Valorização da cultura brasileira
Comments:
Quinta-feira, Junho 29, 2006
Palco iluminado
Miguel Anunciação
CRÍTICO/ESPETÁCULOS
Não é bem por ser «do contra» que Eduardo Moreira se dispôs a assistir só o finalzinho de Brasil 3 x 0 Gana, pelas oitavas de finais da Copa do Mundo. «Está um saco ver jogo, o futebol de hoje é muito burocrático, visa apenas o resultado; o futebol-arte acabou na Copa de 70», avalia o ator e diretor, aliás, coberto de razão.
Hoje de manhã, ele embarca para o Rio de Janeiro. À noite, recebe convidados no Cine Odeon-BR, na Cinelândia, onde será lançado o DVD «Grupo Galpão», suma de 24 anos de vida e obra do mais aclamado grupo teatral mineiro em todos os tempos, um dos pilares da arte teatral no Brasil.
Dirigido pela figurinista e diretora carioca Kika Lopes e pelo videomaker mineiro André Amparo, produzido pelo diretor e extraordinário ator Paulo José, o DVD consumiu sete anos «de gestação»: «Pelas dificuldades de encontrar recursos para realizá-lo e pelo longo período de finalização», justifica Eduardo Moreira.
A gravação foi bancada pela Petrobras, através de edital para preservação da memória da cultura nacional em diversas frentes - portanto, dinheiro à parte ao patrocínio exclusivo da empresa ao grupo.
«Grupo Galpão» cobre quase toda a trajetória da trupe: contém cenas de 14 das 15 montagens (menos «Um Homem é um Homem», a mais recente), viagens, ensaios, oficinas, palestras e, digamos assim, algumas relíquias. «Tem cenas em família, uma atividade que levamos à Praça Sete, ¿Queremos Praia¿, e a única encenação de um exercício que fizemos antes de ¿O Inspetor Geral¿, durante nossa fase de namoro com o Paulo José», antecipa Moreira, ressalvando não ter «distância crítica» em relação à novidade - é o primeiro DVD em que o Galpão se envolveu.
Dentre 2h32m de imagens em ordem cronológica (a versão exibida hoje estará condensada em 1h30), legendadas em português ou espanhol, só as primeiras montagens, «E a noiva não quer casar» e «De olhos fechados», não estão contempladas com imagens em movimento. Apenas em fotos e recordações. Como extras, fichas técnicas completas de todas as montagens do grupo e 29 minutos de «Corra Enquanto é Tempo», um dos maiores sucessos do período em que o Galpão era essencialmente um grupo de rua.
«A gente tinha muita coisa registrada, durante anos gravamos o que pudemos numa filmadora Panasonic que eu tinha», frisa Eduardo Moreira. Os sete anos de cobertura deram conta de outro tanto: Clara, filha de Paulo José e Dina Sfat, acompanhou os 40 dias de turnê do Galpão à Espanha; há imagens de apresentações do grupo no interior do Maranhão; e a célebre passagem por Londres, em 2000, da magnífica versão de Gabriel Villela para «Romeu e Julieta». Somando tudo, a edição de Tina Saphira teve 500 horas de imagens à disposição.
A propósito, uma das apresentações do Galpão no Globe Theater, espaço onde William Shakespeare viu seus clássicos montados, também serão disponibilizadas em DVD, em 2007. O lançamento daquele momento, mágico segundo dizem, participa do programa de festejos pelos 25 anos «de risco e rito». No DVD lançado hoje, no entanto, não participam imagens do especial que o Galpão realizou para a Rede Globo, «A Paixão Segundo Ouro Preto», adaptação de «A Rua da Amargura», dirigida por Paulo José.
«Não quisemos colocar porque é um trabalho de TV, não de teatro», justifica Eduardo Moreira, convidado do próximo sábado do projeto «Estação do Saber» no Pátio Savassi, onde comenta «o que há de mais fascinante no mundo do teatro».
«Basicamente, vou falar sobre os grandes momentos da história do Galpão, fatos que estão no DVD, e sobre o trabalho coletivo no teatro», adianta o ator/diretor.
Em 24 anos de história, ele reputa como fundamentais à longevidade do grupo a compra da sede na Rua Pitangui, no Horto, e a montagem de «Romeu e Julieta».
«Compramos o espaço graças aos dólares recebidos por uma turnê a Itália e França, em 1989; quanto ao espetáculo, além do retorno econômico, nos elevou a patamar de grande visibilidade e de qualidade artística», analisa.
De acordo com Eduardo Moreira, fazer teatro em grupo equivaleria «a uma lição de vida»: «exige ser mais tolerante, se abrir à opinião alheia e influi decisivamente na formação das pessoas. Como é excelente meio de construção coletiva, um projeto compartilhado de diagnóstico do mundo, o teatro deveria ser adotado nas escolas», ajuiza. Diz mais: «O grande problema do mundo, hoje, é a exarcerbação do individualismo, a manipulação das opiniões, as pessoas não pensarem por si mesmas».
Portanto, deve ser bem interessante acompanhar como idéias tão desatreladas do imaginário predominante serão recebidas num templo de consumo como o shopping instalado na esquina de Contorno com Nossa Senhora do Carmo, na Savassi. Além de Eduardo Moreira, o projeto Estação do Saber programa gratuitamente mais três palestras de outros três nomes do teatro (o diretor Luiz Paixão, a professora Imaculada Kangussu e a professora e diretor Cacá Mourthé). Sempre aos sábados, a partir das 11 horas, no seu anfiteatro.
O DVD «Grupo Galpão» deve chegar às lojas após o lançamento na Escola de Teatro da PUC/Minas, dia 4 de agosto, pela programação paralela da 7ª ediçao do Festival Internacional Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), que este ano ocorre entre 27 de julho e 6 de agosto.
«Grupo Galpão» - Documentário em DVD sobre o grupo teatral. Realização da Malagueta Produções Artísticas.
Palco iluminado
Miguel Anunciação
CRÍTICO/ESPETÁCULOS
Não é bem por ser «do contra» que Eduardo Moreira se dispôs a assistir só o finalzinho de Brasil 3 x 0 Gana, pelas oitavas de finais da Copa do Mundo. «Está um saco ver jogo, o futebol de hoje é muito burocrático, visa apenas o resultado; o futebol-arte acabou na Copa de 70», avalia o ator e diretor, aliás, coberto de razão.
Hoje de manhã, ele embarca para o Rio de Janeiro. À noite, recebe convidados no Cine Odeon-BR, na Cinelândia, onde será lançado o DVD «Grupo Galpão», suma de 24 anos de vida e obra do mais aclamado grupo teatral mineiro em todos os tempos, um dos pilares da arte teatral no Brasil.
Dirigido pela figurinista e diretora carioca Kika Lopes e pelo videomaker mineiro André Amparo, produzido pelo diretor e extraordinário ator Paulo José, o DVD consumiu sete anos «de gestação»: «Pelas dificuldades de encontrar recursos para realizá-lo e pelo longo período de finalização», justifica Eduardo Moreira.
A gravação foi bancada pela Petrobras, através de edital para preservação da memória da cultura nacional em diversas frentes - portanto, dinheiro à parte ao patrocínio exclusivo da empresa ao grupo.
«Grupo Galpão» cobre quase toda a trajetória da trupe: contém cenas de 14 das 15 montagens (menos «Um Homem é um Homem», a mais recente), viagens, ensaios, oficinas, palestras e, digamos assim, algumas relíquias. «Tem cenas em família, uma atividade que levamos à Praça Sete, ¿Queremos Praia¿, e a única encenação de um exercício que fizemos antes de ¿O Inspetor Geral¿, durante nossa fase de namoro com o Paulo José», antecipa Moreira, ressalvando não ter «distância crítica» em relação à novidade - é o primeiro DVD em que o Galpão se envolveu.
Dentre 2h32m de imagens em ordem cronológica (a versão exibida hoje estará condensada em 1h30), legendadas em português ou espanhol, só as primeiras montagens, «E a noiva não quer casar» e «De olhos fechados», não estão contempladas com imagens em movimento. Apenas em fotos e recordações. Como extras, fichas técnicas completas de todas as montagens do grupo e 29 minutos de «Corra Enquanto é Tempo», um dos maiores sucessos do período em que o Galpão era essencialmente um grupo de rua.
«A gente tinha muita coisa registrada, durante anos gravamos o que pudemos numa filmadora Panasonic que eu tinha», frisa Eduardo Moreira. Os sete anos de cobertura deram conta de outro tanto: Clara, filha de Paulo José e Dina Sfat, acompanhou os 40 dias de turnê do Galpão à Espanha; há imagens de apresentações do grupo no interior do Maranhão; e a célebre passagem por Londres, em 2000, da magnífica versão de Gabriel Villela para «Romeu e Julieta». Somando tudo, a edição de Tina Saphira teve 500 horas de imagens à disposição.
A propósito, uma das apresentações do Galpão no Globe Theater, espaço onde William Shakespeare viu seus clássicos montados, também serão disponibilizadas em DVD, em 2007. O lançamento daquele momento, mágico segundo dizem, participa do programa de festejos pelos 25 anos «de risco e rito». No DVD lançado hoje, no entanto, não participam imagens do especial que o Galpão realizou para a Rede Globo, «A Paixão Segundo Ouro Preto», adaptação de «A Rua da Amargura», dirigida por Paulo José.
«Não quisemos colocar porque é um trabalho de TV, não de teatro», justifica Eduardo Moreira, convidado do próximo sábado do projeto «Estação do Saber» no Pátio Savassi, onde comenta «o que há de mais fascinante no mundo do teatro».
«Basicamente, vou falar sobre os grandes momentos da história do Galpão, fatos que estão no DVD, e sobre o trabalho coletivo no teatro», adianta o ator/diretor.
Em 24 anos de história, ele reputa como fundamentais à longevidade do grupo a compra da sede na Rua Pitangui, no Horto, e a montagem de «Romeu e Julieta».
«Compramos o espaço graças aos dólares recebidos por uma turnê a Itália e França, em 1989; quanto ao espetáculo, além do retorno econômico, nos elevou a patamar de grande visibilidade e de qualidade artística», analisa.
De acordo com Eduardo Moreira, fazer teatro em grupo equivaleria «a uma lição de vida»: «exige ser mais tolerante, se abrir à opinião alheia e influi decisivamente na formação das pessoas. Como é excelente meio de construção coletiva, um projeto compartilhado de diagnóstico do mundo, o teatro deveria ser adotado nas escolas», ajuiza. Diz mais: «O grande problema do mundo, hoje, é a exarcerbação do individualismo, a manipulação das opiniões, as pessoas não pensarem por si mesmas».
Portanto, deve ser bem interessante acompanhar como idéias tão desatreladas do imaginário predominante serão recebidas num templo de consumo como o shopping instalado na esquina de Contorno com Nossa Senhora do Carmo, na Savassi. Além de Eduardo Moreira, o projeto Estação do Saber programa gratuitamente mais três palestras de outros três nomes do teatro (o diretor Luiz Paixão, a professora Imaculada Kangussu e a professora e diretor Cacá Mourthé). Sempre aos sábados, a partir das 11 horas, no seu anfiteatro.
O DVD «Grupo Galpão» deve chegar às lojas após o lançamento na Escola de Teatro da PUC/Minas, dia 4 de agosto, pela programação paralela da 7ª ediçao do Festival Internacional Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), que este ano ocorre entre 27 de julho e 6 de agosto.
«Grupo Galpão» - Documentário em DVD sobre o grupo teatral. Realização da Malagueta Produções Artísticas.
postado por: NANDA ROVERE 3:26 AM
Comments:
Segunda-feira, Junho 19, 2006
Show de lançamento do CD Viola Urbana
no palco, um passeio pelo universo da viola brasileira contemporânea,
seu encanto, sua força em homenagem, registro e intenção de prosperidade de sua história
No dia 29 de junho, quinta-feira, 21h, o Teatro Dom Silvério (Av. N. S. Carmo, 230 ¿ Savassi ¿ BH ¿ MG ¿ 31 3209 8989) recebe o show de lançamento do CD Viola Urbana. O Grupo Viola Urbana, que nasceu com o objetivo de comemorar 25 anos de aprendizado e de verdadeira paixão pela música brasileira do músico João Araújo e seu professor de viola Zé Antônio, é composto por João Araujo (direção, produção, voz e violão), Marisa Minas (voz e violão), Ronan Peres (percussão e vocais) e Juarez Salles (viola caipira e vocais).
O grande diferencial da produção fonográfica a ser lançada é a vasta pesquisa, realizada por João Araújo ¿ Viola Urbana: a influência da viola caipira na Música Popular Brasileira. Através de vários segmentos, o grupo registra e relembra verdadeiras pérolas da cultura autenticamente brasileira, cujas criações remetem diretamente à viola, em rico resgate, através de artistas importantes na música do Brasil nos últimos anos. Mas não se trata de simples coletânea: a pesquisa de João -- realizada com o patrocínio da CEMIG S/A, com os benefícios da Lei Rouanet -- certamente se tornará instrumento de valor útil para a compreensão da história da viola e incentivo à perpetuação do gênero. A cuidadosa produção de Araújo tem direção musical de Geraldo Vianna, participações especiais dos grandes nomes da viola na atualidade Roberto Corrêa, Chico Lobo e Fernando Sodré. Os ingressos para o espetáculo do dia 29 já estão à venda, na bilheteria do teatro.
João Araújo é cantor, compositor, instrumentista, produtor e cronista. Natural de Contagem/MG, começou a tocar violão aos 12 anos de idade, nos idos de 1979, graças à influência e incentivo de Zé Antônio, ex-integrante do Grupo Viola Urbana. Em 1996 e 1997 dirigiu dois laboratórios musicais no Colégio Anchieta, em Belo Horizonte - MG, ambos voltados à iniciação musical de jovens: O Grupo Vocal e o Curso de Monitoramento à Distância de Violão Popular; em 1998, coordenou o Grupo Muleke, só de adolescentes, que, começando do zero, formaram uma banda de samba que chegou a se apresentar pra 5 mil pessoas, no carnaval do ano seguinte; em 1999, participa ainda como arranjador, instrumentista e segundo vocalista do grupo de Márcio Guima, sobrinho de Clara Nunes, no show "Salve Clara, Salve ela" , em homenagem aos 15 anos de falecimento da grande cantora mineira. Começou a atuar profissionalmente com mais frequência a partir deste ano, 1999, em função da gravação de seu primeiro CD (Festival), uma amostra das suas composições revelando seu jeito: completamente irrequieto, versátil e atuante. Em 2003, coloca no ar seu site pessoal, www.joaoaraujo.mus.br, e começa a narrar as histórias reais que passou como músico da noite, em forma de crônicas. Em 2004, João inicia o projeto Viola Urbana, formando o grupo com Zé Antônio, Marisa Minas e Ronan Peres pra comemorar 25 anos de aprendizado, admiração e respeito à música de seu país e a produção do disco e o site com a pesquisa Viola Urbana. Já a partir do primeiro show, o quarteto foi convidado a participar do seleto grupo dos artistas patrocinados pela CEMIG S/A, que viu na pesquisa Viola Urbana um importante ato pela conservação do patrimônio imaterial do Brasil. A veia do escritor e pesquisador incansável, faz com que, em 2005, João participe como colaborador do Projeto Signus do Universo Roseano, um trabalho de resgate e registro de valores culturais junto à comunidade de Cordisburgo/MG. Terra da Gruta de Maquiné e de Guimarães Rosa, Cordisburgo também é terra natal de seu avô, João Pança, para quem Araújo prepara um livro-homenagem com as histórias dele, contadas pelos moradores da cidade, até hoje, mais de 25 anos após seu falecimento.
O repertório do CD Viola Urbana, em suas 13 faixas, segue 13 segmentos por onde a viola caipira chegou às cidades-grandes, e que estão descritos artisticamente na faixa 14, o texto declamado por João Araújo, alinhavando sua proposta às influências das raízes de seu avô, o velho João Pança, contemporâneo de Guimarães Rosa, em Cordisburgo/MG, semeadas na alma do ¿menino da cidade¿. ¿Uma homenagem e um agradecimento que são prestados à uma raiz que nos emociona, inspira e a qual, acima de tudo, respeitamos muito!¿ (João Araújo).Seu caminho atravessa as fronteiras pelo valor à arte e o respeito à cultura.
Produzido por João Araújo, o CD ¿Viola Urbana¿, tem direção musical de Geraldo Vianna, arranjos de Viola Urbana & Geraldo Vianna e arranjos de cordas de Geraldo Vianna. Gravado, mixado e masterizado em 2005, no Estúdio Bemol, Belo Horizonte (MG) por Geraldo Vianna, João Araújo, Dirceu Cheib & Ricardo Cheib. Gravação de violas, no Estúdio Engenho, Belo Horizonte, (MG) por André Cabelo. Na faixa 9, gravação de viola caipira no Zen Studio, Brasília, por Andy Costa. O projeto gráfico é de Otávio Bretas. Uma curiosidade simpática delicada é a escultura de papel de Marcelo Bicalho, fotografada por Miguel Aun, que ilustra a capa do disco. João Araujo (direção, produção, voz e violão), Marisa Minas (voz e violão), Ronan Peres (percussão e vocais) e Juarez Salles (viola caipira e vocais), que formam o Viola Caipira, contam com as participações especiais de Roberto Corrêa, Chico Lobo e Fernando Sodré E ainda de Geraldo Vianna, Cícero Gonzaga, Édson Queiroz, Elias Martins, Cleusa de Sanna e Antonio Viola.
CONHEÇA MAIS!!!
VISITE: www.violaurbana.com
SHOW DE LANÇAMENTO DO CD VIOLA URBANA
29 de junho, quinta-feira, 21h
Teatro Dom Silvério
Av. N. S. Carmo, 230 ¿ Savassi ¿ BH ¿ MG
Ingressos: R$20,00 ¿ inteira/ R$10,00 - meia entrada extensiva a todas as categorias, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível
Já a venda na bilheteria do Teatro. Informações adicionais: (31) 3209 8989
Assessoria de imprensa: Márcia Francisco ¿ (031) 97655956/ 33345956
Sobre o disco...
Há muito fazia falta à nossa discografia de viola um trabalho como o Viola Urbana
(Ivan Vilela, violeiro e professor da USP)
Confesso que "Viola Urbana" fascinou-me por diversos motivos, embora não estivesse familiarizado com a singeleza do estilo da viola de 10 cordas e seus intérpretes. Jamais imaginei a riqueza e a autenticidade da sua música, que aos meus ouvidos despreparados sôa como um novo alento, autêntica antítese do que se ouve nas rádios e nas malfadadas "paradas de sucesso¿(...)
(José Domingos Raffaelli, crítico musical)
¿Quando convidado para produzir o CD ¿Viola Urbana¿, pude acompanhar o florescimento, não só de uma retrospectiva da verdadeira MPB, mas também de uma nova abordagem da linguagem deste instrumento que reflete, com autoridade, sua influência nas mais variadas vertentes de nossa música. Trazendo, em sua essência vários estilos aos quais a viola emprestou seu brilhantismo, o CD conta ainda com a participação de grandes violeiros, que, com dedicação , carinho e respeito trilham seu caminho ¿Faustiano¿ embasados pelo sonho de vencer, através dessas dez cordas, o pacto da vida diante da morte e ter como recompensa seus nomes cravados nos gemidos melancólicos e eternos do canto da viola caipira. Conciliando o compromisso histórico com a sensibilidade e abertura para novas tendências, o ¿Viola Urbana¿ certamente será reconhecido, não somente como um grupo autenticamente brasileiro, formado por músicos versáteis e amantes da nossa música, mas também como um marco na longa e misteriosa trajetória desse instrumento, que, por sua magia, empolga e arrebata a todos, músicos ou não.
(Geraldo Vianna, violonista, diretor musical do CD Viola Urbana)
"Num momento em que todas as pessoas sentem a necessidade de redescobrir o Brasil raiz das violas, o trabalho desse cantador de voz privilegiada que é João Araújo ao lado de seu grupo Viola Urbana é muito importante para mostrar como a tradição da nossa querida viola caipira já ultrapassou as cercanias do sertão e se faz muito presente na música popular brasileira. Me sinto honrado em emprestar minha viola a você, cantador ! sucesso! "
(Chico Lobo, violeiro e apresentador de tv)
"A viola tem história e está ai com suas possibilidades e mistérios a serviço da criação artística. Desejo sucesso ao projeto musical do Viola Urbana."
(Roberto Corrêa, violeiro)
" Foi um enorme prazer participar deste trabalho do Viola Urbana. Parabéns ao cumpadi João Araújo, que com esta voz privilegiada e com um repertório especial para nossa cultura caipira, acrescentou mais uma importante página na música brasileira. É de gente assim que estamos cada vez mais precisando nas cidades, para trazer a essa nossa correria um pouco de paz, simplicidade e harmonia, é o que a música boa nos traz com tanta facilidade. E é que com a mesma facilidade que o Viola Urbana nos encanta com este trabalho singular. Mais uma vez: foi uma honra participar deste trabalho, parabéns Viola Urbana, e um forte abraço ao amigo João Araújo."
(Fernando Sodré, violeiro)
...E o trabalho de vocês ficou simplesmente maravilhoso!
(Rolando Boldrin, apresentador de TV)
A feição didática das tendências (segmentos) nos dá uma aula de Brasil!
(Luiz Américo Lisboa Jr, historiador baiano)
postado por: NANDA ROVERE 10:16 PM
Comments:
Sexta-feira, Junho 09, 2006
HOMENAGEM A DOIS ARTISTAS DE MUITO TALENTO DO NOSSO TEATRO:
THEREZA PIFFER - ATRIZ
LEONARDO DINIZ
Quem os conhece sabe o quanto são especiais.
postado por: NANDA ROVERE 2:51 PM
Comments:
THEREZA PIFFER - ATRIZ
Conheço a Thereza há um tempão, desde A Partilha, que tive o privilégio de assistir e curtir o trabalho dessa atriz de muito talento.
Em 2004, no entanto, comecei a freqüentar o Segundas Intenções (projeto criado por ela e pelo ator Marcelo Várzea) e a conhecer a Thereza como pessoa. Talento e simpatia são características da Thereza.
Gostaria de tê-la visto em mais trabalhos, mas felizmente eu vi espetáculos bem legais, como por exemplo, Hotel Lancaster (e A Partilha como foi citado acima).
Vale ressaltar que Thereza é carioca e mora em São Paulo faz uns 3 anos. Felizmente tem realizado muitos trabalhos de qualidade por aqui.
PEÇAS TEATRAIS:
OXIGÊNIO
LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO
DO KITSCH AO SUBLIME -roteiro e direção (em parceria com Marcelo Varzea)
HOTEL LANCASTER
A VIDA PASSA
COBAIAS DE SATÃ
TODO MUNDO SABE QUE TODO MUNDO SABE
INTENSA MAGIA
"A PARTILHA"
PRÊMIO SATED RJ - ATRIZ 1990 - por "A PARTILHA"
CENA SURPRESA (direção em parceria com Luiz Maçãs)
CABARET
ROCKY HORROR SHOW, entre outras.
SEGUNDAS INTENÇÕES:
Show que misturava teatro e bom humor. Atores se enveredavam pelo canto (sem deixar de lado, claro, a preparação de performances onde o canto se unia à habilidade de representar).
Deixou muita saudade. Lá conheci pessoas maravilhosas.
Cerimônia do Prêmio Shell de Teatro 1997 (RJ) ¿ (Direção: Thereza Piffer)
Thereza (E), Susana Vieira e Natála do Vale na divulgação da peça A Vida Passa (atrizes da peça A Partilha interpretam os mesmos personagens - as irmãs contam o que fizeram nos últimos dez anos)
TV:
A DIARISTA
OS NORMAIS
DESEJOS DE MULHER
FORÇA DE UM DESEJO
ESPLENDOR
MARISOL
VOCÊ DECIDE
DELEGACIA DE MULHERES
Apresentadora dos Programas "VARIEDADES INTERNACIONAIS" e "PANORAMA CULTURAL" ¿ TVE/RJ
CINEMA:
4ª.B
Longa Metragem de Marcelo Galvão
A VISITA
Curta- Metragem de Duda Gorter
2003
FRAGMENTOS
Curta-Metragem de Lúcia Maldonado
1987
É VIDA, É MORTE
Curta-Metragem de Giselle Conde
1987
O INÍCIO DO COMEÇO DE TUDO
Filme de Coaracy Nunes
1987
---------------------------------
MATÉRIAS INTERESSANTES:
www.an.com.br/ 2001/abr/28/0ane.htm
videochat.globo.com/GVC/arquivo/0,,GO5780-3362,00.html
www2.uol.com.br/JC/_2000/2008/fa2008b.htm
revistacasaejardim.globo.com/ Casaejardim/0,25928,EJE874183-2457,00.html
www.segundasintencoes.blogger.com.br/
¨Temos a escolha exponencial de estarmos vivos a cada dia, a cada dose de insulina, a cada escolha do alimento que ingerimos e isso me faz mais alegre no sentido da consciência que me dá.
Quero me cuidar porque quero viver bem. E muito bem! Cada personagem que interpreto no palco me dá a possibilidade de viver mais e mais vidas. Com meu organismo e meu espírito em harmonia posso exercitar bem o meu talento, minha missão. É como se estivesse mergulhando o meu copo no oceano, podendo assim obter toda a água que necessito! Não pretendo fazer caber no meu copo todo o oceano!
Hoje, enxergar é um presente, caminhar é uma dádiva, atuar é um privilégio. Talvez não precisasse ter passado por maus momentos para entender, mas o diabetes me deu consciência da doçura que é estar por aqui neste planeta, APROVEITANDO!!!!!!!!!!!!!!!¨
www.diaadia.com.br/24perfil.htm
(um depoimento muito bonito sobre a vida)
-----------------------------------
TRABALHOS EM CARTAZ:
-CENTRO NERVOSO
Teatro Sesc Anchieta
Rua Dr. Vila Nova, 245
Tel: 11 3234-3000
Horário: De quinta a sábado 21h00 e domingos 19h00.
até 9 de julho.
-PERFORMANCE SENSORIAL
Através da estimulação dos sentidos da audição, olfato, tato e paladar, a per-formance apresenta a leitura de Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Eduardo Galeano.
Direção: Thereza Piffer.
Produção de Camila Sartorelli
Casa das Rosas - Av. Paulista, 37
Sábado: às 21h e 22h
Domingo: às 20h e 21h
Entrada 10 Reais
Só 20 lugares
-SABOR E ILUSÃO
Uma mistura de vinhos, sabores e letras, na Osteria Candaluga. A direção é da Thereza Piffer e a produção de Camila Sartorelli. Osteria: R José Maria Lisboa, 1065 - Jardins - Tel. 11 30853015.
Para saber mais:
www.zaz.com.br/istoegente/353/ diversao_arte/gastronomia_jantar_as_cegas.htm
-CRONICAMENTE VIÁVEL
Evento no CCBB onde Thereza lê crônicas
http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/index.jsp
---------------------------
COMUNIDADE NO ORKUT
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1545925
----------------------------------
OPINIÕES SOBRE A THEREZA
Moro em Teresina, e tive a oportunidade de ouvir na Rádio Globo - RJ no último dia 1º/08 no Progrma Quintal com Marco Aurélio, o Marcelo e Thereza, eu achei simplesmente fantástica a dupla, parabéns pelo o projeto.
Pires 02/08/2004 13h39 - ref.Segundas Intenções
Opa! Desculpa mas o Marcelo é um cara simpático mas TUDO é a maravilhosa Thereza Piffer! Já viu esta mulher no palco? Um arraso!
Opinião de um freqüentados do Segundas Intenções.
aplausobrasil.logme.ig.com.br/
Thiago Sobrinho 28/07/2004 13h07
postado por: NANDA ROVERE 2:48 PM
Comments:
Segunda-feira, Junho 05, 2006
LEONARDO DINIZ
ESTE ATOR E CANTOR DE TALENTO ESTARÁ COMPLETANDO MAIS UM ANO DE VIDA DIA 11 DE JUNHO
Leonardo Diniz é ator, cantor, figurinista,designer... Sua simpatia e talento encantam quem o conhece.
Fez trabalhos muito interessantes em Belo Horizonte e São Paulo.
O primeiro trabalho que eu vi do Léo foi Ópera do Malandro. Desde então, acompanho - e espero acompanhar sempre - a carreira desse artista especial.
Léo é formado como ator pelo CEFAR- palácio das Artes, BH e também em Belas
Artes pela UFMG.
Atualmente, é aluno na Escola Municipal de Música de São Paulo e tem lá como
professor de canto lírico, Carlos Vial.
Outros espetáculos que fiz:
1992- A Conjuração, direção de Jota D'Angelo, BH
1994- O Cigano, direção Wenceslau Coimbra; BH
1993- Pianíssimo; BH
1994- As Bodas de Fígaro, direção de Marcelo Castilho Avelar; BH
1994- As Troianas, direção de Raul Belém Machado; BH
1995- O Casamento da Ararinha Azul, direção de Mamélia Dornelles; BH
1997- Última Rosa de Verão, direção de Marcos Vogel; BH
1997- Romão e Julinha, direção de Pedro Paulo Cava; BH
1997 - O Mágico de Oz; BH
1999 -Vô Doidim e os Velhos Batutas; direção Carlos Gradim-figurinos; SP
1999 - Turandot; SP
2000 - Ópera do Malandro,direção Gabriel Villela; SP
2001 - Os Saltimbancos,direção Gabriel Villela; SP
2002- Gota D`Água,direção Gabriel Villela; SP
2004 - Sinfonia do Tempo; direção Silnei Siqueira; SP
Show Elba Canta Luiz - backing vocal; direção Gabriel Villela
Se apresentava frequentemente no Segundas Intenções.
Destes espetáculos, foi indicado aos seguintes prêmios:
Melhor ator- Pianíssimo
Ator Revelação- Pianíssimo
Melhor ator- Romão e Julinha
Melhor Figurino-Veríssima Comédia
Melhor Figurino- Vô Doidim e os Velhos Batutas
...e ganhou os segintes prêmios:
Ator Revelação- Pianíssimo
Melhor Figurino- Veríssima Comédia
Que seus dias sejam iluminados, pois Leo é uma pessoa que ilumina a todos com a sua presença
Quem já viu Leo em cena (cantando e/ou interpretando) e o conhece como pessoa, com certeza concorda comigo
Leo, querido, MUITO OBRIGADA PELA SUA AMIZADE!
Vale ressaltar que antes de eu conhecê-lo pessoalmente, eu já o admirava como artista!
NO MOMENTO, ESSE MINEIRO DE CURVELO QUE COMEÇOU A SUA CARREIRA EM BH E VEIO PRA SP HÁ CERCA DE SETE ANOS, ESTÁ EM CARTAZ COM O MUSICAL RAPSÓDIA DOS DIVINOS NO TEATRO IMPRENSA
TEXTO NO
http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1149481098&archive=&start_from=&ucat=33&
Eis umas fotos que eu tirei na casa do Leo e as coloco aqui pra vcs terem uma idéia no ambiente delicioso que reina por lá
Humm bolinho delicioso!
Nábia Villela e Leo (companheiros de Rapsódia dos Divinos)
Luciane Rodrigues, Nábia Villela e Amanda Acosta (companheira de Leo em Rapsódia)
Olha eu na foto!
Leo entre Renato e Nábia (meus ¨caroneiros¨rs)
Logo abaixo texto sobre Rapsódia dos Divinos
postado por: NANDA ROVERE 4:39 AM
Comments:
Rapsódia dos Divinos
MATÉRIA ELABORADA PARA O SITE www.spiner.com.br
Quarta-feira última fui ao Teatro Imprensa conferir o musical Rapsódia dos Divinos.
No ano passado tive o privilégio de assistir nesse teatro o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá e Amor, espetáculos, que assim como Rapsódia, valorizam a nossa cultura.
Os personagens nos fazem viajar pelas cantigas medievais, pelos mares portugueses e pelos movimentos literários brasileiros. Nostalgia, lirismo e humor estão presentes nas cenas.
Antes do público entrar na sala de espetáculos, é preciso deixar os sapatos e colocar uma espécie de bota de pano. O local da apresentação é predominantemente branco e os assentos se constituem numa arquibancada com almofadas.
Em quase duas horas de duração, Rapsódia encanta. Em nenhum momento o cansaço toma conta da platéia, visto que a direção de Paulo Ribeiro imprime dinamismo às cenas.
O cenário é composto por uma tela ao fundo cheia de escritos (trechos da carta de Pero Vaz de Caminha) e por caixotes decorados também com escritos. Ao fundo, do lado direito do palco, um céu de estrelas e luar dão um lirismo especial ao ambiente.
A luz, predominantemente clara, e o ambiente pequeno colocam os atores muito próximos da platéia.
Os figurinos são brancos e, ao longo das cenas, os atores vão colocando adereços para a caracterização dos diversos personagens que dão vida (índios, escravos, Macunaíma, Marília de Dirceu, Tarsila, Anita Malfatti, Jeca Tatu, entre muitos outros, constituintes da história do Brasil e do nosso imaginário).
Um dos maiores méritos da montagem é o elenco, formado por jovens artistas e, todos, de grande talento. Os atores/cantores Nábia Villela, Leo Diniz, Luiz Araujo e Amanda Acosta estão excelentes, com uma forte presença no palco e bastante expressividade. Eles cantam canções compostas para o espetáculo e outras que fazem parte da nossa - maravilhosa - MPB. Também interpretam, lindamente, poemas brasileiros e portugueses. Para completar o competente elenco, os músicos Péricles Carpigiani e Claudio Medraño.
As apresentações integram o Projeto Vitrine Cultural do Centro Cultural Grupo Silvio Santos, um novo espaço para artistas mostrarem ao público trabalhos de qualidade, mas que muitas vezes têm dificuldade em conseguir espaços para mostrarem as suas criações.
O objetivo é unir arte, educação e ação social, pois os ingressos são trocados por uma obra literária ou por um agasalho.
Uma iniciativa louvável da Cíntia Abravanel, diretora do Centro Cultural. Nas palavras da Cíntia: ¨Acreditamos que esse tipo de ação incentiva a formação de público de teatro, reitera a importância de iniciativas sociais e, mais do que tudo isso, coloca em cartaz espetáculos importantes trazendo à cena a possibilidade transformadora das artes¿.
Rapsódia, ao mergulhar no mundo da literatura e da música, nos faz perceber o quanto essas manifestações artísticas merecem respeito e o grande talento de nossos artistas.
Vida longa a esse projeto, o qual certamente agradará a pessoas de todas as idades e certamente plantará em cada espectador a vontade de conhecer cada vez mais a nossa história.
Vale ressaltar que três espetáculos integram a primeira fase do Vitrine Cultural, os quais se apresentam em semanas alternadas: Rapsódia dos Divinos, A Pomba Enamorada e O Barril.
Serviço:
Espetáculos em cartaz no Projeto Vitrine:
JUNHO
07/06 - A Pomba Enamorada
14/06 - Rapsódia dos Divinos
21/06 - A Pomba Enamorada
28/06 - Rapsódia dos Divinos
JULHO
05/07 ¿O Barril
12/07 - Rapsódia dos Divinos
19/07 ¿O Barril
26/07 - Rapsódia dos Divinos
AGOSTO
02/08 ¿ O Barril
09/08 - Rapsódia dos Divinos
16/08 ¿ O Barril
23/08 - Rapsódia dos Divinos
Troque um ingresso por uma obra literária ou por um agasalho em bom estado (a bilheteria abre uma hora antes, mas para garantir o seu lugar chegue um pouco antes).
Todas às quartas-feiras, às 20:30hs
Rua Jaceguai, 400 Tel: (11) 3241.4203.
(50 lugares)
Por Nanda Rovere
Da esquerda para a direita: Luiz Araujo, Claudio Medraño, Amanda Acosta, Péricles Carpigiani, Leo Diniz e Nábia Villela (sentada no chão)
postado por: NANDA ROVERE 4:38 AM