NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Terça-feira, Novembro 30, 2004


Na próxima semana, será lançado o livro ALCIDES NOGUEIRA, ALMA DE CETIM, de TUNA DWEK .
EU ESTAREI LÁ E ESPERO QUE O LIVRO SEJA O MAIOR SUCESSO, POIS O TIDE (ALCIDES) MERECE TODO O RECONHECIMENTO QUE CONQUISTOU.
A obra faz parte da coleção Aplauso e aborda a trajetória profissional do dramaturgo, que escreve para teatro, cinema e TV.
Artistas como Paulo José, Walderez de Barros e Gianfrancesco Guarnieri já foram homenageados pelo projeto e a idéia de incluir o Alcides na coleção merece elogios, pois as suas criações são muito importantes dentro da história do nosso teatro e TV.
O Tide tem uma linda história no teatro brasileiro e participou de projetos
interessantes na Globo. Escreveu duas novelas, foi co-autor de muitas
outras - ao lado de feras como Silvio de Abreu e Gilberto Braga.
No cinema, foi roteirista do filme Capitalismo Selvagem.
No início, deste ano foi o responsável, o lado de Maria Adelaíde Amaral, da criação da minissérie UM SÓ CORAÇÃO. Um sucesso de público e críticaque comemorou de maneira emocionante os 450 anos da cidade de São Paulo.
Quem não assistiu a novela Deus nos Acuda em 1992 não pode perder a reprise de uma das criações mais interessantes do Silvio de Abreu, que teve a colaboração preciosa do Alcides e da Maria Adelaide Amaral.
Entrevistei o Alcides há algum tempo e isso me deixou muito emocionada, pois ele é o autor que eu
mais vi textos encenados no teatro e adorei todos os espetáculos -
sensibilidade "à flor da pele!. Ventania e Pólvora e Poesia foram dois
momentos mágicos/ especiais; uma harmonia perfeita entre autor e todos que
colaboraram nas montagens.
ALCIDES: um artista que através do seu trabalho consegue emocionar as pessoas; chega até o nosso coração porque fala com maestria sobre o amor, sobre o respeito ao próximo e sobre as inquietudes e alegrias inerentes à vida dos seres humanos!
Agradeço ao Gabriel Villela, ao Claudio Fontana e ao Silvio de Abreu por terem me proporcionado conhecer o trabalho do Tide. Gabriel montou A Ponte e a Água de Piscina e Ventania. Claudinho atuou nos espetáculos As Traças da Paixão e A Ponte e aÁgua de Piscina, além de produzir Pólvora e Poesia. E Silvio de Abreu, dividiu a autoria de várias novelas com esse artista que está sempre criando.
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ALCIDES NOGUEIRA é um dramaturgos mais importantes e talentosos do
teatro brasileiro.
Nasceu na cidade de Botucatu, em 28 de outubro de 1949. Foi lá que começou a
escrever, na época em que participou e um grupo de teatro amador.
Escreveu sua primeira peça teatral em 1977 e em 1981, com "Lua de Cetim"
ganhou o prêmio Molière. Este espetáculo foi um grande sucesso de público e
crítica e lhe rendeu um convite para trabalhar na TV Globo. "Feliz Ano
Velho"
(adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que está completando
20 anos da estréia) foi outro grande sucesso e Alcides teve o seu talento
reconhecido com mais prêmios.
Em 1984 escreveu a sua primeira novela, "Livre pra Voar", em parceria
Walther
Negrão. Alcides, no decorrer dos anos, foi parceiro de várias novelas do
Silvio de Abreu. Eu, apesar de geralmente não acompanhar novelas, não perco
nenhuma
assinada por eles e posso dizer, que meu dia-a-dia fica mais alegre quando
estã no ar algum trabalho deles.
No teatro tive o privilégio de ver montagens emocionantes, baseadas nos
textos do Alcides: "Ventania", "Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo
Picasso", "Pólvora e Poesia" e "A Ponte e a
Água de Piscina".
"Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso" faz uma interessante
reflexão sobre a arte, a modernidade, o amor (Gertrude Stein e Alice Toklas
assumiram o relacionamento, enfrentando os preconceitos da sociedade
francesa), o ser humano e o mundo em que vivemos.
"Ventania" fala do desmoronamento de um núcleo familiar. Zé e Vicente
são dois
irmãos nascidos no interior de Minas. Vicente é o filho da noite, profano e
José é o filho do sol, religioso. É o embate entre a sexualidade (busca da
liberdade) e religiosidade. Luzia, irmã de Zé e Vicente, é cega e sonha com
Jorge Michael, que sai do radio para encontrá-la. A relação da família, já
problemática, piora com a morte da mãe. O texto é uma homenagem ao
dramaturgo Zé Vicente ("Hoje é Da de Rock", "Santidade", etc) e faz uma
balanço
de uma geração que sonhava com um mundo melhor, mas que também sofreu muito
na busca desse mundo...
Quando assisti "Ventania" saí do teatro encantada e emocionada.
"Pólvora e Poesia", por sua vez, trata do relacionamento amoroso
entre
os
poetas franceses Rimbaud e Verlaine e da busca da felicidade. Rimbaud
contestava as regras sociais, acreditando que isso enriquecia a sua poesia,
e Verlaine, lutou entre romper barreiras em busca do prazer e da felicidade
e viver acomodado, usufruindo privilégios por pertencer a uma elite
intelectual. Essa montagem recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor (Alcides
Nogueira), Ator (Leopoldo Pacheco) e Direção (Marcio Aurelio). Prêmio
merecido, pois tudo no espetáculo é perfeito: texto, elenco, direção,
cenário,
figurino, trilha sonora, etc.
O tema de "A Ponte e a Água de Piscina" é o amor, a loucura e a
solidão. A
montagem, também perfeita (dirigida pelo Gabriel Villela), foi encantadora.
Alternava momentos de lirismo, loucura e angústia; afinal, os personagens
viviam num lugar abandonado, assolado pela guerra e pela seca!). Alcides foi
indicado mais uma vez ao Prêmio Shell.
Confesso que antes de prestigiar as peças "Pólvora e Poesia" e "Gertrude
Stein,
Alice B. Toklas e Pablo Picasso" desconhecia o universo desses artistas.
Alcides me fez conhecê-los um pouquinho e me impulsionou a procurar mais
informações sobre a vida dessas personalidades interessatíssimas. Também
desconhecia a obra do José Vicente e, através de "Ventania", comecei a me
interessar por um artista que marcou muito o teatro nos anos 70 ("Hoje é Dia
de Rock" é um texto muito importante na história do teatro brasileiro, pois
retrata a geração da época, com suas alegrias, tristezas, dúvidas,
sonhos...).
Teatro é, na minha opinião, reflexão aliada à diversão. Eu gosto de um
espetáculo quando ele me deixa saudade, quando eu saio do teatro e fico
pensando sobre o que eu acabei de assistir, quando ele contribui para o
desenvolvimento do senso crítico das pessoas e me faz amar cada vez mais a
arte.
Os textos de Alcides Nogueira me tocaram desse jeito. Tratam de
questões como o amor, a amizade, a loucura, os sonhos, angústias e
desilusões dos seres humanos; sem nunca deixar de lado a esperança e a
poesia! Nunca os esquecerei e prestigiarei sempre as montagens dos seus
textos!
Sem dúvida, o Alcides é um dos maiores exemplos da qualidade de nossa
dramaturgia. Sempre espero com ansiedade um novo texto seu, pois o assunto
dos mesmos sempre acrescento algo em minha vida.
Não acredito que a dramaturgia brasileira esteja em crise! Tanta gente
criando, como Bosco Brasil, Mario Bortolotto, Newton Moreno, etc; sem contar
que a Mostra de Dramaturgia Contemporânea produzida pelo
Renato Borghi revelou grandes talentos. Novos dramaturgos criando ao lado de
nomes consagrados como o Alcides, a Maria Adelaide Amaral, entre outros.


TEATRO:
-A Farsa da Noiva Bombardeada - 1977
-Tietê, Tietê... ou Toda Rotina Se Manteve Não Obstante o que Aconteceu -
Direção de Marcio Aurélio - 1979
-Lua de Cetim - 1981
- Feliz Ano Velho - Direção Paulo Betti - 1983 (foi remontada em 2001)
- Ópera Joyce - Direção de Marcio Aurélio - 1989
-Traças da Paixão - Direção de Marcio Aurélio - 1995
-Gertrude Stein, Alice B. Toklas & Pablo Picasso - Direção de Antonio
Abujamra, com a colaboração de Marcio
Aurélio - 1996
-Ventania - Direção de Gabriel Villela -1996
- Pólvora e Poesia - Direção de Marcio Aurélio - 2001
-À Puttanesca - quatro pequenas comédias escritas para o ator Francarlos
Reis. Textos de Mário Bortolotto, Aimar Labaki, Alcides Nogueira e Bosco
Brasil. Direção Marco Antonio Rodrigues - 2002
- A Ponte e a Água de Piscina - Direção de Gabriel Villela - 2002
entre outros.

TV:
Autor
Força de um desejo
Torre de Babel
O amor está no ar
Pátria minha
Rainha da sucata
Direito de amar
De quina pra lua
Co-autor
A incrível batalha das filhas da mãe no Jardim do Éden
Torre de Babel
A próxima vítima
Pátria minha
Deus nos acuda
O salvador da pátria
Direito de amar
Colaborador
O salvador da pátria
Livre para voar


Cinema:
Capitalismo Selvagem, assinou o roteiro juntamente com o André Klotzel
(diretor do filme)

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FRASES/PENSAMENTOS

"Nunca soube direito qual era o meu espaço no mundo. Até dar de cara com o
teatro. A dramaturgia passou a ser esse canal de entendimento, ou mesmo de
desen-tendimento, das coisas. Reais e inventadas. Foi assim que soltei meu
pensamento, desnudando o mundo com meu delírio poético. Quase nunca me sinto
feliz. As personagens que crio acabam sendo por mim."
Alcides Nogueira, dramaturgo
Site da Coperativa Paulista de Teatro


"Chamam isso de amor. Não chamo de nada. São fogueiras de dentro.
Farinha de estrela colada na pele. Tudo brilha."
Trecho da peça A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira


"O que você preza mais nas pessoas? E nos seus personagens?
AN - A integridade. Tanto nas pessoas como em personagens. Porque, para mim,
integridade não é sinônimo de maniqueísmo. A gente pode errar sim, mas tem
de ter a humildade e a nobreza em enxergar isso... Claro que, quando falo
de pessoas, isso é fundamental, pois inclui caráter (não suporto pessoas de
má índole)... Nas personagens, muitas vezes, carrego nas tintas, para que os
signos de vilania sejam decodificáveis de forma mais simples e ampla,
principalmente na televisão."
Entrevista para o site:
www.blocosonline.com.br/

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Textos que eu escrevi sobre espetáculos do Alcides:

Texto que eu elaborei sobre A Ponte e a Água de Piscina:
www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=822

Texto que eu elaborei sobre Pólvora e Poesia:
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=708

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Reportagens sobre o Tide:

www.bethynha.com.br/teatro-amador.htm
dirce.globo.com/Dirce/canal/0,6993,RI490-700,00.html
www.blocosonline.com.br/sobre_portal/ conteudo/conselho_admin.php
diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=147529 (fala sobre a Tuna)

postado por: NANDA ROVERE 2:33 AM

Comments: Quinta-feira, Novembro 25, 2004



Ontem, 24 de novembro de 2004, vivi um dos dias mais emocionantes de toda a
minha vida.
Conheci a minha linda priminha Flor de Liz e tive o privilégio de estar com
o grande artista Gianfrancesco Guarnieri.
A Flor é uma princesinha linda e esperta. Muita saúde e paz pra ela!

GUARNIERI

Guarnieri é, sem dúvida, um dos grandes nomes da história do nosso teatro,
cinema e TV. Seu talento e simpatia encantam a todos.
Força de vontade é uma das qualidades de Guarnieri que mais me emocionam.
Mesmo se recuperando de uma cirurgia recente e tendo que se submeter a
hemodiálise semanalmente, este artista fez questão de comparecer no evento
INTELIGÊNCIA.COM DO SESI/SP e proporcionou, a artistas e amantes das artes
cênicas, reflexões sobre o nosso teatro e, mais precisamente sobre o Teatro
de Arena.
Repetir tudo o que ele falou no evento é impossível, mas a sua paixão pelas
artes ficou evidente. Quem tiver curiosidade de conhecer a trajetória do
Guarnieri não pode deixar de ler o livro: Um Grito Solto no Ar, de Sérgio
Roveri. De uma maneira descontraída, Sérgio registrou em sua obra momentos
marcantes da carreira de Guarnieri; momentos de sua vida pessoal e
profissional que o fazem um dos grandes nomes da cultura brasileira.
Os relatos de Guarnieri, os quais serviram de base para a criação do livro,
nos fazem entrar em contato com a história de uma pessoa que sempre lutou
por um teatro pautado na reflexão e possui muito carinho pela sua família.
Um Grito Solto no Ar também oferece ao leitor fotos e depoimentos de
artistas que conviveram e/ou admiram Guarnieri (Juca de Oliveira, Alberto
Guzik e Zé Renato).

GUARNIERI, OBRIGADA PELA SUA ATENÇÃO E OBRIGADA POR TUDO QUE VOCÊ FEZ PELO
NOSSO TEATRO E POR MIM (VOCÊ ME DÁ A CERTEZA QUE O TEATRO PODE MELHORAR A
NOSSA VIDA).
Peço desculpas se eu cometi erros ao escrever, mas a minha emoção em conhecer
o GIANFRANCESCO GUARNIERI FOI TÃO GRANDE, QUE EU NÃO CONSEGUI DEIXAR DE
ESCREVER UM POUCO SOBRE ELE.
UM ABRAÇO ESPECIAL AO SÉRGIO ROVERI, QUE NOS BRINDOU COM ESSE LIVRO MEMORÁVEL!

Dicas de Sites:

www.italiaoggi.com.br/not07_0904/ital_not20040905a.htm
www.usp.br/jorusp/arquivo/2004/jusp708/eventos.htm
Abaixo textos que eu escrevi para o Site Clariarte

postado por: NANDA ROVERE 3:01 AM

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Panorama cultural dos anos 60 após o Golpe Militar

Em 1964 chegou ao fim, com o Golpe Militar, o governo de João Goulart e a
etapa democrática (1945-1964).
O Populismo adotado por Getúlio Vargas e continuado nos governos seguintes
garantiu, mesmo que não totalmente, as necessidades imediatas da população,
tais como legislação trabalhista e participação política (exceto dos
analfabetos); mas estas medidas não foram suficientes para conter
reivindicações da população em busca de melhores condições de vida.
Durante o governo de João Goulart , em 1961, as manifestações atingiram
níveis significativos, gerando medo na classe dominante de perder o controle
da situação, num momento em que o Brasil passava por crise econômica com
altos índices inflacionários e ineficácia de vários órgãos criados neste
período, por exemplo, o BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico).
O Golpe Militar ocorreu, portanto, num momento de crise econômica, política
e institucional e visava conter o crescente avanço das idéias comunistas,
na medida em que o Estado autoritário constrói a sua legitimidade afastando
qualquer possibilidade de subversão e críticas à ordem estabelecida pelos
militares.
Transformações na política e economia (modernização com crescimento do
parque industrial, concentração da população em grandes centros urbanos,
aumento da concentração de renda e desenvolvimento desigual das regiões),
atingiram também a cultura.
Um dos maiores problemas enfrentados pelo governo com relação ao seu
discurso ideológico (que está ligado à cultura) foi como integrar as
diferenças regionais presentes no interior de um Estado que se pretendia
homogêneo.
Para tentar resolver este problema, o governo se baseou em uma política
cultural pautada na idéia de segurança nacional, procurando mostrar a
cultura como cimento da solidariedade orgânica da nação submetida aos
objetivos nacionais. Assim, o Estado conferiu relativa liberdade às
produções culturais desde que submissa ao poder nacional, isto é, defendendo
os interesses da classe dominante.
O ano de 1964 inaugurou um período de repressão política e ideológica, ao
mesmo tempo que incorporou uma formidável expansão de distribuição,
produção e consumo de bens culturais.
O crescimento da classe média e a concentração da população nas cidades,
fomentou as produções artísticas que começaram a ser consumidas por um
público cada vez maior.
Levando-se em conta que o Estado estava totalmente presente na cultura,
através de um estímulo controlado (censura), são criadas após 1964, as
principais instituições que organizaram e administraram a cultura nas suas
diferentes expressões. Em particular, à partir de 1975 a organização
governamental se intensifica com a criação do Plano Nacional de Cultura, a
criação da Funarte e a reformulação da Embrafilme.
Com relação à censura é importante salientar que ela não se definiu pelo
veto a todo e qualquer produto cultural, mas agiu como repressora de
determinados tipos de pensamento e/ou obras que criticassem a política
vigente.
Eram censuradas peças teatrais, filmes, livros, etc; mas não teatro, o
cinema ou as editoras, pois a censura atingia a especificidade da obra não a
generalidade da produção.

postado por: NANDA ROVERE 3:00 AM

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O Teatro de Arena- A luta engajada contra a ditadura


No Brasil, nos anos da ditadura desenvolveram-se manifestações culturais
contrárias ao Golpe nas áreas de teatro (Teatro de Arena, grupo de teatro
Oficina e o Opinião), cinema, música (Chico Buarque, Caetano, Gil, etc).
O Grupo Arena surgiu na década de 50, sob a direção de José Renato, advindo
da EAD (Escola de Arte Dramática da USP), estreando em abril de 1953 o
espetáculo "Esta Noite é Nossa" no MAM.
Até 1965 o grupo se apresentou em clubes e fábricas, adquirindo naquele ano
sede própria na Rua Teodoro Baima, na região da Consolação- SP. Pelas
possibilidades estéticas e de custo, optaram por encenação na Arena, a qual
se constituía numa nova relação entre ator e espectador, pois havia maior
interação palco/ platéia.
Enquanto os grupos anteriores ao Arena privilegiavam o estético ( o TBC, por
exemplo), o Arena não dissociava a estética do plano social ; no qual o
teatro, na opinião dos integrantes do grupo deveria estar inserido.
Com o perigo de encerrar as suas atividades, o Teatro de Arena estreou em
fevereiro de 1958 a peça "Eles Não Usam Black Tie" de Gianfrancesco
Guarnieri, com grande sucesso. Na verdade, até aquele momento o Arena
adotava políticas parecidas com as do TBC, isto é, preocupação em satisfazer
as necessidades de diversão da burguesia paulista.
Com "Eles não Usam Black Tie" o Arena foi o primeiro grupo teatral a se
preocupar com o dia-a-dia da sociedade brasileira e com os problemas das
classes sociais menos favorecidas. Apesar de naquele momento já ter ocorrido
montagens de autores brasileiros como de "A Moratória" pela Companhia Maria
Della Costa, o Teatro de Arena inovou ao retratar a problemática das greves
e do proletariado.
''Eles não Usam Black Tie" introduziu, portanto, os trabalhadores envolvidos
com a luta de classes, funcionando como espelho do processo de luta dos
trabalhadores por direitos: Otávio, empregado de uma fábrica, se vê às
voltas com uma declaração de greve. Seu filho Tito vive o dilema der
acompanhar ou não o pai na greve, pois a adesão poderia significar a perda
do emprego.
Deste engajamento advém as características essenciais do grupo: nacionalismo
crítico voltado para os nossos problemas econômicos e sociais, populismo por
valorizar o povo entendido perante uma visão marxista como a soma do
operariado e campezinato. A esta etapa de grande incentivo aos textos
nacionais se sucedeu um momento que Augusto Boal denominou "nacionalização
dos clássicos"; mesmo perante textos estrangeiros havia a preocupação em
encontrar um estilo brasileiro de preservação da nossa maneira de ser . O
texto deveria adaptar-se aos interesses do público e dos intérpretes.
Foi em 1967, na opinião do crítico teatral Sábado Magaldi, que o Arena
montou seu espetáculo mais ambicioso "Arena Conta Tiradentes" com Guarnieri
e Dina Sfat no elenco e direção de Augusto Boal. Nesta peça os autores Boal
e Guarnieri contam a história da Inconfidência Mineira fazendo um paralelo
com o presente (1967). Para os autores, tanto no processo de Inconfidência
quanto no Golpe Militar o povo não participou, e a não participação do povo
é que foi o motivo da derrota do movimento da Inconfidência. Neste sentido,
a Inconfidência teria obtido resultados positivos se o povo estivesse
presente.
À partir desta idéia defendiam, portanto, que se o povo participasse da luta
contra a ditadura, o sucesso estaria garantido.
Vale ressaltar, que os Inconfidentes, exceto Tiradentes , estavam
preocupados não com a situação da população em geral, mas queriam a
Inconfidência como meio de se beneficiarem com o fim dos impostos que eram
pagos à Colônia.
Tiradentes é visto pelos autores como herói revolucionário, pois chefiou um
movimento contra Portugal com o propósito de lutar contra a opressão/
controle que a coroa exercia sobre o Brasil.
Particularmente, entendo que os autores ao retratarem Tiradentes como um
herói revolucionário pretendiam fazer uma alusão à denominação dada ao
Golpe Militar de 1964 pelos seus dirigentes "Revolução", na medida em que
legitimariam, assim, seu poder como condizente com a vontade de todos os
brasileiros. Além disso, se basearam na ideologia de esquerda que defende a
revolução como meio de se acabar com a opressão.
Por exemplo: Dez vidas eu tivesse
Dez vidas eu daria
Pelo bem da liberdade
Nem que fosse por um dia
Este trecho cantado por Tiradentes na peça especifica
um modelo de herói revolucionário pág 162.

O povo quanto mais cai se levanta,
Mil vezes já foi ao chão
Mas de pé lá está o povo
Na hora da decisão.
Já este trecho enfatiza a força de luta e esperança de
um povo
Arena Conta Tiradentes pág 163.


O grupo durante toda a sua trajetória, tentou atingir, sobretudo, as
fábricas, indústrias, sindicatos e camponeses, mas por estar preso a sua
casa de espetáculos este contato foi difícil. O máximo que conseguiram foi
substituir o grupo burguês pelo estudantil que se identificava com a linha
esquerdista do grupo.
O trabalho do Arena, no entanto, foi de grande importância, pois deu voz às
necessidades, contestações e realidade da população mais pobre.
A geração do TBC fazia bom teatro, mas os grupos como o Arena, o Oficina e
Opinião (formados por jovens artistas), se preocuparam com o papel do teatro
enquanto instituição social e com o que ele deveria dizer aos homens de seu
tempo: Procuraram responder a estas perguntas tendo como inspiração as
idéias de Brecht e Marx.
Num momento de opressão os artistas, inclusive os participantes do Teatro de
Arena, se constituíram num importante meio de oposição ao regime; mesmo com
a censura, conseguiram se expressar usando metáforas em seus textos.
Em 1968 com a declaração do AI-5, a repressão aos artistas começou a
aumentar e escritores como Augusto Boal, se exilaram.
A supressão da liberdade de criação artística acabou por dificultar o
trabalho do Arena que, por enfrentar dificuldades financeiras, se desfez em
1972.

Bibliografia: Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri "Arena conta
Tiradentes", São Paulo, Editora Sagarana,1967.
Cláudia de Arruda Campos "Zumbi, Tiradentes", São Paulo, Editora da
Universidade de São Paulo/ Perspectiva, 1988.

Chananda Rovere Bento, historiadora

postado por: NANDA ROVERE 2:59 AM

Comments: Terça-feira, Novembro 09, 2004


DICA
(já vi a montagem do texto. É lindo!)

TUDO É TEATRO

Giulia Gam Convida


Leitura Teatral às terças
Entrada gratuita com distribuição de senha meia hora antes

09 de Novembro

19:30 h

Leitura de:


"Galeria Metrópole"

de Mário Viana



Com:

Rubens de Falco

Francisco Cuoco

Giulia Gam

Nina Morena

Luiz Fernando Coutinho



na




Sala Multiuso

ESPAÇO SESC

Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana

Lotação: 100 pessoas

Produção:

Lara Guaranys, Ana Paula Pedro e Marina Mesquita





postado por: NANDA ROVERE 2:10 PM

Comments:

CD A OUTRA CIDADE
O encanto de minas em mais um CD de qualidade

Minas é realmente um lugar privilegiado. A cada dia descubro novos artistas
criativos!
Há cerca de um ano entrei em contato com o músico e poeta Makely Ka . Quando
ele me descreveu o tipo de trabalho que ele realizava eu fiquei encantada -
música popular brasileira unindo estilos considerados tradicionais e
modernos como, por exemplo, o som eletrônico.
Um dos seus mais recentes trabalhos é o CD A Outra Cidade (parceria de
Makely com Kristoff Silva e Pablo Castro), em fase de shows de lançamento,
tem
participações de artistas que eu admiro muito e acompanho a carreira, como a
Marina machado e o Grupo Amaranto. Também participam Elefante Groove, Trovão
das Minas, Tambolelê, Orquestra Mineira de Rock, Orquestra Sinfônica de
Minas Gerais, Titane, Alda Rezende, Regina Sposito, Flávio Henrique,
Patrícia Ahmaral, Anthonio, Sergio Pererê, Paula Santoro, entre outros.
Esses artistas que abrilhantam ainda mais essa obra.
Desde então, fiquei esperando a vinda dos meninos para São Paulo. Há um
pouco mais de um mês eu tive a oportunidade de assistí-los num show no Sesc
Pompéia - dentro do projeto Prata da Casa. O show foi muito interessante e
os músicos são excelentes.
Fui preseneada com o CD A Outra Cidade e agradeço muito. Sensibilidade é a
qualidade maior dessa obra. Citar uma música que merece destaque não é
fácil, pois cada uma possui o seu encanto especial. Algumas, no entanto, me
agradaram bastante: Andante (Pablo Castro e Makely) com a participação de
Marina Machado e Regina Sposito, Xote Polaco (Makely e Kristoff Silva) e
Intuição (Pablo Castro, Kristoff, Makely e Luis Henrique Garcia), com a
participacão de Alda rezende.
Este trabalho foi merecidamente aclamado pelo público e pela crítica. Na
obra dos três artistas encontramos influências da música tradicional
brasileira, da música de raiz, do Clube da Esquina, cordas, percussão e
ritmos eletrônicos; mas a originalidade de cada um também está presente e
é um grande exemplo qualidade dos artistas mineiros.
Dia 11 de novembro eles se apresentam novamente o Sesc Pompéia, entre os
artistas que se destacaram em 2004 no Projeto Prata da Casa. Uma ótima
oportunidade para curtir essa moçada que certamente tem muito futuro e já
esta tendo o seu talento reconhecido.
(Contatos: aoutracidade@uai.com.br - (31) 96184561)

Show dia 11 de novembro 21hs
Teatro Sesc Pompéia

ABAIXO LEIAM MATÉRIA SOBRE A CANTORA E ATRIZ MARINA MACHADO E A CIA BURLANTINS DE TEATRO

postado por: NANDA ROVERE 2:31 AM

Comments: Domingo, Novembro 07, 2004


MINAS ENCANTANDO O BRASIL NA MÚSICA E NO TEATRO COM:
MARINA MACHADO
REGINA SPÓSITO
MAURÍCIO TIZUMBA
(CIA BURLANTINS - BELO HORIZONTE)
PS: Como não estou conseguindo mexer com imagens, peço a todos que visitem os sites indicados no decorrer da matéria. Vale a pena conhecer esses artistas.

MARINA MACHADO
Conheci a cantora e atriz mineira Marina Machado ouvindo o CD Aos Olhos de
Guignard, com canções de Flávio Henrique e interpretações do Grupo
Amaranto - trio de cantoras - (www.amaranto.com.br) e da própria Marina.
Fiquei tão encantada com as vozes das meninas que comecei a acompanhar a
carreira das mesmas.
Marina possui uma voz forte e ao mesmo tempo sensível. Ouvir os seus
trabalhos é sempre um prazer.
Depois de Aos Olhos de Guignard, tive a oportunidade de curtir o CD
Livramento do Flávio Henrique e Chico Amaral, no qual Marina interpreta uma
bela canção. Logo em seguida, tive a grata surpresa de saber que ela faria
uma participação super especial no CD Pietá (2002) de Milton Nascimento
(faixas
Casa Aberta, Imagem e Semelhança e Vozes do Vento). Não foi por acaso que
Milton Nascimento ficou fascinado pela cantora. Marina é, sem dúvida, uma
grande intérprete e está entre as melhores do nosso país. Sua afinação é
perfeita e seu timbre de voz, diferente. Desde o lançamento de Pietá, Marina
vem acompanhando o Milton em shows pelo país.
Sábado, dia 6 de novembro, tive o privilégio de vê-la atuar no espetáculo O
Homem que Sabia Português, encenada pelo grupo Cia Burlantins (do qual é uma
das fundadoras,
ao lado de Regina spósito e Maurício Tizumba.). Mas só consegui
cumprimentá-la rapidinho, pois ela ia pegar um vôo para o Rio e se
apresentar ao lado do Milton.

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UM POUCO MAIS SOBRE MARINA
estuda canto lírico e popular, participou do CD "Prato Feito" ao lado de
João Bosco, UAKTI, Sílvia Klein, Pato Fu, Lô Borges. Outros trabalhos de
destaque foram: Flávio Henrique e Marina Machado (1997), Aos Olhos de
Guignard (2000), O Baile das Pulgas, com a participação de Lô Borges, Jonh
(Pato Fú), Juarez Moreira, Haroldo Ferreti (Skank), Paulinho Santos (UAKTI)
e Maurício Tizumba; Seis Horas da tarde é o seu último CD - solo. Também
participou do cd Supertrux do grupo Armatrux ao
lado do grupo Skank e do CD - e show Hebraico - ao lado de Regina Spósito.
Juntamente com a carreira musical, Marina atua na Cia Burlantis, a qual,
álias, tem a música como um dos principais elementos cênicos. Com a Cia
encenou os sucessos O Homem da Gravata Florida e O Homem Que Sabia Português
(ambos com direção de Chico Pelúcio do Grupo Galpão), entre outros.
De onde vem a minha paixão por Minas e pelos artistas de lá, eu não sei
(talvez do meu que era mineiro), mas o que sei é que arte mineira é
brilhante e ultimamente tenho escutado CDs de artistas de muito
talento, como: Fernando Muzzi, Babaya, Patrícia Amaral, Anthonio, Amaranto,
Vander Lee, Flávio Henrique e Chico Amaral, Ana Cristina, Makely Ka,
Kristoff e Pablo Castro (A Outra Cidade); isso sem contar os artistas
consagrados como o Milton nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta,
entre tantos outros. Não poderia deixar de citar outros músicos e ou
cantores, que apesar de eu não possuir os seus CDs ou eles não terem os seus
trabalhos registrados em fonogramas, merecem muito sucesso: Nábia Villela
(cantora e atriz), Daniel Maia (músico), Regina Spósito (atriz e cantora),
Ceumar (cantora), Titane (cantora), Sérgio Moreira (cantor), Adriana
Capparelli (atriz e cantora), Maurício Tizumba (ator e cantor), etc.

postado por: NANDA ROVERE 5:59 AM

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ARTISTAS FALAM SOBRE MARINA:

Marina Machado é uma das maiores cantoras surgidas nos últimos anos na MPB.
Mais cedo ou mais tarde o Brasil todo vai saber disso."
Lô Borges
www.paulogoncalo.com/

Marina Machado é mais que mais uma grata revelação como cantora de nossa
musica popular: ela é uma realidade que todos deveriam conhecer.
Ronaldo Bastos
www.paulogoncalo.com/

A sensualidade e a originalidade da voz de Marina Machado são as primeiras
evidências de que ela veio pra ficar. Ë só ouvi-la para saber que tem a
força e o carisma ds grandes intérpretes.
Murilo Antunes
www.paulogoncalo.com/

Marina Machado é considerada uma das maiores cantoras dos últimos anos. Sua
musicalidade extraordinária, a torna uma intérprete que canta cada nota com
precisão. Sua grande sensibilidade e originalidade a permitem interpretar as
letras das melodias de forma contemporânea e autoral
www.tizumba.com/links.html

Milton planeja lançar CD Marina Machado
Milton Nascimento pretende lançar o novo CD da cantora mineira Marina
Machado por seu selo, Nascimento, em fase de expansão desde a saída do
cantor da Warner Music, no fim do ano passado. Marina já vem sendo avalizada
por Milton há algum tempo. A artista foi uma das três convidadas do disco e
show Pietá, ao lado Maria Rita e Simone Guimarães.
odia.ig.com.br/colunistas/estudio0330.htm

Marina Machado é um camaleão. Tem uma voz lindíssima e ainda é pouco
conhecida no Brasil. Participou do meu álbum mais recente, Pietá, ao lado da
Maria Rita e da Simone Guimarães. Está desenvolvendo uma trajetória musical
do mais alto gabarito. No Exterior, já é aclamada como uma das grandes
cantoras brasileiras¿, diz o artista e empresário - Milton Nascimento, sem
esconder o
entusiasmo.
www.revistaparadoxo.com/materia.php?ido=1349

postado por: NANDA ROVERE 5:30 AM

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CIA BURLANTINS

Mostra Burlantins, da Cia Burlantins - BH.

-Show com Tizumba, Regina Spósito e Marina Machado e convidados , dia 05, 21h - SESC Pompéia
ESPETÁCULOS:
-O Homem Que Sabia Português - Parque do Ibirapuera, dia 06; 16h
(Tizumba, Marina Machado, Regina Spósito, Jussara Fernandino ) e
-O Homem da Gravata Florida - Parque do Ibirapuera, dia 07, 11h
(Marina Machado e Regina Spósito)
(local: marquise próxima ao MAM - ENTRADA FRANCA)


Sempre tive vontade de ver espetáculos dessa Cia, mas nunca tive
oportunidade. Aliás, há alguns anos eu fui até a Pça da Liberdadeem BH para
assistir O Homem Que Sabia Português, mas caiu uma baita chuva e eu precisei
ir embora.
Quando soube que haveria uma mostra do grupo aqui em São Paulo fiquei super
animada.
O Homem Que Sabia Português é uma montagem divertida e criativa. Marina
Machado, Regina Spósito e Maurício Tizumba estão hilários (tanto
interpretando os personagens quanto as operetas) e a direção de Chico
Pelúcio - www.grupogalpão.com.br, bem como a trilha sonora de Tim Rescala -
www.timrescala.com.br -, são primorosas.
Durante menos de uma hora - fica aquele gostinho bom de quero mais! - nos
divertimos com a história de um professor que pretende se casar. Aparecem as
moças Craudia (com r mesmo!) e Lígia como candidatas. Obviamente o que não fata é confusão!
NÃO PODERIA DEIXAR DE TAMBÉM HOMENAGEAR A REGINA SPÓSITO E O MAURÍCIO TIZUMBA, QUE ASSIM COMO A MARINA, POSSUEM UMA CARREIRA DE RESPEITO. ABAIXO UM RESUMO DAS REALIZAÇÕES PROFISSIONAIS DE AMBOS.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A CIA TEATRAL NO www.burlantins.com.br.

REGINA SPÓSITO
Regina Spósito possui 12 anos de carreira artística. Nesse período,
desenvolveu importantes trabalhos de destaque ao lado da Cia Burlantins ¿ da
qual é uma das fundadoras ¿ em especial os elogiados espetáculos "O Homem da
Gravata Florida" (1996-1999), a premiada opereta "O Homem que sabia
Português"(1999-2001) e a "À Sombra do Sucesso", que estreou em 2002.
Participou, ainda, do show O Samba Popular Brasileiro, dos musicais Na Onda
do Rádio e Hollywood Bananas e de alguns CDs coletivos.
Depois de trabalhar uma década com música, teatro e dança, Regina Spósito
lança, em 2001, seu primeiro CD solo, que tem produção musical de Flávio
Henrique e arranjos da própria Regina, Flávio e Rogério Delayon.
No CD são 11 faixas, sendo oito delas compostas especialmente para o disco.
Traz inéditas de Vander Lee, Renato Motha, Flávio Henrique e Affonsinho,
além de releituras de canções de Sérgio Pererê, Tom Zé e Elton Medeiros.
Pesquisadora de variados estilos musicais, a cantora procura sempre
apresentar novidades em seus shows, cantando em variadas línguas como
Hebraico, Russo e Iídiche.
www.novocanto.com.br/quem/90_i.htm

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MAURÍCIO TIZUMBA
Cantor, ator, compositor, instrumentista e professor de percussão, Maurício
Tizumba é um dos artistas mais populares e irreverentes de Minas Gerais,
mesclando em seus trabalhos artísticos raízes afro-mineiras, elementos
urbanos contemporâneos e um humor irônico. Com mais de trinta de carreira ,
Tizumba é elogiado por escritores e artistas como Roberto Drumond, Lô
Borges, Wagner Tiso, Tim Rescala, Chico Pelúcio, Nivaldo Ornelas, Márcio
Montarroyos, dentre outros e é considerado um mestre pela nova safra de
cantores e compositores mineiros.
www.tvebrasil.com.br/gemabrasil/ receitaconv.asp?CodProg=818


NÃO DEIXEM DE LER HOMENAGEM AO MEU QUERIDO AMIGO FERNANDO MUZZI(CANTOR E COMPOSITOR MINEIRO)

www.oteatrodadelicadeza.zip.net

postado por: NANDA ROVERE 5:28 AM

Comments: Quarta-feira, Novembro 03, 2004


O TEATRO DE RUA ILUMINOU AS RUAS E PRAÇAS DE PARATY ¿ 22 a 24/10/2004
Por Nanda Rovere



Foram três dias de apresentações que proporcionaram à população de Paraty, aos turistas e aos amantes do teatro, momentos de celebração da arte de representar na rua. Foram artistas que demonstraram toda a dedicação e talento do artista brasileiro. Além disso, a Mostra possibilitou a confraternização entre profissionais das Artes Cênicas, que muitas vezes não têm a oportunidade de se encontrarem, e ajudou-os a estabelecerem laços de amizade e tecerem discussões proveitosas sobre o teatro.

Participaram da Mostra os grupos: Troup de Truks & Tramas, com ¿O Rico Avarento¿, de Araraquara; a Companhia Gira-Sol de Teatro, com ¿Ele Ri de Ser¿; a Companhia Teatral Amor & Arte, de São João do Meriti, apresentando o infantil ¿Uma Estória Muito Louca¿; o grupo Coletivo Colher; o Grvpo Arteatro-CEMBRA com ¿Essa Nega Fulo¿; Polícromo Alecrim, também de Araraquara, com ¿Uma Anedota¿; Tá Na Rua, com a peça ¿Dar Não Dói: O Que Dói É Resistir¿, e ¿Milkshakespeare¿, com a Companhia Teatro e Poesia Sem Máscaras, de São José dos Campos.

Um momento marcante foi a homenagem ao ator e diretor Amir Haddad, que, com seu grupo Tá na Rua, apresentou o espetáculo ¿Dar Não Dói, O Que Dói É Resistir!¿ Além disso, mais uma vez Paraty recebeu o grupo Polícromo Alecrim, de Araraquara/SP (com o espetáculo ¿Uma Anedota¿, com direção de Tânia Capel).

A produção teatral paratiense foi representada pela montagem do poema de Jorge de Lima, intitulado ¿Essa Nega Fulo¿, encenada com a participação do Grvpo Arteatro, formado por alunos do professor, diretor e curador da Mostra, Ailton Amaral. Os alunos/atores demonstraram um ótimo domínio de palco e muita vontade de realizar um trabalho de qualidade.

Uma das grandes qualidades da montagem foi a escolha da trilha sonora, muito bonita e adequada para o poema. As canções ¿O canto das Três Raças¿ (interpretação de Clara Nunes), ¿Deus e Oxalá¿ (Grupo Raça), e ¿Lado A, Lado B¿ (Grupo Raça) conseguiram transmitir toda a beleza da obra.

A finalização do evento se deu com o grupo Cia Sem Máscaras, de São José dos Campos. Com o espetáculo ¿Milkshakespeare¿, e depois de uma tremenda chuva, os atores conseguiram encantar a platéia com um trabalho criativo...Enquanto a chuva não parava, o público presente teve o privilégio de ouvir alguns artistas declamando textos e poesias - isso não estava previsto na programação e foi um "acontecimento espontâneo". Uma sugestão que gostaria de dar para a próxima edição é a inclusão de saraus.

O sucesso da Mostra, que não contou com apoio oficial, mostrou que é possível organizar um evento como esse sem o apoio dos governantes! A força dos artistas e o amor pela arte é muito mais forte do que a falta de respeito de algumas pessoas para com a nossa cultura e para com o nosso povo! Mas sempre é bem vinda a ajuda do poder público para a realização de manifestações artísticas e, neste sentido, a cidade ganhará muito se o próximo prefeito investir em cultura. Vale ressaltar que a Mostra não é somente uma ótima oportunidade para celebrar a arte, o teatro de rua, que é uma das manifestações culturais mais interessantes e democráticas que se conhece, mas também fomentar ainda mais o turismo na cidade.

Assistir espetáculos teatrais num belo cenário como Paraty é uma oportunidade ímpar!

O público prestigiou os espetáculos e os grupos foram bastante aplaudidos pelos turistas e paratienses, provando que a realização de festivais e/ou mostras de teatro fora de capitais, como Rio e São Paulo, é essencial para possibilitar um maior acesso da população, que geralmente vê pouco ¿ ou nunca viu - essa arte especial, que é o teatro.

Teatro de rua é muito interessante, pois quebra a chamada "quarta parede", e fala diretamente com o espectador.

Mais mostras e/ou festivais precisam acontecer. Artistas talentosos não faltam, nem pessoas interessadas em ver bons espetáculos.

Paralelamente ao evento, está em cartaz até 7 de novembro, na Casa de Cultura, a Exposição ¿Máscaras ¿ Materializações de Fantasias¿, criadas pelo Grvpo Arteatro ¿ CEMBRA e por Fernando Noronha. Que venha a IV Mostra, que está sendo agendada para dezembro de 2005. Eu recomendo e espero poder prestigiá-lo sempre!!!



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Diário da Mostra de Teatro de Rua Paraty:

22 de outubro de 2003.

A abertura da III Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua de Paraty aconteceu com um desfile super animado dos grupos de teatro pelas ruas da cidade, com a participação do Bloco Carnavalesco Paraty do Amanhã.O primeiro grupo a se apresentar foi Troup de Truks & Tramas com o espetáculo ¿O Rico Avarento¿, com direção de Jorge Okada. Logo em seguida, assistimos ¿Ele Ri de Ser¿, com o grupo Gira-Sol de Teatro, de São Carlos/SP. A apresentação terminou com uma intensa euforia, pois os atores começaram a jogar tortas uns na cara dos outros e isso se estendeu ao público presente. Alguns entraram na brincadeira, e outros fugiram.



23 de outubro de 2004

Um delicioso almoço foi oferecido aos participantes da Mostra, pelo Colégio Estadual Mário Moura Brasil do Amaral ¿ CEMBRA, onde o professor e diretor Ailton Amaral ministra as suas aulas de teatro. No cardápio tivemos feijoada e muito bate-papo! Em seguida, às 15:30hs, o infantil ¿Uma Estória Muito Louca¿ ocupou a praça da Matriz. Logo após, os atores do Coletivo Colher apresentaram uma performance pelas sacadas e ruas de Paraty. ¿Essa Nega Fulô¿, encenada pelo Grvpo Arteatro, foi apresentada na Capelinha, um lindo lugar de Paraty e cenário natural apropriado para uma história ambientada na época da escravidão.

Depois se apresentou o Polícromo Alecrim, formado de artistas e pessoas respeitáveis e que cresceram bastante como profissionais do ano passado para este (o grupo tem um ano de existência).

A emocionante homenagem ao ator e diretor Amir Haddad começou com a apresentação do mais novo espetáculo do Tá Na Rua, o qual reconstitui criticamente a época da ditadura e coloca em discussão a passividade da população na atualidade.O grupo Tá Na Rua está completando 24 anos e a homenagem foi mais do que apropriada. Amir foi um dos fundadores do Teatro Oficina em SP, depois mudou-se para o Rio de Janeiro e se constituiu numa das personalidades mais importantes na valorização do teatro de rua.

A emoção tomou conta da população presente na entrega do Troféu Amir Haddad aos participantes da Mostra. Criado pelo artista plástico e ceramista Jorge Pessoti, o troféu é uma taça com o logotipo das máscaras do teatro, e foi entregue com um delicioso vinho. Brindamos aos deuses do teatro pela realização de mais um evento democrático, que engrandece a nossa cultura e brindamos à garra, força e talento dos nossos artistas!



24 de outubro:

O dia começou com um excelente passeio de barco pela baía de Paraty.

Em virtude de muita chuva, o Grupo Teatral Silmara Chaves, de Paraty/Comunidade da Barra Grande/RJ, não se apresentou, mas no final da noite entrou em cena ¿Milkshakespeare¿, com a Companhia Teatro e Poesia Sem Máscaras, de São José dos Campos, direção muito criativa assinada por Valter Vanir Coelho. Apresentaram o próprio Shakespeare em cena! O autor, morto, aparece para atores que sonham em ganhar dinheiro montando uma das suas peças não editadas e, a partir daí, a confusão está formada.¿Milkshakespeare¿ provocou muitas risadas no público e fechou com chave de ouro o evento.



AGRADECIMENTOS ESPECIAIS AOS QUE APOIARAM A MOSTRA E QUE CONTRIBUÍRAM PARA UMA MARAVILHOSA ESTADIA EM PARATY):

-POUSADA LUA NOVA - DONA ZENILDA Rua Marechal Deodoro, 34 Paraty - Rio de Janeiro Telefone: 24 3371-2345 999-9513 / 9253-3919 www.paraty.com.br/luanova.htm



-RESTAURANTE CHAFARIZ Rua Dr. Derli Ellena, 2 - Centro- Paraty - RJ Telefone: 0XX - 24- 3371-2316 http://www.paraty.com/_onde/comer/index.htm



-RESTAURANTE DO NETTO em frente ao banco Itaú - RUA da Lapa Centro Histórico -ALBATROZ TURISMO Av. Roberto Silveira, 34 - Chácara - Paraty - RJ Telefone: 24 3371-2370 Nos proporcionou passeio de barco pela linda baía de Paraty



-Colégio Estadual Mário Moura Brasil do Amaral - CEMBRA Projeto Uma Escola de Paz



-CRISTINA Proprietária do quiosque Lua & Sol no cais

postado por: NANDA ROVERE 11:50 PM

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HOMENAGEM À TV BRASILEIRA

Por Nanda Rovere



Com o toque de "5 índios" e a presença do índio da TV Tupi e da TV Record

(interpretados pelas atrizes Rosi Campos e Helen Helene,respectivamente),tem início mais um espetáculo do grupo de teatro Circo Grafitti, denominado "Alô, Alô, Terezinha", em cartaz no CCBB.

O universo da TV brasileira é tratado com muito humor pelos atores Rosi

Campos, Helen Helene, Rubens Caribé, Moisés Inácio, Rachel Ripani e Cléo

Antunes.

Terezinha é uma telespectadora de outra galáxia que acompanha uma novela das oito, mas acaba não assistindo aos últimos capítulos. O seu desespero em

saber o final da novela é tão grande, que Terezinha tenta um tele-transporte

para os tubos de raios catódicos terráqueos. Mas Terezinha acaba se

transformando em várias Terezinhas, as quais participam de diversos momentos da história da televisão brasileira. Vale ressaltar que ela viaja com uma galinha de estimação, que acaba participando de vários programas.

"Alô, Alô, Terezinha" é dividido em duas partes: uma, que fala da TV em preto e branco, com uma abordagem mais ingênua de nossa realidade, e outra, que aborda o surgimento da TV colorida nos anos 70 e 80, que busca romper as amarras tradicionais e inovar.

Em termos de concepção cênica, vale ressaltar que na primeira parte do

espetáculo os figurinos e a luz são mais apagados, para só depois primarem

pelo colorido. Durante cerca de uma hora e meia o público vê a mesma história narrada em períodos diferentes - anos 50/60, 70/80 e anos 90 até os dias de hoje, de forma centrada em três eixos: parte musical, programa de variedades e telenovela.

Na verdade, a mesma história é contada em épocas e de maneiras diferentes, e

o sinal da TV sempre termina no clímax de uma cena!

Em nenhum momento o grupo usa recursos tecnológicos ou imita a linguagem

televisiva. É utilizada a linguagem circense para colocar no palco uma

leitura muito peculiar sobre a TV, baseada nas lembranças dos atores sobre

momentos marcantes da história televisiva.

Hugo Possolo, que assina a direção, criou esquetes cômicos, interligados

pela música (tocada ao vivo) e pela presença de diferentes Terezinhas em

cena, isto é, todas as mulheres da peça se chamam Terezinha. Estão em cena

homenagens a personalidades, como Hebe Camargo e Sílvio Santos, mas o grande homenageado é Chacrinha que, na opinião de Hugo, "estabeleceu uma grande ruptura no modo de se fazer televisão e representa a síntese do que é hoje a TV brasileira".

A direção do Hugo é primorosa, tendendo para o humor escrachado, mas sem

deixar de lado a sensibilidade. Os atores estão deslumbrantes em cena e a

iluminação, cenário e figurino contribuem para levar o espectador ao mundo

mágico da TV.

Entre as esquetes, os indiozinhos interpretados por Rosi Campos e Helen

Helene comentam as cenas e protagonizam cenas hilárias. Esses personagens

dão um tom de crítica ao espetáculo.

Assistir a esse espetáculo nos proporciona momentos de diversão e boas

lembranças. Quem nunca assistiu a um programa do Silvio Santos em casa ou na casa de algum parente? O show de calouros, por exemplo, faz-me lembrar de minha infância, passada na casa dos meus avós, em Campinas.

O Circo Grafitti, criado pelas atrizes Rosi Campos, Helen Helene e

pelo diretor musical Pedro Paulo Bogossian, está completando quinze anos e

possui uma trajetória pautada pelo teatro musical brasileiro voltado à

diversão, com pitadas de críticas à nossa realidade. São montagens que

primam pela realização de minuciosas pesquisas e pela criação de textos e

trilhas sonoras originais. Entre os sucessos do grupo merecem destaque "Você

Vai Ver O Que Você Vai Ver" (1989), com direção de Gabriel Villela, e

Almanaque Brasil (1993), com direção de Noemi Marinho.





Alô, Alô Terezinha

Direção Musical de Pedro Paulo Bogossian.

Direção geral de Hugo Possolo.

Texto: Pedro Vicente, Hugo Possolo, Helen Helene, Rosi Campos e Pedro

Paulo Bogossian.

Músicos: Pedro Paulo Bogossian (teclado), Tchelo Nunes (violino e guitarrra),

Rodrigo Mardegan (bateria), Maurício Fernandes (saxofone).

Cenário: JC Serroni.

Figurino: Paula De Paoli.

Iluminação: Guilherme Bonfanti.

CCBB São Paulo.

De 14 de outubro a 12 de dezembro.

Quinta a sábado, às 20h; domingos, às 19h.

Ingressos: R$ 15 e R$ 7 (meia-entrada).

Rua Álvares Penteado, 112 - Centro. São Paulo. Tel.: (0xx11) 3113-365.






postado por: NANDA ROVERE 11:49 PM


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