NANDA ROVERE CULTURAL
NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Quarta-feira, Agosto 30, 2006



Brincando de Clownfabular


Levar a criança a valorizar a amizade e as diferenças.
O espetáculo Brincando de Clownfabular faz isso com maestria.
De uma maneira alegre e interativa, dois clowns descobrem uma caixa cheia de objetos mágicos. A partir daí começam a grande brincadeira de clownfabular.
Assim, em um dia de verão, enquanto uma cigarra, só queria saber de se divertir brincando pelo bosque, uma formiga trabalha para que não falte alimento no inverno. Com a chegada do frio, a cigarra se vê em apuros e pede abrigo na casa da formiga. Numa outra brincadeira, um leão quase devorou uma ratinha na sua primeira caçada da primavera. Ainda bem que não o fez, pois no futuro ela o salvou de uma armadilha. A ultima brincadeira se refere ao outono, quando uma princesinha acabou perdendo sua coroa de ouro no fundo do poço e foi ajudada por um sapo que virou príncipe, depois em que a menina lhe deu um beijo.
Todas as histórias possuem um final feliz, com os seus personagens se tornando grandes amigos.
A montagem é dinâmica e os atores Alexandre Acquiste e Liz Miranda estão muito bem em cena. São atores jovens e competentes, com tudo par se aprimorarem cada vez mais.
O cenário e o figurino são simples e coloridos. Destaque para os elementos de cena, como por exemplos bonecos manipulados pelos atores.
A produção, interpretação e parte técnica é toda realizada pelo grupo Teatro de Gaia, que tem como proposta de trabalho exercitar a linguagem clownesca e pesquisar todas as formas de expressão deste arquétipo por meio de sua percepção e relação com os quatro elementos_ terra, fogo, água e ar. Buscam um teatro que se renove buscando sempre a contemporaneidade.
Depois de uma temporada em São Paulo, o grupo foi contratado pelo Sesc para algumas apresentações.
Já passaram por Piracicaba/SP. Dia 02 de setembro (sábado, às 16h, grátis) estarão no Sesc Sorocaba e em breve no sesc Itaquera..



postado por: NANDA ROVERE 10:31 PM

Comments: Domingo, Agosto 27, 2006



IVETE SOUZA FOI MINHA ÚLTIMA, E GRATA, DESCOBERTA MUSICAL

No último sábado tive o prazer de ir ao bar Brahma, em São Paulo, e conhecer o trabalho da cantora IVETE SOUZA.
A artista tem uma vasta experiência profissional e seu potencial de voz é excelente. Sua voz é muito bonita.
Paraense de Santarém, foi criada em Belém e tem fortes influências nortistas.
Veio para São Paulo a convite de Herlander Andrade, amigo e incentivador. Outro amigo importante na da sua carreira musical foi o guitarrista Paulinho Paraná, que a levou a estudar teoria musical e técnica vocal com a Profa. Magdalena de Paula.
Foi com Paulinho que Iverte realizou a sua primeira temporad de shows,no bares Ânima e Começar de Novo, quando foi formado o trio Flama, composto por Ivete, Paulinho e o saxofonista Coimbra.
A partir daí o talento de Ivete começa chamar a atenção dos paulistanos e ela se apresenta em casas de show como Plataforma 1 (SP) e em bares como: Café Paris, Café Society, Bella Bar e Café São Paulo Antigo entre outros.
Em 94 faz turnê internacional cantando nos Emirados Árabes e Japão, onde seu trabalho foi muito apreciado e em 1999, Ivete gravou seu primeiro disco solo "De onde vens", pelo selo Mix House e distribuído pela Eldorado. O cd teve participações mais que especiais: Dori Caymmi, Claudette Soares e Laércio de Freitas.
A qualidade desse seu trabalho foi reconhecido com lançamento da obra no Japão, no Projeto Prata da Casa no Sesc Pompéia, no Teatro São Pedro, entre outros lugares.
Quem prestigiar as suas apresentações ouvirá canções de grandes compositores, como Chico Buarque, Djavan, Ivan Lins, entre outros.
Suas principais influências musicais são: Elis Regina, Claudete Soares, Leni Andrade e Nana Caymmi. Tudo isso tempero com jazzistico - jazz brasileiro.
Atualmente Ivete se apresenta semanalmente (sábados e domingos) no Bar Brahma, além de shows eventuais no circuito paulistano (em julho se apresentou no Tom Jazz).

Para conhecer com mais detalhes a simpática e talentosa Ivete Souza:
www.ivetesouza.com.br

Bar Brahma
Shows

Aos sábados: 22h00 - IVETE SOUZA e BANDA
Couvert Artístico: R$ 10,00 por pessoa

Domingos: 20h00 - IVETE SOUZA & PIANO - (MPB)
Couvert Artístico: R$ 10,00 por pessoa

Av. São João, 677 - CEP: 01036-000 - Centro
São Paulo - SP
www.barbrahmasp.com/

Ivete cantando com Cauby Peixoto


postado por: NANDA ROVERE 4:07 AM

Comments: Sexta-feira, Agosto 25, 2006


CCBB oferece transporte gratuito para estudantes

Visando atender principalmente escolas públicas, que não têm como levar suas crianças e adolescentes para participar das atividades oferecidas pelo Programa Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil, em 2003, a instituição criou o serviço de transporte gratuito. Um ônibus de 44 lugares faz o trajeto escola/CCBB/escola e, durante o caminho, as crianças recebem lanche e kit contendo caderno e lápis.

Márcia Fleischnner, assessora do Programa Educativo, explica que o ônibus possibilita uma democratização da cultura. ¿Nosso objetivo é levar cultura às pessoas que tem menos acesso à esse tipo de informação. Quando começamos com as oficinas, percebemos que muitas escolas e grupos interessados tinham vontade de participar, mas não tinham condições de chegar até o centro. O ônibus faz a ponte entre o desejo de informação dessas pessoas e as atividades do CCBB¿.

O ônibus, que roda cerca de 3.200 km mensalmente, pode ser solicitado de terça a sábado. O agendamento é feito de acordo com a ordem de solicitação, prioritariamente para escolas públicas, pelo telefone (11) 3113-3649, de segunda a sexta, das 9h às 18h. Além de escolas, o serviço - que desde sua implantação até junho de 2006 atendeu cerca de 55 mil estudantes - também está disponível para ONGs e associações com foco em educação.

Oficinas do Programa Educativo do CCBB:

O Centro Cultural Banco do Brasil oferece algumas atividades práticas dedicadas à grupo de estudantes, turistas, ONGs e público em geral. Para que os visitantes possam conhecer um pouco mais da história do centro e do CCBB, com seus detalhes históricos, a instituição oferece, gratuitamente, visitas acompanhadas de oficinas na atividade Conhecendo o CCBB. Aos interessados em arte e meio ambiente, outra dica é participar da oficina Reciclos e Resíduos. Uma terceira oficina é Fachadas e Avessos, atividade sobre estilo, comportamento e a importância que se dá à aparência na sociedade atual.

As três oficinas são interativas e aplicadas de acordo com as faixas etárias que compõem o grupo. A idade mínima aconselhável é de 5 anos. Todas as atividades acontecem de terça a sábado, em diversos horários, com agendamento pelo telefone (11) 3113-3649. Aos domingos não é preciso agendar, basta chegar e solicitar a atividade.


Serviço:
Ônibus do Programa Educativo ¿ Horário de funcionamento ¿ De terça a domingo ¿ das 10 às 21 horas. Agendamento - Escolas, associações e grupos em geral devem fazer solicitação prévia de segunda a sexta, das 9 às 18 horas pelo telefone (11) 3113-3649.

Centro Cultural Banco do Brasil ¿ Rua Álvares Penteado, 112 ¿ Centro ¿ SP. Aberto de terça a domingo ¿ das 10h às 21h (próximo às estações Sé e São Bento do Metrô). Telefone para informações - (11) 3113-3651 / 3113-3652.
http://www.bb.com.br/cultura
Para ver fotos:
http://www.nandaroverecultural.blogger.com.br


Assessoria de Imprensa
ARTEPLURAL ¿ Fernanda TEIXEIRA
(11) 3885-3671 ¿ 9948-5355
arteplu@uol.com.br

Assessoria de Imprensa ¿ CCBB
Camila do Val - 3113-3623
camila.val@bb.com.br






Oficinas do Programa

postado por: NANDA ROVERE 5:03 PM

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Leonce e Lena evidencia a poesia cênica de Gabriel Villela
Por Nanda Rovere

Sempre que o diretor Gabriel Villela estréia um novo trabalho fico extremamente curiosa para conferir a sua criação.

Acompanho a sua carreira desde o início e percebo que a cada novo espetáculo Gabriel consegue demonstrar mais sensibilidade, buscando um teatro que, sem deixar de ser crítico, prima pela delicadeza, pelo lirismo e pela emoção.

A comédia Leonce e Lena, que acabou de estrear no SESC Paulista (ensaios abertos), possui as características acima.

A peça relata, através de um minueto, a história de amor do príncipe Leonce e da princesa Lena, do reino Popô e do reino Pipi, respectivamente.

Entediados com a vida e fugindo de casa devido à iminência de um casamento arranjado, encontram-se casualmente fora de seus reinos. Eles acabam se casando e só depois descobrem que, sem saber, cumpriram o que estava predestinado, já que estavam prometidos um ao outro por suas famílias.

Após o casamento dos príncipes, fica instituído o ócio e proibido qualquer relógio e calendário, sob pena de punição severa a qualquer desrespeito a essa ordem. Assim, o conto de fadas se estabelece e cria um mundo utópico e (talvez) perfeito.

O clima é de festa e de sonho. No início da encenação, os personagens estão deitados em túmulos e, aos poucos, vão se levantando e ganhando vida. Uma vida cheia de ócio, onde o amor se manifesta de uma maneira mais sexual (Leonce e Rosetta) e mais romântico (Leonce e Lena).

Leonce e Lena tem a magia da brasilidade de Gabriel, que sempre transpõe, com muita maestria, os textos para o nosso país.

Atrás da história de Leonce e Lena, Büchner faz uma sátira da degradação do homem nas pequenas cidades alemãs, da exploração do povo (os camponeses, mesmo famintos, precisam fingir entusiasmo no casamento do príncipe) e da crise do poder político. Gabriel transporta essa degradação para a política brasileira, fazendo uma crítica pertinente e extremamente sutil à corrupção.

O homem contemporâneo padece de tédio, um tédio causado, na maioria das vezes, pelo cotidiano desgastante e pela falta de perspectivas (na política, por exemplo). Leonce e Lena é, neste sentido, extremamente atual.

A inserção de trechos de Romeu e Julieta e Hamlet (de Shakespeare), bem como de A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca, torna a encenação mais interessante.

O diretor cativa pela sensibilidade e criatividade.

A beleza do Brasil, sobretudo do nosso interior, está presente, mais precisamente, nos figurinos, na trilha e nos objetos cênicos.

A cenografia de JC Serroni está em total harmonia com a direção do Gabriel Villela, que também assina a concepção dos figurinos.

O cenário, revestindo a sala de espetáculos de papelão, nos coloca num ambiente interessante e dá subsídio para muita cor e alegria: um labirinto de caixas, as quais, no chão, ora servem como túmulos, ora como caminhos (dentro e fora dos reinos) onde os atores se movimentam.

Gabriel sempre cria belos figurinos, que dão um suporte interessante ao desenvolvimento das peças. Desta vez não foi diferente. Tudo é lúdico, mágico, alegre e extremamente apropriado.

A sobreposição de cores dos figurinos frente à monocromia do ambiente realça o clima de fábula. Destaque para as roupas de papelão e algodão, dando aos personagens ¿ Leonce e Lena - um caráter de bonecos, marionetes.

A trilha é de qualidade ímpar. Valsinha e João e Maria (de Chico Buarque), Lua Branca de Chiquinha Gonzaga (me apaixonei por essa música quando a ouvi em Romeu e Julieta), Ciranda da Rosa Vermelha (Alceu Valença), Você Não Me Ensinou a Te Esquecer (Fernando Mendes / José Wilson / Lucas), entre outras.

Os objetos cênicos (telas de pano pintadas, máscaras, etc) são um destaque à parte e contribuem ainda mais para salientar o caráter popular da montagem.

O espaço do Sesc permite uma proximidade dos atores que dá vida ao espetáculo. Todos eles estão excelentes. Transmitem o prazer de estarem no palco, são expressivos e cantam muito bem.

Ando Camargo, no entanto, merece uma atenção especial, pelo carisma de sua personagem. Ele dá um show como a ¨nega-maluca¨ Rosetta, causando muita risada pela sua sexualidade à flor da pele e modo de falar.

Léo Diniz e Nábia Villela são atores ¿ cantores especialmente convidados - e dão um brilho especial a diversas cenas. Léo é protagonista de um dos momentos mais bonitos da peça, quando interpreta a canção Você Não Me Ensinou a Te Esquecer. Nábia impressiona pela sua voz forte e irretocável.

Assistir a Leonce e Lena foi um prazer. Saí do teatro com a cabeça fervilhando de idéias e encantada com o que vi, mas tecer comentários sobre a montagem, entretanto, não é muito fácil. Ela é muito rica em detalhes. Não é um espetáculo para se ver somente uma vez. Certamente voltarei ao Sesc paulista e, então, escreverei mais sobre minhas impressões.

A peça é uma homenagem ao amor e ao teatro, que merece ser prestigiado por aqueles que gostam de teatro feito com talento e responsabilidade.


Opiniões sobre o espetáculo e/ou frases marcantes:


¨Gabriel se superou desta vez! O espetáculo Leonce e Lena é um espetáculo lindíssimo! Tudo foi maravilhoso: a sutileza monocromática do ambiente que evidencia os figurinos belíssimos e coloridos, as máscaras, peças sobrepostas e mantos incríveis garimpados por Gabriel em suas andanças, a alegria e a competência dos atores -- todos maravilhosos, as canções singelas e belas entoadas com maestria pelos atores-cantores Leonardo Diniz e Nábia Villela, a Nêga Maluca do Ando Camargo -- por quem tenho especial admiração, a perfeição dos gestos do ator que fez a mãe morta, cujo nome não me recordo... Outro detalhe que me chamou a atenção foi a pronúnca quase perfeita nas falas em inglês.
É, com certeza, um espetáculo para ser visto várias vezes, de vários lugares na platéia para poder observar os detalhes¨.
Doreen Carre - tradutora


" Trabalhar com o Gabriel, trabalhar no circo/picadeiro que ele e Serroni contruiram em plena Paulista, é sem duvida um dos maiores prazeres da minha vida"
Ando Camargo - ator (Leonce e Lena)


¨Esse pais é como uma cebola, só tem cascas e caixas colocadas uma dentro das outras. Nas maiores nao há nada além caixas. E na menor, nada¨
Sergio Módena - ator (Leonce e Lena)


E quanto ao povo, um recado do nosso amigo Bertold Brecht : "O gado caminha serenamente ao corte porque não aprendeu a pensar"
Adriano Suto - ator (Leonce e Lena)


¨Leonce e Lena comemora 10 anos que eu trabalho com o Gabriel. É a quinta montagem que eu participo desde Mary Stuart. Nessa montagem, como assistente, me aproximei mais do processo de criação do Gabriel e.....surpresa! No fim da montagem ele me colocou em cena! Tá tudo certo!!!! Falar mais o quê?????¨
Marcello Boffa - ator e assistente de direção (Leonce e Lena)


Para saber mais sobre a peça e sobre o diretor Gabriel Villela:
http://www.oteatrodadelicadeza.blogger.com.br/


Elenco e equipe técnica:
Texto ¿ Karl Georg Buchner. Tradução ¿ Christine Röhrig. Direção: Gabriel Villela. Elenco - Luiz Päetow (Príncipe Leonce), Ana Carolina Godoy (Princesa Lena, do Reino de Pipi), Luciana Carnielli (A ama do Reino de Pipi), Sérgio Módena (Valério, o bobo), Rodrigo Fregnan (Rei Peter, do Reino de Popô), Carlos Morelli (Fantasma da rainha, do Reino de Popô), Adriano Suto (Presidente, do Reino de Popô), Ando Camargo (Rosetta, amante do príncipe), Priscilla Carvalho (camareiro e figuras da corte do Reino de Pipi), Bruno Elisabetsky (músico). Atores convidados - Leonardo Diniz, Nábia Villela e Marcello Boffa. Diretores assistentes: Marcello Boffa, Gustavo Wabner. Direção de movimento: Ricardo Rizzo. Cenografia: JC Serroni. Direção musical: Babaya. Preparação vocal: Marcelo Boffa. Figurinos: Gabriel Villela. Objetos de arte: Márcio Vinícius. Bordados e assistente de figurinos: Maria do Carmo Soares. Costureira-mestra: Cleide Mezzacapa. Iluminação: Domingos Quintiliano. Fotos: João Caldas. Assessoria de Comunicação: Arteplural. Direção de produção: Cláudio Fontana. Produção executiva: Cacá Toledo. Produção: BF Produções. Patrocínio: CBMM. Realização: SESC ¿ SP.


Serviço:
Estréia dia 4 de agosto, sexta-feira, às 20 horas, na UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDADE PAULISTA ¿ Espaço Décimo andar. Às quintas-feiras, 17h, sextas, sábados e domingos, 20h. UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDA PAULISTA ¿ Avenida Paulista, 119 ¿ Estação Brigadeiro ¿ Fone: (11) 3179-3700. Acesso para deficientes físicos. Bilheteria ¿ De terça a sexta das 9 às 22 horas e sábados, domingos e feriados das 10 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). Capacidade do Espaço Décimo andar ¿ 100 lugares.




postado por: NANDA ROVERE 5:01 PM


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