NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Quarta-feira, Março 30, 2005

UMA PEQUENA HOMENAGEM A UM GRANDE ATOR - RENATO BORGHI
Renato tinha uma carreira promissora como cantor, mas escolheu a arte de representar como profissão.
Já vi alguns espetáculos com esse ator especial e o admiro muito.
RENATO, PARABÉNS PELOS 45/46 ANOS DE CARREIRA E PELO SEU ANIVERSÁRIO


Um dos momentos mais inesquecíveis do Festival de Teatro de Curitiba, foi com certeza, a presença do ator Renato Borghi com o espetáculo Borghi em Revista.
Renato está comemorando 45 anos de carreira com uma montagem tocante, que mistura história da nossa cultura, soetudo do nosso teatro nos ultimos 50/60 anos e lembranças pessoais.
A simpatia e talento de Renato, bem como o uso de vídeos e slides, tornam o espetáculo dinâmico e divertido. Merece destaque a projeção de cena do filme Floradas na Serra (com Cacilda Becker) e do espetáculo o Rei da Vela. As três horas de encenação passam rapidamente e fica um gostinho de ¨quero mais¨. Minha paixão por Borghi em Revsta foi tão grande que vi esse magnífico depoimento nos dias 26 e 27 de março e pretendo revê-lo!
O cenário e figurino contribuem para a movimentação do Renato e do Ariel em cena. A direção, por sua vez, valoriza o carisma do Renato e do Ariel (que ajuda o pai a organizar os pensamentos e lembranças).
Renato é um ator iluminado. Conta a história de sua vida de uma maneira divertida e nos brinda interpretando - com sua bela voz, canções que fizeram parte da sua trajetória no palco.
A preocupação em realizar um teatro reflexivo é uma das grandes qualidades desse artista, que foi um dos criadores do Teatro Oficina e que há dez anos mantém, ao lado de Élcio Nogueira, o Teatro do Promíscuo.
A contribuição de Renato para a valorização do nosso teatro e dos nossos artistas merece muitos aplausos, pois através da Mostra de Dramaturgia Contemporânea - que produziu, impulsionou a carreira de autores teatrais.



Cena de Borghi em Revista
Divulgação


Cena de Borghi em Revista
Divulgação

postado por: NANDA ROVERE 2:20 AM

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ALGUNS TRABALHOS DE RENATO:
.
TEATRO:
O Rei da Vela
Pequenos Burgueses
Gracias Seniõr
Galileu Galilei
A Vida Impressa em Dólar
Na Selva das Cidades
Um Grito Parado no Ar
Mahagonny, a Cidade dos Prazeres
Frank V
O Que Mantém um Homem Vivo?".
Édipo Rei
Senhora do Camarim
Pentesiléias
Tio Vânia
O Jardim das Cerejeiras
Rancor
Tamara
Gracias, Señor
Vassah, a dama de ferro
Decifra-me ou Devoro-te
Com a Pulga Atrás da Orelha
Três Cigarros ea Última Lasanha - texto da Mostra de Dramaturgia
Dentro
O Lobo de Ray Ban - autor
A Estrela Dalva - autor
entre outras

CINEMA:
Uma Crônica Subversiva - curta
A Grande Noitada
A Causa Secreta
O Vestido
Lost Zweig

TV:
Mad Maria - minissérie
Marcas da Paixão
As Pupilas do Senhor Reitor
Dona Beija
A Volta de Beto Rockfeller

postado por: NANDA ROVERE 2:18 AM

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PENSAMENTOS DE - E SOBRE - RENATO BORGHI:


"Eu acredito que com o teatro posso causar mudanças importantes; que consigo tocar a alma de muita gente, estimulando aqueles que estão predispostos a agir. Até o final da minha trajetória no teatro, vou batalhar por um projeto cultural verdadeiro para a sociedade brasileira"
Renato Borghi
cienciaecultura.bvs.br

¨Para mim, o caminho do teatro no Brasil é o teatro popular¨
Renato Borghi
www.anovademocracia.com.br/32_11.htm

¨O teatro é fugaz e eterno, dispensa qualquer coisa, qualquer tecnologia.¨
Renato Borghi
http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/ent/EntrevistasDet.jsp?&Entrevista.codigo=349

¨O Renato Borghi é um ator extremamente generoso. Ele está se propondo a isso, a idéia original de fomentar a nova dramaturgia é dele. É um cara que, com seus 45 anos de teatro, está atento às novidades, à juventude que vem por aí. É um ato de extrema generosidade emprestar o seu talento pra essas pessoas se mostrarem.¨ (Marcelo Lazzaratto falando sore a Mostra de Dramaturgia)
www.opalco.com.br/ foco.cfm?persona=materias&controle=48

Renato Borghi, patrimônio do teatro nacional
mixbrasil.uol.com.br/cultura/ panorama/homemerotismo/homoerotismo.asp

¨Que fique bem claro, desde já:"Borghi em Revista" é o mais empolgante e divertido auto-retrato de todos os flagrados em nossos palcos, até onde a nossa memória alcança. Nunca vimos platéia assim cativa de uma narrativa tão despudoradamente sincera.¨
www.ultimosegundo.com.br

postado por: NANDA ROVERE 2:18 AM

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ALGUMAS MATÉRIAS SOBRE E COM O RENATO BORGHI:

ultimosegundo.ig.com.br/useg/ cultura/artigo/0,,1601634,00.html

www.cooperativadeteatro.com.br/ camarim/camarim28/camarim.htm

http://teatrochik.terra.com.br/entrevistas/entrevista.asp?codigo=21

http://tvuol.uol.com.br/teatro/ult1547u185.jhtm

www.festivaldeteatro.com.br/ ftc_2004_site/noticias_ler.asp?id_not=198

www.webwritersbrasil.com.br/ base_txt_nocop.asp?numero=492

cienciaecultura.bvs.br

http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/frames.jhtm?url=http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/teatro/

http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/frames.jhtm?url=http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/teatro/ bate papo com o Ariel Borghi

geocities.yahoo.com.br/vinicrashbr/ artes/teatro/teatronobrasil.htm

jc.uol.com.br/2004/08/11/not_71884.php

http://www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/julho2004/clipping040716_GazetaMercantil.html

www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/ sp/rptg/ReportagemDetalhe.jsp?Reportagem.codigo=930

http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/ent/EntrevistasDet.jsp?&Entrevista.codigo=349

postado por: NANDA ROVERE 2:16 AM

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Trechos da Enciclopédia do Teatro Brasileiro
http://www.itaucultural.org.br/
Renato de Castro Borghi (Rio de Janeiro RJ 1937). Ator e autor. Um dos principais integrantes do Teatro Oficina, intérprete vigoroso de papéis marcantes, nos quais sabe introjetar com equilíbrio irreverência e sarcasmo, num estilo todo particular.

Embora carioca, vive em São Paulo, formando-se em direito em 1958, ocasião em que integra o movimento a oficina, grupo amador ligado ao Centro Acadêmico 11 de Agosto. Estréia profissionalmente em 1956, no Rio de Janeiro, na montagem de Sergio Cardoso Chá e Simpatia, de Robert Anderson. Em 1959, em São Paulo, participa de A Incubadeira, de José Celso Martinez Corrêa, e, logo a seguir, de A Engrenagem, de Jean-Paul Sartre, direção de José Celso e Augusto Boal. Em 1961, torna-se um dos sócios do Teatro Oficina, onde desempenha ativo papel na condução dos rumos artísticos do empreendimento. Depois de A Vida Impressa em Dólar, de Clifford Odetts, em 1961, torna-se aluno de Eugênio Kusnet, alicerçando conhecimentos de interpretação.

Novamente sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, atua em Todo Anjo É Terrível, de Ketti Frings, e Quatro Num Quarto, de Valentin Kataev, direção de Maurice Vaneau, ambos produções do Oficina, em 1962. Seu primeiro grande sucesso surge no ano seguinte, como o Piotr, de Pequenos Burgueses, de Máximo Gorki, mais uma encenação de José Celso cheia de méritos, que lhe vale o Molière. Em 1964, novo triunfo e novo prêmio, como Andri, de Andorra, texto de Max Frisch. Nas sucessivas remontagens de espetáculos que a companhia faz, seja para manter o cartel ou motivado pelo incêndio que destrói a sala do Oficina em 1966, Borghi tem a oportunidade de experimentar diversos papéis em linguagens múltiplas.

Sua consagração vem em 1967, vivendo com debochada irreverência o usurário Abelardo I de O Rei da Vela, texto de Oswald de Andrade convertido em manifesto tropicalista por José Celso Martinez Corrêa, arrebatando os prêmios Molière e Associação Paulista de Críticos Teatrais, APCT, de melhor ator. Como o Papa, na notável encenação de José Celso para Galileu Galilei, de Bertolt Brecht, em 1968, o ator encontra novo destaque; potencializado após assumir o papel-título, substituindo Cláudio Corrêa e Castro, protagonista da primeira versão.

Na última grande realização da companhia nos anos 60, divide com Othon Bastos a maior parte das cenas de Na Selva das Cidades, onde o jovem Bertolt Brecht exercita uma dramaturgia expressionista cheia de fúria e desregramento. Nesse espetáculo de 1969, Borghi atinge o cume do estrelato, vigoroso exercício de um ator generoso e comprometido com as desnorteantes propostas da encenação de José Celso.

Renato convida e recebe o grupo Lobos e o Living Theatre, que trabalham com o Oficina, agora reformulado em sua estrutura, em 1970. Integra a longa excursão denominada Saldo para o Salto, percorrendo o país em remontagens de sucessos do grupo que resulta na criação coletiva Gracias, Señor. Apresentada em 1972 no Rio de Janeiro e São Paulo, a peça enfrenta problemas com a Censura. Com novas reformulações na equipe, surge, ainda em 1972 As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, última tentativa de José Celso de conciliar propostas díspares sobre o palco. No meio da temporada, ao final de uma sessão, Renato anuncia à platéia que está saindo do grupo, num rompimento irreversível.

Junto com Esther Góes, sua mulher, participa da encenação de Frank V, de Dürrenmatt, em 1973, direção de Fernando Peixoto, num projeto de Maurício e Beatriz Segall de reanimarem o combalido Theatro São Pedro. Na seqüência, ele e Esther Góes fundam o Teatro Vivo, com a realização de O Que Mantém um Homem Vivo?, colagem de textos e canções de Bertolt Brecht, com direção de Borghi e José Antônio de Souza. Em 1975, associando-se a Miriam Mehler, dirige Absurda Pessoa, texto de Alan Ayckbourn, com expressivo resultado.

Como ator, integra os elencos de Castro Alves Pede Passagem, texto e direção de Gianfrancesco Guarnieri, 1971, e Um Grito Parado no Ar, do mesmo autor, com direção de Fernando Peixoto, 1973, produções da Othon Bastos Produções Artísticas. Seguem-se diversas atuações, em espetáculos comprometidos com a resistência: Murro em Ponta de Faca, de Augusto Boal, dirigido por Paulo José, 1978; Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra, 1980; e Pegue e Não Pague, de Dario Fo, encenação de Guarnieri, 1982.

No papel-título de Édipo Rei, volta a ser premiado, agora com o Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, de melhor ator de 1982, apoiado na sensível direção de Marcio Aurelio, contracenando com a Jocasta de Ítala Nandi, antiga companheira do Oficina. Dois vaudevilles bem armados entram em seu currículo: Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau, em 1984, e O Amante de Madame Vidal, de Louis Verneuil, em 1988, ambos dirigidos por Gianni Ratto.

Cedendo a uma antiga paixão dedicada à cantora Dalva de Oliveira, Borghi escreve, juntamente com João Elíseo Fonseca, o musical A Estrela Dalva, consagradora montagem estrelada por Marília Pêra, em 1987. No mesmo ano, em São Paulo, lança seu texto Lobo de Ray-Ban, enfocando a crise de um casal de atores, aproveitando sua larga vivência nos bastidores do meio teatral. A encenação de José Possi Neto, onde se degladiam Christiane Torloni e Raul Cortêz, permanece dois anos em cartaz pelo Brasil, e atribui a Borghi os prêmios Molière, Mambembe, APCA e Apetesp de melhor autor. Em 1989, é novamente premiado com o Apetesp pelo texto Decifra-me ou Devoro-te, encenado por Roberto Lage. Em 1992, atua em Rancor, de Otávio Frias Filho, com Sérgio Mamberti e Bete Coelho.

É dirigido por Bete, em Pentesiléias, texto de Daniela Thomas inspirado em Heinrich von Kleist, em 1994. No ano seguinte, funda o Teatro Promíscuo, com o ator e diretor Élcio Nogueira, realizando os seguintes espetáculos: Senhora do Camarim, texto de Borghi, 1995; Édipo de Tabas, de Sófocles e Sêneca, 1996; Tio Vânia, de Anton Tchekhov, 1998; A Vida de Galileu Galilei, de Bertolt Brecht, direção de Cibele Forjaz, 1998; divide o palco com Tônia Carrero em Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekhov, 2000.

Em 2002 organiza e atua na Mostra de Dramaturgia Contemporânea do Teatro Popular do Sesi, TPS, ao lado de Élcio Nogueira, Luah Guimarães e Débora Duboc, apresentando 15 peças curtas, panorama dos dramaturgos paulistas da década de 90, em que se destaca em Três Cigarros e a Última Lasanha, de Fernando Bonassi e Victor Navas, com direção de Débora Dubois.

Sobre suas virtudes como intérprete, na consagradora criação de Abelardo I de O Rei da Vela, salienta o estudioso Armando Sérgio da Silva: "Renato, por sua vez, no seu desempenho incorporou muitas características do político paulista Ademar de Barros, mas como era uma personagem dentro do circo, ele foi buscar inspiração no velho palhaço mais conhecido do grande público, Abelardo Barbosa, o 'Chacrinha'. É sabido o fato de que Renato passou semanas assistindo a programas de TV, revistas, chanchadas brasileiras, para compor sua personagem. Daí resultando a crítica feita por Luiza Barreto Leite sobre seu trabalho: Renato Borghi está absoluto. diverte-se, divertindo a platéia, com o rasgar das próprias entranhas, com o expor das próprias vísceras, com o prazer sádico que só Oswald em pessoa teria empregado".1

Notas

1. SILVA, Armando Sérgio da. Oficina: do teatro ao te-ato. São Paulo: Perspectiva, 1981. p.150-151

postado por: NANDA ROVERE 2:15 AM

Comments: Terça-feira, Março 29, 2005


Na próxima sexta, 1º de abril, reestréia o espetáculo PÓLVORA E POESIA, de Alcides Nogueira.
No elenco estão os atores Claudio Fontana, que substitui João Vitti, e Leopoldo Pacheco.
Esta montagem foi um grande sucesso em São Paulo em 2001/2002 e venceu o Prêmio
Shell 2001, nas categorias de autor, diretor e ator (Leopoldo).
João e Leopoldo brilhavam em cena. Vale ressaltar que o texto foi escrito especialmente para o Claudinho. Na época, por estar com a agenda cheia, ele não pôde fazer o espetáculo, mas com certeza a sua presença nesta nova temporada será marcante.
Assisti Pólvora e Poesia em 2002 e a considero uma das montagens mais interessantes que eu já vi no teatro.
IMPERDÍVEL!
Não poderei estar na estréia, mas meu coração estará com eles. Atores maravilhosos e seres humanos especiais!

VISITEM http://www.teatrotuca.com.br/programacao/polvora_poesia.htm

TUCA- R. Monte Alegre, 1024. Tel. 3670-8453
Texto: Alcides Nogueira.
Direção: Marcio Aurelio.
Elenco: Cláudio Fontana, Leopoldo Pacheco e Fernando Esteves (ao piano, interpretando Chopin).
Iluminação: Marcio Aurelio.
Cenário e figurino: Gabriel Villela.
Trilha Sonora: Alcides Nogueira
Temporada: Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h. De 1º de abril a 8 de maio.
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia).



Divulgação

postado por: NANDA ROVERE 12:44 AM

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Trecho da peça Pólvora e Poesia


Verlaine: Eu não quero esse papel! Eu não sei representar o excluído da sociedade! Por quê? Porque eu não sou um excluído da sociedade! .... Eu bebo porque o vinho é bom! Porque eu sinto o gosto da uva que foi colhida no campo, e amassada, e deixada fermentar e... Eu gosto!... Às vezes, essa coisa que eu não consigo entender, mas que eu sei que é a pior das violências, porque é a violência contra mim mesmo, se agiganta, se torna enorme, toma conta de tudo... Eu fico com medo de mim! Eu fico com medo do mundo! Eu preciso acabar com esse medo, mesmo que seja bebendo todo o vinho que existe, para que o mundo pareça ter outra cor, e eu não precise mais olhar para os três fetos que a senhora, mãe... Que a senhora colocou nesses vidros... Três fetos!!! Uma prova da sua incapacidade de parir, até eu nascer. Mas eu não preciso conviver com esses ensaios de mim que estão aí... Diante dos meus olhos... Eu sei, eu sei... colocados para que eu olhe para os fetos no formol e tenha vergonha na cara, e me torne um homem sério... sério... sério! ... Eu não me casei com você, Mathilde Sophie Mauté de Fleurville?... Você não vai me dar um filho?... Eu não tenho um emprego na Câmara Municipal?... Eu não sou um poeta?... Eu não sou Paul Verlaine?

Rimbaud: Senhor Paul Verlaine, eu sei que pode até pensar que esta carta está impressa. Não, as letras foram bem desenhadas por um amigo meu... Se o senhor realmente ler a carta vai ficar sabendo dos meus ideais, das minhas raivas, do meu entusiasmo... Do meu tédio... São versos meus mesmo. Gostaria imensamente que os lesse, que dissesse o que acha deles... Senhor Paul Verlaine, há dias que espero uma resposta sua... Eu vou ao correio, certo de que vou encontrar uma carta... Nada... Talvez a minha tenha se perdido por aí... Esses tempos de guerra... Se as pessoas se perdem, por que não as cartas, as palavras, os poemas?... Estou enviando outros... Senhor Paul Verlaine, eu penso em escrever um grande poema, mas não consigo trabalhar aqui na minha cidade. Não posso ir a Paris porque não tenho dinheiro. Minha mãe é viúva e extremamente devota. Ela me dá apenas dez centavos todos os domingos para pagar a minha cadeira na igreja. Senhor Paul Verlaine... Eu...

Verlaine: Arthur Rimbaud... Li seus poemas... Você está prodigiosamente armado para a guerra..

Rimbaud: Paris, senhor Verlaine! Eu não tenho dinheiro... A poesia está aí... Eu tenho de estar aí... Mas não sei como...

Verlaine: O dinheiro vai chegar em suas mãos. Venha, meu querido. Nós o esperamos, nós o aguardamos!

(Rimbaud se levanta da cadeira e segue andando pelo palco, feliz, como que percorrendo a pé o caminho de sua cidade até Paris. Verlaine se coloca a um canto, observando, sorridente, os movimentos de Rimbaud.)

Rimbaud: Eu segui, com as mãos nos bolsos descosturados, a sonhar amores... Pequeno Polegar espalhando rimas....

Ele pára diante de Verlaine.

Verlaine: Chove suavemente sobre a cidade!

Rimbaud: Setembro! Paris!

(Verlaine se afasta de Rimbaud, bebendo da sua garrafa de vinho. Feliz.)

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/vejasp/300305/sumario.html (nesse mesmo site, veja lindas fotos de divulgação)


Abaixo alguns links para matérias sobre a peça e sobre os atores e autor. E, pra ermina, um texto que eu fi sobre a montagem em 10/9/2002.

postado por: NANDA ROVERE 12:38 AM

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www.opalco.com.br/ foco.cfm?persona=materias&controle=108
Pólvora


http://www.teatrotuca.com.br/programacao/polvora_poesia.htm
Pólvora

exclusivo.terra.com.br/ interna/0,,OI408599-EI1487,00.html
Claudio

psiu.globo.com/GloboChat/ 0,6993,PSP2751-887-2751,00.html
Claudio

noticias.terra.com.br/ imprime/0,,OI455451-EI1487,00.html
Leopoldo

www.opalco.com.br/ foco.cfm?persona=ultimas&controle=270
Alcides

postado por: NANDA ROVERE 12:37 AM

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Terça-feira, 10/9/2002
Pólvora e Poesia
Nanda Rovere

+ de 500 Acessos

Os atores Leopoldo Pacheco e João Vitti continuam brilhando no espetáculo "Pólvora e Poesia" em São Paulo.

Estrearam em 2001 no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) e o sucesso foi imenso, por isso estão novamente em cartaz com a montagem, agora no TUSP (Teatro Universitário da USP).

O texto trata do relacionamento amoroso entre os poetas franceses Rimbaud e Paul Verlaine.

Rimbaud, então um artista adolescente e interiorano, manda cartas para Paul Verlaine demonstrando um grande talento como escritor. Rimbaud era boêmio e tinha uma vida desregrada, Verlaine era casado e fazia parte da elite intelectual francesa. Este se encanta com a irreverência do novo poeta e o convida para residir em sua casa na cidade de Paris.

Apaixonam-se e vivem uma paixão explosiva. Verlaine (então um poeta Parnasiano) muda o seu estilo de escrever, mas não consegue romper definitivamente com as regras sociais. Desesperado, após uma briga, acaba atirando em Rimbaud e sendo condenado a dois anos de prisão. Rimbaud, por sua vez, viaja por vários países da Europa e se muda para a África onde contrabandeia armas.

Quando fui ao teatro assistir a Pólvora e Poesia imaginava o que eu iria encontrar. Já conhecia e admirava o trabalho de Alcides Nogueira (autor), do Leopoldo Pacheco (Paul Verlaine), do João Vitti (Rimbaud), do diretor de teatro Márcio Aurélio e Gabriel Villela, o qual assinou o cenário e os figurinos.

Um primor de texto e de montagem! O pianista em cena foi uma idéia genial. As músicas de Chopin, tocadas ao vivo pelo músico Fernando Esteves, causam um desconforto que reflete totalmente o furor amoroso e artístico dos personagens.

Na direção do Márcio Aurélio merecem destaque as marcas dos atores no palco, pois aumentam a "tensão" dramática das cenas.

O cenário elaborado pelo Gabriel é simples e inteligente. No fundo do palco tem uma porta e um painel com rasgos que nos remetem aos encontros, desencontros, dúvidas e angústias dos personagens.

As interpretações do João e do Leopoldo são excepcionais. O João consegue transmitir a juventude e a rebeldia de Rimbaud e o Leopoldo, toda a angústia, paixão e dúvida do seu personagem. É um privilégio vê-los em cena. O Premio Shell de Melhor ator recebido por Leopoldo Pacheco foi merecido!

O texto, por sua vez, trata de um assunto sempre presente no cotidiano de todos os seres humanos: o amor e a busca da felicidade num mundo onde o preconceito causa guerras e destrói muitas vidas. É muito legal entrar em contato com o universo poético de dois artistas que expressaram muitas bem as contradições e angústias dos homens, não só do século XIX (período em que eles viveram), mas de todos os tempos.

A rebeldia de Rimbaud na luta contra os princípios de certo e errado estabelecidos pela sociedade certamente é um dos maiores encantos do poeta e enriqueceu muito a sua poesia.

E, Paul Verlaine, na sua indecisão entre romper barreiras ou continuar submisso às regras da sociedade, vivendo acomodado no conforto familiar e usufruindo de privilégios por pertencer à elite intelectual francesa, torna o personagem extremamente interessante.

Para viverem a sua paixão, Verlaine e Rimbaud não só enfrentaram muitos preconceitos como também magoaram pessoas próximas a eles (Verlaine era casado e morava na casa do sogro), e a si mesmos.

Verlaine não consegue abandonar definitivamente a sua esposa e se entregar à paixão. Acaba cometendo um crime contra Rimbaud, mas buscou, a seu modo, a liberdade e a irreverência que tanto admirava no mesmo.

O que seria da poesia moderna se esses dois gênios da literatura não tivessem ultrapassado os limites do que a sociedade julga como certo ou errado?

Verlaine e Rimbaud foram fiéis aos seus sentimentos e demonstraram, através de suas criações literárias e relacionamento, a importância de nos rebelarmos contra os dogmas sociais quando acreditamos na possibilidade de uma vida mais feliz através da conquista da liberdade.

Por mais que o homossexualismo não seja o ponto central de "Pólvora e Poesia", obviamente isso enriquece muito o texto, pois somente o respeito às diferenças salvará o mundo da destruição, e, certamente, o maior mérito das montagens que tratam de questões como o homossexualismo (óbvio que "Pólvora" transcende essa questão!) é demonstrar que a busca da felicidade e do amor independe de sexo, cor e classe social.

A arte pode não ter o poder de transformar o mundo (será que não tem mesmo?), mas ela pode, sim, contribuir para o desenvolvimento do senso crítico dos seres humanos e nos proporcionar o aprimoramento do nosso conhecimento.

Quem se interessa por poesia e por um teatro que trata profundamente as angústias e desejos humanos, não pode perder esse belíssimo espetáculo.

Sucesso de público e crítica, essa montagem recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor (Alcides Nogueira), Ator (Leopoldo Pacheco) e Direção (Márcio Aurélio).

Vale a pena conferir "Pólvora e Poesia" e conhecer um pouquinho mais do universo desses poetas que revolucionaram a poesia francesa.

www.digestivocultural.com/ colunistas/coluna.asp?codigo=708
Nanda Rovere
São Paulo, 10/9/2002

postado por: NANDA ROVERE 12:37 AM

Comments: Domingo, Março 20, 2005



MINHA VIDA CULTURAL EM CURITIBA ESTÁ MUITO BOA. ONTEM FUI ASSISTIR COSMOGONIA DOS SATYROS E VI TAMBÉM NAVEGAR, ESPETÁCULO DE RUA.

Quando eu cheguei no chafariz da Rua XV, o espetáculo Navegar tinha acabado de começar. O lugar estava lotado e eu não fiquei muito perto dos atores. Infelizmente não consegui ouvir muitos diálogos, pois a organização dofestival não desligou o chafariz e isso prejudicou os atores em cana. A voz dos mesmos não conseguia alcançar o público que estava mais distante da encenação. De qualquer maneira, a montagem foi interessante.

COSMOGONIA
Conhecer a sede curitibana dos Satyros foi um grande prazer. Assim como em São Paulo, o espaço é pequeno e aconchegante.
Assim que eu cheguei, encontrei amigos queridos, o Sérgio Roveri, o Michel Fernandes e a Silvanah (integrante dos Satyros em Curitiba).
Alguns minutos antes do iníciodo espetáculo, entregaram ao público um " kit" de enfermeiro/médico, que deveria ser usado no espetáculo. Ao entrar na sala da apresentação, somos convidados a prestar atençao num enfermo que está numa mesa de hospital, na sala de cirurgia. Depois vemos uma moça numa lona, aliás, o cenário é formado por lonas e, ao fundo, uma tela plástica, onde vemos bolas brancas.
Assim que o espetáculo inicia, entramos em contato com as sensações físicas e pensamentos de um cientista 'a beira da morte. Nos cinquenta minutos que ainda lhe restam de vida, o cientistapede para que as musas gregas expliquem a origem do universo. Suas inquietações nos fazem pensar sobre o limite da ciência, sobre a vida e sobre a morte.
A direção é precisa, assim como o cenário e luz. Uma idéia que merece menção foi a de fazer com que o público precise, algumas vezes, puxar a lona e colocar a cabeça em buracos para assistir a encenação. Isso proporciona uma sensação estranha, comose estivéssemos numa reunião em outro plano, num plano futurista. De alta tecnologia, onde a mente está separada do corpo!.
UM ESPETÁCULO IMPERDÍVEL, QUE DEMONSTRA QUE OS SATYROS ESTÃO CADA VEZ MAIS BUSCANDO UM TEATRO QUE NOS FAÇA PENSAR.

Cosmogonia

Apresentações

17/03/2005 - 20h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

18/03/2005 - 20h00 e 22h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

19/03/2005 - 19h00 e 21h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

20/03/2005 - 16h00 e 20h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

21/03/2005 - 19h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

22/03/2005 - 21h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

26/03/2005 - 20h00 e 22h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

23/03/2005 - 19h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

24/03/2005 - 19h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364

25/03/2005 - 19h00 - Espaço dos Satyros - Rua Desembargador Westphalen, 1364


Companhia

Os Satyros Produções Culturais Ltda

Autor

Rodolfo Vazquez Garcia

Diretor

Rodolfo Vazquez Garcia

Ficha Técnica

Rodolfo Vazquez Garcia, Diretor
Silvanah Santos, Assistente de Direção
Dimi Cabral, Diretor de Produção
Gisa Gutervil, Assistente de Produção
Elder Gattely, Ator
Pagu Leal, Atriz
Eduardo Amaral, Operador de Luz
Karina Renck, Operador de Som
www.festivaldeteatro.com.br


NAVEGAR
19/03/2005 - 15h30 - Rua XV - Chafariz central - Rua XV de Novembro
20/03/2005 - 17h30 - Rua XV - Chafariz central - Rua XV de Novembro
22/03/2005 - 15h30 - Rua XV - Chafariz central - Rua XV de Novembro
23/03/2005 - 17h30 - Rua XV - Chafariz central - Rua XV de Novembro
24/03/2005 - 15h30 - Rua XV - Chafariz central - Rua XV de Novembro

Voltarei para casa dia 27 de marçoe não sei quando poderei escrever sobreo festival. De qualquer maneira, tentarei fazer um diário do Festival.
Abraço
Nanda




postado por: NANDA ROVERE 3:44 PM

Comments: Quinta-feira, Março 17, 2005




HOMENAGEM A UM ARTISTA DE MUITO TALENTO: EVILL REBOUÇAS

NÃO DEIXEM DE LER HOMENAGEM 'A ATRZ CLARISSE ABUJAMRA

SIMPATIA E TALENTO SÃO QUALIDADES COMUNS A ESSES DOIS GRANDES ARTISTAS QUE HONRAM O NOSO TEATRO

ATÉ O FINAL DO MÊS EU ESTAREI EM CURITIBA NO FESTIVAL DE TEATRO E,OBVIAMENTE, ESCREVEREI SOBRE O EVENTO..

ABRAÇO
NANDA

postado por: NANDA ROVERE 3:48 AM

Comments:

EVILL REBOUÇAS

No ano pasado eu tive o privilégio de ver com esse grande ator o espetáculo O Bem Amado. Evill é uma simpatia de pessoa e um artista fenomenal.
Sempre está com vários projetos, atuando, escrevendo, dirigindo, ministrando aulas de teatro (tanto em SP quanto no ABC)...
No ano passado encenou Evangelho para Lei-gos dentro de um banheiro público (que entrará novamente em cartaz) e no momento está com um espetácuo infantil no Teatro de Arena.
Um ator que honra o noso teatro e merece muito sucesso.
Evill, muita saúde, paz e sucesso pra vc!



Evill - brilhante - nopapel de Dirceu Borboleta
O Bem Amado - 2004
Fonte:http://www.obemamado.com.br/


ASSISTAM:

Pingo Pingado, Papel Pintado

Teatro de Arena Eugênio Kusnet.
Com Solange Moreno, Evill Rebouças e Cláudia Cascarelli. Tex. e dir.: Evill Rebouças. Sáb, às 15h; dom, às 11h, R$5 e R$10. Até 24 de abr.


Carminha, uma menina que adora desenhar, um rádio tagarela, um auto-falante mudo e um canguru que quer fazer plástica na barriga fazem parte da história que reflete sobre os conceitos e preconceitos.


ALGUNS DE SEUS TRABALHOS NO TEATRO:

-Evangelho para Lei-gos - dramaturgia e direção
- O Bem amado - ator
-O Gato de Chinelas
(Um Gato de Botas ambientado no nordeste)
Texto/Direção
-Dandara o marinheiro - autor
-No Reino das Carícias- autor
-A Paixão de Um Homem - autor
-O Santo e a Porca- ator
-A Floresta das Fábulas - ator
-Antes de Dormir - ator
-A Farsa do Mestre Pathelin - ator
-Panos e Lendas - ator
-O Patinho Feio - ator
-Poncias privadas - autor
-Pingo pingado, papel pingado - direção


ARTIGOS ESCRITOS PELO EVIIL:
revista-umbigo.vilabol.uol.com.br


ABAIXO UM TEXTO MUITO INTERESSANTE SOBRE EVANGELHO PARA LEI-GOS:




postado por: NANDA ROVERE 3:42 AM

Comments:


Ensaio sobre "A Mancha¿ e ¿Evangelho para Lei-gos", ambos de Evill Rebouças
Às vezes não sai
Caio Dezorzi



Para aqueles que assistiram ao espetáculo ¿A Mancha¿ de Evill Rebouças no Instituto de Artes da Unesp, em São Paulo, no final de 2002, pode ter surgido a hipótese de que estavam entrando numa caverna para apreciar um culto ou ritual teatral ao estilo de Grotóvski. Mas não se tratava de nada disso. O espetáculo, apresentado no banheiro masculino do Instituto ¿ que, com as janelas vedadas para vetar a entrada de luz, parecia mais uma gruta ¿ só podia ser visto por quinze pessoas. Elitista? Também não, muito pelo contrário. O grupo de estudantes da Unesp apresentou várias sessões por dia, em diversos horários, justamente para que o maior número de pessoas pudesse assistir, já que o espaço físico de um banheiro público é muito limitado. Além disso, a entrada gratuita e a grande divulgação deixavam claro que o espetáculo era para todos.

Mas, dentro do banheiro não deixavam claro, deixavam escuro. Bem escuro! E no escuro, dois ¿operadores de luz¿, utilizando-se de quatro lanternas, conduziam o olhar dos espectadores para determinado ponto. Literalmente manipulavam o foco de observação. Só podia ser visto aquilo que era por eles iluminado, ou seja, apenas um pequeno recorte da cena. Como se isso ainda não bastasse, as cenas eram por si só fragmentadas, já que os atores e atrizes ficavam praticamente o tempo todo atrás das portas e divisórias de um ou outro box do banheiro. Por cima de uma porta um braço, por baixo de outra, pernas, às vezes uma cabeça, às vezes um corpo nu do lado de fora, perto do público. Tudo recortado pelas lanternas dos iluminadores. Para nós, pós-modernos, que já estamos acostumados com os videoclipes musicais e comerciais compostos por velozes seqüências de fragmentos de imagens, o espetáculo, nesse sentido, não causa grande distúrbio, mas, certamente deixaria tonto qualquer pré-moderno que se arriscasse a entrar naquele banheiro.

A princípio, o acender das lanternas revelava ¿manchas¿ no escuro. Como seres míticos da caverna de Platão às avessas, os espectadores precisavam (re)acostumar os olhos àquele ambiente. Depois dos primeiros flashs das lanternas, o que parecia caverna passou a se parecer com uma câmera obscura. Não uma câmera obscura qualquer, mas uma ¿câmara¿ obscura, pois os espectadores se encontravam no interior de tal engenho e seus olhos passavam a fazer o papel de filmes fotográficos, captando as imagens que a luz lhes escrevia nas retinas. A Fotografia acontecia!

¿Com a fotografia enquanto imagem tem início a perda da aura, segundo a perspectiva de Benjamin. Uma foto é a imagem de alguma coisa já morta e permite apenas uma vaga ilusão a respeito da identificação do aqui e agora. No entanto, a câmera obscura nos permite compreender a obscuridade como tábula rasa, como esquecimento estético por excelência em relação às imagens que nós podemos criar. Com a câmera obscura o homem encontra um equivalente tecnológico para a experiência deste esquecimento. (...) A câmera obscura é um método efêmero do apagar da luz para que esta possa melhor se fazer valer.¿ 1

De fato, a grande maioria dos espetáculos teatrais, desde o advento da luz elétrica e até um pouco antes disso, com a luz das chamas, se dá em um espaço escuro, utilizando a luz para ressaltar o que deve ser observado, mas, no caso do espetáculo em discussão, essa relação entre luz e escuridão foi levada às últimas conseqüências. Dentro daquele banheiro, a obscuridade se traduzia literalmente como o ¿esquecimento estético¿ em relação às imagens que podemos criar, ao qual se refere Bavcar. Mas, se continuarmos a encarar aquele banheiro como uma ¿câmara¿ obscura, não poderemos dizer que houve aquilo que Benjamin chama de perda da aura, pois a fotografia que acontecia ali, tal como descrita anteriormente, era de uma espécie diferente, pois não representava ¿a imagem de alguma coisa já morta¿, mas sim o próprio ¿aqui e agora¿ cênico. Nada naquele banheiro ¿ que depois de algum tempo não se sabia mais se era mesmo um banheiro ¿ estava morto, tudo estava vivo, até mesmo a música era ao vivo. Desde o início do espetáculo, quando os espectadores estavam ainda entrando no banheiro, músicos tocavam instrumentos e cantavam. Auras estavam presentes em cada fragmento de imagem que era fotografado pelos olhos dos espectadores e em cada momento em que as luzes se apagavam e podia-se ouvir o solitário som de um violão ou acordeom.

E assim, uma história era contada através de imagens, através de música, através de texto, gemidos, sons, cheiros, resultando em uma integração de linguagens tão elaborada quanto à do teatro de atrações de Eisenstein. A história de um homem qualquer chamado Jesus, cuja mãe tentou abortá-lo antes mesmo que tivesse consciência de sua própria existência e que, adulto, se via abortado pelo mundo, jogado na sarjeta. Um filho abandonado por uma sociedade que não pára de gerar filhos e, desesperadamente, tentar abortos.

Essa interpretação era propiciada gradativamente no decorrer do espetáculo, através dos fragmentos que se permitiam fotografar ao acender das lanternas e, à medida que se conhecia melhor cada fragmento, cada personagem, era dada a oportunidade para se conhecer o meio e a sociedade na qual estes estavam envoltos.

¿Seja o que for que interpretemos, (...) não há interpretação sem prévia compreensão do sentido daquilo que nos propomos a entender. Esse postulado da Hermenêutica, enquanto técnica ou arte de exegese, fundamenta-se no princípio da contextualidade, ou seja, na correlação entre o sentido das partes e o sentido do todo daquilo que se interpreta: o entendimento prévio deste esclarece aquelas, e vice-versa, o entendimento das partes esclarece o todo.¿ 2

E assim, num movimento crescente, as partes começam a aparecer juntas na escuridão, dois ou mais fragmentos são iluminados ao mesmo tempo pelas lanternas, formando verdadeiros tableaux. A sobreposição de épocas e espaços diferentes ¿ Jesus adulto e ao mesmo tempo o feto sobrevivente de seu recém-aborto, a mãe com o instrumento do crime na mão e a mancha de sangue no chão ¿ constituem o cenário de um sonho, ou pesadelo. O onírico fica mais contundente no momento em que Jesus adulto pega, em suas próprias mãos, o cordão umbilical ainda cheio de sangue, do dia em que deixou o ventre de sua mãe.

A obra beira o niilismo, quando Jesus lamenta não ter morrido durante o ato abortivo de sua mãe, se referindo à vida na sociedade em que vive como algo muito pior do que a morte. Ou quando a mãe de Jesus confessa ao público que matou e mata tudo e todos que não lhe agradam. Personagens que, como as de Albert Camus, negam o presente, lamentam o passado e deixam-se levar pelo insano cotidiano.

O espetáculo termina com os pais de Jesus lamentando a sua morte e os focos de luz na mancha de sangue no chão, que talvez seja a fotografia que fique por mais tempo registrada nos espectadores, como uma mancha, que, às vezes, não sai.

Da mancha ao Evangelho

Em 2004, o grupo aprofundou a pesquisa e deu a luz a um novo espetáculo. O ¿Evangelho para Lei-gos¿ trazia muito da ¿Mancha¿, mas era outro. A dramaturgia experimentou evoluções importantes que ressaltam a ignorância como produto da atual condição humana e as várias formas de repressão que mantém a ordem mundial das coisas e tudo o que decorre disso, como a polícia, a assistência social, a exploração do trabalho, o subemprego, a legislação, a religião, a prostituição, etc.

Os espaço cênico também mudou. De um banheiro público real do Instituto de Artes, passaram para um banheiro público montado na galeria do Viaduto do Chá (que há muito é usada como banheiro público, mesmo com a ausência de vasos sanitários). Isso deu um aspecto de realidade muito maior; uma sensação mais forte de proximidade com a realidade que é explorada no texto.

Em frente às cabines do banheiro, uma sala com sofás e tapete, seguida de arquibancada de madeira, comportavam 50 espectadores no lugar dos 15 de antes. Com um espaço maior, os focos das lanternas ficaram mais abertos e o recorte de luz já não fica tão preciso quanto antes, mas ainda é possível manter a relação estabelecida no espetáculo anterior entre luz e escuridão, fazendo o paralelo com uma máquina fotográfica.

Com uma grande porcentagem de ingressos cedidos gratuitamente, o espetáculo manteve seu caráter não-elitista, inclusive recebendo espectadores que não precisavam fazer esforço para identificar-se com a vida miserável das personagens do espetáculo.

Personagens? Sim, dessa vez fica claro que há personagens com toda uma história material, diferente das figuras apresentadas em ¿A Mancha¿. Inclusive novas personagens como uma menina com necessidades especiais, Fátima, e sua mãe. As duas ¿projeções¿ de Jesus continuam sendo projeções, mas agora tomam forma de policial e assistente social: trabalhadores de uma sociedade que assumem ponto de vista de classe! Isso fica mais evidente quando Jesus começa a somar o valor dos carros que passam em frente ao lava-rápido onde trabalha e nota que em questão de segundos passou mais dinheiro na frente dele do que poderá receber de pagamento em toda a sua vida! Ou quando calcula o quanto ganha a mãe de Fátima fazendo miçangas para sustentar a si e a filha.

Zé e Maria, os pais de Jesus, também agora têm uma história de vida muito mais concreta e mostram com mais clareza a ¿merda de vida¿ em que vivem. Há até uma mulher que é espancada por seu parceiro e se faz de grávida por três anos para tapear o assistente social e poder continuar morando ali, naquele banheiro (cujas cabines podem ser vistas como barracos ou um cortiço).

Tudo conflui para a denúncia de uma sociedade capitalista, baseada na propriedade privada dos meios de produção, onde tudo vira mercadoria. A mãe de Fátima vê como única saída para sua subsistência, vender a própria filha; empregá-la na prostituição. A mesma mãe que lia os evangelhos da Bíblia cristã para a filha e que era ¿vizinha de banheiro¿ de Maria, mãe de Jesus, que por sua vez abortou sua própria vida, mais uma vez. O espetáculo termina com o som de um acordeom, mas sem indicar seu fim. O público fica constrangido em aplaudir. Sem saber se o espetáculo terminou, hesita em sair. Na maioria das vezes, depois de um tempo, sai em silêncio e, do lado de fora, percebe que o espetáculo não terminou, mas permanece em todos os becos, em todos os cantos, todos os lares, como uma mancha.

Notas

(1) Evgen Bavcar, A Luz e O Cego, in Artepensamento, Companhia das Letras, 1994, p. 464.
(2) Benedito Nunes, Poética do Pensamento, ibidem, p. 391.


postado por: NANDA ROVERE 3:38 AM

Comments: Terça-feira, Março 15, 2005



CLARISSE ABUJAMRA
ATRIZ, COREÓGRAFA, BAILARINA, DIRETORA, ESCRITORA...



FALAR SOBRE A CLARISSE É UM PRAZER PRA MIM, POIS ERA CRIANÇA QUANDO ELA E O ANTONIO FAGUNDES - SEU MARIDO NA ÉPOCA -APRESENTAVAM É PROIBIDO COLAR.ERA UM PROGRAMA TRANSMITIDO PELA TV CULTURA AOS SÁBADOS 'A TARDE, ONDE ALUNOS DE DAS ESCOLAS DISTINTAS, DISPUTAVAM JOGOS QUE MEDIAM OS SEUS CONHECIMENTOS.
CLARISSE INICIOU A SUA CARREIRA COMO BAILARINA, MAS LOGO O TEATRO COMEÇOU A FAZER PARTE DE SUA VIDA.. TODA A SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL É PAUTADA PELA DANÇA E TEATRO. FOI PROPRIETÁRIA DA CIA TEATRO BRAILEIRO DE DANÇA E PODE-SE DIZER QUE FOI UMA DAS PRECURSSORAS DO TEATRO-DANÇA NO BRASIL..
APESAR DE ATUAR NA TV (E SEM DESMERECER OS SEUS TRABALHOS), É NO TEATRO QUE CLARISSE SE DEDICA. É NO TEATRO QUE BRILHA INTENSAMENTE E ENCANTA A TODOS PELO SEU TALENTO!
TAMBÉM FEZ FILMES, MERECENDO DESTAQUE A SUA PARTICIPAÇÃO NO FILME ANJOS DO ARRABALDE (PELO FILME RECEBEU O PRÊMIO GOVERNADORDO ESTADO DE SÃO PAULO COMO MELHOR ATRIZ), ONDE INTERPRETA UMA PROFESSORA DO SUBÚRBIO PAULISTANO.
HÁ ALGUNS ANOS ATRÁS, EU FUI VER LIVROS NA LIVRARIA CULTURA DA AV PAULISTA - SP. ENCONTREI OLIVRO AÇÕES DO CENSO, DE AUTORIA DA CLARISSE, E ACABEI "DEVORANDO" O LVRO AI MESMO. DEPOIS FUI AO ESPAÇO UNIANCO E DOU DE CRA COM A CLARISSE.OBVIAMENTE EU COMENTEI COM ELA O QUE ESTAVA ACONTECENDO. E, COMO EU GOSTEI DO LIVRO, APROVETEI PARA ELOGIÁ-A COMO ATRIZ E ESCRITORA.
CONFESSO QUE GOSTARIA DE TER VISTO MIS ESPETÁCULOS COM ELA, MAS GOSTEI MUITO DE TODOS S QUE EU TIVE O PRIVILÉGIO DE VER (A MAÇÃ DE EVA, MEU REINO POR UM CAVALO, POR UM TRIZ, GERTRUDE STEIN..., O INSPETOR GERAL). TAMBÉM ASSISTI O QUE LEVA BOFETADAS, MAS NO DIA EM QUE EU FUI AO TEATRO, ELA FOI SUBSTITUÍDA POR OUTRA ATRIZ.
CLARISSE MERECE TODO O RECONHECIMENTO QUE OBTEVE DO PÚBLICO E DA CRÍTICA, POIS ESTÁ ENTRE AS GRANDES ATRIZES BRASILEIRAS.
SUCESSO E SAÚDE PARA ESSA ATRIZ ESPECIAL E PARA O SEUS FILHOS DIANA, DINAH E ANTONIO.
NÃO DEIXEM DE VISITAR www.clarisseabujamra.ato.br/



A MAÇÃ DE EVA
OBS: A FOTO DESTA PÁGINA FOI RETIRADA DO SITE DA CLARISSE.


TEATRO
O que Leva Bofetadas
Antonio: da tua tão necessária Poesia
Por Um Triz
A Maçã de Eva
Agnes de Deus
Algo em Comum
Gertrude Stein, Alice Toklas e Pablo Picasso
Caminheira - diretora
Da tão necessária Poesia - diretora
O Contra-baixo - diretora
Margarida Margot do Meio Fio
Meu Reino por um Cavalo
Morte Acidental de um Anarquista
O Inspetor Geral
Orquídea
entre outros.
show de Carlos Navas.

CINEMA
1987 - Anjos do Arrabalde - atriz
1980 - Gaijin, Os Caminhos da Liberdade - atriz
1968 - As Amorosas - atriz
Alma Corsária - coreógrafa
Super Fêmea - coreógrafa

TV
A Escrava Isaura
Anjo Mau
Os Ossos do Barão
Estrela de Fogo
Jamai te esquecerei
Éramos Seis
Fundo do Coração
O Machão
Chiquinha Gonzaga
Presença de Anita
Amizade Colorida
Carga Pesada
Você Decide
É Proibido Colar - apresentadora
Telecurso 1º Grau Teleteatro apresentadora
Auto de Natal


LIVROS DE SUA AUTORIA
Excesso
Ações do Senso


MATÉRIAS INTERESSANTES
www.infantv.hpg.ig.com.br/colar.htm
bp.tc.uol.com.br/convidados/ arquivo/teatro/ult1759u39.jhtm
www.2020brasil.com.br/publisher/ preview.php?edicao=0504&id_mat=797
chat02.terra.com.br:9781/entrevis_atrizes.htm
www.pucsp.br/cultura/arca.htm


PARA SABER MAIS SOBRE A SUA CARREIRA
www.clarisseabujamra.ato.br

postado por: NANDA ROVERE 2:12 AM

Comments:


A programação do Festival de Teatro de Curitiba é tão grande, que fica
impossível assistir a todos os espetáculos!
Um espetáculo que eu gostaria muito de ver, mas não terei como ir ao teatro
por causa do horário, é da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico de SP. Conheço
uma das atrizes, a Helô Cintra, e a considero uma graça de pessoa.
Amor de Improviso
22, 23 e 24/03/2005 - 24h00
Teatro SESC da Esquina - Rua Visconde do Rio Branco, nº 969
MAS QUEM PUDER ASSISTA.

postado por: NANDA ROVERE 12:42 AM

Comments: Domingo, Março 13, 2005



Participarei do Festival de Teatro de Curitiba, como público. Estarão por lá, artistas que eu admiro e artistas que, apesar de conhecer de nome e/ou manter contato pela Internet, tenho muita vontade de conhecê-lo pessoalmente.
Nos anos anteriores, a Mostra Contemporãnea apresentava, predominantemente, artistas famosos. Neste ano, no entanto, o quadro de espetáculos está prestigiando artistas menos conhecidos.
O Fringe, por sua vez, apresenta montagens de vários lugares do Brasil e é formado por artistas que se esforçam muito para estar no Festival, visto que ao contrário da Mostra Contemporânea, não há ajuda financeira aos participantes.
Eu assistirei espetáculos que integrarão os dois eventos, mas pretendo priorizar o Fringe, pois como os nossos artistas conseguirão reconhecimento se não tiverem a oportuidade de mostrarem os seus trabalhos para o maior número de pessoas????
Pretendo assistir aos espetáculos do grupo teatral Jovens Atores do Brasil e aos que estiverem em cartaz no Teatro Cultura.
Em 2003 eu estive em Curitiba e curti muito estar lá. Vi todos os espetáculos de rua! Além disso, conheci espaços interessantes, como por exemplo, o teatro José Maria Santos, o teatro do Sesc da Esquina, o Guairinha e o Espaço Cultura - simpático teatro que fica na Praça Garibaldi, 39 (para ver a programação destes teatros, bem como de todo o festival, entrar no www.festivaldeteatro.com.br).


ALGUNS ESPETÁCULOS DO FRINGE:


-O ENCONTRO DAS ÁGUAS ESTARÁ NO JOSÉ MARIA SANTOS (já assisti e gostei muito):
Dois jovens, de personalidades aparentemente opostas, se encontram em uma grande ponte sobre um rio.
20/03/2005 - 22h00 - Teatro José Maria Santos - Rua Treze de Maio, 655
21/03/2005 - 18h00 - Teatro José Maria Santos - Rua Treze de Maio, 655
22/03/2005 - 22h00 - Teatro José Maria Santos - Rua Treze de Maio, 655

.
-ESPETÁCULOS NO TEATRO CULTURA:

A Flor Atrás das Pedras
Drama
Rio de Janeiro/ RJ
Clarice Fehler é uma jovem que descobre, após o resultado de um exame, estar com um tumor cerebral maligno.
25/03/2005 - 12h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
26/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

Agda
Drama
Campinas/ SP
Agda, mulher misteriosa, ¿fêmea crepuscular, muito desordenada¿, quer compreender a vida, entender-se com Deus, sem abdicar dos prazeres da carne e do espírito.
21/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
22/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
23/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

As Cadeiras
Tragicômico
Curitiba/ PR
Na torre circular de um farol situado em uma ilha deserta, um casal de velhos vive o último dia de sua existência, preparando-se para a mensagem final que o marido irá transmitir à humanidade.
19/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
20/03/2005 - 12h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
26/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
27/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

Ato Nº 1
Drama
Rio de Janeiro / RJ
Ao fugir da polícia, Madame Begbick e seu parceiro, Moisés Trindade, fundam a cidade de Mahagonny.
21/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
22/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
23/03/2005 - 12h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

Joana
Drama
Rio de Janeiro/ RJ
Inspirado na peça ¿Gota D`água¿, de Chico Buarque.
22/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
23/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

Ralé Ainda Pulsa
Drama
São Paulo/ SP
¿Ralé ainda pulsa¿ é baseada na peça Ralé, de Gorki. Escrita há 100 anos, o texto fala dos excluídos da sociedade russa pré-revolução.
17/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
18/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

Virgínias
Drama
Rio de Janeiro/ RJ
O espetáculo se inspira na busca pela qual Virginia Woolf empenhou-se ao longo de sua carreira literária: concentrar, saturar a narrativa em todas as formas da escrita.
19/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
20/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

Vivências no limite do nada
Teatro da Intensidade
Rio de Janeiro/ RJ
Através do corpo em movimento, a artista transborda sensações.
17/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
18/03/2005 - 12h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
19/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
20/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
21/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
22/03/2005 - 12h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
23/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
24/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
25/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
26/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
27/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem

Z.Y.Verissimo!!! 199,9 MHZ
Comédia
Curitiba/ PR
O espetáculo é inspirado na linguagem dos cartoons, quadrinhos e desenhos animados.
17/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
18/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
19/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
20/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
21/03/2005 - 18h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
22/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
23/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
24/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
25/03/2005 - 15h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
26/03/2005 - 24h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 - Largo da Ordem
27/03/2005 - 21h00 -Teatro Cultura - Praça Garibaldi, 39 -


-JOVENS ATORES DO BRASIL
Adorável Desgraçada
Teatro Edson D¿ávila
Dia 19 (21h) e 20 (15h)

AMOR POR ANEXINS
(Festival Biarte RJ - melhor figurino)
Espaço de Rua Ruínas
Dia 21 (13h) e 22 (11h)

BODAS DE PAPEL
Teatro Edson D¿ávila
Dia 21 (21h) e 22 (15h)

JOANA
Inspirado na obra ¿Gota D¿água¿ de Chico Buarque de Holanda e Paulo Pontes
Indicado ao prêmio e melhor cenografia e duas vezes ao prêmio de melhor ator (Festival Sesc 2001 ¿ Festival Elbe de Holanda 2004)
Teatro Cultura
Dia 22 (24h) e 23 (15h)


-NO SESC DA ESQUINA:
SE ESSA RUA FOSSE MINHA
ESPETÁCULO DE BRINCAR" NO TEATRO SESC DA ESQUINA NOS DIAS 23,24,26 E 27/03
ÀS 15 HORAS NOS TRÊS PRIMEIROS DIAS E ÀS 18 NO DIA 27.

postado por: NANDA ROVERE 2:44 AM


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