Valorização da cultura brasileira
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Sábado, Fevereiro 25, 2006
SEMPRE(CHICO BUARQUE)
Sempre
eu te contemplava sempre
te mirei de mil mirantes
mesmo em sonho estive atento
para poder lembrar-te sempre
como olhando o firmamento
e as estrelas cintilantes
que se foram para sempre
no teu corpo em movimento
os teus lábios em flagrante
o teu riso,o teu silencio
serão meus ainda e sempre
dura a vida alguns instantes
porem mais do que bastante
quando em cada instante
é sempre
TEMA DO NOVO FILME DE CACÁ DIEGUES
"O MAIOR AMOR DO MUNDO"
um excelente carnaval
bjs
nanda
O CHICO HONRA A MÚSICA BRASILEIRA COM A SUA GENIALIDADE. DIZEM QUE AS LETRAS DE CHICO FALAM COM NINGUÉM SOBRE A MULHER...CONCORDO! MAS ELE FALA COMO NINGUÉM DA MULHER, DO HOMEM, DO AMOR, DA ARTE, DA VIDA!!!!!!!!!!!
postado por: NANDA ROVERE 1:47 PM
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PAULO MOURA E YAMANDÚ COSTA
APRESENTAM MÚSICA DA AMÉRICA
LATINA NO TEATRO DO SESC SANTANA
Os instrumentistas e compositores Paulo Moura e Yamandú Costa fazem
uma viagem musical pela América Latina no show do CD El Negro del Blanco, apresentando a leitura da dupla para composições de Astor Piazzolla, Violeta
Parra, Jacob do Bandolim e Baden Powell, entre outros
Paulo Moura e Yamandú Costa fazem show da turnê do CD El Negro del Blanco (lançado em 2004 pela gravadora Biscoito Fino) nos dias 4 e 5 de março, sábado, às 21 horas e domingo às 19 horas, no Teatro do SESC SANTANA. No repertório, o gaúcho Yamandú e o paulista Paulo apresentam temas instrumentais de compositores de Argentina, Cuba, Venezuela, Chile e Brasil.
Tanto o show como o CD fazem um mapeamento musical da América Latina. O violão de Yamandú e a clarineta de Paulo Moura partem da fronteira do Brasil com os pampas, dos argentinos Astor Piazzolla (Decaríssimo), Atahualpa Yupanqui (Duerme Negrito), Mariano Mores (Taquito Militar); sobem a Cordilheira e chegam ao Chile, de Violeta Parra (o clássico Gracias a la Vida, gravado por Elis Regina na década de 70); abrangem a Valsa Venezuelana, de Antonio Lauro, cruzam a linha do Equador por México e Caribe (La Paloma, do espanhol Sebastian Yradier, composta no século XIX e considerada a primeira habanera) e chegam a Cuba por El Camino de la Vereda, famosa na gravação do Buena Vista Social Club. O lado brasileiro inclui autores de sopro e cordas, de Severino Araújo (Chorinho da Aldeia) e Raul de Barros (Na Glória), Jacob do Bandolim (Simplicidade) e João Pernambuco (Sons de Carrilhões), além de um pot-pourri com temas de Baden Powell.
Segundo Paulo Moura, há tempos ele tem a vontade de realizar um projeto como El Negro del Blanco. ¿Sempre tive vontade de dedicar um disco à música latina, inserindo elementos da música brasileira. Conhecer Yamandú foi fundamental, pois ele conhece muitos temas, além de ser um desafio dialogar com seu virtuosismo. Fizemos tudo só com violão e clarineta, e o som adquiriu uma potência incrível¿, avalia Paulo. Yamandú explica que o disco é também uma tentativa de tornar a cultura dos países vizinhos ao Brasil mais conhecida no País. ¿Pela minha formação, é absolutamente natural misturar os ritmos fronteiriços com o choro. Temos que acabar com essa história de os brasileiros desconhecerem completamente a música que se faz nos países vizinhos¿, enfatiza ele.
Yamandú e Paulo Moura se conheceram há três anos, apresentados pelo bandolinista Armandinho. Pouco depois, Paulo convidou Yamandú para fazer o violão do show Eternamente Baden. Durante um ensaio na casa de Paulo, o gaúcho abriu seu leque de influências latinas. Ficaram de fazer um disco juntos. Entrou ano, saiu ano ¿ com direito a uma temporada para testar as músicas no Mistura Fina, no Rio ¿ e o disco saiu, finalmente, em 2004.
Sobre Yamandú Costa
O compositor e instrumentista gaúcho Yamandú Costa é considerado um prodígio do violão. Aos 4 anos de idade já participava de programas de rádio em Porto Alegre e chegou a gravar um disco. Estudou violão dos 7 aos 15 anos, e nesse período formou o grupo Os Fronteiriços, com seu pai, primos e tios. Algumas de suas influências são Tom Jobim, Radamés Gnattali, Astor Piazzolla e o som regional gaúcho. Em 2001, o músico venceu o Prêmio Visa de MPB ¿ Edição Instrumental e se apresentou em show-solo no Free Jazz Festival no Rio e em São Paulo. No mesmo ano, lançou seu primeiro CD, Yamandú, produzido por Maurício Carrilho. Yamandú Costa toca violão de seis, sete e oito cordas. Em 2004, a Biscoito Fino lança El Negro del Blanco e no ano seguinte, a BF lança Yamandú, o primeiro DVD da carreira do músico.
Sobre Paulo Moura
Nascido em São José do Rio Preto (SP), o compositor, arranjador e instrumentista (saxofonista e clarinetista) Paulo Moura começou a estudar piano aos 9 anos de idade. Pouco mais tarde passou a tocar em bailes com a banda do pai, Pedro Moura. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro ainda adolescente e ingressou na Escola Nacional de Música, onde obteve o diploma de clarinetista. Pouco depois, começou a tocar em gafieiras, cassinos e bailes, como integrante da Zacharias e Sua Orquestra. Seu primeiro registro fonográfico foi com a orquestra que acompanhou Dalva de Oliveira na gravação de Palhaço (Nelson Cavaquinho). Trabalhou com alguns dos nomes mais importantes da música brasileira, como Ary Barroso, Elis Regina, Raphael Rabello e Milton Nascimento, entre outros. Alguns de seus discos mais importantes são Confusão Urbana, Suburbana e Rural (1976), Mistura e Manda (1983) e Dois Irmãos (1992).
Para Roteiro:
PAULO MOURA E YAMANDÚ COSTA ¿ Dias 4 e 5 de março, sábado às 21 horas e domingo às 19 horas. Ingressos ¿ R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário inscrito); R$ 10,00 (estudante com carteirinha e maiores de 60 anos) e R$ 8,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). Capacidade do teatro ¿ 349 lugares. Duração ¿ 90 minutos. Ingressos à venda em todas as unidades do SESC. Acesso para deficientes físicos. Censura ¿ 12 anos.
TEATRO DO SESC SANTANA ¿ Av. Luiz Dumont Villares, 579 ¿ Santana. Fone: (11) 6971-8700. Capacidade do Teatro ¿ 349 lugares. Bilheteria ¿ Em todas as unidades do SESC, de terça a sexta-feira das 13 às 21 horas e sábados, domingos e feriados das 9 às 17 horas. Aceita dinheiro, cheque e cartão de crédito Visa, MasterCard e Amex. Ar condicionado. Acesso para deficientes físicos. Estacionamento no próprio Sesc ¿ R$ 7,00 pelo período de 1 hora + R$1,00 por hora adicional (usuário do SESC com carteirinha paga R$ 3,50 pelo período de 1 hora + R$0,50 por hora adicional). www.sescsp.org.br
Assessoria de Imprensa
ARTEPLURAL Comunicação
Jornalista responsável - Fernanda Teixeira
MTb-SP: 21.718 - tel. (11) 3885-3671 / 9948-5355
arteplural@uol.com.br
postado por: NANDA ROVERE 10:31 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
EM MARÇO GRUPO GALPÃO EM SÃO PAULO
Que bom! Já estava com muita saudade desse povo!
ELES APRESENTARÃO
UM HOMEM É UM HOMEM, DE 24 DE MARÇO A 23 DE ABRIL, NO SESC ANCHIETA
Um homem é um homem
Dir.: Paulo José
Elenco: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Aníbal, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Rodolfo Vaz, Simone Ordones
Para ver release: http://www.editorweb.com.br/
A minha admiração pelo Grupo
A valorização que eles dão ao nosso país e, principalmente, à sua terra natal (Minas, Belo Horizonte) contribuíram para eu perceber a importância da manutenção e preservação da riquíssima cultura brasileira.
Foi através do Gabriel que tive a oportunidade de conhecer o Grupo Galpão, um dos grupos mais geniais do teatro brasileiro.
A primeira peça do Grupo que tive oportunidade de assistir foi Romeu e Julieta (Gabriel dirigiu Romeu e Julieta - assisti 2 vezes e A Rua da Amargura ¿ 3 vezes) e toda vez que vou ao teatro ou em alguma praça prestogiá-los (Um Trem Chamado Desejo (assisti 3 vezes), Partido, me emociono não só pela qualidade das produções , mas por perceber nos atores uma grande paixão pelo ato de representar.
Passei um dia na sede do grupo assistindo ao ensaio do espetáculo Um Trem Chamado Desejo em Belo Horizonte e fiquei encantada com o profissionalismo ali reinante.
Pela manhã tiveram aula de canto com a Babaya, à tarde ensaio das cenas do espetáculo e à noite, reunião com Ernani Maleta e Fernando Muzzi que cuidavam da parte musical/instrumental do espetáculo. Sempre com muita dedicação e vontade de realizar um trabalho de qualidade.
Para saber mais sobre o grupo:
http://www.grupogalpao.com.br/
ALGUNS LINKS LEGAIS:
www.clowns.com.br/site/diario.php?id=0&ano=2005
Como falou Barbara Heliodora, ¿O Romeu e Julieta do Grupo Galpão é DEFINITIVO¿!
www.dragaodomar.org.br/index.php?pg=galpao
http://www.dragaodomar.org.br/index.php?pg=entrevista_eduardo
A alma encantadora das ruas
¨Gostaria que o senhor indicasse alguns espetáculos que considera imperdíveis em cartaz na cidade.
Queria chamar a atenção para um espetáculo que vai chegar em São Paulo, algo muito bonito. É o novo espetáculo do Grupo Galpão, com direção do Paulo José, Um Home é um Homem, do Bertolt Brecht, é sensacional. Está novamente em cartaz O Canto de Gregório, texto de Paulo Santoro com direção do Antunes Filho. Não posso deixar de indicar, é um espetáculo muito rigoroso, muito severo, no Sesc Consolação. E indico também Jung e Eu, no Sesc Belenzinho. É uma delicadeza, de uma sensibilidade incrível, fruto da doação de um ator (Sérgio Britto) que devotou a vida ao teatro.¨
Gabriel Villela em entrevista 'a Veja SP
http://vejinha.abril.com.br/materias/conteudo_12838.shtml
COLOQUEI AQUI NO BLOG AS REPORTAGENS QUE FIZ SOBRE O GRUPO. QUEM AINDA NÃO LEU EU INDICO O TEXTOS PORQUE A TRAJETÓRIA DO GRUPO É MUITO INTERESSANTE.
postado por: NANDA ROVERE 10:21 PM
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MATÉRIAS QUE EU FIZ SOBRE O GRUPO, COM DESTAQUE PARA UMA ENTREVISTA REALIZADA EM 2000 , EM BH
O INSPETOR GERAL:
Em O Inspetor Geral o popular, beirando muitas vezes o grotesco, está presente. Personagens como ----representam de uma maneira escrachada a hipocrisia que reina em nossa sociedade no âmbito político.
Figuras importantes de uma cidade provinciana russa esperam com preocupação a vinda de um inspetor geral. A corrupção reina em todos setores do serviço público e a vinda do inspetor é um perigo contra a
Durante mais de uma hora nos divertimos com as confusões geradas por esse indesejado visitante, que, na verdade, é um impostor que se aproveita da ignorância das autoridades da cidade para se beneficiar com subornos. O problema é quando a farsa é descoberta...
O esforço de toda a equipe é nítido e merece elogios. Os atores (Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Rodolfo Vaz, Antonio Edson, Arildo de Barros, Paulo André, Simone Ordones, entre outros) estão magníficos no palco, com destaque especial para Rodolfo Vaz ( o falso inspetor) que criou um personagem divertido.
A direção de Paulo José consegue aproveitar a grande expressividade dos atores e o bom texto de Gogol.
O cenário, formado basicamente por biombos e assinado por Paulo José, Kika Lopes e Máximo Soalheiro, contribui para a realização das cenas que acontecem em ambientes diferentes. A trilha, composta por Fernando Muzzi, os figurinos de Kika Lopes e a iluminação Alexandre Galvão e Wladimir Medeiro, também merecem destaque.
O Galpão já apresentou o espetáculo em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo. Mas como a trupe sempre está viajando pelo Brasil e exterior, certamente a temporada desse trabalho será longa.
postado por: NANDA ROVERE 10:18 PM
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Grupo Galpão iluminando os palcos brasileiros
20 anos de perseverança e espírito de cooperação
Por Nanda Rovere
O Grupo Galpão foi fundado em 1982, na cidade de Belo Horizonte/MG, após um workshop com membros do Teatro de Munique, quando alguns atores se juntaram e resolveram criar um grupo de teatro.
Cena do espetáculo "Um Trem Chamado Desejo". Foto: Divulgação
Eram jovens com vontade de criar e mostrar o seu trabalho para todas as classes sociais, através de uma linguagem simples e direta (circo, comédia, melodrama, etc). Resolveram investir num trabalho voltado para o teatro de rua, local onde certamente atingiriam os seus objetivos.
Com pouco dinheiro, mas com muita vontade de realizar projetos de qualidade, a primeira montagem do Galpão foi "E a noiva não quer casar", em 1982. Depois vieram os espetáculos "De Olhos Fechados", "Ó Pro Cê Vê na Ponta do Pé", "Arlequim Servidor de Tantos Amores", "A Comédia da Esposa Muda", "Triunfo - Um Delírio Barroco", "Foi Por Amor...", "Corra Enquanto é Tempo" e "Álbum de Família".
Foi em 1992, com "Romeu e Julieta", de Willian Shakespeare, que o Galpão conquistou definitivamente seu espaço nacional e internacional, o que proporcionou aos atores e equipe técnica tranqüilidade para a elaboração de suas montagens.
"Romeu e Julieta" foi um momento mágico da criação artística e continua a encantar platéias de todo o mundo com o seu belíssimo cenário (os atores representam sobre pernas de pau e em cima de um automóvel veraneio), músicas, figurinos, direção e interpretação dos atores.
Romeu e Julieta. Foto: Divulgação
O grupo inovou ao adaptar a tragédia de Shakespeare para o interior de Minas Gerais, numa linguagem inspirada na poesia literária de Guimarães Rosa. A partir deste momento, obteve grande visibilidade na mídia, embora já fosse sucesso no Brasil e exterior, e conseguiu o patrocínio do Credireal para o trabalho seguinte.
Em 1994, repetiu a parceria com o diretor Gabriel Villela em a "A Rua da Amargura". Neste espetáculo a via-sacra de Jesus Cristo é contada de maneira criativa e emocionante, com momentos divertidos.
Cena do espetáculo "A Rua da Amargura. Foto: Divulgação
Mais uma vez o carisma e o talento dos atores e equipe técnica conquistou grande número de admiradores no Brasil e em diversos países, o que resultou num convite para a adaptação de "A Rua da Amargura" para um especial da TV Globo que recebeu o nome de "A Paixão Segundo Ouro Preto" e foi exibido numa sexta-feira santa.
Um dos maiores destaques de "Romeu e Julieta" e "A Rua da Amargura" é a trilha sonora registrada num belíssimo CD, lançado em 1996. Para a escolha da trilha foi realizada uma pesquisa sobre músicas populares e religiosas, sobretudo mineira. Encontramos neste CD canções de inestimável valor histórico, artístico e popular como "Flor, Minha Flor", "Lua Branca", "Adeste Fidelis", "Queremos Deus", entre outras.
Em 1997, o grupo estreou mais um primoroso trabalho: "Um Molière Imaginário", baseado no texto "O Doente Imaginário" de Molière, onde é contada, de maneira divertida, a história do hipocondríaco Argan que é enganado pela sua esposa, interessada somente no seu dinheiro.
Cena do espetáculo "Um Molière Imaginário". Foto: Divulgação
A genialidade da montagem é comprovada, entre outras coisas, pela criativa idéia de colocar o próprio Molière ressuscitado narrando a história. Esse personagem, inspirado na obra "Memória Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, revê a sua trajetória como dramaturgo.
O sucesso só provou que o Galpão estava no caminho certo e possibilitou a continuação de uma trajetória profissional voltada para a pesquisa da linguagem teatral, cujo maior objetivo é oferecer ao público espetáculos de qualidade, sem deixar de levantar vôos mais altos e inovar.
No espetáculo "Partido", baseado no texto "O Homem Partido ao Meio", de Ítalo Calvino (1998), o Grupo não abandona a busca de uma linguagem popular, mas apresenta um texto mais visceral e profundo no tratamento das questões referentes às angústias e desejos dos seres humanos.
Cena do espetáculo "Partido". Fotos: Divulgação
Certamente, os momentos mais especiais da carreira do Grupo Galpão foram as suas apresentações de "Romeu e Julieta" no Shakespeare's Globe, em Londres. Com grande receptividade do público e crítica, os atores tiveram o privilégio de encenar essa montagem no mesmo lugar onde Willian Shakespeare montou muitos espetáculos no século XVI. Foi o primeiro grupo de teatro brasileiro a se apresentar no local e muitos espectadores comentaram que foi um dos espetáculos baseado em texto de Shakespeare mais interessantes já apresentados em Londres!
Assim que voltou da Inglaterra, começou os preparativos para mais um nova produção denominada "Um Trem Chamado Desejo", homenageando os atores de teatro que lutam para sobreviver diante das dificuldades que os artistas sempre encontraram para mostrar a sua arte.
Cena do espetáculo "Um Trem Chamado Desejo". Foto: Divulgação
O texto, escrito por Luís Alberto de Abreu, narra a trajetória de uma troupe mineira que se sente ameaçada com o surgimento do cinema. Uma belíssima homenagem aos artistas e a Minas Gerais.
Em 2002, dentro das comemorações dos seus 20 anos de estrada, O Galpão nos brindou com o lançamento de um catálogo de fotos e com o CD "Um Molière Imaginário/Um Trem Chamado Desejo".
Como todos os artistas, tiveram uns momentos difíceis e outros de grande sucesso. Nunca deixaram, no entanto, de amar o teatro e encarar o seu trabalho com muita dedicação. Falar sobre todos os trabalhos do Galpão é praticamente impossível diante da riqueza cênica dos mesmos. Optei por comentar mais detalhadamente os últimos espetáculos porque tive o privilégio de assisti-los.
O Grupo Galpão é um exemplo da criatividade e vitalidade do teatro brasileiro, ora se apresentando nas ruas e praças, ora nos palcos do Brasil e do mundo. Numa época em que a individualidade é cada vez mais real no nosso cotidiano, o trabalho de teatro de grupo, onde todos os seus membros opinam e ajudam no processo de criação, prova que a união e o respeito às diferentes idéias é a única maneira de contribuirmos para um mundo mais harmonioso e para a valorização de nossa cultura.
Os atores do Galpão possuem a força de vontade e o talento digno dos artistas que tratam a arte como um sacerdócio e vêem no teatro não só um meio de diversão, como também um veículo de transmissão de idéias e conhecimento.
A atuação do Grupo Galpão na área cultural não se restringe somente ao tablado. Em 1998 recuperou um antigo cinema de Belo Horizonte e o transformou no "Galpão Cine Horto", local onde são oferecidos cursos de formação e aprimoramento artístico, sessões de cinema e espetáculos teatrais.
Eduardo Moreira em frente a sede do Galpão
durante os ensaios de "Um Trem Chamado Desejo
Foto: Nanda Rovere
Minas Gerais é um Estado maravilhoso. A arte mineira reflete toda a beleza natural e arquitetônica da região; a simpatia e a criatividade da população. O Grupo Galpão é um dos maiores representantes desse povo, pois em todos os seus espetáculos estão presentes aspectos da cultura mineira; seja no modo de falar dos atores, nos textos, nos elementos cênicos ou nas músicas.
Cenários, figurinos, músicas, intérpretes e direção estão sempre em harmonia. Provavelmente, um dos maiores méritos dos espetáculos é a utilização da música, não só como pano de fundo das cenas, mas como impulsionadoras da ação dramática. Os atores cantam e tocam instrumentos no palco, o que abrilhanta ainda mais as encenações.
As trilhas sonoras de "Um Trem Chamado Desejo" e "Um Molière Imaginário", por exemplo, possuem temas e canções originais, compostas especialmente para essas montagens. A qualidade das trilhas foi reconhecida com as premiações que receberam; "Um Molière Imaginário" (cujas canções foram assinadas por Fernando Muzzi e Ernani Maletta) recebeu o SESC/SATED, em 1998 e "Um Trem Chamado Desejo" (de Tim Rescala), recebeu o Prêmio Shell, em março de 2002.
Até o final do ano o Galpão pretende apresentar "Romeu e Julieta", "A Rua da Amargura", "Um Molière Imaginário", "Partido", "Um Trem Chamado Desejo" em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e já está em fase de produção um novo espetáculo, com direção de Paulo José.
Antonio Edson, Arildo Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Rodolfo Vaz, Simone Ordones, Teuda Bara e Wanda Fernandes - brilhando num céu de estrelas! (atores); Babaya (preparadora vocal), Ernani Maletta, Fernando Muzzi e Tim Rescala (diretores musicais e compositores), Marcelo Bones (cenógrafo e figurinista), Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Eid Ribeiro, Paulo José (diretores), entre tantos outros profissionais que trabalham ou trabalharam nas produções do Galpão merecem parabéns!
Para conhecer mais detalhadamente esses artistas que já são parte integrante da História do Teatro Brasileiro, é só acessar www.grupogalpao.com.br. Lá os visitantes encontrarão o histórico do Grupo, loja virtual, brincadeiras, agenda, fotos e outros.
Breve Cronologia do Grupo Galpão:
¿ 1982 - "E a Noiva Não Quer Casar...": Linguagem circense e teatro de rua
¿ 1983 - "De olhos fechados": Espetáculo de palco e infantil e "Ó Pro Cê Vê na Ponta do Pé": Pesquisa da linguagem clown voltada ao teatro de rua
¿ 1985 - "Arlequim Servidor de Tantos Amores": Commedia Dell'Arte encenada no palco
¿ 1986 - "A Comédia da Esposa Muda": Novamente trabalham na rua e com Commedia Dell'Arte
¿ 1987 - Projeção nacional do Galpão
¿ 1988 - Projeção internacional
¿ 1987 - "Foi por Amor...": apresentam maior preocupação com a realidade brasileira a partir desse momento e "Triunfo - Um Delírio Barroco": Dedicam-se à dança
¿ 1988 - "Corra Enquanto é Tempo": pela primeira vez os atores tocam música ao vivo
¿ 1989 - Compram a sede no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte
¿ 1990 - "Álbum de Família": Pela primeira vez encenam um drama
¿ 1992 - "Romeu e Julieta": estréia no adro da Igreja São Francisco de Assis em Ouro Preto/MG
¿ 1994 - "A Rua da Amargura"
¿ 1997 - "Um Molière Imaginário"
¿ 1998 - Inauguração do Galpão Cine Horto, no mês de março
¿ 1999 - Estréia "Partido" em maio, e em novembro lançam o livro: "Grupo Galpão: 15 anos de Risco e Rito", de autoria de Cacá Brandão
¿ 2000 - Apresentação de "Romeu e Julieta" em Londres e estréia de "Um Trem Chamado Desejo"
¿ 2001 - Especial "A Paixão Segundo Ouro Preto", na TV Globo
¿ 2002 - Lançamento do CD "Um Molière Imaginário/Um Trem Chamado Desejo" e do livro de fotos "Imagens de Uma História"
Matéria publicada no site Barão em Revista.
postado por: NANDA ROVERE 10:16 PM
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Terça-feira, Fevereiro 21, 2006
Uma bela união entre música e teatro
Por Nanda Rovere ¿ junho/2002.
www.entrecantos.com
O grupo de teatro Galpão, de Belo Horizonte, acabou de lançar um CD, no qual apresenta os temas musicais dos espetáculos ¿Um Molière Imaginário¿ e ¿Um Trem Chamado Desejo¿.
O lançamento do CD faz parte das comemorações do aniversário do Galpão, que está completando 20 anos de existência. Vinte anos encantando platéias de vários países de todo o mundo com seus espetáculos criativos e emocionantes, onde não existem obstáculos entre o erudito e o popular.
O Galpão inovou ao transportar a tragédia Romeu e Julieta, de Shakespeare, para o interior de Minas Gerais, numa linguagem muito próxima à de Guimarães Rosa, ao inserir trechos de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, no espetáculo ¿Um Molière Imaginário¿ (adaptação de ¿O Doente Imaginário,¿ de Molière) e nos encanta e diverte atualmente com ¿Um Trem Chamado Desejo¿, contando a trajetória de uma ¿troupe¿ de teatro mineira nos anos 30, que enfrenta dificuldades de se manter com o surgimento do cinema.
Ouvir esse CD do Galpão é relembrar cenas de grande beleza visual, criatividade e humor inteligente, com pitadas da cultura mineira nos textos, na interpretação dos atores e nas músicas.
O Galpão sempre buscou um contato direto com o público e é essencialmente um grupo de teatro de rua. O risco e a mistura de linguagens (circo, comédia, melodrama, etc) são as principais características destes artistas, que têm por objetivo emocionar os espectadores de todas as idades e classes sociais.
A utilização de músicas nos seus espetáculos é um meio para atingir esse objetivo, funcionando não só como pano de fundo das cenas, mas caracterizando os personagens e impulsionando a ação dramática.
¿Um Molière Imaginário¿/ ¿Um trem Chamado Desejo¿ é o segundo CD do Galpão (o primeiro apresentava as canções dos espetáculos ¿Romeu e Julieta e ¿A Rua da Amargura¿e foi lançado em 1996) e evidencia o apuro técnico dos atores que cantam e tocam instrumentos em cena e o sucesso da parceria com os músicos Fernando Muzzi, Ernani Maletta e a preparadora vocal Babaya.
Para os espetáculos foram compostos temas e canções originais assinadas por Fernando Muzzi e Ernani Maletta (¿Um Molière Imaginário¿) e Tim Rescala (¿Um Trem Chamado Desejo¿), as quais receberam os prêmios Sesc Sated (Um Molière) e Shell (¿Um Trem¿).
Para quem conhece o trabalho do Galpão este CD é uma ótima oportunidade para relembrar os espetáculos, e para quem não o conhece, um meio para entrar em contato com o universo mágico de um grupo que honra o teatro brasileiro; afinal, os artistas do Galpão foram os únicos atores brasileiros que tiveram o privilégio de pisar no palco do Globe Theatre em Londres, onde apresentaram o espetáculo ¿Romeu e Julieta¿ em julho de 2000!
*CD ¿Um Molière Imaginário/Um Trem Chamado Desejo¿- 2000 -. Para adquiri-lo, ligar para (31) 3463-9186.
*Cd ¿Romeu e Julieta/A Rua da Amargura¿ - 1996 - Um interessante trabalho de pesquisa sobre a música mineira popular e religiosa, realizada pelo Grupo Galpão e pelo diretor dos espetáculos, Gabriel Villela.
E NÃO DEIXEM DE OUVIR:
Um presente maravilhoso que ganhei do meu querido amigo Fernando Muzzi!
postado por: NANDA ROVERE 3:03 AM
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Entrevista com o Grupo Galpão
( Nanda Rovere)
O Grupo Galpão de teatro, pelo seu talento e profissionalismo, merece todo o respeito dentro da história do teatro brasileiro.
Em quase 20 anos de trabalho, o grupo encanta pela sua criatividade e valorização de nossa cultura interiorana, popular, sobretudo, mineira.
Em julho do ano passado, o Grupo apresentou o espetáculo Romeu e Julieta no Shakespeare's Globe em Londres e obteve grande sucesso de público e crítica.
Realizando apresentações nas ruas, nas praças e teatros de todo o Brasil e no exterior, o Galpão é, essencialmente, um grupo de teatro de rua.
Entre os espetáculos encenados podemos destacar os mais recentes: Álbum de Família (1990), Romeu e Julieta (1992), A Rua da Amargura (1994), Um Moliére Imaginário (1997), Partido
(1999) e Um Trem Chamado Desejo (2000).
Com Romeu e Julieta, dirigida por Gabriel Villela, o grupo ganhou destaque na mídia e, sem desmerecimento aos demais espetáculos, este é um momento mágico da criação artística. A química entre os atores, o diretor e a equipe técnica foi perfeita.
Os cenários, figurinos e músicas (trilha sonora) das montagens do grupo também merecem destaque.
O Galpão acabou de estrear no fim do ano passado no Galpão Cine Horto (espaço cultural administrado pelo grupo) o espetáculo Um Trem Chamado Desejo. A direção é de Chico Pelúcio, trilha sonora assinada por Tim Rescala, arranjos e direção musical de Fernando Muzzi, preparação vocal de Babaya, canto coral e assessoria musical de Ernani Maletta e cenários e figurinos de Márcio Medina.
O espetáculo é uma criação coletiva do grupo. O texto nasceu durante os ensaios, à partir de oficinas realizadas pelo grupo e foi escrito pelo dramaturgista Luis Alberto de Abreu.
Um Trem chamado Desejo é um musical que conta a história de uma companhia de teatro de Minas Gerais e as suas dificuldades em sobreviver diante do surgimento do cinema.
Na verdade, a trajetória desta companhia é parecida com a história de qualquer ator, de qualquer grupo de teatro.
Em paralelo ao ensaio do espetáculo, o Galpão filmou um curta metragem que faz parte da montagem.
A entrevista concedida por Chico Pelúcio, ator do Galpão e diretor do espetáculo Um Trem Chamado Desejo, transcorreu, entre outras coisas, sobre a trajetória do Grupo, as apresentações em Londres de Romeu e Julieta e sobre este novo espetáculo
Eu e o pessoal do Grupo - simpatia, esforço e talento
Acompanhei um dia inteiro de ensaio do grupo (cerca de 8 horas de trabalho) e fiquei impressionada com a dedicação e o amor de todos ao teatro.
ENTREVISTA COM O GRUPO GALPÃO
Clariarte: Vocês acabaram de voltar da Inglaterra. Lá foram aclamados pelo público e pela crítica no Shakespeare's Globe e no Festival de Manchester. Como foi a experiência de pisar num lugar tão importante como o Globe?
Chico Pelúcio: Foi uma experiência muito especial, que há muito tempo a gente não passava, por vários motivos: Primeiro pelo convite de estarmos apresentando Romeu e Julieta no Globe Theatre, segundo pelo resultado que foi muito bom. O público adorou e a crítica também.
A estadia lá foi, se não perfeita, quase perfeita do ponto de vista das relações e da produção. Isto é resultante, sobretudo, da época que nós estamos vivendo, pois ao mesmo tempo que estamos tendo reconhecimento internacional, nós também estamos com projetos sólidos aqui em Belo Horizonte, como o Cine Horto, projetos ligados a Belo Horizonte, a nossa comunidade. Enfim, a junção do reconhecimento internacional e dos projetos viabilizados, contribuindo para o fortalecimento do Galpão com a nossa cidade, tornou este momento muito especial.
Clariarte: Pode-se dizer que os ingleses são receptivos para com os trabalhos de artistas estrangeiros?
Chico Pelúcio: A informação que nós temos é que os ingleses não costumam assistir a espetáculos estrangeiros e quando vão assistir são resistentes, mas não foi isso o que aconteceu com a gente. Eles gostaram muito e nós ficamos muito felizes com isso.
Clariarte: De alguns anos para cá o Galpão começou a desenvolver uma organização de trabalho mais empresarial. Como isto aconteceu?
Chico Pelúcio: De alguns anos para cá, principalmente após Romeu e Julieta, nossa estrutura cresceu muito e nós fomos obrigados a tornar mais eficientes diversos setores do grupo e, como conseqüência, tivemos que contratar profissionais especializados em diversas áreas. Assim, nossa equipe vem aumentando ao longo dos anos.
Romeu e Julieta e a Rua Da Amargura foram um marco e com a inauguração do Galpão Cine Horto tivemos que ampliar mais ainda o nosso quadro de funcionários. Mesmo funcionando como uma microempresa, somos cooperativados, um grupo onde tudo é decidido de forma democrática e isso é a única saída para um grupo teatral se profissionalizar e mostrar o seu trabalho, cada vez mais, para um número maior de pessoas.
Clariarte: A profissionalização é a única saída para um grupo teatral conseguir realizar seus projetos?
Chico Pelúcio: Eu acredito que sim, pois é muito difícil para um ator fazer tudo.O objetivo básico da profissionalização de nossa produção foi dar espaço e tempo para o ator se desenvolver e exercer a sua função básica que é criar.
Desde a criação do Galpão nós sempre nos ocupamos com a produção dos nossos espetáculos e nós queremos nos liberar desta função.
Clariarte: Na sua opinião, o que manteve e mantém o grupo unido nestes 18/19 anos e qual a importância do teatro de grupo hoje?
Chico Pelúcio: Creio que seja o sentimento autoral que cada membro do Galpão tem para com a história do grupo.
Num mundo individualizado o teatro de grupo contribui para as pessoas se manterem mais unidas.
É uma forma de relacionamento profissional onde cada um tem o seu direito e o seu dever. Isto dá aos integrantes do grupo o sentimento de responsabilidade pela trajetória do Galpão.
O mundo neoliberal obriga as pessoas a pensarem individualmente. Neste sentido, é um trunfo o Galpão estar em pé até hoje.
Clariarte: Vocês concordam que cada vez mais a cultura popular interiorana está sendo valorizada e que os artistas estão voltados para produções artísticas onde a prioridade é a qualidade e não o mercado?
Chico Pelúcio: Ao contrário do que se pensava, a globalização, a Internet, não acabaram com as características regionais, pois para sobreviver no mundo globalizado, cada vez mais, o indivíduo está buscando a sua identidade para poder garantir o seu espaço.
Clariarte: Na Revista Marketing Cultural (ago/2000), você comentou que o Grupo está totalmente voltado para a valorização da cultura mineira. Isto sempre foi uma preocupação do Galpão, não foi?
Chico Pelúcio: Este lado do grupo está muito forte nestes últimos três anos. Nós estamos buscando ações que possam ter um perfil social, de ligação com a cidade. No nosso novo espetáculo, por exemplo, nós falamos da nossa cidade.
Com relação à cultura popular nós sempre estivemos ligados a ela, mas não é regra.
Partido, por exemplo, é completamente diferente das montagens de Romeu e Julieta e da Rua da Amargura que têm um caráter popular.
Clariarte: A recuperação do Cine Horto vem desta idéia de maior integração com a cidade de Belo Horizonte?
Chico Pelúcio: Sim, principalmente com o segmento artístico da nossa cidade. Temos cerca de 40 a 50 pessoas ligadas ao teatro passando pelo Cine Horto diariamente.
Clariarte: O Cacá Brandão lançou o livro " Grupo Galpão 15 Anos De Risco e Rito", contando a trajetória do Grupo. Qual a emoção de ser homenageado e como foi rever a trajetória de vocês?
Chico Pelúcio: Foi fundamental na história do grupo. Começamos a elaborar o livro quando tínhamos 15 anos de Galpão e ele ficou pronto assim que completamos 18 anos.
Nesse meio tempo, revimos a trajetória do grupo de acordo com a vivência de cada integrante, pois todas as situações escritas por Cacá Brandão foram revisitadas por todos os membros do grupo. Foi como passar a limpo a nossa história.
Ver o livro pronto foi como um filho nascendo.
Clariarte: Como foi o processo de criação do livro?
Chico Pelúcio: A idéia do livro foi do Eduardo Moreira e foi ele quem coordenou a sua elaboração.
A primeira pessoa que pesquisou a nossa trajetória foi a Roseane Trota, do Rio de Janeiro, mas a dificuldade ocasionada pela Roseane morar no Rio, acabou levando o projeto para as mãos do Cacá.
Clariarte: Para vocês, qual o papel do teatro na sociedade?
Chico Pelúcio: A função primordial é retratar, recriar e reproduzir a realidade.
O teatro não tem que apontar soluções, não precisa ter partido político ou religião, mas tem a obrigação de repensar uma realidade coletiva ou individual.
Além disso, deve proporcionar lazer e divertimento. Não precisa ser comédia, mas o teatro não poder aborrecer o espectador. Tem que dar prazer e envolver as pessoas de alguma forma.
Clariarte: O teatro está chegando até as pessoas e tem conseguido atingir estes objetivos que você acabou de falar?
Chico Pelúcio: Isto é uma questão presente desde os anos 30. Este tema sempre foi questionado pelos artistas de teatro.
Nós estamos ensaiando um espetáculo baseado nos anos 20, começo da década de 30, e em tudo o que nós pesquisamos esta questão estava presente e, hoje, ela é super atual. O teatro hoje tem uma diversidade de produções e, certamente, algum dos trabalhos nos toca.
Clariarte: ( Pensei nisto porque escuto muito na mídia a observação que as casas de espetáculos estão vazias, mas quando vou, por exemplo, ao TBC vejo o contrário).
Chico Pelúcio: O Nelson Sargento tem um samba onde ele diz: "O samba agoniza, mas não morre". No nosso espetáculo, uma hora nós falamos: " O teatro agoniza, mas não morre"
Clariarte: Vocês têm o patrocínio da Telemig e da Petrobras. Qual a importância desses apoios para o Grupo?
Chico Pelúcio: Teatro, no mundo inteiro, nunca foi um produto comercial. Ele tem que ser subsidiado, incentivado pelo poder público. Os nossos patrocínios foram viabilizados pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Sem estes patrocínios nós não sobreviveríamos. A bilheteria está muito longe de pagar o nosso custo básico, pois os projetos que temos desenvolvido são quase sempre gratuitos ou a preços
simbólicos.
É o custo que a sociedade tem para desenvolver atividades artísticas ou sociais e tanto ela quanto o poder público tem que estar presente.
Sem as leis de incentivo seria muito difícil a obtenção dos patrocínios.
Sede
Inês, Eduardo e Fernanda
Entrevista publicada no site Clariarte.
postado por: NANDA ROVERE 3:03 AM
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O Grupo Galpão no Shakespeare's Globe
O Grupo Galpão, um dos mais importantes grupos de teatro do Brasil, estará até o dia 23 de julho em Londres apresentando o espetáculo Romeu e Julieta, dirigido por Gabriel Villela, no Globe (teatro onde Shakespeare encenava suas peças teatrais) reinaugurado em 1996.
Romeu e Julieta foi apresentada em 1996 no Parque Batursea em Londres e encantou os espectadores, por isso, o Grupo foi convidado a apresentar o espetáculo no festival que comemora os 500 anos do Brasil.
Encenado na rua, inspirado na linguagem de Guimarães Rosa e de Minas, utilizando elementos da cultura popular nos figurinos, músicas e cenário (os atores representam em cima de pernas de pau numa veraneio); o espetáculo é um momento mágico da criação artística.
O Globe Theatre foi construído entre 1598 e 1599 no período do reinado de Elisabeth I.
Naquele período a tentativa de se estabelecer no país a religião Anglicana impulsionou o desenvolvimento do teatro, o qual estava inserido num pensamento de valorização da arte clássica renascentista e preocupação com a identidade nacional.
Certamente influenciado por este momento histórico, Shakespeare criou textos teatrais onde o tema central é o homem com seus problemas, grandezas e fraquezas.
Pouco se sabe sobre a vida de Shakespeare, somente que nasceu em abril de 1534 em Strattford-Upon-Avon (Inglaterra) e que em 1542 era dramaturgo conhecido em Londres onde se tornou sócio do Globe Theatre trabalhando como ator e dramaturgo com o grupo Chamberlain's Men.
Mesmo sendo palco de grandes apresentações teatrais o teatro foi demolido em 1644.
Durante aproximadamente três séculos pouco se soube sobre a existência do teatro em virtude da escassez de registros documentais de sua existência .
Em 1969 o ator americano Sam Wanamaker idealizou um projeto de reconstrução do local, mas dificultada por problemas políticos, somente à partir de 1987 a sua reconstrução (réplica do original) começou a ser realizada num local perto de onde o Globe existiu e com técnicas e alguns materiais do período elisabetano.
Baseada em pesquisas arqueológicas a reconstrução foi a cópia mais fiel possível da construção original e após quatro anos de sua inauguração é um dos pontos culturais e turísticos mais importantes da cidade de Londres.
Procurando resgatar o espírito do século XVII, as montagens realizadas no Globe costumam trabalhar só com elencos masculinos procurando ser o mais fiel possível ao estilo de representação da época de Shakespeare. As peças são encenadas com luz natural e com músicas executadas ao vivo; a bandeira do teatro é hasteada durante as apresentações. O teatro funciona praticamente ao ar livre e é aberto ao público somente de maio a setembro.
Além do espaço para apresentações teatrais, o Globe possui uma biblioteca, um centro de educação e exposição permanente sobre Shakespeare.
É a primeira vez que um grupo brasileiro se apresenta no Globe. Segundo Mark Rylance, diretor artístico do Globe, todos os anos uma companhia estrangeira é convidada a se apresentar no teatro e a escolha do Galpão se deu em virtude do grupo apresentar Shakespeare à partir de elementos da cultura brasileira, além de ter como preocupação levar o espetáculo para a rua; recuperando um aspecto importantíssimo do teatro produzido por Shakespeare que era tornar o teatro acessível à toda a população.
Não poderiam ter convidado outra montagem para melhor representar o Brasil em Londres, pois Romeu e Julieta é um espetáculo encantador que pela sua originalidade e beleza cênica emociona quem o assiste.
É uma honra para o nosso país possuir um grupo talentoso como o Grupo Galpão, que através de suas montagens contribui para a valorização e difusão de nossa riqueza cultural no Brasil e no exterior.
-Folha de São Paulo, Caderno Ilustrada, 10 de junho de 2000.Grupo mineiro de rua vai ao teatro de Shakespeare. Autor: Otávio Dias.
-Folha de São Paulo, Caderno Ilustrada, 18 de setembro de 1994 . "O Renascimento do Globe". Autor: Sérgio Malbergier.
Site: www.shakespeares-globe.org
Site: culturabrasil.art.br/galpão
postado por: NANDA ROVERE 2:59 AM
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RELEASE
TERESINHA e GABRIELA
uma na rua e a outra na janela
MERDA PROS MEUS AMIGOS
EVILL, LILIH E WAGNER!
Do original ¿Teresinha e Gabriela¿, de Ruth Rocha, o Teatro das Epifanias, um núcleo da Cooperativa Paulista de Teatro, cria o seu primeiro espetáculo musical infantil, ¿Teresinha e Gabriela ¿ uma na rua e a outra na janela¿. Com a dramaturgia de Evill Rebouças, direção de Wilma de Souza, letras e músicas de Gilda Vandenbrande nos divertimos com as personagens ¿TERESINHA¿ (Yael Pecarovith) e ¿GABRIELA¿ (Lilih Curi) e os dez bonecos que ganham vida nas mãos do contador de histórias (Marcelo Galdino). Os bonecos desta encenação foram especialmente confeccionados pelo artista plástico Sérgio Esteves, ambientando um universo lúdico que, aos poucos, vai revelando as diferenças entre as duas meninas que não se conhecem e que alimentam uma mútua antipatia entre si por terem hábitos opostos. Com o auxílio das personagens Lua, Sol, Gato e Cachorro, entre outros, ¿TERESINHA¿ e ¿GABRIELA¿ descobrem a importância de conviver e aceitar as diferenças. O espetáculo tem duração de 55 minutos.
Contato:
Lilih Curi - (11) 9353 7605 ou 3668 6517
FICHA TÉCNICA
Do original de RUTH ROCHA
Dramaturgia: EVILL REBOUÇAS
Direção Artística: WILMA DE SOUZA
Letras, Músicas & Direção Musical: GILDA VANDENBRANDE
Elenco: LILIH CURI, MARCELO GALDINO e YAEL PECAROVICH
Cenografia: TCHÊ ARAÚJO
Bonecos: SÉRGIO ESTEVES
Figurinos: LILIH CURI e WAGNER DE MIRANDA
Maquiagem: FERNANDO POMPEU
Iluminação: WILMA DE SOUZA
Arte Gráfica: SÉRGIO ESTEVES
Fotografia: CALEB BORDI e SILMARA BALDI
Adereços e Objetos de Cena: LILIH CURI e SILMARA BALDI
Ass. de Direção: JOÃO PETRY
Ass. de Produção: AILTON RIBEIRO
Ass. de Figurinos: CRESO PESSURNO
Ass. de Maquiagem: CALEB BORDI
Costureira: BERÊ
Operação de Som e Luz: SILMARA BALDI
Produção e Administração: LILIH CURI e SILMARA BALDI
Realização: TEATRO DAS EPIFANIAS
Temporada:
de 04 de março a 29 de abril - sábados às 11 horas
e 21 de abril (feriado) - sexta às 11 horas
Local:
Teatro SESC Anchieta - Rua Dr. Vila Nova, 245 - Centro - SP.
Grátis - Retirada de senha com 1 h de antecedência na bilheteria.
Informações: (11) - 3234 3000
E QUEM QUISER LER UM TEXTO MUITO LEGAL DO EVILL (A TRANSPOSIÇÃO DA LITERATURA PARA O PALCO), ME AVISA QUE EU MANDO!
postado por: NANDA ROVERE 2:28 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
A Noite Antes da Floresta estréia dia
17 de fevereiro no Espaço dos Satyros
Traduzido em mais de 30 línguas, encenado em mais de 50 países, o dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès é hoje reverenciado no mundo todo. Outsider, homossexual, um radical na vida e na arte, que morreu aos 41 anos de Aids, ele terá sua primeira peça, A NOITE ANTES DA FLORESTA, montada, pela primeira vez, no Brasil. O espetáculo, que marca a 98ª montagem do diretor Francisco Medeiros, estréia no dia 17 de fevereiro, às 21h30 no Espaço dos Satyros. No palco, o texto ganha vida na interpretação do ator Otávio Martins, que teve que emagrecer nove quilos e raspar a cabeça no processo para criação do personagem, um homem completamente ensopado pela chuva, que tenta se comunicar com outro homem na rua, e estabelecer um contato humano diante de condições sub-humanas de sobrevivência. Atualmente os textos do autor estão sendo montados nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argentina, Chile, México, Inglaterra, Suécia, Espanha, Itália, Áustria e em mais 17 países. A peça está estruturada em uma frase de 62 páginas, sem ponto.
Para roteiro:
A NOITE ANTES DA FLORESTA ¿ Com Otávio Martins. Estréia 17 de fevereiro, sexta-feira, 21h30. Direção ¿ Francisco Medeiros.
ESPAÇO DOS SATYROS 1 ¿ Praça Roosevelt, 214 ¿ Centro. Telefone (11) 3258-6345. Texto ¿ Bernard-Marie Koltès. Tradução ¿ Otávio Martins. Iluminação ¿ Domingos Quintiliano. Cenografia ¿ Maria Duda. Figurino ¿ Elena Toscano. Trilha sonora ¿ Aline Meyer. Preparação corporal ¿ Thiago Antunes. Assistência de Direção ¿ Tatiane Daud. Produção ¿ Walter Gentil. Assistente de produção ¿ Rafael Aranha. Pesquisa ¿ Luís Cláudio Machado. Temporada ¿ Sextas-feiras e sábados às 21h30. Duração ¿ 80 minutos. Censura ¿ 16 anos. Até 8 de abril.
Assessoria de Imprensa
ARTEPLURAL Comunicação
Jornalista responsável ¿ Fernanda Teixeira
MTb-SP: 21.718 ¿ tel. (11) 3885-3671/ 9948-5355
arteplural@uol.com.br
postado por: NANDA ROVERE 10:02 AM
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ESSA NOSSA JUVENTUDE ¿ Reestréia dia 10 de fevereiro, às 21h30, no TEATRO FECOMÉRCIO. Rua Dr. Plínio Barreto, 285 ¿ Bela Vista. Telefone: (011) 3188.4141
Texto de Kenneth Lonergan. Direção - Laís Bodansky. Elenco - Paulo Vilhena, Gustavo Machado e Silvia Lourenço. Iluminação ¿ Alessandra Domingues. Cenário -Cássio Amarante e Marcelo Larrea. Tradução e produção - Christiane Riera e Maria Luisa Mendonça. Produção - Maria Luisa Mendonça e Christiane Riera. Colaboração - Bráulio Mantovani. Direção de Produção - Morente Forte. Temporada - até 30 de abril. Duração ¿ 1h40 min. Censura - Recomendado a partir de 14 anos.
postado por: NANDA ROVERE 10:02 AM
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DANILO BRITO, VENCEDOR DO PRÊMIO
VISA DE 2004, FAZ SHOW NO SESC SANTANA
Aos 20 anos, o compositor e bandolinista paulistano faz show único com músicas
de seu segundo CD, Perambulando. Bebendo na fonte do choro tradicional,
deve lançar seu terceiro CD ainda este ano
O bandolinista e compositor Danilo Brito, vencedor do Prêmio Visa de Música Brasileira de 2004, faz apresentação no Teatro SESC SANTANA no dia 22 de fevereiro, quarta-feira, às 21 horas. O jovem músico paulistano, 20 anos - que tem planos para lançar seu terceiro CD ainda em 2006 - apresenta o show do CD Perambulando, seu mais recente trabalho, lançado em março de 2005 pela gravadora Eldorado. Dividem o palco com ele os músicos Luizinho (violão 7 cordas), Tigrão (pandeiro), Zé Barbeiro (violão), Miltinho (cavaquinho) e Marco Bertaglia (violão).
No repertório do show, recheado de chorinhos, estão composições de Danilo, como Perambulando, além de canções de outros artistas como Um a Zero (Pixinguinha), Confidências (Ernesto Nazareth) e Julieta (Mário Álvares). Danilo Brito explica que o público também influi no repertório. ¿Costumo abrir espaço para pedidos do público, que sempre pede clássicos como Odeon (Ernesto Nazaré) e Tico-tico no Fubá (Zequinha de Abreu)¿, conta o músico.
Crescido e criado entre rodas-de-choro, filho e irmão de músicos amadores, Danilo Brito assume a bandeira do choro tradicional, ¿à moda antiga¿, como costuma dizer. Começou a dar seus primeiros acordes aos 6 anos, levado pelo pai às rodas-de-choros de lojas de instrumentos musicais como a Del Vecchio e Contemporânea, na região central de São Paulo. Danilo lançou seu primeiro disco, Moleque Atrevido (Pequizeiro/ Eldorado), produzido pelo violeiro Téo Azevedo, aos 13 anos. Entre suas influências, Danilo cita Jacó do Bandolim, Waldir Azevedo, Luperce Miranda, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.
Para Roteiro
DANILO BRITO - Dia 22 de fevereiro, quarta-feira, às 21 horas. Ingressos - R$ 8,00; R$ 6,00 (usuário inscrito); R$ 4,00 (estudante com carteirinha e maiores de 60 anos) e R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). Capacidade do teatro ¿ 349 lugares. Duração ¿ xxx minutos. Ingressos à venda em todas as unidades do SESC. Acesso para deficientes físicos. Censura ¿ xxx anos.
TEATRO DO SESC SANTANA ¿ Av. Luiz Dumont Villares, 579 ¿ Santana. Fone: (11) 6971-8700. Capacidade do Teatro ¿ 349 lugares. Bilheteria ¿ Em todas as unidades do SESC, de terça a sexta-feira das 13 às 21 horas e sábados, domingos e feriados das 9 às 17 horas. Aceita dinheiro, cheque e cartão de crédito Visa, MasterCard e Amex. Ar condicionado. Acesso para deficientes físicos. Estacionamento no próprio Sesc ¿ R$ 7,00 pelo período de 1 hora + R$1,00 por hora adicional (usuário do SESC com carteirinha paga R$3,50 pelo período de 1 hora + R$0,50 por hora adicional). www.sescsp.org.br
Assessoria de Imprensa
ARTEPLURAL Comunicação
Jornalista responsável - Fernanda Teixeira
MTb-SP: 21.718 - tel. (11) 3885-3671 / 9948-5355
arteplural@uol.com.br
postado por: NANDA ROVERE 10:00 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
Encontros com pesquisadores, cenógrafos, diretores, atores e profissionais das artes cênicas. Em debate, as relações entre os diversos elementos do fazer teatral e as diferentes formas de processamento artístico e criação cênica. Mediação do Grupo CenografiaBrasil.
Possibilidades de criação em grupo
Mesa-redonda com Renato Ferracini ¿ Grupo Lume, Guilherme Bonfante ¿ Teatro da Vertigem e Luís Fernando Marques ¿ Grupo XIX de Teatro. Mediação Renato Rebouças. Grátis
Dia(s) 08/03 Quarta, 20h.
SESC Belenzinho
Parcerias e processos colaborativos
Mesa-redonda com a iluminadora Marisa Bentivegna e a diretora Cristiane Paoli Quito, o cenógrafo Márcio Medina e a diretora Maria Thaís. Mediação Fausto Viana. Grátis
Dia(s) 15/03 Quarta, 20h.
SESC Belenzinho
Espaços alternativos x liberdade criativa
Mesa-redonda com o cenógrafo e diretor de arte Marcos Pedroso e o diretor Rodolfo Garcia Vasquez ¿ Cia. de Teatro Os Satyros. Mediação Aby Cohen. Grátis
Dia(s) 22/03 Quarta, 20h
SESC Belenzinho
postado por: NANDA ROVERE 11:56 PM
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Sábado, Fevereiro 04, 2006
LAVÍNIA PANNUNZIO
Atriz, escritora, figurinista, cenógrafa...já fez um pouco de tudo nos palcos
Conheço o trabalho de Lavínia faz um tempão. Infelizmente só vi quatro espetáculos com essa atriz de muito talento (incluindo Esperando Godot), mas sempre acompanhei a sua carreira e torci pelo seu sucesso.
Ela, junto com Bete Coelho, Magali Biff e Vera Zimmermann está ótima em Esperando Godot.
Fiquei muito feliz em saber, conversando com ela por esses dias, que ela costuma ler os meus textos. Fiquei lisonjeada porque a admiro muito!
Esperando Godot
Um pouco de sua trajetória:
Teatro:
Temporada de Gripe
João e Carlota
O que Restou do Sagrado
3,2,1
Em defesa do companheiro Gigi Damiani
Bartolomeu, que será que nele deu ?
WILD STORIES
Linha de Fuga
Abajur Lilás
Medusa de Rayban
...Em Moeda Corrente do País
O Mendigo Ou O Cão Morto
Réquiem Para Um Rio Morto (leitura)
Não Esqueça de Aguar as Plantas (leitura)
A Noite em que Blanche Dubois Chorou Sobre a Minha Alma (leitura), etc
13 Movimentos or... It's up to you!, de Alexandre Stockler em parceria com Lavínia
Cinema
Boleiros 2
Cama de Gato
Zé Amaro e Irineu - média
Chateaubriand - Cabeça e Paraíba ¿ curta
Retratos (2000) ¿ curta
TV
As Pupilas do Senhor Reitor
O Direito de Nascer
Currículo retirado do release da peça Esperando Godot, onde ela interpreta Pozzo
Atua profissionalmente desde 1980, dedicando-se a conhecer a dramaturgia contemporânea. Trabalhou com Mário Bortolotto em GETSÊMANI (longa), TANTO FAZ, CLAVÍCULAS, DENTES GUARDADOS, POSTCARDS DE ATACAMA, MEDUSA DE RAYBAN e O QUE RESTOU DO SAGRADO; Zé Renato em JOÃO E CARLOTA; Felipe Hirsch em A VIDA É CHEIA DE SOM E FÚRIA e TEMPORADA DE GRIPE, de Will Eno; Márcio Araújo em 3,2,1, ZÉ AMARO E IRINEU e A HORA É AGORA; Alexandre Stockler em WILD' STORIES, LINHA DE FUGA e 13 MOVIMENTOS, com quem dividiu essas criações; Zé Celso Martinez Corrêa em CACILDA!; Gabriel Villela, em O MAMBEMBE; Emilio di Biasi em BUDRO; André Pink, Cristiane Paoli Quito e Yacov Hillel. Montou textos de Walcyr Carrasco, Abílio Pereira de Almeida, Plínio Marcos, Claudia Schapira, Bertolt Brecht, Pedro Vicente, Ana Ferreira, Bosco Brasil, Wagner Salazar, Woody Allen, João Cabral de Melo Neto, Martins Pena e alguns próprios. Adaptou para o cinema o conto BELO HORIZONTE (de Reinaldo Moraes) e o livro A ÚLTIMA TRINCHEIRA (de Fábio Pannunzio) e para o teatro os livros VELUDINHO e ERA UMA VEZ UM RIO (de Martha Pannunzio) ¿ primeiras experiências como dramaturga e diretora, depois de 25 anos de teatro, com incursões pelo cinema, artes plásticas, dança e TV.
MATÉRIAS INTERESSANTES:
http://www.jornalcorreio.com.br/v2/noticia_ver.aspx?id=12859&data=
www.terra.com.br/istoegente/300/diversao_arte/cine_boleiros2.htm
CRÍTICAS:
Fernanda D`umbra e Lavínia Pannunzio, viscerais sem perderem a esperteza nem a agilidade do texto
O Que Restou do Sagrado
www.intercidadania.com.br/ noticia.kmf?noticia=2576341&sessao=60&total=18&indice=0
Lavínia Pannunzio e Teca Pereira completam o competente elenco de um embate moral
intenso e hilário.
Em Moeda Corrente do País
www.opalco.com.br
WILD STORIES
Sob luz negra, um boneco feito de grossas tiras de seda parece ganhar vida e sentimentos na manipulação precisa de Ando Camargo e Lavínia Pannunzio.
Veja SP
http://semgelo.zip.net - blog da Fernanda D`umbra
Lavínia em O Que Restou do Sagrado
postado por: NANDA ROVERE 4:49 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
A PRUDÊNCIA
de Claudio Gotbeter
Teatro dos Sátyros
Sábados19h00 e domingos 18h30
Davi Taiu e Eduardo Estrela
postado por: NANDA ROVERE 6:44 PM
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O SESC SANTANA presenteia o público com a
exibição gratuita de clássicos do cinema com a Mostra O OURO DA COMÉDIA ITALIANA, que acontece nos dias 7, 14 e 21 de fevereiro, terças-feiras, às 19 horas, exibindo os filmes Ginger e Fred, de Frederico Fellini; Nós que Nos Amávamos Tanto; de Ettore Scola, e Quinteto Irreverente, de Mario Monicelli. Na noite de abertura, Flávio de Souza Brito, professor de História do Cinema na FAAP e editor do site Mnemocine, participa de um bate-papo com os espectadores, falando sobre a comédia na Itália, enfocando a maneira como os diretores Fellini, Scola e Monicelli abordaram o gênero em seus filmes.
postado por: NANDA ROVERE 6:43 PM
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GEORGETTE FADEL É JOANA NA NOVA
MONTAGEM DE GOTA D¿ÁGUA ¿ BREVIÁRIO
QUE ESTRÉOU DIA 11 NO SESC IPIRANGA
Mais de três décadas depois da primeira montagem (uma megaprodução com
elenco encabeçado por Bibi Ferreira, sob a direção de Gianni Ratto),
o texto clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes ganha nova leitura, agora
com palco em forma de arena e direção de Heron Coelho. Transpondo a tragédia grega
de Medéia para a miséria urbana carioca, o espetáculo, que abre a programação
teatral de 2006 do SESC IPIRANGA, terá música ao vivo e traz
no papel de Joana a atriz e diretora Georgette Fadel.
Em cartaz às quartas-feiras, às 21 horas, até 29 de março
Escrita em 1975 por Chico Buarque e Paulo Pontes, a peça Gota D¿Água ganha nova montagem no SESC IPIRANGA. A releitura enxuta tem o título de GOTA D¿ÁGUA ¿ BREVIÁRIO e tom mais naturalista. Com direção de Heron Coelho, o musical estréia dia 11 de janeiro, quarta-feira, às 21 horas, no teatro, e abre a programação de 2006 da unidade, sendo apresentado semanalmente até dia 29 de março. No elenco, Georgette Fadel, Cristiano Tomiossi, Alexandre Krug, Luiz Mármora, Daniela Duarte, Luciana Barros e Flávia Melman, que entoarão as conhecidas canções acompanhados pelos músicos Alessandro Pennezi (que também assina a direção musical), Miró Parma e Richard Armando. Na iluminação, a diretora Cibele Forjaz, da Cia Livre de Teatro.
Transpondo a tragédia grega de Medéia para a miséria urbana carioca, em forma de poema com mais de quatro mil versos, GOTA D¿ÁGUA ¿ BREVIÁRIO tem como pano de fundo as agruras sofridas pelos moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia, e, no centro, a relação entre Joana (Georgette Fadel) e Jasão (Cristiano Tomiossi), um compositor popular assediado pelo poderoso empresário Creonte. O músico termina por largar Joana e os dois filhos para casar-se com Alma, a filha do empresário, o que leva Joana ao suicídio. Antes, porém, ela mata os próprios filhos como vingança à ingratidão de Jasão.
GOTA D¿ÁGUA ¿ BREVIÁRIO conta com a participação da atriz paulista Georgette Fadel, que se diz encantada com a poesia do espetáculo. Para ela, que interpretará Joana, a responsabilidade é tremenda. ¿Estou encarando essa personagem com humildade. Para mim é um grande desafio, mas o texto é maravilhoso¿, comenta ela. A atriz conta que a poesia do texto está guiando o elenco e que a nova montagem é repleta de desafios, como o palco em arena.
A nova montagem, ao contrário das anteriores que eram em palco italiano, será em formato de arena, permitindo uma interação do elenco com o público. De acordo com Heron Coelho, diretor do espetáculo, ¿a opção pela utilização do formato arena foi feita para enfatizar os conceitos de dualidade contidos no texto: O bem e o mal, homem e mulher, oprimido e opressor, as diferenças sociais. Dessa forma, vamos evidenciar também a relação público/ator¿, explica o diretor. ¿Há um rompimento com o contemplativo do palco italiano, buscando uma relação direta com o público. Também faremos uso de uma leitura naturalista, centrada na força do discurso dos personagens, fator que reforça a atualidade do texto¿, explica ele.
O REECONTRO DO TEXTO
Heron conta que sempre sonhou em montar GOTA D¿ÁGUA ¿ BREVIÁRIO, pois possui absoluta paixão pelos textos de Paulo Pontes. O reencontro com o texto veio com o Projeto Em Cena, Ações!, realizado em parceria com o SESC IPIRANGA, durante quatro meses de 2005 e que destacou peças históricas como Opinião, Liberdade Liberdade, Arena Conta Zumbi, Arena Conta Tiradentes, O Rei da Vela, Roda Viva, Calabar e Ópera do Malandro, além de Gota D¿Água. O projeto era composto por uma apresentação cênico-musical (principais cenas) sobre textos selecionados do repertório teatral brasileiro dos anos 60 e 70, com um elenco de atores, cantores e músicos, numa releitura que visava apresentar o caráter atual dos textos.
¿Um dos módulos do projeto foi dedicado ao Chico Buarque. Convidei a Georgette para viver a Joana, e o casamento dela com o papel foi formidável¿, conta Heron. A partir daí, para a idéia de trazer de volta o texto aos palcos, foi uma passagem rápida. ¿A visão ácida sobre as relações opressivas entre o mais forte e o mais fraco e a irrefreável força do dinheiro que ergue e destrói coisas belas é tão atual que quis montar o espetáculo na hora.¿
Depois disso Heron deu início ao projeto de montagem com novas propostas de linguagens cênicas, alguns experimentos como o número reduzido de atores e a utilização de música ao vivo. ¿Também quis deixar explícito a briga de forças opostas, o bem e o mal, sendo a personagem da Joana o meio termo, ou seja, o equilíbrio¿, comenta Heron. Por isso o acréscimo do termo ¿Breviário¿ ao título da peça, expondo exatamente este caráter de uma nova proposta de leitura e encenação. Para Georgette Fadel, o trabalho de dar vida à Joana é muito difícil, pois a personagem sofre durante quase todo o espetáculo. ¿Como nossa montagem segue a linha realista, estou procurando todas as modulações possíveis para o sofrimento. Apesar da personagem viver um cotidiano diferente do meu, me identifico com alguns aspectos dela, como, por exemplo, o conflito de classes¿, explica a atriz.
MÚSICA AO VIVO
Com composições de Chico Buarque (entre elas Gota D¿Água, Flor da Idade, Bem Querer e Basta Um Dia), GOTA D¿ÁGUA ¿ BREVIÁRIO conta com uma música sofisticada. Para esta montagem, o diretor optou, ainda, por utilizar temas incidentais especialmente compostos para o espetáculo, em que arranjos de sopro e cordas confluem com experimentos de percussão como jongos, pontos de macumba e corimas de atabaques e djambês.
O cenário e os figurinos, confeccionados pelo diretor e os atores, também seguem uma linguagem naturalista. ¿Os figurinos terão aspecto artesanal enquanto a cenografia usa elementos móveis devido ao formato do palco ser de arena¿, explica Heron.
SOBRE GOTA D¿ÁGUA
Com músicas de Chico Buarque, que também assinava o texto com Paulo Pontes, Gota D¿Água estreou em 1975 no Rio de Janeiro. O espetáculo, que contava com Gianni Ratto na direção geral e Dori Caymmi na direção musical, mostrava (a partir da trama da Medéia, de Eurípides) os mecanismos de dominação que regem as relações sociais entre a elite e as camadas populares, tomando como cenário um conjunto residencial do subúrbio carioca. No elenco, Bibi Ferreira, Oswaldo Loureiro, Luiz Linhares, Roberto Bonfim, Bete Mendes, Sonia Oiticica, Carlos Leite, Isolda Cresta, Norma Sueli, Selma Lopes, Maria Alves, Roberto Rônei, Isaac Bardavi, Geraldo Rosas e Angelito Melo. Em São Paulo, a montagem contou com um grupo de dança, composto por 12 bailarinos, e por uma orquestra ao vivo, integrada por 6 músicos.
SOBRE HERON COELHO
Formado em letras pela Universidade de São Paulo (USP), em 1999, e mestrado em literatura brasileira, Heron Coelho iniciou carreira artística em produções de discos e alguns espetáculos musicais. Como diretor e roteirista, trabalhou nos musicais Rainha Quelé ¿ Tributo a Clementina de Jesus (2001), evento que contou com o lançamento da biografia da sambista (também organizada por ele); O Canto da Guerreira (2003), sobre a vida e obra de Clara Nunes; Por Lamartine... Babo! - Do Guarani ao Guaraná (2004), em comemoração ao centenário do compositor; Operetas de Noel Rosa (2004); Sua Excelência Vedete (2004), com Virgínia Lane, e Geraldo Filme ¿ Carnaval e Tradição (2005). Como editor, lançou o perfil biográfico de Aracy de Almeida, escrita por Hermínio Bello de Carvalho, e como produtor artístico, excursionou pela Europa e África com a cantora Dona Inah, cujo CD Divino Samba Meu, produzido por ele, recebeu o prêmio TIM na categoria revelação. Fundou a companhia teatral Cia de Domínio Público e em 2005 idealizou o projeto Em Cena, Ações!, no Sesc Ipiranga, no qual remontou alguns clássicos do musical teatral brasileiro dos anos 60 e 70.
SOBRE GEORGETTE FADEL
Atriz e diretora formada pela Escola de Arte Dramática ECA-USP, nasceu no interior de São Paulo, na cidade de Laranjal Paulista. Atualmente faz parte da Cia São Jorge de Variedades e é professora de Interpretação na Escola Livre de Teatro (ELT) de Santo André e do Estúdio Nova Dança, em São Paulo. Dirigiu os espetáculos No Caminho, Sete Passos para Dentro; Estela do Patrocínio (direção musical de Lincoln Antonio); Santa Luzia Passou Por Aqui Com Seu Cavalinho Comendo Capim (SESI-SP); Osvaldo Raspado no Asfalto; Sete Vidas de Santo (de Celso Cruz); Leo Não Pode Mudar o Mundo (de Rogério Toscano); Biedermann e os Incendiários (de Max Frisch); Bartolomeu, O Que Será Que Nele Deu? (de Cláudia Schapira); O Último Carro, (de João das Neves); Cabra (de Marcos Damigo); Um Credor da Fazenda Nacional (de Qorpo-Santo) e Pedro o Cru (de António Patrício). Como atriz, atuou nos espetáculos Estela do Patrocínio; As Bastianas (de Gero Camilo e direção de Luís Mármora); Bartolomeu, O Que Será Que Nele Deu?; Esperando Godot (de Samuel Beckett e direção de Cristiane Paoli Quito); Santa Joana dos Matadouros (de Bertolt Brecht); Ensaio Para Danton e Yerma (de Federico Garcia Lorca e direção de Neide Veneziano), entre outras.
Para roteiro:
GOTA D¿ÁGUA ¿ Estréia dia 11 de janeiro, quarta-feira, às 21 horas, no Teatro Sesc Ipiranga. Texto ¿ Chico Buarque e Paulo Pontes. Direção ¿ Heron Coelho. Direção Musical ¿ Alessandro Pennezi. Elenco ¿ Georgette Fadel, Cristiano Tomiossi, Alexandre Krug, Luiz Mármora, Daniela Duarte, Luciana Barros e Flávia Melman. Iluminação ¿ Cibele Forjaz. Cenografia e Figurinos ¿ Heron Coelho. Músicos ¿ Alessandro Pennezi (violão e sopros), Miró Parma (percussão) e Richard Armando (sopros). Censura ¿ 12 anos. Duração ¿ 90 minutos. Gênero ¿ Musical. Temporada ¿ Quartas-feiras às 21 horas. Ingressos ¿ R$ 10,00 (público geral); R$ 5,00 (usuário matriculado, estudantes com carteirinha e pessoas com mais de 65 anos) e R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculados). Temporada - Até 29 de março, às quartas-feiras, às 21 horas.
Atenção: Nos dias 25 de janeiro (feriado do aniversário de São Paulo) e 1º de março (Quarta-feira de Cinzas) não haverá espetáculo. As apresentações ocorrem dia 26 de janeiro e 2 de março ¿ quintas-feiras.
TEATRO SESC IPIRANGA ¿ Rua Bom Pastor, 822 ¿ Ipiranga. Fone: (11) 3340-2000. Capacidade ¿ 100 lugares. Bilheteria ¿ De terça a sexta-feira das 8 às 21 horas e sábados, domingos e feriados das 9 às 17 horas. Aceita dinheiro, cheque e cartão de crédito Visa, MasterCard e Amex. Ar condicionado. Acesso para deficientes físicos.
postado por: NANDA ROVERE 6:42 PM