonia com a obra de Alcides, pois expressa brilhantemente as idéias contidas no texto.
Para contar essa história Gabriel Villela escolheu o estilo circense, a interpretação não-realista (a qual tende para o melodrama e para o humor tragicômico, que muitas vezes beira o ridículo).
Algumas cenas encantam pela criatividade do diretor e envolvem o espectador pela sua beleza plástica e riqueza de detalhes. Fantoches, por exemplo, são manipulados pelos atores e enriquecem a ação dramática.
Mesmo quem não aprecia o seu estilo de encenação, certamente não deixará de concordar que um dos méritos de Gabriel é contar com uma equipe técnica de muita qualidade em todos os seus trabalhos, a qual colabora em suas produções há bastante tempo.
No elenco somente a atriz Walderez de Barros nunca havia sido dirigida por Gabriel. Ela está hilariante no papel de Sóror Justina e é responsável por momentos marcantes no espetáculo. As atuações de Claudio Fontana, Vera Zimmermann e Nábia Villela também estão impecáveis.
O figurino, assinado por Gabriel, prima pela beleza e faz um contraponto ao cotidiano árido e tedioso dos personagens.
O cenário de JC Serroni (o qual já foi parceiro do diretor nas montagens de Ópera do Malandro, Os Saltimbancos e Gota D¿Água) é muito interessante e remete o público a um circo, a um sanatório, ou até mesmo, a um bordel.
O desenho de luz criado por Guilherme Bonfanti (o iluminador também participou de Ópera do Malandro, Os Saltimbancos e Gota D¿Água) ressalta o misto de imobilidade e esperança, alternando cenas de iluminação intensa e, outras, de pouca luz.
A trilha sonora, elemento importantíssimo em todas as montagens de Gabriel, é um destaque à parte. Nábia, com sua voz privilegiada, interpreta, à capela, canções antigas como um trecho de Hino ao Amor (que já foi gravada por Edith Piaf e Dalva de Oliveira), Meu Primeiro Amor e Lágrima (de Amália Rodrigues), muitas delas esquecidas por nós e revividas com maestria; ora expressando melancolia, ora inserindo um pouco de vida e lirismo ao mosteiro/sanatório.
Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Abelardo e Heloísa, Pia e Nil... Criações literárias que enriquecem a arte e retratam seres obstinados na busca da conquista dos seus ideais.
O espetáculo sairá de cartaz em virtude das festividades de final de ano, mas voltará para uma curta temporada em janeiro de 2003.
A Ponte e a Água de Piscina é um texto extremamente metafórico e permite ao espectador várias interpretações!
Só é possível entender a complexidade e atualidade da A Ponte e a Água de Piscina prestigiando essa belíssima montagem.
A Ponte e a Água de Piscina:
Autor: Alcides Nogueira
Direção e figurinos: Gabriel Villela
Cenário: JC Serroni
Elenco: Walderez de Barros, Claudio Fontana, Vera Zimmermann, Nábia Villela e Eduardo Reyes (substitui Cláudio Fontana em algumas apresentações)
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
R. Álvares Penteado, 112. (11) 3113-3651
Ingresso: R$ 15,00
Horários: Qui. a Dom: 19h30 hs
postado por: NANDA ROVERE 11:36 PM
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Domingo, Maio 20, 2007
Leitura dramática com direção de Gabriel Villela
Projeto 7 Leituras 7 Autores 7 Diretores 7 Encontros
A coordenadora Eugênia Thereza de Andrade convidou o diretor Gabriel Villela para dirigir a tragédia grega "Hécuba", de Eurípides
O evento vai até outubro e a cada semana tem um diretor convidado. A leitura é seguida por palestra.
Segunda-feira, 21 de maio, às 19:30hs
Sesc Consolação - teatro Sesc Anchieta
r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque
Tel. 11 3234-3000).
Ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência.
Participação super especial da atriz Walderez de Barros e de artistas muito queridos como Ando Camargo e Rodolfo Vaz.
Elenco:
-Pascoal da Conceição (uma figura muito especial pela sua simpatia e talento)
-Rodolfo Vaz ( ator do Galpão, aliás, um grande ator;quem viu o seu Argan no Molière Imaginário, por ex, sabe disso )
-Rodrigo Fargnan (o rei do Leonce e Lena)
-Pedro Henrique Moutinho (um dos seus trabalhos mais interessantes foi no belíssimo espetáculo o Encontro das Águas)
-Ando Camargo (quanto mais vejo esse menino em cena mais o admiro; magnífico o seu trabalho - em Leonce e Lena e em Uma Praiazinha de Areia Bem Clara,Ali, na Beira da Sanga ele dava um show)
-E a Walderez de Barros, uma das grandes damas do nosso teatro, que eu tive o prazer de ver em Fausto, A Ponte e a Água de Piscina (duas direções do Gabriel)e em mais alguns espetáculos.
postado por: NANDA ROVERE 4:34 AM
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Quinta-feira, Maio 17, 2007
Dicas de espetáculos ( com releases) e de alguns textos meus (numerados)
-Espetáculo Amor prima pelo lirismo (para quem ainda não assistiu é imperdível, quem viu certamente quer rever). Com os atores Cíntia Wartusch, Daniel Costa e Nábia Villela e o músico Rafael Altro
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1179378008&archive=&start_from=&ucat=33&
1)Era uma vez um rio na Viagem Teatral do Sesi
Um trabalho delicado, que chama a atenção para a importância da preservação do nosso planeta.
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1179381083&archive=&start_from=&ucat=33&
-Drink Com as Estrelas é uma sátira aos programas de TV e ao universo da fama(com Cacá Toledo - produtor, ator e diretor de talento)
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1178421411&archive=&start_from=&ucat=33&
-Madames ¿ Uma Palavra por Outra na Casa da Cultura de Paraty (destaque para a presença de Ailton Amaral - curador e organizador da Mostra Rio- São Paulo de Teatro de Rua de Paraty no elenco)
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1179117872&archive=&start_from=&ucat=33&
-A comédia Toalete está em cartaz no Teatro Gazeta (destaque para a presença da maravilhosa Vera Mancini o elenco
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1179372520&archive=&start_from=&ucat=33&
2)Espetáculo Educação Sentimental do Vampiro (destaque para a Magali Biff, sempre dando um show em cena), para Guilherme Weber e
http://www.del.art.br/criticas/vampiro.html
-Rapsódia dos Divinos faz um panorama de toda a literatura brasileira, de 1500 até hoje (mais um espetáculo com Nábia Villela no elenco)
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1177386095&archive=&start_from=&ucat=33&
-Espetáculo O Anjo Maldito com Cia das Artes Dramáticas
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1177100709&archive=&start_from=&ucat=33&
3)Rádio Nacional, Andaime e Amigas Pero no Mucho
www.atuando.com.br
4)O aniversário de Shakespeare comemorado com oficinas, debates, workshops, leituras dramáticas e esquetes teatrais (pela escola Globe de teatro, TV e cinema).
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1179376796&archive=&start_from=&ucat=33&
postado por: NANDA ROVERE 3:26 AM
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Nos dias 21, 22 e 23 de abril (sábado domingo e segunda) a escola de teatro Globe abriu as suas portas para os amantes do teatro.
Comemorando o aniversário de Shakespeare (.23 de abril de 1564/23 de abril de 1616) foram oferecidos gratuitamente vários eventos, como workshops, leituras, palestras, chá literário, etc. Desde o período da manhã até a noite. E pra terminar, um bolo em homenagem ao dramaturgo.
Resultado de um projeto idealizado por Marcos Daud, Ulisses Cruz, entre outros profissionais, a escola ocupa um espaço importante dentro do ensino das Artes Cênicas (englobando técnicas de teatro, cinema e TV) em São Paulo.
O cerne do Globe data de 1985, ano em que o diretor Ulysses Cruz e um grupo de jovens atores fundaram o grupo de arte BOI VOADOR, um dos mais atuantes e importantes dos anos 80 por repensar o espaço cênico, a narrativa e a comunicação com o público.
Em meados dos anos 90, a paixão pelo universo de Shakespeare uniu Ulysses Cruz, o produtor Paulo Plagus, o dramaturgo Marcos Daud, o cenógrafo Hélio Eichbauer, o iluminador Domingos Quintiliano, o diretor de movimento e encenador Ricardo Rizzo, o músico Roberto Anzai, o fotógrafo e projetista gráfico Gal Oppido, e o cinegrafista Raimo Benedetti num projeto de montar Shakespeare com o mesmo requinte e ousadia das produções européias e norte-americanas.
Macbeth (com Antonio Fagundes, Vera Fischer, Stênio Garcia e Paulo Goulart); Péricles (com Leonardo Brício e Cleyde Yáconis); Hamlet (com um elenco de jovens atores) e Rei Lear (com Paulo Autran), foram alguns dos espetáculos, de grande sucesso produzidos, por esses artistas.
Com o apoio de Antonio Ferreira e Antonio Pinho a construção do GLOBE-SP foi concretizado.
A qualidade das instalações, aliado a um quadro de professores competentes, proporcionou aos participantes da comemoração ao aniversário de Shakespeare momentos de reflexão e aprimoramento do fazer teatral.
Infelizmente a imprensa não deu o espaço merecido a essa alternativa, mas quem esteve na escola ficou satisfeito.
Não poderia deixar de fazer uma menção especial a dois artistas que eu acompanho a carreira e que realizam um trabalho de excelente qualidade tanto como atores e/ou diretores, quanto como professores do Globe: Marcello Boffa e Zeca Bittencourt.
Existem diversas escolas de teatro na capital paulista, mas desconheço alguma que ofereça à população uma oportunidade tão interessante para entrar em contato com o universo teatral , sobretudo de Shakespeare.
No início de 2007 formando do curso profissionalizante, com a participação especial de Marcello Boffa, estiveram em cartaz no Sesc Pompéia, com Os Dois Cavalheiros de Verona, autoria de Shakespeare, obviamente.
Que em 2008 mais uma vez o aniversário de Shakspeare receba uma comemoração tão interessante!
http://www.globe-sp.com/
postado por: NANDA ROVERE 1:34 AM
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Domingo, Maio 06, 2007
Drink Com as Estrelas - O programa onde você vai ser o que você quer ser!!
Drink Com as Estrelas - Segunda Temporada
Um programa de TV que é uma peça de teatro? Uma peça de teatro que é um programa de TV? Uma revista eletrônica do mainstream e ao mesmo tempo do submundo paulistano? Uma coluna social eletrônica? Um palco onde qualquer anônimo pode tornar-se uma estrela? O programa onde as maiores estrelas contam ao apresentador e amigo o que não contam a nenhum outro programa de TV? Um programa onde a estrela é realmente você? Um programa de TV transmitido na Internet? A modernização que faltava aos programas de auditório?
É com essa proposta multimídia que a Cia Aberta de Teatro, capitaneada pelo ator e produtor Cacá Toledo, se prepara para estrear a segunda temporada de Drink Com as Estrelas, desta vez em São Paulo. Alleyona, figura non sense e badalada do hype, com os amigos mais bacanas da cena, deixa Campinas, sua cidade natal, para apresentar na babilônia paulistana o projeto que é um evento semanal, com quadros humorísticos, entrevistas, apresentações ao vivo, informações sobre o que vai acontecer e cobertura do que aconteceu na cena da night paulistana. A apresentação, irá gerar vídeos, fotos e conteúdo para o site www.drinkcomasestrelas.com.br (vlog, blog, fotolog e pod cast), permitindo que o programa seja acompanhado sempre, onde quer que você esteja. Ou seja, seu próprio ¿canal de televisão¿.
Drink Com as Estrelas ¿ Segunda Temporada, é uma sátira aos programas de TV e ao universo da fama. Para tal, utiliza-se da fórmula clássica da paródia somado ao moderno conceito de ¿colagem¿ ou ¿edição¿, o que permite à equipe envolvida, desenvolver novos quadros e mesclá-los à paródia de quadros de programas já existentes. Contudo, é um programa real e autêntico. Tem na interação com a platéia um dos pontos fundamentais: ¿A platéia, elemento central do programa, será toda formada de ¿estrelas¿, consagradas ou anônimas. Os já reconhecidos poderão satirizar a si mesmos, ou fazer o que quiserem. Os anônimos, espectadores espontâneos, serão convidados a protagonizar quadros e serão tratados com toda pompa, podendo ¿brincar¿ de ser estrela por um dia. Nossa intenção é que cada um mostre o seu encanto pessoal, rs...¿, conta o diretor. A platéia, ao participar, receberá brindes culturais oferecidos pelos apoiadores do projeto: A Leda, Conrad Editora, Trama, YB, Recoheads, Zuretoys, Mojo Books, convites para a festa ¿Debut¿, da Torre e de muitas outras baladas.
Semanal, o programa/show será apresentado e gravado ao vivo no Bar e Restaurante Puri, todas as quintas-feiras. Com muito bom humor, a cada edição, o programa receberá dois convidados especiais e mais participantes para participar de quadros do programa, ¿Campeonato de Air Guitar¿, ¿Playback¿, ¿Dê uma Canja e Ganhe um Miojo¿, ¿Workshop de Dancinhas Charmosas¿, ¿Você Vai Ser o Que Você Quer Ser¿, ¿Sobe no Caixote¿, ¿Combo: Fala + Joga¿, ¿Não é Vídeo, é Foto¿, ¿Entrevista¿, ¿Crônicas de Uma Vida Infame¿, são alguns deles.
Para a estréia, uma série de convidados, dentre os quais destacam-se o músico Tatá Aeroplano, que apresentará canções inéditas e o ator Paulo César Pereio como o grande entrevistado. Para participar do inusitado bate-papo com o ator, foram convidados os jornalistas Alexandre Matias, José Luís Sampaio e Carola González. O guitarrista Ulisses Zablax é o primeiro participante do ¿Campeonato de Air Guitar¿, cujo campeão será eleito através da Internet. Bispo protagonizará o quadro ¿Os Donos da Noite¿ que conversará com os principais empresários e promoters da noite paulistana. A cada noite, também caberá ao DJ bolar o Drink especial de Odilon Alleyona. O Studio Nômade, de Campinas, apresentará uma performance de body art e a dupla de VJs Submagem fará, no telão uma edição live, permitindo ao espectador a dupla sensação de assistir o programa pela TV, através do telão e de participar de um auditório.
Os anfitriões do programa serão Odilon Alleyona, figura excêntrica e homossexual, interpretado por Cacá Toledo, e seu trio de assistentes formado pelas irmãs gêmeas ¿Val-Dete¿ (Val, Fernanda Brandão e Dete, Ivana Debértolis) e pelo ¿latin lover¿ Jamón (Júlio Razec). Nas pick ups, o DJ Thy, será encarregado de executar a sonoplastia do programa, além de animar os intervalos do show onde tocará hits tirados de sua manga e receberá outros discotecários convidados. Como curiosidade, Cacá acrescenta que, ¿A primeira temporada do programa foi apresentada em Campinas, no ano de 2003 com grande sucesso, porém, estávamos longe de ter essa ligação com a internet, por exemplo. Nessa nova temporada, temos uma equipe totalmente diferente, ficando apenas o ator é o apresentador, que sou eu. Ao longo da temporada os atores antigos poderão fazer participações¿. O diretor também conta que o trabalho na produção do projeto foi inciado a três meses e conta com boa popularidade na Internet: ¿basta conferir o perfil de Odilon Alleyona e a comunidade Drink com as Estrelas, orkut¿.
Convidados especiais para outras edições do Drink: Miranda, Xiclet, DJ Don KB, a cantora Karine Alexandrino, Daniel Alvim, Multiplex, Bel Garcia, DJ André Pomba, Sérgio Roveri, DJ Paulão, DJ Gláucia ++, Chris Couto, Vermelho, Kiko Zambianchi, André Fischer, Débora Fallabela, Bruno Morais, Léo Jaime, Marcelo Mansfield, Lavínia Pannunzio, Luís Calanca, Alessandro Toller, DJ Mau Mau, Lalai, thodoro cohcrane, Christine Röhrig, Bárbara Paz, Nábia Villela, Gero Camilo, Otávio Martins, Clara Averbuck, Alvise Camozzi, Renato Godá, Maria Alice Vergueiro, Fernando Bonassi, a perfomer Fascinatrix, o ilusionista Baratta, Marcatti, Fábio Massari, Heitor Werneck, Max de Castro, Tom Zé, entre muitos, muitos outros.
Como afirma Cacá Toledo, ¿o objetivo do projeto é satirizar a comunicação de massa, colocando o espectador dentro do mais alto grau de falta de glamour, mas com todo respeito, criando um universo fake, onde a regra principal é participar e se divertir¿. O diretor conta que come
Como informação adicional, podemos dizer que Drink Com as Estrelas é um espetáculo interdisciplinar e produção complexa, que reúne cerca de 15 profissionais de diferentes áreas como atores, videomakers, jornalistas, djs, fotógrafos, artistas gráficos, web designers, profissionais de rádio e tv, promoters, roteiristas e figurinistas que, geralmente cumprem mais de uma função, característica da equipe.
DRINK COM AS ESTRELAS ¿ SEGUNDA TEMPORADA: Criação e direção: Cacá Toledo. Elenco: Cacá Toledo, Fernanda Brandão, Ivana Debértolis e DJ Thy. Convidado especial: Bispo. Redação: Cacá Toledo, Carola González, Fernanda Brandão, Erik Thürm e Ricardo Mendes. Figurinos: Juliano Tibúrcio. Espaço Cênico: William Zarella Jr. Adereços: Márcio Vinícius. Produção de trilha sonora: Cacá Toledo e DJ Thy. Produção e direção de Pod Cast: Ricardo Mendes. Edição e montagem de Pod Cast: José Luís Sampaio. Captação, direção e montagem de vídeos: Erik Thurm. Operador de VT: Daniel Seda. Fotografia: Ivana Debértolis. Programação Visual: Carol Bella e Erik Thürm. Webdesigner: Carol Bella. Promoter: Ricardo Mendes. Assessoria de comunicação: Carola González e Recado em Destaque (Clóvis Tôrres). Webmaster: Carol Bella. Assessoria jurídica e de produção: Thiago Cremasco. Direção de produção: Cacá Toledo. Produção: Cia Aberta de Teatro. Realização: Cia Aberta de Teatro e Puri. Apoio Cultural: A Leda, Conrad Editora, UNIBES, A Torre e Puri.
SERVIÇO:
Drink Com As Estrelas ¿ Segunda Temporada
Estréia: Dia 17 de maio de 2007 - 21:30h.
Quanto: Grátis, sujeito à lotação.
Lotação disponível: 120 lugares.
Abertura para o público: 20:30.
Temporada: Todas as quintas-feiras, às 21:30h.
Lotação: 160 lugares.
Entrada: R$ 10,00.
Abertura para o público: 20:00h.
Local: Puri (Rua Augusta, 2052 ¿ Cerqueira César ¿ Centro ¿ 3062-4429)
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Contatos:
Cacá Toledo
9169-8874
caca.to@uol.com.br
VEJAM A FOTO E A MATÉRIA ABAIXO
postado por: NANDA ROVERE 1:28 AM
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Odilon Alleyona
Foto devidamente retirada do orkut de Cacá Amaral
postado por: NANDA ROVERE 1:26 AM
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Quarta-feira, Maio 02, 2007
A Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de Paraty, está lançando o edital com regulamento de participação e ficha de inscrições para a
VI Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua que acontecerá na cidade no período de 01 a 03 de junho de 2007, no site http://www.mostrateatroparaty.com.br
Esta mostra, em sua sexta edição, objetiva promover o encontro de grupos dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo que pesquisam e trabalham com a linguagem de teatro de rua, visando a preservação, o resgate e o incentivo desta manifestação cultural nas ruas de Paraty.
Com este projeto, cremos que além de estarmos contribuindo para o enriquecimento artístico e cultural da cidade através do incentivo a formação de platéias para a arte teatral, a criação e atualização de grupos de teatro e propiciando um aumento do fluxo de turismo num período de baixa sazonalidade, estaremos também viabilizando um momento de encontro e discussão a respeito da importância e possibilidades deste fazer teatral nas ruas de nosso país.
Gostaríamos de poder contar com seu apoio no sentido de divulgar e/ou participar de tal evento.
Cordialmente,
Ailton Amaral
Organização e Curadoria
VI Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua em Paraty
Sheylla Taufnner
Assessoria de Imprensa - Secretaria de Turismo - Prefeitura de Paraty
postado por: NANDA ROVERE 2:42 PM