NANDA ROVERE CULTURAL
NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Quarta-feira, Janeiro 25, 2006



SHOW TAMBORES DE MINAS EM DVD
Texto elaborado para o site:www.spiner.com.br

Um dia, há cerca de quatro anos, fui com alguns amigos em Três Pontas, cidade de Milton Nascimento.
Fomos na Pça Travessia e ficamos olhando com admiração a casa onde Milton cresceu. Ao percebermos que ali funcionava um fã-clube, mais do que depressa tocamos a campainha. Fomos recebidos pelo pai do Milton!!!! Em cerca de duas horas de conversa, seu Josino contou-nos sobre a sua vida, sobre Milton e nos mostrou a sua casa, os objetos do filho, com destaque para o acordeon que ele usou no show Tambores de Minas (e que faz parte da sua trajetória profissional).
Foi um momento muito bonito. Tinha visto o show Tambores de Minas, e boa parte das referências a Minas contidas no espetáculo, eu encontrei na casa onde o cantor viveu, nas falas do seu pai e em Três Pontas!

O show Tambores de Minas

Não costumo ir muito a shows, não que eu não goste, é por falta de oportunidade mesmo.
Não poderia perder, no entanto, o show Tambores de Minas, com Milton Nascimento e direção do diretor de teatro Gabriel Villela.
O repertório era formado por músicas do seu CD Nascimento e outras canções conhecidas e aclamadas pelo público e crítica.
Assisti Tambores em Jaguariúna (Red Eventos) e foi um momento inesquecível.
Era 1997 e Milton tinha acabado de passar por problemas graves de saúde. Esse show foi uma lavada na alma de todos os que o admiram e estavam preocupados com sua saúde. Também foi uma linda resposta ¿a uma parte da imprensa que o desrespeitou, fazendo especulações sobre a doença que o acometia.
Em Nascimento vemos a presença dos tambores, das festas populares e de uma sensibilidade tocante.
Não havia ninguém mais habilitado para dirigir esse show do que o diretor de teatro Gabriel Villela, que é de Carmo do Rio Claro (sul de Minas) e valoriza muito a cultura do seu estado.
Obviamente sei que Milton nasceu no Rio, mas ele foi criado em Três Pontas/MG e, sem dúvida, tem as características de um bom mineiro!
Tambores começava com Milton falando sobre a sua vida, para depois levar o público a momentos de pura emoção.
O cenário e os figurinos eram deslumbrantes.
Gabriel concebeu um altar para Milton, no qual o cantor permanecia praticamente todo o show.
Os figurinos eram muito coloridos demonstraram toda a criatividade de Gabriel. Os panos para confecção dos mesmos ele comprou em lojas de Londres. Milton, por exemplo, vestia (na primeira parte do show) uma roupa de samurai, que lembrava, ao mesmo tempo, os profetas de aleijadinho. Tanto as roupas, quanto o cabelo de Milton (sem o famoso boné), exibiam fios de ouro.
Contribuindo para que a emoção e lirismo emanassem durante todo o tempo da apresentação, nove cantores-dançarinos atuavam como backing-vocals, apresentavam coreografias e tocavam tambores. Deram mais brilho ainda ¿as canções. Vale ressaltar que os meninos (entre ees Anthonio e Felipe Felipe Grinnan ), na época, eram artistas promissores; hoje estão constituindo carreiras de qualidade.
Atualmente estou estabelecendo um contato freqüente com o cantor e compositor Anthonio, que realiza um trabalho pautado pela música eletrônica; pela música de raiz- congado; música afro-brasileira, etc. Os CDs Anthonio - com destaque para a faixa Do Rosário (uma bela parceria como Milton) - e Candombe System são de muita qualidade.
Os Tambores de Minas ecoam um som contagiante. Eles estão presentes nas festas mineiras, sobretudo nas sagradas que acontecem nas ruas.
Certamente esse show foi um importante meio de resgate dessa manifestação artística, presente em Minas, mas menos valorizada do que deveria.
Tambores de Minas é um show que ficou marcado no meu coração. Quem não pôde assisti-lo ao vivo , não deixe de vê-lo em DVD.








OBS:
Sobre Felipe Grinnan: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6782188
Sobre Anthonio: Abaixo e no www.entrecantos.com

postado por: NANDA ROVERE 12:48 AM

Comments:

PESSOAL
Ontem estava ouvindo o CD do compositor e intérprete - mineiro - Anthonio: ¿CANDOMBE SYSTEM¿
CD de muita qualidade.
Anthonio eu conheço do show Tambores de Minas. Ele trabalhou ao lado do Milton Nascimento.
Ele logo virá a SP com o seu show.
Deixo aqui o release do mesmo, para vocês conhecerem umpouco sobre esse artista, que eu admiro.



ANTHONIO APRESENTA O SHOW

¿CANDOMBE SYSTEM¿



Um espetáculo que mescla sons percussivos ancestrais à tecnologias musicais eletrônicas, revelando a personalidade de Anthonio na fusão de linguagens artísticas múltiplas.



Candombe System retrata o universo de experimentação consciente do artista ¿ num olhar abrangente ao cotidiano brasileiro ¿ traduzido em sons que misturam elementos da música de raiz aos sons eletrônicos. Anthonio criou um repertório variado formado de referências urbanas, guardas de congado, suingue, música eletrônica, ligando uma sonoridade ancestral a uma linguagem contemporânea e bem brasileira deste nosso país miscigenado e rico de misturas.

O artista e sua Obra

Cantor, compositor e congadeiro, Anthonio tem um curriculum eclético que inclui experiências como professor de técnica vocal, pintor, ator, diretor, formação em musicoterapia, percussão, violão, dança e consciência corporal. Sendo assim, o caminho para a sua profissionalização se deu naturalmente.

Apresentou-se no III Encontro das Américas no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Gravou vários clipes veiculados na MTV, como a música ¿Do Rosário¿, parceria com Milton Nascimento¿. Participou do videoclipe premiado de "Customização da Moda em Festas Populares" e do vídeo-documentário "No meio do caminho¿, lançado no Projeto Curta Minas, ambos dirigidos por André Bechelane e Danielle Pasqualini. Presente no Festival Minas Cult, Anthonio apresentou-se ao lado de Marcelo Brant e sua Guarda de Congado /Divinópolis, no cortejo ¿Caminho de todos os Santos¿.

Para revelar seu talento ao Brasil, Anthonio optou por ser fiel às suas raízes, sem perder, no entanto, a perspectiva do futuro e do novo. Reuniu um repertório instigante em seu primeiro cd solo, "Anthonio", produzido por Totonho Villeroy e Gastão Villeroy e composto por canções de artistas mineiros de várias gerações.

E entre várias gravações fonográficas destaca-se sua participação nos cds ¿Chico Rei, uma dança¿, dirigido por Geraldo Vianna, e no cd ¿O Velho Chico¿, dirigido por Marcus Viana. Em 2002 participou cantando com o Bloco de Percussão do Tambolelê da Festa Gentileza, considerada a maior festa de rua de Belo Horizonte, e em 2003, após apresentação de Mike Parsons, um dos melhores dj¿s e produtores do tech house inglês, Anthonio se apresentou ao lado de Humberto Seu Cabelo e Dj. Menorah, antecedendo o Dj Anderson Noise.

Destacam-se ainda vários trabalhos como solista, entre eles: Tambores de Minas, por Gabriel Vilela e Milton Nascimento; Trilhos, por João das Neves e Gilvan de Oliveira; a Rosa do Povo e O viajante, por Túlio Mourão; A fogueira do Divino, por Tavinho Moura e Fernando Brant; e A Missa dos Quilombos, com a Cia Ensaio Aberto do Rio de Janeiro. Representou o Brasil no Festival do Caribe em Cuba, no Encontro Mundial de Jovens realizado em Roma, na Mostra Internacional de Teatro em Valongo - Portugal, e no ginásio Ibirapuera ¿ SP, teve sua apresentação no Familyfest transmitida via satélite pela TV RAI ¿ Itália, para todo o mundo. Além disso, Anthonio já se apresentou ao lado de artistas consagrados como Elza Soares, Milton Nascimento, Babaya, entre outros.

Para revelar seu talento ao Brasil, Anthonio optou por ser fiel às suas raízes, sem perder, no entanto, a perspectiva do futuro e do novo. Reuniu um repertório instigante em seu primeiro cd solo, "Anthonio", composto por canções produzidas em Minas por artistas de várias gerações.

E no final de 2004, Anthonio lançou seu novo álbum "Candombe System", composto por parcerias com Chico Amaral, Bê Sant¿Anna, Renato Saldanha, Makely Ka, Dj. Menorah e Ruben di Souza. Mesclando tambores à música eletrônica, Anthonio dá um novo tom à música das Gerais. Após percorrer Belo Horizonte e várias cidades e festivais em Minas Gerais, o cantor se prepara para um novo salto com o lançamento de sua turnê nacional 2006, além de realizar uma turnê com oficinas e shows pela Estrada Real.

¿Candombe System¿

O espetáculo proposto é ousado. Após sua experiência como solista no espetáculo cênico musical "A Missa dos Quilombos" (Milton Nascimento, D. Pedro Casaldáliga, Pedro Tierra), onde estavam presentes temas como o trabalho escravo infantil, a classe operária, a história da raça negra, a realidade dos Sem Terra, a mulher como força de transformação social; e a partir de sua convivência com os catadores de papel da Asmare/BH e atores do Grupo do Beco do aglomerado de Santa Lúcia/BH, espaços nos quais desenvolveu trabalhos como preparador vocal, Anthonio buscou na concepção deste novo trabalho, um olhar amplo e totalmente vinculado ao cotidiano. O ciclo se completou e Anthonio apresenta seu novo espetáculo, produto de sua evolução e amadurecimento artístico.

O show, que une o repertório do novo disco, Candombe System, à novidades afins, conta com a direção geral e concepção artística de Anthonio. A banda é formada por Juliano Nunes no baixo, Henrique Matheus na guitarra, Bodô e Juninho Bob Marley na percussão e Tininho na bateria e samplers. A direção musical e sound design tem a assinatura de Ruben di Souza, o projeto de iluminação é de Adriano Vale, o figurino por Marcelo Brant, e a ambientação digital pela Color Box.

O show Candombe System tem o apoio cultural de Seu Cabelo e Japão Cinema e Vídeo.



show candombe system BH

Comunidade no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1859781



postado por: NANDA ROVERE 12:33 AM

Comments: Segunda-feira, Janeiro 23, 2006





PERFORMANCE SENSORIAL!!


A nossa vida é tão corrida que muitas vezes não damos vazão 'a nossa
imaginação, não nos entregamos 'as nossas emoções. Vamos ao teatro,
cinema,
lemos um livro, etc, mas geralmente não conseguimos nos desligar das
preocupações do nosso dia-a-dia...Além disso, damos muito importâcia ao
visual, 'a aparência e não 'a essencia...
A performance, com direção de Thereza Piffer, é uma
interessante oportunidade para nos ¨desligarmos do mundo¨ e viajarmos em
textos da literatura latino-americana.
Ao invés de vermos os atores interpretando, somos convidados a colocarmos
venda nos olhos e, durante cerca de meia hora/quarenta minutos, ouvimos
vários textos e os atores vão nos levando a sentir algumas sensações
propostas pela obras encenadas. A venda nos olhos é uma alusão a Jorge
Luis Borges e nos mostra que precisamos aguçar os nossos sentidos, os nossos
sonhos.
Houve equilíbrio entre as interpretações. Uma das qualidades da
performance foi unir artistas experientes com artistas que estão começando a atuar.
Acredito que para muitas pessoas não foi fácil vendar os olhos e deixar de
lado a visão como forma de percepção. Para mim não foi muito fácil,
sobretudo porque já tive sérios problemas nos olhos e a falta de visão (por
qualquer motivo que seja) me deixa um pouco nervosa. Mas curti a
performance.
A performance foi apresentada em 2005 no Centro Cultural Banco do Brasil/SP, como parte do projeto Literatura além do Papel, que teve por objetivo proporcionar 'a pessoas o contato com
textos literários utilizando através de jograis, performances, dramatizações,
shows musicais, etc.
Dias 21 e 22 de janeiro esteve na casa das Rosas, também em São Paulo. Seria interessante que fosse apresentada mais vezes, para mais pessoas terem a chance de assistir.
Não poderia deixar de citar o desempenho da produção, coordenada por Camila Sartorelli. Camila foi produtora do evento Segundas Intenções e mostrou ser uma profissional de talento.


TEXTOS APRESENTADOS:

"O Livro dos Seres Imaginários" - Borges

"Instruções para Dar Corda no Relógio" - Cortázar

"As Cores" - Eduardo Galeano

entre outros


Elenco: Conrado Carmem, Fernanda Sophia, Flávio Barollo, Gisele Porto, Karina Yamamoto, Marjorie Belanno, Munir Kanaan, Roberto Savioli, Rhobson Del Kitshal e Vanessa Morelli.

dias:
21 de Janeiro às 21h e às 22h (sábado)
22 de Janeiro às 20h e às 21h (domingo)


Casa das Rosas - Av Paulista, 37
Tel. (11) (11)3285-6986 ou 3288-9447
e-mail: contato@casadasrosas.sp.gov.br



http://www.casadasrosas.sp.gov.br/casadasrosas/ContentBuilder.do?pagina=teatro

OBS: Matéria elaborada para o site www.spiner.com.br



Gisele Porto - Casa das Rosas
Foto retirada do blog da atriz: http://palcosdavidateatro.zip.net/


Fernanda Sophia
Apresentação no CCBB - julho de 2005

postado por: NANDA ROVERE 4:39 AM

Comments: Sábado, Janeiro 21, 2006




ATUALIZEI O BLOG EM HOMENAGEM AO GABRIEL VILLELA


http://www.oteatrodadelicadeza.blogger.com.br/index.html


LOGO ABAIXO VCS TEM UMA AMOSTRA,MAS LÁ TEM MUITO MAIS!!!

postado por: NANDA ROVERE 4:02 PM

Comments:


RELEASE DA NOVA PEÇA DO GABRIEL ESPERANDO GODOT
ENVIADO POR ARTEPLURAL - ASSESSORIA DE IMPRENSA



Lavínia Pannunzio (Pozzo), Vera Zimmermann (Lucky), Bete Coelho (Estragão) e Magali Biff (Vladimir)



Bete e Magali


MAIS FOTOS:








Todas de Lenise Pinheiro
Tenho essas fotos em tamanho maior.

postado por: NANDA ROVERE 3:59 PM

Comments:

Com elenco feminino, Gabriel Villela leva ESPERANDO GODOT ao SESC Belenzinho


ESPERANDO GODOT ¿ Estréia 3 de fevereiro, sexta-feira, às 21 horas no SESC Belenzinho ¿ Espaço Subsolo. Rua Álvaro Ramos, 915, São Paulo, perto do Estação Belém, do Metrô, tel. 6602-3700 e 0800-118220. Capacidade ¿ 80 lugares. Texto ¿ Samuel Beckett. Tradução ¿ Fábio de Souza Andrade. Direção ¿ Gabriel Villela. Elenco ¿ Bete Coelho (Estragão), Magali Biff (Vladimir), Lavínia Pannunzio (Pozzo) e Vera Zimmermann (Lucky, menino I e menino II). Desenho de luz - Domingos Quintiliano. Cenografia e Figurinos ¿ Gabriel Villela. Execução do cenário e adereços - Márcio Vinícius. Temporada - de 3 de fevereiro a 26 de março. Sextas, sábados e domingos, às 21h. Duração: 90 minutos. Atenção: Após o início da apresentação, não é permitida a entrada de espectadores. Ensaios abertos ¿ Dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2006, de sexta a domingo, às 21 horas (de graça, retirar com 1h de antecedência, enquanto houver disponibilidade de lugares). Programação paralela ¿ Mesa redonda BECKETT 100 ANOS ¿ Dia 9 de fevereiro, das 20h às 21h30 ¿ GRÁTIS (retirar com 1h de antecedência, enquanto houver disponibilidade de lugares)

SESC BELENZINHO ¿ Ingressos - R$ 15,00, R$ 10,00 (usuário matriculado em alguma unidade do SESC, aposentados e estudantes com carteirinha) e R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). Venda de ingressos antecipados: na rede SESC (todas as Unidades do SESC). Aceitam-se cartões de crédito (todas as bandeiras) e cheques de todos os bancos. Censura ¿ Recomendado para maiores de 14 anos. Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. Ar condicionado. Após o espetáculo, o SESC Belenzinho disponibiliza serviço de van até a estação Belém do Metrô. www.sescsp.org.br


Bete Coelho (Estragão), Magali Biff (Vladimir), Lavínia Pannunzio (Pozzo) e Vera Zimmermann (Lucky) estão à frente da encenação intimista, pontuada por referências populares e linguagem de clown. Para tratar da falta de esperança, tema da fábula bechettiana, a montagem de Gabriel Villela recorreu às convenções do teatro de arena e à singeleza inerentes a seus clochars (mendigos e vagabundos de rua franceses)

Numa homenagem aos 100 anos de nascimento do escritor irlandês Samuel Beckett (1906-1989), o diretor mineiro Gabriel Villela apresenta a nova montagem brasileira do texto Esperando Godot, baseado na tradução de Fábio de Souza Andrade, lançada recentemente pela editora Editora Cosac & Naif. Escrito originalmente em francês, em 1948, o clássico da dramaturgia mundial, que mescla niilismo, comédia e humor fino, estréia no dia 3 de fevereiro, sexta-feira, às 21 horas, no Espaço Subsolo do SESC Belenzinho, reunindo no elenco as atrizes Bete Coelho, Magali Biff, Lavínia Pannunzio e Vera Zimmermann. Elas interpretarão os clowns masculinos, protagonistas do espetáculo: Estragon, Vladimir, Pozzo e Lucky.

A montagem tem inspiração no quadro atual de devastação da natureza encontrado no Brasil e no mundo. Dessa forma, o diretor situa sua encenação em um território devastado pelas queimadas nas florestas, com os rios secando e a vegetação sendo destruída. Para abordar esse assunto, Villela considera perfeita as reflexões dos protagonistas quando dizem: Devíamos ter prestado mais atenção na natureza...Agora são só folhas...mortas!. Para Gabriel Villela, o texto de Becket trabalha exatamente com a questão da ignorância e da impotência. ¿Este é o princípio revoltante que me liga metafisicamente à fábula de Godot¿.

¿Nessa montagem, trabalhei com a subtração para chegar a um picadeiro roto, síntese de como estamos tratando a natureza no começo do século 21. Não há mesmo esperança, a não ser no fato da gente poder conversar ludicamente sobre estes temas, com os instrumentos que temos, no nosso caso o teatro¿, diz o diretor.

A vontade de encenar Esperando Godot aconteceu depois de Gabriel Villela ler as reflexões feitas pelo escritor húngaro Imre Kertész, no livro A Língua Exilada, presente da atriz Bete Coelho. Impressionado com os questionamentos contidos na obra, Gabriel embarcou para Portugal, no ano passado, para trabalhar com as companhias portuguesas Seiva Trupe, Entretanto Teatro e A Barraca. ¿Fui para Portugal já com o desejo de juntar os dois lados de Minas: as minhas influências interioranas, ao lado da voz cosmopolita de Bete Coelho.

Sobre a história
Na trama, dois vagabundos Estragon (Gogô) e Vladimir (Didi), esperam em vão a chegada de um personagem enigmático (um certo Godot, símbolo do inalcansável) em uma encruzilhada, no meio de um terreno no campo, cujo único sinal de vegetação é uma árvore quase seca. No centro de Godot estão dois palhaços tristes, implicantes, insatisfeitos e solitários, que passam os dias a esperar a solução de seus problemas: Godot, que deve aparecer a todo momento, mas nunca chega.

A peça curiosamente deu origem à expressão em francês "esperar Godot", que significa "uma espera interminável por algo desconhecido". Godot...será que ele vem? Será que não? Talvez virá... amanhã. ¿Diariamente, o mundo sente na carne a esperança traída. Diariamente, experimenta a relação cáustica entre dominador e dominado¿, afirma Gabriel Villela. ¿Sua sede de salvação, sua ânsia de além-mundos são inesgotáveis. Atualidade social e metafísica e uma incrível comicidade tornam Esperando Godot um grande espetáculo comitrágico¿, fala o diretor, sobre o texto e a montagem.

Estética da delicadeza e do detalhamento
No Espaço Subsolo do SESC Belenzinho, um espaço cenográfico limitado por uma parede de tijolo aparente e vazado no teto, o diretor Gabriel Vilella concebeu sua montagem em formato de arena. De acordo com Gabriel, o espaço da encenação lembra o de um oratório, a cápsula de um oratório. ¿Minha inspiração veio do interior de um oratório capsular, desses que são levados nas costas. E tudo está sendo feito para reproduzir a sensação de conforto, no sentido de agasalhar os atores, de trazer uma estética minúscula de detalhamento, de síntese, de delicadeza¿, afirma ele.

Sobre o figurino e a luz
As quatro atrizes de Esperando Godot vestem camisolas de linho branco da década de 40, recolhidas em albergues parisienses. ¿Elas têm a memória da destruição da segunda guerra mundial e um quê de O Gordo e o Magro¿, explica, dizendo que buscou construir os quatro personagens interpretados por Bete Coelho, Vera Zimmermann, Magali Biff e Lavínia Pannunzio como ¿figuras vestidas para dormir ou prontas para sair, entre o estado letárgico do sono e o pesadelo devastador da realidade¿.

Assinado por Domingos Quintiliano, o desenho de luz da peça tem um movimento espiral e evolui em círculo, de forma ascendente e descendente. Trata-se de uma brincadeira em cima de um dínamo, do movimento de uma turbina que gera luz.

Sobre as montagens
Marco no chamado teatro do absurdo, corrente teatral, e relato contundente da falta de esperança na condição humana, Esperando Godot - divisor de águas no teatro do século passado - estreou em Paris (para onde Beckettt auto-exilou-se) em 1953, em uma pequena produção dirigida por Roger Blin. A obra foi consagrada pela crítica e se transformou em um clássico do século 20.

Montada no mundo todo, Esperando Godot teve sua primeira encenação no Brasil em 1955, dois anos depois da estréia parisiense, pelas mãos de Alfredo Mesquita, com alunos da Escola de Arte Dramática. A primeira montagem profissional foi dirigida em 1968, por Flávio Rangel, com Walmor Chagas e Cacilda Becker (que sofreu aneurisma no intervalo de uma matinê e morreu semanas depois). Em seguida, o texto foi montado por Antunes Filho, com elenco formado por Eva Wilma, Lílian Lemmertz, Lélia Abramo, Maria Yuma e Vera Lyma. Em 2003, foi a vez do grupo carioca Armazém Cia. De Teatro apresentar a sua versão de Godot.

Programação paralela

Ainda em comemoração aos 100 anos de nascimento do autor, o SESC Belenzinho realiza, no dia 9 de fevereiro, quinta-feira, das 20 às 21h30, a mesa-redonda Beckett 100 Anos. Para discutir a obra do autor que, por ironia e propriedade, abordou sentimentos como o inconformismo, a solidão, o descrédito e a impotência humana, foram convidados importantes nomes da cena teatral brasileira: a pesquisadora e professora aposentada da Universidade de São Paulo, Célia Berrenttini; o tradutor Fábio de Souza, o diretor de Esperando Godot Gabriel Villela e o diretor e pesquisador Marcio Aurélio, mediador da mesa-redonda.

Sobre o autor
Autor de romances, contos, novelas, textos teatrais e radiofônicos, Samuel Beckett - que ganhou o Nobel de Literatura em 1969 ¿ Samuel Beckett nasceu em 1906 em Foxrock, perto de Dublin. De família burguesa e protestante, estudou francês e italiano no Trinity College de Dublin, foi professor em Paris, conheceu James Joyce (de quem foi secretário pessoal na juventude), regressou à Irlanda em 1931, passou por Londres e pela Alemanha, voltou a Paris quando explodiu a guerra e fez parte da Resistência. É no pós-guerra que vive o período mais intenso da sua produção literária, com destaque para Esperando Godot, uma trilogia de romances e quatro novelas (entre as quais Primeiro Amor). Em seguida, começa a traduzir os seus textos para inglês e volta a escrever também nessa língua. Constrói uma obra dupla, bilíngue, cada vez mais depurada. Recebeu o Nobel em 1969 e distribuiu o dinheiro entre os amigos. Morreu em Paris em 1989.

Sobre Gabriel Villela

Diretor, cenógrafo e figurinista, estudou Direção Teatral na USP. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com VOCÊ VAI VER O QUE VOCÊ VAI VER, de R. Queneau, e O CONCÍLIO DO AMOR, de O Panizza. Desde então, recebeu três Prêmios Molière, três Prêmios Sharp, oito Prêmios Shell, dez Troféus Mambembe, cinco Troféus APCA, cinco Prêmios APETESP e dois Prêmios PANAMCO, entre outros. Alguns de seus espetáculos são: RELAÇÕES PERIGOSAS, de Heiner Muller; A VIDA É SONHO, de Calderón de La Barca; ROMEU E JULIETA, de William Shakespeare; A FALECIDA, de Nélson Rodrigues; O MAMBEMBE, de Arthur Azevedo; O SONHO, de Strindberg; e MORTE E VIDA SEVERINA, de João Cabral de Melo Neto. Seus últimos espetáculos compõem uma trilogia de musicais de Chico Buarque para o TBC: ÓPERA DO MALANDRO, OS SALTIMBANCOS e GOTA D¿ÀGUA. Dirigiu também A PONTE E A ÁGUA DE PISCINA, de Alcides Nogueira, indicado a três Prêmios Shell em 2002.

Tornou-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional, sendo convidado a participar de Festivais nos EUA, Europa e América Latina. Com o Grupo Galpão (ROMEU E JULIETA e A RUA DA AMARGURA), Gabriel Villela foi convidado para uma temporada no Globe Theatre, em Londres, uma reconstrução do teatro original em que Shakespeare encenava seus textos, no século XVI, conquistando a crítica e o exigente público londrino. Em 2004 montou FAUSTO ZERO, do escritor alemão J.W. Goethe, com a qual esteve na Rússia. Recentemente, esteve em Portugal, onde trabalhou com a Seiva Trupe, A Barraca e Entretanto Teatro.

Sobre Bete Coelho
Estreou em teatro profissional com a diretora mineira Carmem Paternostro, com quem trabalhou em Pagu, entre outras peças. Em São Paulo, foi descoberta pelo diretor Antunes Filho e passou a integrar o Grupo de Teatro Macunaíma, atuando em Romeu e Julieta; Macunaíma e Nelson 2 Rodrigues. Depois, com o diretor Gerald Thomas fundou a Cia. de Ópera Seca e participou das peças Carmem com Filtro; Eletra Com Creta; Trilogia Kafka (Um Processo/Uma Metamorfose/Praga); Carmem com Filtro 2 e M.O.R.T.E. Prêmio APCA de melhor atriz com Cacilda! (José Celso Martinez Corrêa), atuou sob a direção de Paulo Autran no monólogo Pai, de Cristina Mutarelli, além de ter feito FrankensteinS, de Eduardo Manet, direção de Jô Soares. Estreou como diretora com Pentesiléias, de Daniela Thomas, também atuando ao lado de Renato Borghi e Giulia Gam. Dirigiu Iara Jamra em O Caderno Rosa de Lori Lambi, de Hilda Hilst; A Caixa, de Patrícia Mello e, ainda, Elas são do Baralho, de Mara Carvalho. Em TV, participou, entre outras, das novelas Vamp; As Filhas da Mãe e Agora é que são Elas (TV Globo); Éramos Seis; Sangue do Meu Sangue e Os Ossos do Barão (SBT), Serras Azuis (TV Bandeirantes) e Seus Olhos, do SBT. Recentemente, A Lua me Disse (Globo).

Sobre Magali Biff
Com dois prêmios de melhor atriz na bagagem (APCA por O Retrato de Janete, em 2001, e Shell por Kaspar, em 1994), a atriz formou-se na Escola de Arte Dramática da USP em 1983. Trabalhou a seguir com Cacá Rosset (Mahagony, em 1984), José Celso Martinez Corrêa (Mistérios Gososos e As Bacantes, em 1982). De 1887 a 1993, atuou no grupo do diretor Gerald Thomas, nas seguintes montagens: Carmem com Filtro; Eletra Com Creta; Trilogia Kafka (Um Processo/Uma Metamorfose/Praga); Carmem com Filtro 2, ópera Matogrosso, M.O.R.T.E e Império das Meias Verdades. Criou sua própria companhia, a Cia Coisa Boa, ao lado de Dedé Pacheco, em 2001. Antes, fez Metrô, com direção de Maria Lúcia Pereira, e, recentemente, Avenida Dropsie (Felipe Hirsch). Em TV, fez Sangue do Meu Sangue (11195, SBT), Chiquititas (entre 1997 e 1998, na Argentina) e Os Ricos Também Choram (2005, no SBT).

Sobre Lavínia Pannunzio

Atua profissionalmente desde 1980, dedicando-se a conhecer a dramaturgia contemporânea. Trabalhou com Mário Bortolotto em GETSÊMANI (longa), TANTO FAZ, CLAVÍCULAS, DENTES GUARDADOS, POSTCARDS DE ATACAMA, MEDUSA DE RAYBAN e O QUE RESTOU DO SAGRADO; Zé Renato em JOÃO E CARLOTA; Felipe Hirsch em A VIDA É CHEIA DE SOM E FÚRIA e TEMPORADA DE GRIPE, de Will Eno; Márcio Araújo em 3,2,1, ZÉ AMARO E IRINEU e A HORA É AGORA; Alexandre Stockler em WILD' STORIES, LINHA DE FUGA e 13 MOVIMENTOS, com quem dividiu essas criações; Zé Celso Martinez Corrêa em CACILDA!; Gabriel Villela, em O MAMBEMBE; Emilio di Biasi em BUDRO; André Pink, Cristiane Paoli Quito e Yacov Hillel. Montou textos de Walcyr Carrasco, Abílio Pereira de Almeida, Plínio Marcos, Claudia Schapira, Bertolt Brecht, Pedro Vicente, Ana Ferreira, Bosco Brasil, Wagner Salazar, Woody Allen, João Cabral de Melo Neto, Martins Pena e alguns próprios. Adaptou para o cinema o conto BELO HORIZONTE (de Reinaldo Moraes) e o livro A ÚLTIMA TRINCHEIRA (de Fábio Pannunzio) e para o teatro os livros VELUDINHO e ERA UMA VEZ UM RIO (de Martha Pannunzio) ¿ primeiras experiências como dramaturga e diretora, depois de 25 anos de teatro, com incursões pelo cinema, artes plásticas, dança e TV.

Sobre Vera Zimmermann

Vera Zimmermann começou a carreira no teatro com Antunes Filho em 1981 na peça NELSON RODRIGUES O ETERNO RETORNO e MACUNAÍMA. Entre seus principais trabalhos estão UNGLAUBER e DOM JUAN, com direção de Gerald Thomas, e REPLAY e OS SALTIMBANCOS, com direção de Gabriel Villela. Em TV, atuou nas novelas MEU BEM, MEU MAL, MARISOL, na minissérie SÃOS E SALVOS e no seriado JOANA. Em Cinema, fez TÔNICA DOMINANTE, sob a direção de Lina Chamieé. Seus mais recentes trabalhos em teatro foram: A Ponte e a Água de Piscina (2002) e Fausto Zero (2004), ambas sob a direção de Gabriel Villela, e Os Sete Afluentes do Rio Ota, em 2003, dirigida por Monique Gardenberg.

Para roteiro:

ESPERANDO GODOT ¿ Estréia 3 de fevereiro, sexta-feira, às 21 horas no SESC Belenzinho ¿ Espaço Subsolo. Rua Álvaro Ramos, 915, São Paulo, perto do Estação Belém, do Metrô, tel. 6602-3700 e 0800-118220. Capacidade ¿ 80 lugares. Texto ¿ Samuel Beckett. Tradução ¿ Fábio de Souza Andrade. Direção ¿ Gabriel Villela. Elenco ¿ Bete Coelho (Estragão), Magali Biff (Vladimir), Lavínia Pannunzio (Pozzo) e Vera Zimmermann (Lucky, menino I e menino II). Desenho de luz - Domingos Quintiliano. Cenografia e Figurinos ¿ Gabriel Villela. Execução do cenário e adereços - Márcio Vinícius. Temporada - de 3 de fevereiro a 26 de março. Sextas, sábados e domingos, às 21h. Duração: 90 minutos. Atenção: Após o início da apresentação, não é permitida a entrada de espectadores. Ensaios abertos ¿ Dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2006, de sexta a domingo, às 21 horas (de graça, retirar com 1h de antecedência, enquanto houver disponibilidade de lugares). Programação paralela ¿ Mesa redonda BECKETT 100 ANOS ¿ Dia 9 de fevereiro, das 20h às 21h30 ¿ GRÁTIS (retirar com 1h de antecedência, enquanto houver disponibilidade de lugares)

Assessoria de Imprensa do SESC Belenzinho:

EDITOR ¿ Edison Paes de Melo

Com Leonardo Neto ou Sylvio Novelli

11-3824-4200 Lneto@editorweb.com.br

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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005
As canções que você fez para nós
O Estado de SP





Nesta página e na seguinte, ficcionistas de várias áreas escrevem sobre as músicas de Lennon que marcaram suas vidas A parceria John Lennon/Paul McCartney é até hoje celebrada como a mais perfeita da história da música popular mundial. As canções embalaram gerações, emocionaram e encantaram pessoas nos quatro cantos do mundo - e até hoje continuam deixando marcas nas vidas dos novos ouvintes.
Nesta edição especial do Caderno 2, dedicada a homenagear John no dia em que se completam 25 anos de sua morte brutal, ficcionistas de várias áreas - escritores, dramaturgos, diretores de teatro e roteiristas de TV - foram convidados a escrever textos inspirados por alguma ou algumas das canções da carreira brilhante de Lennon.
Nesta página e na seguinte, estão reunidos contos, crônicas, depoimentos, desabafos, memórias e comentários enviados ao jornal por esses convidados muito especiais. No Estado, em tributo a John Lennon, eles acabaram formando um time de 11 craques da ficção: Moacyr Scliar, Ricardo Lísias, Alcione Araújo, Marçal Aquino, Naum Alves de Souza, Marcelo Duarte, Mário Bortolotto, Alcides Nogueira, Marcelo Tas, Gabriel Villela e Fernanda Young.



Lucy in the Sky...
Gabriel Villela Especial para o Estado


Uma criança em Carmo do Rio Claro, apenas um dos infinitos rincões de Minas. O que estava no centro das atenções do mundo demorava muito pra chegar, no final da década de 60. Em princípio, eu estava muito distante de Liverpool, apenas um dos rincões da Grã-Bretanha.
Porém, apesar de tamanho 'delay', foi definitivo o chegar das imagens de Lucy in the Sky with Diamonds: árvores de tangerina, céus de marmelada, uma garota com olhos de caleidoscópio, flores de celofane, táxis de jornal, um trem, uma estação com carregadores de plástico e gravatas de vidro; o fantástico expandiu meus sentidos, rompeu meu entendimento para fronteiras onde o teatro de Shakespeare ainda não o havia feito.
Apesar de talvez o único ponto em comum ser que nos encontrássemos geograficamente periféricos aos acontecimentos, posso estabelecer infinitos laços que liguem meu pensamento e inspiração aos Beatles, em especial a John Lennon.
O espírito revolucionário, inconformista, contestador e ao mesmo tempo despojado, irreverente e esperançoso de Lennon é, sem dúvida, um tsunami que deixa sempre instável o centro de gravidade das minhas criações. John incomoda, espeta, grita; ao mesmo tempo cria paisagens musicais intensas, por vezes surreais, poéticas, de forma extremamente original.
Progressivamente, John passou a compor a partir de suas verdades e buscando traduzir imagens do inconsciente, não mais projetando situações. Sua música rompia cada vez mais intensamente com o apolíneo em função da mensagem.
Em O Nascimento da Tragédia, Nietzsche estabelece a distinção entre o espírito apolíneo e o dionisíaco; da incessante luta entre Apolo (deus da forma, beleza, ordem e lucidez) e Dionísio (deus da desmesura, da embriaguez), surge a arte. Numa decupagem um tanto simplista, o apolíneo da criação dos Beatles concentrava-se em Paul McCartney e o dionisíaco, em John Lennon.
Na verdade, bem como a interação entre Apolo e Dionísio é simultânea, isto também se dá na música de Lennon: Because, Across the Universe, Strawberry Fields, Imagine, Woman são apenas alguns exemplos de um lirismo transcendente.
"Viver é fácil com os olhos fechados 'incompreendendo' (entendendo mal) tudo o que se vê está ficando difícil ser alguém mas tudo se resolve não me importa muito."(Strawberry Fields Forever ).
O mineiro Gabriel Villela é um dos diretores teatrais mais premiados do País. Neste ano, apresentou dois espetáculos no exterior: Fausto Zero na Rússia e Re-Apareceu a Margarida em Portugal


postado por: NANDA ROVERE 3:45 PM


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