NANDA ROVERE CULTURAL
NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Sexta-feira, Julho 28, 2006



leonce e lena - algumas observações
não vou falar muita coisa sobre a peça ainda
tudo, como sempre, é tão lindo e tão rico em detalhes
Gabriel é o diretor que mais me emociona....sabe tudo sobre teatro e sabe como atingir a nossa alma com as suas criações...isso quem me conhece tá cansado de saber, mas precisava escrever isso aqui na comunidade da peça...
o elenco é talentoso demais
figurino...nossa, é a coisa mais mais linda!!!! gabriel além de ser gde diretor, é gde figurinista
a cenografia do serroni está em total harmonia com a direção do gabriel. so vendo a peça pra entender como o cenário nos coloca num ambiente interessante e dá subsídio para muita cor, alegria e pra uma história super legal

as músicas são de uma qualidade ímpar. difícil uma peça do gabriel que não tenha uma trilha maravilhosa... valsinha, joao e maria, lua branca (me apaixonei por essa música qdo a ouvi em romeu e julieta) , ciranda da rosa vermelha, entre outras

elementos de cena dão mais brilho ainda...telas de pano, por ex

bom, no mais, ASSISTAM
certamente vcs irão gostar muito

gabriel e toda a equipe merece muitos elogios e sucesso

eita equipe especial a dessa peça

o queridíssimo claudinho fontana produzindo, a queridíssima babaya na parte de preparação vocal (e como os atores cantam bem), o queridíssimo marcelo boffa na assistencia de direção, serroni na cenografia e tantos outros profissionais

um momento especial da criação artística, que merece ser prestigiado por quem gosta de teatro feito com talento e responnsabilidade

nanda rovere
ah não falei isso como fã do gabriel nao, falei isso como espectadora de teatro





postado por: NANDA ROVERE 11:59 AM

Comments: Sábado, Julho 22, 2006



DOIS ATORES PROMISSORES DA CENA TEATRAL:


BRUNO FAGUNDES

Bruno é talentoso e uma simpatia de pesssoa. Acabou de se formar na Escola de teatro Incenna e certamente se aprimorará cada vez mais.
Claro que ser filho de famosos ajuda. Viver ao lado de quem tem experiência ( e muita) nos palcos é um ensinamento e tanto.
Um dos seus maiores méritos, no entanto, é ter estudado interpretação e entender que ser filho de pessoas famosas pode ajudar, mas não garante uma trajetória profissional permeada por sucessos. Como ele mesmo disse: ¿A princípio o nome ajuda, mas se eu não tiver talento e não me dedicar, não adianta nada¿, Bruno Fagundes (Isto é Gente)
Que esse ator seja sempre dedicado á arte de representar e preocupado em se aprimorar, sempre.



Astros In Cena
Bruno é o da esquerda

Matérias:
www.terra.com.br/istoegente/311/reportagens/bruno_fagundes.htm
www.ofuxico.com.br/Materias/Holofote/holofote_1315.htm

Trabalhos:
Gente Que Faz (teatro)
Astros In Cena ¿ PÃ (teatro)
Os Tagarelas (teatro)
Carga Pesada (TV)
Fim de Linha, de Gustavo Steinberg (cinema)


AMANDA PELEGRINI

Interpreta a mulher de Jeff (Bruno) na peça Gente Que Faz.
Amanda iniciou sua carreira aos 11 anos em sua cidade natal, Jundiaí, quando fez um curso
livre de teatro, promovido pelo ator Claudio Melo, na Casa da Cultura de Jundiaí. Um tempo depois fez workshops de Interpretação com Thaís de Campos, Beto Silveira, Ester Góes, Walter Avancini e André Cerqueira. e foi selecionada para testes no Projac.
Amanda é esforçada, pois ainda reside em Jundiaí e trabalha na região de Campinas.
Pelo que eu vi em Gente Que Faz, a atriz demonstra desenvoltura no palco e certamente tem um futuro promissor.



sentada, no meio


Trabalhos:
Sonho de uma noite de verão, direção de André Grecco
Viúva, porém honesta, direção de Magali Biff
Procura-se uma Rosa, direção de Aline Ferraz
Os Tagarelas direção, de Ayrton Dupin

Matéria:
http://www.jj.com.br/jj2/bastidores/bastidores27062006-01.html

INFORMAÇÕES SOBRE A PEÇA GENTE QUE FAZ:
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1153542208&archive=&start_from=&ucat=33&



postado por: NANDA ROVERE 4:33 AM

Comments:



EU RECOMENDO!!!!!!!!!!

Texto: O Eclipse

O espaço dos Satyros tem uma programação teatral intensa. De segunda a segunda o público encontra o que assistir por lá.

Até dia 21 de junho, às terças e quartas, está em cartaz no Satyros 2 O Eclipse.

O texto, de Sergio Roveri, é uma interessante comédia, com inteligentes pitadas de crítica social.

Após um eclipse, animais de um zoológico começam a ter comportamentos estranhos (sentem atração por animais do mesmo sexo). O tal fato afeta a cidade toda e até o país, já que a repercussão é enorme. Ônibus de turistas chegando a todo o momento, filas enormes de curiosos e, claro, muita gente inconformada com a situação.

O assunto vira tema dos principais jornais e programas de TV do país, tirando o sono até da governadora.

Dois funcionários do zoológico, interpretados por Alex Gruli e Pedro Henrique Moutinho, comentam o acontecido e conseguem divertir a platéia. O momento mais hilário da peça é a realização de um debate em cadeia nacional, onde um representante da igreja, uma cientista e um político procuram respostas para o acontecimento.

O pais é fictício, mas as semelhanças com o Brasil não são poucas. O político, por exemplo, tem fama de corrupto. Até mesmo o MLST foi citado numa das cenas.

Já havia visto duas leituras do texto e gostado bastante. Vê-lo montado foi um grande prazer, pois o diretor Fabio Ock conseguiu transpor o texto para o palco com muito dinamismo e criatividade.

A interpretação é farsesca. Os atores (Alex Gruli, André Custódio, Evandro Vaz, Pedro Henrique Moutinho e Priscila Oliveira) estão excelentes. O hilário Alex Gruli dá um show como o cuidador de animais caipira e como o representante da igreja. Pedro Henrique Moutinho, que eu nunca havia visto em comédia, está muito engraçado como o político. Priscila Oliveira também merece elogios, chamando a atenção como a louca/espevitada governadora.

O cenário simples (uma mesa, bancos, telefone e um tapete com detalhes de tigre) ganha um brilho especial com a utilização de um retroprojetor que exibe desenhos e escritos, lembrando as histórias em quadrinhos e enfatizando o clima de realismo fantástico.

Efeitos sonoros em momentos chaves da história reforçam o humor ¿ deliciosamente ¿ sarcástico - da montagem.

Felizmente O Eclipse tem conquistado os espectadores. Não deixem de assistir.


Serviço:
O Eclipse
Espaço dos Satyros Dois.
Praça Roosevelt, 124. Centro. São Paulo/SP. Tel: (11) 3258-6345. Até 21 de junho.
http://eclipse2007.blogspot.com/


Por Nanda Rovere


postado por: NANDA ROVERE 2:19 AM

Comments: Terça-feira, Julho 18, 2006



Gianfrancesco Guarnieri honra o teatro brasileiro

O carisma do ator, diretor e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri sempre me fascinou.
Embora nunca o tenha visto no palco, acompanhar a sua trajetória na TV e no cinema é um privilégio.
Conheci o fascinante artista no momento em que comecei a estudar o Teatro de Arena de São Paulo, fundado por José Renato em 1953, e que teve Guarnieri como um dos seus principais integrantes.
Como a história do Arena foi relatada por mim na edição piloto da revista Entrepalavras,, darei prioridade em descrever momentos importantes da vida profissional desse carismático artista, que acabou de ser agraciado com o Prêmio Shell de Teatro - SP, na categoria homenagem especial, pela contribuição ao teatro brasileiro. Esse Prêmio, merecido, é mais um reconhecimento de seu talento e vai se somar ao Molière, Governador do Estado, Mambembe, APCA, Apetesp e tantos outros conquistados em mais de cinqüenta anos de dedicação à arte.
Infelizmente, o ator não pôde comparecer à homenagem. Há alguns anos está adoentado, mas isso não o impediu de continuar trabalhando, sendo que a sua última aparição foi na TV Globo, em alguns capítulos da novela Belíssima.
Guarnieri é um dos artistas mais engajados da história do nosso teatro e com um talento ímpar.
Seu nome é Gianfrancesco Sigfrido Benedetto Martinenghi. de Guarnieri. Nasceu na Itália, em Milão, chegando ao Rio de Janeiro com dois anos de idade.
Em 1954 mudou-se para São Paulo e entrou para o Teatro Paulista do Estudante em 1955, grupo amador que, em 1956, juntou-se ao Teatro de Arena. Desde então, o ator esteve presente na trajetória do Teatro de Arena (com a realização de alguns projetos paralelos) e, ao deixar o grupo, em 1970, trilhou outros caminhos, sem nunca deixar de lado as características artísticas aplicadas nos palcos até então -preocupação social e realização de um teatro preocupado com um mundo mais justo.
Como dramaturgo, Guarnieri revolucionou os palcos, colocando, pela primeira vez em cena, o povo das favelas (¨Eles Não Usam Black - Tie¨). Um estrondoso sucesso, que salvou o Arena da falência.
Outros espetáculos que possuem a sua assinatura de dramaturgo, merecem destaque: ¨Gimba, Presidente dos Valentes¨, de 1959 (relata a história de um bandido que reside numa favela e foi produzido pelo Teatro Maria Della Costa), ¨A Semente¨, de 1961 (organização do Partido Comunista e, assim como em ¨Eles Não Usam Black - Tie¨, relata greve operária - produção do Teatro Brasileiro de Comédia, TBC), ¨O Filho do Cão¨, 1963 (ambientado no nordeste ¿ encenado no Arena) e ¨Arena Conta Zumbi¨, em 1965, e ¨Arena Conta Tiradentes¨, em 1967 (parcerias com Augusto Boal), musicais que contam a história desses importantes revolucionários e os colocam como heróis.
Já fora do Arena, escreve ¨Marta Saré¨, encenado por Fernanda Montenegro (1969), como sempre dando voz aos marginalizados pela sociedade ao contar a vida de uma prostituta na capital carioca.
¨Castro Alves Pede Passagem¨ (1971), ¨Um Grito Parado no Ar¨ (1972) e ¨Ponto de partida¨ (1976), entre outras obras, marcaram uma bela parceria entre Guarnieri e Othon Bastos. ¨Pegando Fogo...Lá Fora¨ (1988) está entre as suas criações mais recentes.
Juntamente com os textos teatrais, assinou a letra de várias canções que fizeram parte das trilhas das encenações.
Segundo Bernardo Procópio, estudioso e admirador da obra de Guarnieri, sua primeira parceria musical ocorreu em ¨Eles Não Usam Black-Tie¨, em que a canção "Nóis Não Usa As Blequetais" recebeu letra de Adoniran em 58, quando a peça estava sendo ensaiada no Arena. Foi gravada nessa mesma época por Adoniran. E foi regravada em 1981 para o filme de Leon Hirzman.
¨Gimba¨ também ganhou canção homônima (letra de Guarnieri e música de Jorge Kaszas) ¿ no teatro e, no cinema, "O Morro - Feio Não É Bonito", com música de Carlos Lyra (seu parceiro em outras composições, com destaque para "Lá Vem o Bloco", composta para o festival da Record de 1966, concorrendo com "A Banda" e "Disparada".
Seu principal parceiro foi Edu Lobo, com a trilha do musical ¨Arena Conta Zumbi¨ (¨Upa Neguinho¨ se tornou um grande sucesso na voz de Elis Regina) e as canções compostas para as peças ¨Marta Saré¨ e¨Me Dá o Mote¨.
Também trabalhou com Toquinho (canções das peças ¨Tudo de Novo¨, ¨Castro Alves Pede Passagem¨, ¨Botequim¨ e ¨Um Grito Parado no Ar¨) e Sérgio Ricardo (peça ¨Ponto de Partida¨).
A extensa descrição de suas realizações como dramaturgo não diminui a sua importância como ator. Conquistou muitos elogios e prêmios, estando presente, inclusive, na maioria das peças das quais assinou a autoria, tais como ¨Eles Não Usam Black-Tie¨, ¨O Filho do Cão¨ e ¨Arena Conta Tiradentes¨.
"O Pequeno Livro das Páginas Em Branco", que fez temporada em São Paulo no ano de 2004, é a sua mais recente encenação nos palcos.
Guarnieri teve a sorte de se envolver em produções de qualidade no cinema e que possuíam no seu roteiro preocupação em criticar a nossa realidade e/ou retratar o modo de vida de um povo. ¨O Grande Momento¨, ¨A Hora e a vez de Augusto Matraga¨, ¨Gaijin ¿ Caminhos da Liberdade¨, ¨Eles Não Usam Black-Tie¨ (adaptação do texto teatral), ¨A Próxima Vítima¨, ¨Beijo 2.348/72¨ e ¨O Quatrilho¨, foram alguns de seus sucessos.
Na TV, realizou projetos mais comerciais, como novelas e minisséries, mas sem nunca deixar de lado o respeito ao ofício do ator. Teve extensa colaboração com Ivani Ribeiro em diversas novelas na Excelsior e na Tupi, além de sucessos como ¨Éramos Seis¨, ¨Rosa Baiana¨, ¨Vereda Tropical¨ e ¨Cambalacho¨. Vale também destacar que ao lado de Walter George Durst, Carlos Queiróz Telles e Dias Gomes criou o seriado "Carga Pesada".
Ainda hoje, sintonizo minha TV no programa ¨Mundo da Lua¨, exibido pela TV Cultura desde 1991, onde interpretou o simpático¨Seu Orlando¨. A sua luta para continuar ativo, mesmo precisando se submeter a sessões de hemodiálise, emocionou a todos durante uma participação especial na gravação do tele-teatro ¨Senta Que Lá Vem Comédia¨(episódio ¨Você Tem Medo do Ridículo, Clark Gable¨?, de Analy Alvarez), gravado ¿ e exibido - pela TV Cultura no ano passado.
Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o grande artista Guarnieri no ano retrasado, num bate-papo realizado no Sesi da Avenida Paulista, em São Paulo.
Naquela época, o jornalista Sérgio Roveri tinha acabado de lançar o livro ¨Gianfrancesco Guarnieri: Um Grito Solto no Ar¨, que relembrava os anos de dedicação do ator às artes, suas alegrias e tristezas. É uma obra editada pela Coleção Aplauso, e que deve se lida por todos que amam o teatro e se interessam em conhecer a vida de uma pessoa que, antes de ser um artista, sempre foi um cidadão, preocupado em aliar arte com reflexão e mudanças na sociedade). Vale ressaltar que chegou a exercer o cargo de Secretário de Cultura na cidade de São Paulo.
Não deixem de conferir as atuações de Guarnieri e as montagens dos seus textos no teatro, quando os mesmos forem encenados. Boa parte da história política e artística do Brasil está nesses trabalhos.


Teatro de Arena: http://www2.uol.com.br/teatroarena/. Site onde se encontram informações detalhadas sobre a trajetória do grupo. Comunidade Gianfrancesco Guarnieri no Orkut, criada por Bernardo Procópio: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=813018 , com dados muito interessantes sobre o artista.


Segue a letra de uma das músicas mais conhecidas relacionados ao artista:


Upa, neguinho
(Edu Lobo/Guarnieri)

Upa, neguinho na estrada
Upa, pra lá e pra cá
Virge que coisa mais linda
Upa neguinho começando a andar

Upa, neguinho na estrada
Upa, pra lá e pra cá
Virge que coisa mais linda
Upa neguinho começando a andar
começando a andar
começando a andar
E já começa a apanhar

Cresce neguinho me abraça
Cresce e me ensina a cantar
Eu vim de tanta desgraça
Mas muito te posso ensinar
Mas muito te posso ensinar

Capoeira, posso ensinar
Ziquizira, posso tirar
Valentia, posso emprestar
Mas liberdade só posso esperar



capa do livro UM GRITO SOLTO NO AR
Autor: Sérgio Roveri
Editora: Imprensa Oficial



O Pequeno Livro das Páginas em Branco

Quando eu estava publicando esta notícia, soube do falecimento de Raul Cortez.

Raul Cortez brilhou como ator

O ator é mais um artista que está brilhando num céu de estrelas (uso está expressão quando me refiro a pessoas que nos deixaram e são merecedoras de muitos aplausos) , juntamente com outros talentos das nossas Artes Cênicas.

Tive o privilégio de conhecê-lo em Campinas, no ano de 1987. Fazia parte de um grupo de teatro na escola e ele nos concedeu ingressos para a peça O Lobo de Ray Ban. Além disso, topou realizar um bate-papo no teatro da escola.

Raul nasceu em São Paulo, no bairro de Santo Amaro. Não teve o apoio da família para seguir a carreira de ator, mas conseguiu traçar uma trajetória artística primada pela realização de trabalhos de qualidade.

Com cerca de 20 anos de idade, iniciou a sua carreira profissional.

Fez teatro amador no Teatro Paulista do Estudante ( espetáculo O Impetuoso Capitão TIC) e chegou a trabalhar no Teatro de Arena ( em Dias Felizes), quando este se juntou ao TPE. No TBC fez sua estréia profissional atuando, em 1956, na peça Eurídice, de Jean Anouilh). Também foi integrante da Companhia Cacilda Becker e do Oficina. Entre seus inúmeros sucessos: Vereda da Salvação e Yerma, (direção de Antunes Filho para o TBC), Pequenos Burgueses (montagem do Teatro Oficina), Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, As Boas, Rasga Coração, A Hora e a Vez de Augusto Matraga (produção do Centro de Pesquisa Teatral, CPT, de Antunes Filho), O Lobo de Ray Ban, Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá, Rei Lear, entre outras.

Na TV conquistou sucesso e o reconhecimento do ¨grande público¨ em novelas como Água Viva, Baila Comigo, Rainha da Sucata, O Rei do Gado, Terra Nostra e Senhora do Destino.

No cinema estreou em O pão que o diabo amassou (1957). Dois trabalhos me marcaram: O Outro Lado da Rua, onde ele e Fernanda Montenegro protagonizam cenas memoráveis e Lavoura Arcaica. Neste filme, ele tem uma pequena participação, mas tão arrebatadora que se constitui no momento mais interessante da obra.

Sua simpatia e conhecimento sobre o seu ofício eram contagiantes.

Infelizmente não poderemos mais vê-los nos palcos brasileiros esbanjando todo o seu charme e talento. Mas ele sempre ocupará um lugar especialíssimo dentro da história do teatro brasileiro. Além disso, suas atuações no cinema e na TV estão documentadas e precisam ser sempre veiculadas.
Sua luta contra um câncer que o acometia foi intensa e certamente uma das imagens que mais ilustram a sua força é a participação do ator no desfile de Ricardo Almeida, SPFW Verão de 2006.

"Acho que um ator tem uma função social muito importante: ele é um transformador da sociedade" (revista "Imprensa" em dezembro de 1996)¨ Raul Cortez
Frase retirada de uma reportagem especial sobre o autor, realizada pelo site da Folha de São Paulo On Line ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62576.shtml )


Por Nanda Rovere para o site Spiner: http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1153284259&archive=&start_from=&ucat=33&



SPFW Verão de 2006
Fonte: Folha de São Paulo


Na minha opinião, Raul era um ator estupendo. Cheguei a conhecê-lo e foi uma experiência inesquecível. Ele estava com uma peça em cartaz em Campinas, O Lobo de Ray Ban (do Renato Borghi). Eu fazia parte de um grupo de teatro e fomos pedir pra ele ingressos pra peça. Ele deu, acredite, 20 convites!!!!! Depois foi no teatro da nossa escola fazer um bate-papo. Era super simpático, nos tratou como velhos conhecidos...Pena que não tenho foto...tiramos foto com ele, mas quando fomos ver, elas estavam todas queimadas!!!!!! Sempre foi emocionante ver esse ator interpretando os seus personagens. A sua entrega sempre foi muito bonita!


Dica para quem está no Orkut (COMUNIDADE TEATRO DE ARENA EUGENIO KUSNET):
Texto de Bernardo Procópio no http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=6851553&tid=2476613101484848732&start=1


postado por: NANDA ROVERE 10:44 PM

Comments: Sexta-feira, Julho 14, 2006



SENHORA MACBETH ENTRA EM CARTAZ NO TEATRO SESC VILA MARIANA


Senhora Macbeth é uma adaptação da obra Macbeth de Shakespeare, assinada pela escritora Argentina Griselda Gambaro. Em cena, Marília Gabriela, Selma Egrei,
Natália Corrêa, Danielle Farnezi e Eduardo Leão

A montagem nas palavras do elenco e do diretor Antonio Abujamra:

A peça recria a tragédia shakesperiana sobre a crueldade de Macbeth, sob o ponto de vista de sua mulher, Lady Macbeth.

Griselda Gambaro enriquece a personagem Lady Macbeth, pois centra a história nos conflitos entre a ambição de poder e o amor. Ela é o poder atrás do trono, pois aguça no marido a ânsia pelo poder.

A Lady não é uma mulher submissa. É uma mulher sensual, apaixonada, arrebatada e justifica a sua ambição escondida atrás do que ela considera puro amor. Em nome do amor ela encoraja o marido (general) a cometer crimes e atrocidades para assumir o trono da Escócia.

Apesar de Lady Macbeth acreditar que os seus atos são movidos pela paixão, o desejo de poder também está presente. Ela só vai perceber isso no final da peça, quando ela procura uma justificativa para o sentimento de culpa que começa a perturbá-la. Aí ela começa a perceber claramente que é ambiciosa e que tem desejo de poder como qualquer outro ser humano.

De acordo com o diretor Antonio Abujamra, a montagem é uma união de tragédia perturbada sempre por um humor cáustico e uma tentativa de mostrar a verdadeira paixão de uma mulher por um homem deixando a ambição de Lady escondida até a última cena e ela lutando contra si mesma. ¨São palavras-pétalas com o sentimento trágico do mundo¨.

Vale a pena ressaltar que este espetáculo é totalmente diferenciado do original de Shakespeare. A personagem é tirada de lá (a autora se inspirou na história), mas ela ganha outra cabeça. Tanto que Abujamra insistiu durante os ensaios para o elenco não se referir à personagem como Lady, e sim Senhora.

A montagem é moderna. Os atores falam o português atual,utilizando uma linguagem fácil de ser entendida por qualquer tipo de público.

Na opinião de Marília Gabriela, o assunto abordado (a paixão, especialmente a paixão pelo poder) é atual na medida em que a maioria das mulheres continuam exercendo ¨o poder atrás do trono¨; estão nas suas casas aconselhando os maridos quanto ao modo dos mesmos agirem nos seus trabalhos.

Durante a coletiva para a imprensa, deu para perceber que trabalhar com Antonio Abujamra foi uma experiência enriquecedora para os atores, pois segundo os mesmos, o diretor sabe tudo de teatro e conseguiu dar dinamismo á encenação, com a alternância de momentos engraçados com outros que primam pela reflexão.

Um fato interessante no processo de criação foi a divisão da direção entre Abujamra e Hugo Rodas: ¨Enquanto o Abu tem uma mão mais pesada, como ele mesmo diz, Hugo tem uma visão mais colorida, diz Marília Gabriela.

Adaptações das obras de Shakespeare geram curiosidade em quem admira o autor. Além disso, as presenças de Marília Gabriela (muito elogiada pelo diretor Antonio Abujamra) e de Selma Egrei (que faz uma das bruxas e trabalha com Abujamra há mais de trinta anos) merecem atenção especial .

Considerações ¿ Por Nanda Rovere:

Certamente quem for assistir a Senhora Macbeth não se arrependerá.
A montagem é muito bonita. Os figurinos (veludos pretos com detalhes em vermelho, mais uma coroa prateada usada pela senhora Macbeth), o cenário e a trilha são muito bem cuidados.

A penumbra é predominante, mas em alguns momentos centrais da encenação a luz é focada nas atrizes.

O cenógrafo JC Serroni criou uma tela (ao fundo do palco) onde vemos mãos ensangüentadas, representando o transtorno (culpa) da Senhora Macbeth pelo atos criminosos cometidos pelo seu marido e incentivado por ela. Entre as vítimas, o rei Duncan (a quem matou quando o hospedava em seu castelo), seu amigo Banquo, a mulher e os filhos de Macduff. Assim, no final da peça a Senhora Macbeth, no seu delírio, se sente suja e sente as mãos repletas de sangue.

O texto de Griselda Gambaro é interessante, sobretudo nos diálogos entre a Senhora Macbeth e a bruxas. As bruxas exercem influência sobre a Senhora Macbeth e evidenciam a sua fragilidade, a ponto de como já foi citado, a personagem enlouquecer.

O elenco está coeso e merece aplausos.

O grande destaque do espetáculo é a atriz Selma Egrei (uma das bruxas), dando um show em cena com a sua bruxa carismática e irônica.

Marília Gabriela, a protagonista Lady Macbeth, demonstra talento como atriz. Obviamente precisa se aprimorar, mas interpretou com louvável esforço a sua personagem.

Os atores Natália Corrêa, Danielle Farnezi e Eduardo Leão estão bem em cena.

Abujamra prova que é um diretor experiente e dosa muito bem a mistura entre tragédia e comédia.


Serviço:
Sesc Vila Mariana - teatro (r. Pelotas, 141, tel. 11 5080-3000). Sex e sáb: 21h. Dom: 18h. Até 20/8. 70 min. Ingr: R$ 10 a R$ 30.



Marília em Cena



Marília e Abu



Elenco reunido



Já que estava documentando a entrevista, resolvi tirar uma foto com o elenco











ABAIXO ENTREVISTA COM O ATOR CLAUDIO FONTANA - NÃO DEIXEM DE LER

postado por: NANDA ROVERE 5:25 PM

Comments: Sexta-feira, Julho 07, 2006



ENTREVISTA COM O ATOR CLAUDIO FONTANA

Foi um prazer entrevistar um artista que eu acompanho a carreira desde a estréia profissional no teatro. Claudio é um ator de muito talento e uma pesssoa super especial.
Claudio, obrigada pela entrevista


Claudio Fontana é um dos artistas mais talentosos das Artes Cênicas na atualidade com mais de 15 anos de carreira.
Seu mais recente trabalho é Adivinhe Quem Vem Para Rezar (de Dib Carneiro Neto), ao lado de Paulo Autran. Além de pisar no palco, o ator assina a produção.
A peça estreou em agosto do ano passado em São Paulo e conquistou elogios do público e da crítica.
Mostra o relacionamento entre pai e filho. É uma comédia dramática onde dois homens tentam acertar as contas do passado através uma conversa que adiaram durante anos.
Formado em Economia e Administração, Claudio trabalhava numa empresa - gerente de marketing - e fazia teatro amador no Clube Pinheiros de São Paulo.
Começou profissionalmente no teatro atuando em Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu em 1990, sendo que por este trabalho recebeu o prêmio Apetesp de ator revelação.
Desde então participou de bons espetáculos ao lado de excelentes atores e foi dirigido por grandes diretores como Gabriel Villela (Vem Buscar-me, A Guerra Santa, Mary Stuart, Replay e A Ponte e a Água de Piscina), Marcio Aurélio (As Traças da Paixão e Pólvora e Poesia) e Enrique Diaz (Uma Coisa Muito Louca).
Apesar de atuar pouco na TV e no cinema, participou de produções interessantes, dentre as quais merecem destaque: Deus Nos Acuda, (a sua primeira novela na Globo, As Pupilas do Senhor Reitor, SBT e Um Só Coração - Globo; Seus Olhos ¿ SBT. No cinema, viveu o jogador Zico no filme Zico, de Eliseu Ewald, e também atuou em I Hate São Paulo, Dardo Toledo Barros.
Estive em Bauru, a convite do Renato, proprietário da Chiquito Produções, que levou a peça para a cidade.
Foi muito especial presenciar um bate-papo com Claudio (onde jovens estudantes de teatro fizeram perguntas e demonstraram pensar o teatro como meio de reflexão) e assistir mais uma vez a um espetáculo de qualidade..
Nessa entrevista, realizada um pouco antes do bate-papo, no Teatro Municipal de Bauru, Claudio fala, entre outros assuntos, sobre a decisão de se tornar ator, sobre a sua parceria profissional com o diretor Gabriel Villela, sobre produção, teatro, cinema e TV, a experiência de estar ao lado de Paulo Autran e a importância do espetáculo Adivinhe Quem Vem Para Rezar na sua vida.

Nanda Rovere: Como você está avaliando as apresentações de Adivinhe Quem vem Para Rezar em Bauru? (Claudio já esteve na cidade com Pólvora e Poesia, Replay e Feliz Ano Velho)
Claudio Fontana: Está sendo ótimo. Nós planejamos, para quarta feira, Marília, e de quinta a domingo, Bauru. Estávamos com medo de fazer quatro apresentações aqui, mas na terça os ingressos já estavam esgotados. Poderíamos ter aberto duas extras, mas o Paulo fica muito cansado, então deixamos assim.

Nanda Rovere: Como o teatro entrou na sua vida?
Claudio Fontana: Entrou totalmente por acaso. Eu fazia atletismo no Clube Pinheiros, em São Paulo, quando eu vi um cartaz ¨Procura-se ator", e aí eu entrei no salão onde estava Silnei Siqueira, queridíssimo diretor, que estava dirigindo Jorge Dan Dan, de Molière. Lá tinha uma galera ótima, que tinha os seus trabalhos e fazia teatro mais por hobby, por terapia. Eu gostei das pessoas e comecei a fazer teatro por prazer, e isso me ajudou muito na empresa em que eu trabalhava. Eu fiz seis anos de teatro amador e isso me ajudou a me desinibir, a me conhecer melhor e a conhecer grandes autores. No teatro amador fiz A Falecida, do Nelson Rodrigues, fiz Molière, fiz O Santo Milagroso, do Lauro César Muniz, que é uma comédia ótima e A Capital Federal, de Artur Azevedo. O teatro amador foi como uma escola pra mim.Nunca planejei ser ator na minha vida. Eu assistia as novelas em casa e achava interessante, mas nunca me imaginei um ator.

Nanda Rovere: Nunca tinha pensado em se profissionalizar como ator?
Claudio Fontana: Não. Eu continuava trabalhando, nunca tinha me imaginado um ator profissional. Aí o Gabriel Villela me chamou para fazer Vem Buscar-me, eu Ainda Sou Teu, com a Laura Cardoso, que foi a minha primeira peça profissional e, logo em seguida, Sílvio de Abreu me chamou para fazer a minha primeira novela.

Nanda Rovere: A Falecida você fez com o Gabriel Villela? (Gabriel citou em entrevistas que dirigiu essa montagem no teatro amador, antes da montagem de 1994 com a atriz Maria Padilha...)
Claudio Fontana: Sim, no teatro amador. Na Falecida eu fazia o Toninho e foi ótimo. Fomos ao Festival de Teatro de São José do Rio Preto e ganhamos prêmio. Foi maravilhoso.

Nanda Rovere: Você era freqüentador de teatro?
Claudio Fontana: Comecei a ir ao teatro tarde. Me lembro que a primeira peça que eu vi foi Bent, com o Kito Junqueira e Ricardo Petraglia. Deslumbrante. Acho que foi essa peça que me estimulou a ir ao teatro. A segunda peça foi um monólogo com a Tônia Carreiro.

Nanda Rovere: Você trabalhou com o Gabriel Villela, com o Marcio Aurélio, com diversos diretores.
Claudio Fontana: Com Enrique Diaz, com Mauro Rasi, com Fernando Guerreiro, Elias Andreato, Paulo Betti...trabalhei com vários tipos de diretores. Cada um com seu estilo e isso é maravilhoso.

Nanda Rovere: Fale da experiência de trabalhar com o Gabriel Villela, da parceria profissional que dura desde o teatro amador.
Claudio Fontana: Gabriel foi quem me ensinou a gostar de teatro, a entender o que é o teatro na sua forma mais experimental, mais dedicada. Vem Buscar-me, por exemplo, era um belíssimo espetáculo que eu tive o prazer de estar ali. A paixão pela forma como ele dirige foi um dos motivos que fez eu me apaixonar pelo teatro.

Nanda Rovere: No teatro você fez as produções de Uma Coisa Muito Louca, Pólvora e Poesia, A Ponte e a Água de Piscina, Fausto Zero e Esperando Godot, esta últimas sem participar como ator. Como você começou a produzir?
Claudio Fontana: Comecei a produzir um dia em que eu estava terminando uma novela no SBT, chamada as Pupilas do Senhor Reitor, e eu e a Luciana Braga (que atuava comigo na novela) ficamos amigos e pensamos: o que fazer depois da novela? A Luciana sugeriu da gente ligar pra alguns autores e pedirmos textos para montar uma peça. Nós ligamos primeiro para a Maria Adelaide Amaral, depois pro Flávio de Souza. Maria Adelaide estava muito ocupada na época e Flávio disse que não ia escrever mais para teatro. Começamos a ligar para outros autores até que, de repente, a Luciana recebeu uma ligação do Flávio, falando que topava escrever. Ele mandou o início de uma peça, nós gostamos da idéia, ele foi desenvolvendo e a gente foi à luta. Inscrevemos a peça (Uma Coisa Muito Louca) na Shell, que na época patrocinava, Caixa Econômica Federal e as coisas aconteceram. Foi a nossa primeira produção e eu comecei a aprender o que é produzir.

Nanda Rovere: Você gosta desse trabalho?
Claudio Fontana: Gosto, porque eu tenho a oportunidade de escolher os textos que eu gosto e trabalhar com as pessoas com quem eu tenho afinidade. Só produzindo é que é possível fazer isso.

Nanda Rovere: A sua expressão corporal é maravilhosa. No espetáculo A Guerra Santa, por exemplo, você tinha uma presença corporal muito bonita no palco. Como é a sua preparação?
Claudio Fontana: A Guerra Santa foi um trabalho muito gratificante. Replay também era bem bonito; lá eu fazia um arlequino. O atletismo me deu uma tensão muscular muito grande, meus músculos eram muito rígidos e isso foi um problema. A Eudóxia Cunha, que é uma terapeuta de voz, foi quem percebeu isso e começou a me dar exercícios de relaxamento corporal pra que a voz pudesse ser emitida, mas que também serviu como expressão corporal.Quem me ajudou muito em termos de expressão corporal foi a Vivien Buckup. Os meus primeiros trabalhos tiveram a assessoria dela e ela me ensinou muito.

Nanda Rovere: Como é a sua relação com a TV?
Claudio Fontana: Eu gosto de fazer. Quando eu termino a novela, eu tenho a sensação de não estar aprendendo, de estar perdendo tempo.

Nanda Rovere: No cinema você fez o Zico. Como foi a experiência?
Claudio Fontana: O Diller Trindade, produtor de cinema, me convidou. Ele me conheceu, se não me engano numa novela, e me chamou para fazer o filme, foi ótimo.

Nanda Rovere: Pólvora e Poesia, do Alcides Nogueira, foi um texto escrito para você interpretar. Deve ter sido uma grata surpresa.
Claudio Fontana: Quando eu e Walderez de Barros fizemos As Traças da Paixão, cujo texto era do Alcides, eu tive a vontade de fazer Rimbaud e como o Tide (Alcides Nogueira) adorava a obra dele, nós ficamos com essa idéia na cabeça. De repente o Tide me presenteou com esse texto lindíssimo, que eu fiquei fascinado em fazer e o destino me tirou. A princípio eu produzi com o Leopoldo Pacheco e com o João Vitti porque eu não pude fazer, porque estava em cartaz com Feliz Ano Velho. Mas depois, de tanto que eu gostava, eu batalhei, consegui dinheiro e fiz. Foi um espetáculo deslumbrante em todos os sentidos.
Eu conhecia a história do Rimbaud e era apaixonado pela biografia dele, mas fazendo a peça eu me aprofundei no estudo.

Nanda Rovere: Na sua carreira você atuou em peças mais ¨comerciais¨ e em outras mais ¨experimentais¨.
Claudio Fontana: Eu gosto de fazer qualquer tipo de espetáculo, de fazer personagens sem me preocupar com o retorno financeiro. Não gosto de imitar a televisão em cena, acho isso muito chato. O teatro tem a possibilidade de fazer coisas maravilhosas se tem um sofá e duas poltronas em cena, por isso eu gosto do Gabriel Villela e do Enrique Diaz, por exemplo, que propõem coisas diferentes do que ficar vendo um estúdio de televisão em cena.

Nanda Rovere: E o teatro hoje, como você vê?
Claudio Fontana: O teatro está cada vez melhor, se adaptando à realidade econômica e social do país. Ele tá sempre em mutação, em crescimento. Você vem numa cidade como Bauru e programa um bate-papo e vem uma moçada, né. Isso é que é legal, porque o teatro serve pra estimular a arte e é uma forma de expressão cultural muito importante.

Nanda Rovere: Você se sente realizado, está conseguindo dizer o que queria como artista?
Claudio Fontana: A partir do momento que eu emociono uma pessoa, no mínimo uma, eu já me sinto realizado.

Nanda Rovere: Deve estar sendo maravilhoso atuar com o Paulo Autran.
Claudio Fontana: Sim, está sendo maravilhoso. O Dib me mandou o texto por e-mail porque ele viu A Ponte e a Água de Piscina no CCBB e disse: ¨Claudio, eu quero que você faça a peça¨.
Foi você quem chamou o Paulo? Não. Eu me propus a produzir a peça e pensei no Umberto Magnani. Cheguei a mandar o texto a ele, mas ele estava ocupado. Paralelo a isso, o Dib começou a mandar o texto para outras pessoas lerem e o Paulo foi uma delas, que além de dar opinião, quis atuar. As coisas se encaixaram e eu adorei.

Nanda Rovere: ¨Adivinhe¨ tem tocado bastante a pessoas, vide o exemplo de Maria Cláudia Rúbio, psicóloga e amante do teatro, que participa da sua comunidade do orkut. Ela reside em Campo Grande (viu você e o Paulo no Rio) e adquiriu ingresso para rever a peça em Bauru.
Claudio Fontana: As pessoas gostam muito do espetáculo porque ele é humano e verdadeiro. Fala sobre problemas que todos têm na relação pai e filho.

Nanda Rovere: Em diversas reportagens você disse que a peça melhorou o seu modo de se relacionar com o seu pai.
Claudio Fontana: Quando eu li o texto eu me identifiquei em vários aspectos. Essa coisa da gente não ter a oportunidade de chegar para o pai e dizer que o amamos e dar um abraço. A minha relação sempre foi muito formal com os meus pais e essa peça me deu um alerta sobre isso.

Nanda Rovere: E para o seu pai, como foi?
Claudio Fontana: Ele adorou. Eu dedico o espetáculo a ele. Na estréia toda a minha família estava no teatro, acredito que tinha umas cinqüenta pessoas. Foi maravilhoso.

Nanda Rovere: Gostaria que você falasse de novos projetos.
Claudio Fontana: Eu quero montar dois textos de Sérgio Roveri, o Funil do Brasil e De Vista Para Dentro, que eu fiz uma leitura em São Paulo. São textos bem engraçados e darão uma bela montagem. Se o Elias Andreato topar fazer comigo eu vou adorar fazer. Fora isso, eu quero montar Eduardo II e Calígula, pra um dia, quem sabe, eu ter coragem de fazer Hamlet.

[b]Blogs em homenagem ao ator:[/b]
[link=http://chananda.fotopages.com/]http://chananda.fotopages.com/ [/link]
[link=http://www.claudiofontana.blogger.com.br] http://www.claudiofontana.blogger.com.br [/link]



Claudio durante o bate-papo

Agradecimentos:
Ao ator Claudio Fontana pela entrevista e a todos da Chiquitos Produções (http://www.chiquitoproducoes.net/2006/)

postado por: NANDA ROVERE 1:01 AM

Comments: Quarta-feira, Julho 05, 2006





ESPETÁCULO R & J ESTRÉIA NO TEATRO AUGUSTA

Adaptação de Romeu e Julieta, de Shakespeare, texto do dramaturgo norte-americano Joe Calarco, tem direção de Zé Henrique de Paula. Inédita no Brasil, peça inaugura o Núcleo Experimental do Teatro Augusta

Adaptação da obra Romeu e Julieta, de Willian Shakespeare, a peça R & J, do dramaturgo norte-americano Joe Calarco, estréia dia 7 de julho, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Augusta, Sala Nobre. Inédito no Brasil, texto, escrito em 1997, é considerado nos Estados Unidos e na Europa como a mais vibrante releitura de Shakespeare dos últimos tempos. Com direção de Zé Henrique de Paula, peça inaugura o Núcleo Experimental do Teatro Augusta.

Em R & J quatro estudantes cansados das tediosas rotinas escolares, decidem transformar suas vidas cheias de regras. Depois de uma aula, um deles aparece com uma cópia de Romeu e Julieta e todos se revezam na leitura da peça em voz alta. Empolgados, os garotos começam a quebrar as regras para continuar as leituras. A rigidez de suas vidas torna-se um paralelo das vidas dos personagens da peça, à medida que a brincadeira de representar torna-se séria.

¿O principal motivo que levou à escolha desse texto para a montagem inaugural do Núcleo Experimental do Teatro Augusta foi a possibilidade de investigação cênica. Uma obra de Shakespeare desconstruída e relida sob um determinado prisma, é sempre uma fonte inesgotável de possibilidades cênicas e interpretativas, a matéria prima ideal para o início da pesquisa do grupo¿, afirma o diretor e um dos idealizadores do Núcleo Experimental do Teatro Augusta, Zé Henrique de Paula.

A montagem é calcada no trabalho dos intérpretes, com intensa preparação de atores realizada por Inês Aranha. ¿O elenco constrói quase todos os personagens do original de Shakespeare, além de dar vida aos quatro estudantes, num jogo teatral da peça-dentro-da-peça. Durante os três meses de ensaios, desenvolvemos pesquisas históricas e de referências, estudo lingüístico do típico verso shakespeareano, trabalho com ações físicas, aulas de canto e dinâmicas de improvisação¿, finaliza o diretor.

O cenário, assinado pelo diretor, pauta-se pela síntese de elementos, privilegiando os espaços livres para encenação. Os figurinos, de Mário Queiroz, apresentam uniformes escolares, com modelagem rígida. A diretora musical, Fernanda Maia, compôs e orquestrou pequenos motivos para os personagens. Há momentos em que todos os sons vêm do próprio palco, produzidos pelos próprios atores, que tocam alfaias e manipulam objetos sonoros.

O Núcleo Experimental do Teatro Augusta foi criado com o intuito de ser uma companhia fixa, onde a linguagem experimental seja o fio condutor. ¿Nossa intenção é envolver vários profissionais de teatro, criando assim uma parceria. Queremos agregar ao núcleo não só o trabalho, mas também o nome do teatro. A idéia é fazer pelo menos duas montagens por ano, proporcionando novas oportunidades à classe artística¿, declara o diretor do Teatro Augusta e um dos idealizadores do Núcleo, André Ferreira.
Joe Calarco ¿ Bacharel em Artes pelo Ithaca College, Joe é o adaptador/diretor da montagem original de R&J, que esteve em cartaz em Nova York e deu a ele o Prêmio Lucille Lortel Award. Também dirigiu as montagens da peça em Chicago e Washington. R&J completou uma temporada bem-sucedida de um ano no West End, em Londres, em 2003. Dirigiu a montagem da peça que estreou em Tóquio, em 2005. Entre suas inúmeras direções, destacam-se: Sideshow e Nijinsky's last dance (Prêmio Helen Hayes), Godspell, Babes in arms, Edward II, My fair lady. Tem intensa atividade Off-Broadway e Off-Off-Broadway, tendo ganho notoriedade com as montagens de Othello, Sarah, plain and tall e Boy. Membro da Drama League Directing e da Joseph Papp Foundation. Como autor, seus principais trabalhos são Antígona, adaptação da tragédia de Sófocles e Golden Gate, musical no qual respondeu pelo libreto.
Zé Henrique de Paula ¿ Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie e Pós-graduado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Foi assistente do cenógrafo J.C. Serroni nas montagens de Nova Velha Estória e Trono de Sangue, ambas dirigidas por Antunes Filho, além de participar da 20ª Bienal Internacional de Artes Plásticas de São Paulo, como assistente de produção e cenografia. Lecionou Interpretação e História do Teatro na Escola Recriarte de 1997 a 2001. Ministrou inúmeros workshops e oficinas na rede de Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, especialmente na Oficina Cultural Regional Grande Otelo, em Sorocaba. Atualmente, é docente do Teatro Escola Macunaíma, lecionando Interpretação, Caracterização Cênica e História do Teatro. Seus mais recentes trabalhos como diretor e produtor teatral foram: A Comédia dos Erros, de Shakespeare e Judas em Sábado de Aleluia, de Martins Pena, ambas montadas numa carroça-palco que rodou diversos estados brasileiros durante dois anos, num total de quase duzentas apresentações (projeto contemplado com a LINC-SP); É 20! As Folias do Século, roteiro de Jamil Dias, comédia musical em cartaz desde 2001, que resgata o trabalho do diretor Luiz Antonio Martinez Corrêa, pesquisando o repertório do teatro musical brasileiro entre 1889 e 1914; Revelação, de Rafael Primo; Noite de Reis, de Shakespeare; Naked Boys Singing!, de Bob Schrock, polêmico musical off-Broadway sobre a nudez masculina; O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind, releitura do clássico alemão.
Fernanda Maia ¿ Atriz, musicista. Bacharel em Música pela UFPb. Sua formação teatral foi com o Grupo Tapa, atuou na montagem de O Tambor e o Anjo. Foi aluna também de Renato Borghi e Naum Alves de Souza. Trabalhou com o GDA sob direção de Zé Henrique de Paula, atuando nas montagens de Macbeth e A Comédia dos Erros, ambas de W. Shakespeare, O Panaca, de Georges Feydeau, Anticorpos, de Dimas Vieira, É 20! As Folias do Século, de Jamil Dias. Atuou também em As Rainhas Magas, de Renata Palottini, com direção de Elvira Gentil e Rádio a 2, com direção de João Bourbonnais. Coordenadora de oficinas promovidas pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo há oito anos. Foi premiada como pianista no Concurso Estímulo para Jovens Instrumentistas do Estado de São Paulo em 1985, melhor atriz no Festival Nacional Isnard de Azevedo de Florianópolis em 2000, melhor atriz coadjuvante no Festival da Cidade do Rio de Janeiro em 2002 e como melhor diretora no Mapa Cultural Paulista em 1999. Trabalhou com direção musical nos espetáculos É 20! As Folias do Século, Noite de Reis, Naked Boys Singing, Urinal, o Musical e Rádio a 2.
Inês Aranha ¿ Formada pela Civica Scuola D'Arte Drammatica Paolo Grassi, em Milão. Acompanhou montagens dirigidas por Tadeusz Kantor, Giorgoi Strehler, Heiner Muller. Após dez anos de estudos e trabalhos na Itália, volta ao Brasil e se engaja como atriz em dois núcleos sólidos do teatro de São Paulo: o Grupo Tapa e o CPT, onde tem a oportunidade de aplicar e ampliar as técnicas aprendidas na Europa. A partir de 1997, começa a lecionar Interpretação no INDAC, onde a metodologia de técnicas de interpretação se consolida e dá origem à Companhia Nua, dirigida por ela. Alguns de seus principais trabalhos como atriz foram: Nova Velha Estória e Nas trilhas da Transilvânia, dirigidas por Antunes Filho, Morte e Vida Severina, Ivanov e Moço em estado de sítio, com o Grupo Tapa e Orgia, direção de Roberto Lage. Tem trabalhado como praparadora de atores para alguns dos mais renomados diretores da cena paulistana, como Marco Antonio Braz, William Pereira, Sergio Ferrara e Francisco Medeiros.
Para Roteiro
R & J ¿ Estréia dia 7 de julho de 2006, sexta-feira, às 21h30. Adaptação de Romeu e Julieta, de Willian Shakespeare. Texto: Joe Calarco. Direção: Zé Henrique de Paula. Com o Núcleo Experimental do Teatro Augusta. Elenco: Duda Mattos, Thiago Carreira, Thiago Ledier e Vinicius Cruz. Duração: 80 minutos. Recomendação: 12 anos. Ingressos: R$20,00 (sextas) e R$30,00 (sábado e domingo). Estudantes, maiores de 60 anos e classe teatral têm 50% de desconto. Sexta, às 21h30. Sábado, às 21h. Domingo, às 19h. Até 30 de julho.

TEATRO AUGUSTA - SALA NOBRE ¿ Rua Augusta, 943 ¿ Cerqueira César, tel: 3151-4141. Capacidade 302 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, a partir das 15 horas. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento a R$5,00 ao lado. Café.


(Amália Pereira ¿ maio/2006)
Assessoria de Imprensa
Amália Pereira
(11) 3159-1822 / (11) 9762-5340
amaliapereira@terra.com.br




postado por: NANDA ROVERE 1:27 PM

Comments:


BRINCANDO DE CLOWNFABULAR com o grupo TEATRO DE GAIA.

Livre Adaptação das fábulas de Esopo " A cigarra e a formigas " ,
"O leão e o rato" e do conto dos Irmãos Grimm " O príncipe sapo".

Texto e Direção Alexandre Acquiste
Elenco: Alexandre Acquiste e Liz Miranda.
Musicista convidada: Mayra Brasil.
Cenografia|Adereços|Figurinos|Iluminação: Teatro de GAIA.
Produção e Realização TEATRO DE GAIA produções artísticas.
Classificação: LIVRE / idade iniciativa recomendada: 03 anos.
Duração: 50 minutos.

Estréia 16 de JULHO as 16 hs ( dom.) Espaço 2 de artes - teatro plinio marcos
rua clelia 33 - shopping pompéia nobre - ao lado do sesc pompéia
100 lugares ingressos R$ 15,00
Todos os domingos as 16 hs. ( somente aos dom. de Julho a set. 2006)
estacionamento do shop.

[SINOPSE]

Dois clowns descobrem uma caixa cheia de objetos
mágicos. A partir daí começam a grande brincadeira de
clownfabular; Sendo que em um dia de verão, enquanto um inseto
cantador, conhecido como cigarra, só queria saber de se divertir
brincando pelo bosque, uma formiga muito responsável trabalha
armazenando alimentos no formigueiro para quando o inverno
chegasse.
Com a chegada do inverno, vendo-se em apuros quase
morto de frio , o inseto foi bater na porta do formigueiro pedindo
ajuda. A formiga sugeriu que a cigarra cantasse e dançasse pela
neve do bosque espantando assim o frio, porém, sendo generosa
a formiga ajudou a cigarra, que em troca, animou cantando no
formigueiro durante o inverno.

Terminado o inverno um leão faminto saiu de sua caverna
para fazer a primeira caçada da primavera. Não encontrando outra
caça senão uma ratinha ele decidiu devorá-la sem dó. A ratinha
implorou pela vida dizendo que se o leão a deixasse viva ela
poderia um dia lhe ser útil. O leão achando graça da ousadia da
pequena rata a soltou e continuou sua busca por alimento.

Na estação seguinte o leão foi vítima de uma armadilha
ficando preso em uma rede, não conseguindo soltar-se sozinho o
leão foi salvo pela mesma ratinha que ouvindo seus pedidos de
socorro roeu os nós da rede libertando assim o leão, gesto que os
tornou grandes amigos.

Passado o verão chegou o outono. Uma princesinha
seguindo o caminho das folhas secas chegou em uma clareia do
bosque, onde brincou a tarde inteira com uma borboleta, até que
ela decidiu beber água e acabou deixou sua coroa de ouro cair no
fundo do poço.
A princesinha chorava tanto pelo objeto perdido que um
sapo veio ao seu encontro. Ela pediu que o sapo trouxesse de
volta sua coroa, e este em troca pediu um beijo. Depois de muita
resistência, não encontrando outra maneira de ter sua coroa de
volta, a princesinha beija o sapo. Dado o beijo o sapo
transformou-se em um príncipe. O beijo dado pela princesa fez
com que um feitiço lançado contra o príncipe, por uma feiticeira
má, fosse quebrado.
E logo os dois tornaram-se amigos inseparáveis assim como a
cigarra e a formiga, e o leão e a ratinha.

Terminada a brincadeira de clownfabular, os clowns
aprenderam que mesmo sendo tão diferentes todos os seres
podem ser grandes amigos, afinal a vida cheia de amigos é bem
mais divertida!



[O espetáculo / Proposta de direção.]

BRINCANDO DE CLOWNFABULAR utiliza-se da técnica
'clownesca ', em especial da habilidade de contar estórias de
forma agradável, através de imitações de vozes e ruídos assim
como de gestos, pois temos consciência de que tais elementos
são valiosos para o resgate do lúdico, do humor, da critica, e
principalmente, da liberdade de se expor um conteúdo agradável e
significativo que todo trabalho dirigido ao público infantil exige.
O espetáculo começa quando os dois clowns ¿ Gunfo e
Dorinha ¿ descobrem uma caixa cheia de adereços que os
conduzem por uma "viagem de brincadeiras", cujo fio condutor são
as fábulas de Esopo " A cigarra e as formigas ¿ O leão e o rato" e
também "O príncipe sapo" famoso conto dos Irmãos Grimm.
Os adereços (roupas e acessórios) ajudam a caracterizar
os personagens e facilitam o processo de identificação dos animais
por parte da platéia. Dessa forma, fica fácil para as crianças
identificarem quando os atores são personagens como o príncipe, a
cigarra, a formiga, o leão ou palhaços contadores de estória, é a
brincadeira dentro da brincadeira, assim como a linguagem do teatro
dentro do teatro, o que torna a apresentação da peça uma atividade
dinâmica que estimula atenção das crianças.
Coreografias, música ao vivo, canto, mímica, manipulação
de objetos e manipulação de bonecos. Estes são alguns dos
recursos utilizados, o que torna a apresentação divertida e
visualmente interessante para crianças de todas as idades, sem
perder de vista um fator muito importante: o acompanhante da
criança. O adulto que também terá sua chance de se envolver e
interagir com o ambiente cercado de fantasia que os elementos do
teatro são capazes de garantir.
"Mesmo trabalhando a didática pedagógica, o espetáculo comunica-se
fundamentalmente através da gargalhada; afinal nosso objetivo maior é,
e sempre será, fazer palhaçada."

Alexandre Acquiste


[O GRUPO]

Teatro de Gaia - é um grupo de teatro profissional formado por artistas que têm
em
comum o exercício da linguagem clownesca e a proposta de pesquisar todas as
formas
de expressão deste arquétipo por meio de sua percepção e relação com os quatro
elementos_ terra, fogo, água e ar_ em um teatro que se renove buscando sempre a
contemporaneidade.



[CONTATOS]

TEL. 11 - 5589 8581/ 11 - 9531 6776 (A/C Alexandre Acquiste)

Teatrodegaia@gmail.com
www.teatrodegaia.multiply.com

postado por: NANDA ROVERE 11:02 AM


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