NANDA ROVERE CULTURAL
NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007



Cia de Dança Palácio das Artes está viajando pelo Brasil com o espetáculo TRANSTORNA

A Cia de Dança Palácio das Artes, de Belo Horizonte/MG, acabou de passar por São Paulo, no Panorama Sesi de Dança, com o espetáculo Transtorna e continuará a viajar pelo país.

A estréia foi em Belo Horizonte, em novembro do ano passado e, além de São Paulo, os artistas se apresentaram pelo interior de Minas e por Salvador ("Balé Teatro Castro Alves - 25 Anos de Aplausos").

Transtorna borbardeia o público com criativas visões sobre a nossa
modernidade, que muitas vezes nos desnorteia e distancia as pessoas, mas que também tem seus bons momentos.

As cidades e a obra de Ítalo Calvino serviram de inspiração para a concepção das cenas, criadas em sistema colaborativo pelos bailarinos.

A arquitetura, a política, a economia e suas ressonâncias na natureza e na
construção social fizeram parte dos estudos que envolveram a produção da
montagem. A linguagem corporal dos bailarinos apresenta signos que transmitem com criatividade aspectos da vida urbana. De acordo com o release da montagem, o objetivo é causar reflexão através de desconstruções na relação entre público e artistas, requalificando a dimensão simbólica dos muros, dos vazios urbanos, da supressão do verde e da invisibilidade social, e também a relatividade do tempo, a simultaneidade e a fragmentação, em meio à fragilidade dos corpos.

A união de competentes profissionais é uma das características da Cia, que
certamente está entre as melhores do Brasil.

Não sou especialista em dança, mas os bailarinos e a direção e coreografia
de Cristina Machado estão em tal harmonia que é difícil despregar o olho do
palco.

A trilha, de Daniel Maia, em sua terceira parceria com a Cia (os trabalhos
anteriores foram em Coreografia de Cordel e Sonho de Uma Noite de Verão) dá dinamismo às cenas quando é preciso e realça o silêncio em outros momentos. A iluminação de Domingos Quintiliano complementa com maestria a encenação.

Vídeo e linguagem teatral (suspiros, falas desconexas e cantos contidos) se juntam à trilha sonora e retratam a diversidade urbana.

O cenário coloca os bailarinos em ambientes que realçam o tema da montagem e compreender a representação dos elementos de cena é uma tarefa certamente instigante para o espectador.

O ritmo é lento no começo, remetendo à nossa rotina, mas depois vai ficando deliciosamente alucinante.

Dois momentos merecem destaque, por exemplificarem a magia criativa exposta pela Cia: no início da apresentação, dois atores dançam sobre um compensado vertical e interagem de forma interessante. Outro momento é a presença de diversos caixotes no palco (por entre os quais os bailarinos circulam e correm), que podem representar túmulos, labirintos, prédios, etc.

Alguma dificuldade para o entendimento das cenas pode ocorrer, mas a graça de Transtorna está em fazer o público pensar e não em entregar a ele algo explícito.

Repito uma consideração que fiz sobre coreografia de Cordel, que também é pertinente a Transtorna: não se constituir numa montagem de fácil entendimento é uma qualidade do projeto, na medida em que apresenta ao público a visão de artistas/pesquisadores sobre o nosso país, sobre o nosso povo. Num mundo imediatista como o nosso, produções culturais pautadas pelo estudo e pesquisa merecem respeito.

Quem está acostumado a uma dança mais tradicional precisa se despir de
qualquer preconceito para assistir à deliciosa ¨loucura cênica¨ da Cia de
Dança. O distanciamento entre palco e platéia (a chamada quarta parede) é quebrado com a movimentação dos atores por todo o teatro e com a interação com o público.

Por mais que o nosso cotidiano seja pautado por milhares de informações,
seja nas ruas, através da TV ou até mesmo pela Internet deve ser complicado transformar em linguagem "de dança" as percepções dos bailarinos de nossa realidade, e mais, dar uma certa coesão a essas diferentes percepções do pensar e agir do ser humano. E eles fazem isso muito bem!

Acompanhem a trajetória da Cia de dança PA nos endereços e não deixem de prestigiar aos espetáculos quando os mesmos passarem pela sua cidade.

SOBRE A CIA:

A Cia do Palácio das Artes foi fundada em 1971. Desde então, montou vários espetáculos que obteve sucesso de público e critica, tais como: Coreografia de Cordel, Sonho de Uma Noite de Verão (Fragmentos Amorosos), dirigido por Gabriel Villela (coreografia de Cristina Machado), Poderia ser Rosa (coreografado por Henrique Rodovalho) e Entre o Céu e as Serras ( por Luis Mendonça e Cristina Machado).

Vale ressaltar que o nome usado pela Cia era Cia de Dança de Minas Gerais e foi mudado para Cia de Dança Palácio das Artes em 2004.

No http://www.palaciodasartes.com.br/danca_hotsites.asp?sec_menu=3,1,0&grupo=danca tem link para o site de Transtorna, Coreografia de Cordel, Poderia Ser Rosa e Sonho de uma Noite de Verão - Fragmentos Amorosos.

Logo abaixo é possivel ler os textos de minha autoria referentes aos espetáculos Coreografia de Cordel e Sonho de Uma Noite de Verão, bem como fotos dessas montagens.

Obs: Texto também encontrado no http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/






Autor: Paulo Lacerda/Divulgação

postado por: NANDA ROVERE 8:13 PM

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COREOGRAFIA DE CORDEL

Para realizar Coreografia, os bailarinos mergulharam na cultura e ¨no jeito de viver¨ dos moradores do Vale do Jequitinhonha. Foi uma interessante homenagem a um povo sofrido, mas que luta com garra e criatividade pela sobrevivência.

O cenário, com panelas dependuradas, é muito bonito. A luz também dá um clima muito envolvente à montagem. A trilha sonora, por sua vez, criada pelo músico Daniel Maia, é inteligente e nos remete à cultura popular, ao mesmo tempo que tem uma alusão à busca pela modernidade, que é distante do povo daquela região. Um lugar cheio de lendas, ¨causos¨ e superstições. A trilha sonora reflete todo o momento de criação do espetáculo, visto que Daniel registrou todo esse processo, para depois transformar as informações obtidas em sons e canções.

É uma montagem experimental, diferente. A coreografia é de Tuca Pinheiro, mas os bailarinos apresentam em cena visões pessoais sobre o que presenciaram nas cidades em que estiveram realizando as pesquisas (Diamantina, Minas Novas, Chapada do Norte, Itinga, Araçuaí e especialmente Medina).

Não é uma montagem de fácil entendimento. E isso é uma qualidade do projeto, na medida em que apresenta ao público a visão de artistas/pesquisadores sobre o nosso país, sobre o nosso povo. Num mundo imediatista como o nosso, produções culturais pautadas pelo estudo e pesquisa, merecem respeito.








postado por: NANDA ROVERE 8:11 PM

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SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Sonho de Uma Noite de Verão estreou no Festival de Teatro de Curitiba em 2002 e desde então vem encantando o público e a crítica. O reconhecimento veio com os Prêmios Sesc/Sated de Melhor Espetáculo e de Melhor trilha Sonora.

Como na maioria dos trabalhos do Gabriel, estão presentes em cena aspectos da cultura e do imaginário do povo mineiro, a linguagem circense - sobretudo o clown - e o bom humor.

Não deve ser fácil transformar em linguagem "de dança" um texto tão rico em detalhes como "Sonho", mas a linguagem corporal dos bailarinos é tão criativa que, na maioria das vezes, a palavra se torna desnecessária.

Sonho de Uma Noite de Verão desperta encantamento e emoção. Mesmo quem nunca leu a obra conseguirá entender o desenrolar das cenas.

O cenário é simples. A preocupação de Gabriel em valorizar a cultura popular está expressa principalmente no figurino, onde Gabriel utilizou panos produzidos em tear manual na cidade de Carmo do Rio Claro/MG, cidade natal do diretor. A trilha sonora mistura elementos populares e eruditos, como as músicas É o Amor, de Zezé de Camargo e Luciano, e valsas. Destaque especial para o trabalho de arranjo realizado por Daniel Maia.

Gabriel diz que, quando ele está criando, o seu lado criança aflora...

No dia em que eu assisti "Sonho", eu estava triste, mas saí do teatro
revigorada!

Dia 24 de setembro a Cia estreou em Belo Horizonte o seu mais novo
espetáculo: Coreografia de Cordel. O projeto é resultado de uma pesquisa realizada na região do Vale do Jequitinhonha - Norte de MG (uma das cidades
visitadas pelos bailarinos e equipe técnica foi Araçuaí, terra natal da minha amiga Janice).

Para possibilitar ao público o acesso a informações sobre o processo de elaboração de Coreografia de Cordel, a Cia de Dança Palácio das Artes lançou o Hot Site Coreografia de Cordel e um fotolog.

A trilha desta vez é original e foi composta pelo Daniel Maia.

PS: Tive o privilégio de conferir Sonho de Uma Noite de Verão ao lado do Daniel! Após a apresentação, houve um debate com os bailarinos e com a coreógrafa. Todos são muito talentosos e simpáticos!
http://oteatrodadelicadeza.zip.net/arch2004-10-03_2004-10-09.html








Fotos: Daniel Mansur

postado por: NANDA ROVERE 8:10 PM

Comments: Domingo, Fevereiro 18, 2007



Ontem fui ao Sesi da Av Paulista assistir ao espetáculo TRANSTORNA da Cia de Dança do Palácio das Artes, de Belo Horizont/MG.
Conheci o pessoal na época em que estavam apresentando Sonho de Uma Noite de Verão, direção do Gabriel Villela. Fiquei encantada com o talento dos bailarinos e com a competência da coreografia assinada por Cristina Machado. O universo popular, clown e divertido do Gabriel se integrou perfeitamente a excelente expressão corporal dos bailarinos e à criativa coreógrafa.
Inspirado no texto de Shakespeare e no livro Fragmentos de Um Discurso Amoroso de Roland Barthes, a montagem era pautada pelo lirismo.
Depois veio Coreografia de Cordel, um intenso mergulho na cultura do povo residente na região do Vale do Jequitinhonha. O resultado também foi positivo, merecendo destaque a trilha original de Daniel Maia.
Transtorna estreou no final do ano passado, em Belo Horizonte, e já passou pelo interior de Minas e por Salvador.
A presença de Daniel Maia na ficha técnica foi um dos motivos que me fez ir ao teatro conferir esse trabalho, o qual me encantou bastante. Impressionante a vitalidade, a energia, dos bailarinos! E mais uma vez Daniel provou estar entre os mais talentosos músicos brasileiros na área de criação de trilhas sonoras. Assim que ele me mandou a filipeta da peça me programei para ir ao Sesi. Valeu a pena.
Foi uma alegria assistir a um trabalho tão interessante e encontrar na platéia pessoas muito queridas, como o Daniel Maia e sua esposa (Helô Cintra, que é da Cia de Teatro de Elevador Panorâmico e em março estréia um espetáculo), o Gabriel (Villela) - que valoriza muito a riquíssima cultura mineira e é um representante da mesma; em breve estará dirigindo um texto denominado Salmo 21 de Dib Carneiro Neto - a Tânia Paes que logo estará de volta com o espetáculo A Mãe (Teatro Fábrica) e Fernando Baggio (um músico de grande talento) e a querida Nícia, que além de ser mãe do Daniel, é uma pessoa apaixonada por artes.
Estou elaborando um texto sobre o espetáculo e o divulgarei.
ENQUANTO EU PREPARO O TEXTO, NÃO DEIXEM DE VISITAR O SITE DA CIA DE DANÇA, DE TRANSTORNA E DO MÚSICO DANIEL MAIA:

http://www.danielmaia.mus.br/
www.palaciodasartes.com.br/cordel/
www.palaciodasartes.com.br/transtorna/
www.fcs.mg.gov.br

http://www.palaciodasartes.com.br/danca_hotsites.asp?sec_menu=3,1,0&grupo=danca (nesta página tem link para o site de Transtorna, Coreografia de Cordel, Poderia Ser Rosa, Sonho de uma Noite de Verão - Fragmentos Amorosos



Cena de Transtorna
Foto retirada do www.bravonline.com.br
Autor: Paulo Lacerda/Divulgação


Não deixem de ler no www.spiner.com.br/jornalSpiner, www.oteatrodadelicadeza ou no www.claudiofontana.blogger.com.br (nesses últimos com fotos) release de Andaime, texto de Sergio Roveri. Elenco: Claudio Fontana, Cássio Scapin. Direção: Elias Andreato. Cenário e figurino: Gabriel Villela.. Em cartaz a partir de 2 março no Teatro Vivo.

postado por: NANDA ROVERE 2:08 PM

Comments: Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007



ANDAIME de Sergio Roveri
Estréia para público 2 de março
sextas, às 21h30, sábados 21:00h e domingo 18:00
Direção de Elias Andreato. Com Claudio Fontana e Cássio Scapin TEATRO VIVO - Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 ¿ Morumbi. Tel: 11 3188.4141.

Já vi duas leituras da peça (uma com Claudinho e Elias, a outra com Zé Roberto Jardim e Pedro Henrique Moutinho). Recomento porque o texto é inteligentíssimo e,claro, tem o Claudio no palco e Gabriel Villela assinando a cenografia e o figurino.

Logo colocarei mais informações sobre a peça e a temporada da mesma.



Foto:João Caldas



Foto:João Caldas



Foto:João Caldas


postado por: NANDA ROVERE 10:34 PM


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