Valorização da cultura brasileira
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Quinta-feira, Outubro 28, 2004
Leitura de Miss Cýclone
Gostei bastante da leitura e de encontrar uma pessoa querida: o ator
Claudio Fontana. Além de ser um ator fenomenal, ele é uma simpatia de pessoa!
2002
Tiramos uma foto hoje, mas não tenho scanner. Assim que der, eu a publico.
A novela
Deus nos Acuda de Sílvio de Abreu - estréia do Claudinho na TV - vai passar no Vale a Pena Ver De Novo, da TV Globo.
Vale ressaltar que ele foi chamado pelo Silvio de Abreu para fazer parte do elenco, após o autor assisti-lo no espetáculo
Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu, com direção do Gabriel Villela (1990).
Entre março e abril, o Claudio pretende estrear um espetáculo (será também o produtor). Futuramente falo mais sobre o assunto.
postado por: NANDA ROVERE 1:03 AM
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Considerações sobre a Leitura de Miss Cýclone, de Marta Góes
CCBB São Paulo
Direção de Elias Andreato
Quarta-feira, 27 de outubro, às 20h
A dramaturga Marta Góes escreveu esse texto a pedido da atriz Luiza Mariani, a qual pretende montar o espetáculo no Rio e na leitura interpretou a protagonista.
O texto fala sobre a vida na famosa garçonière que Oswald de Andrade mantinha em São Paulo, entre 1917 e 1918. Na garçonière, Maria de Lurdes - a miss Cýclone
convive com Monteiro Lobato, Guilherme de Almeida , Oswald de Andrade, entre outros.
Miss Cýclone é normalista e mora de favor na casa de parentes no Brás (seus pais residem no interior). Mente para a sua família que estuda, mas cabula aulas para se encontrar com os amigos escritores.
Numa época onde o preconceito contra a mulher que sai de casa e luta pelos seus sonhos é muito grande, Maria de Lourdes procura a felicidade na literatura. Neste sentido, a personagem representa o novo, a quebra de valores tradicionais na arte e na vida, que o Modernismo procurava.
Começa a escrever um romance autobiográfico, se envolve com Oswald e acaba engravidando. Opta por um aborto, mas em virtude de algumas complicações acaba morrendo. Antes, no entanto, se casa com Oswald no hospital.
Infelizmente Oswald perdeu a maioria dos manuscritos de Maria de Lourdes, ainda quando esta se encontrava viva, mas através dos diários dos encontros na garconiére, denominado O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo, conseguimos perceber que ela era uma musa para os frequentadores do lugar.
Como a própria autora disse, algumas coisas no texto precisam ser revistas para ele se tornar mais dinâmico, mas ele tem tudo para ser um sucesso. Certamente uma das maiores qualidades da obra é despertar emoção no espectador, sobretudo após a enfermidade de Miss Cýclone, que faleceu aos 19 anos de idade.
A leitura dramática integrou o programa Dramaturgias e teve a participação dos atores Cláudio Fontana, Luisa Mariane, Bruno Perillo, Daniel Alvin, Theodoro Cochrane, Tony Giusti e Alain Brum, os quais estavam muito bem em cena. Destaque para o Claudio Fontana e para a Luiza Mariane, que conseguiram encantar o público com as suas excelentes interpretações e transmitir toda a beleza e complexidade dos seus personagens.
Sempre que leio e/ou escuto alguém falando que a nossa dramaturgia é fraca, sinceramente, fico intrigada. Marta Góes, Alcides Nogueira, Sérgio Roveri, Mário Bortollotto, Newton Moreno, Mário Viana, Maria Adelaide Amaral e tantos outros, são exemplos da qualidade das nossas produções dramatúrgicas; estão criando e fazendo sucesso com os seus textos!
NÃO DEIXEM DE LER, LOGO ABAIXO, UMA HOMENAGEM MUITO ESPECIAL:
AO ATOR E DIRETOR AILTON AMARAL
postado por: NANDA ROVERE 12:47 AM
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Quarta-feira, Outubro 27, 2004
HOMENAGEM A UMA PESSOA MUITO ESPECIAL:
AILTON AMARAL
Nos conhecemos através do Fórum de Teatro e depois que nós criamos os nossos
blogs, a nossa amizade ficou mais intensa.
O Ailton é ator e diretor. Nasceu no sul do Brasil, mas foi no Rio de
Janeiro que se dedicou à sua formação como artista de teatro. Cursou a CAL
e, desde então, abrilhanta o teatro brasileiro.
Há mais de oito anos se encantou pela cidade de Paraty, mudou-se para lá e
se dedica ao ofício de dirigir e interpretar, bem como à formação de atores.
Também desenvolve um trabalho de animação cultural pela SEE a frente de um
projeto voltado para a preservação e resgate dos valores da cultura caiçara
e reconhecimento da cidade de Paraty como Patrimônio da Humanidade pela
UNESCO. Um dos seus maiors objetivos é o reconhecimento de nossa arte como
profissão no interior.
Participa do Grvpo Arteatro e dirige o Grvpo Arteatro
CEMBRA (formado pelos alunos da escola onde ministra aulas de teatro)
Há três anos é curador da Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua de Paraty.
Uma mostra que valoriza os nossos artistas, a nossa cultura popular, o
teatro de rua e agita essa maravilhosa cidade, que fica na divisa entre RIO
e SP.
Tive o imenso prazer de participar desse evento neste ano e no ano passado. A Mostra é um
trabalho sério que merece todo o respeito.
O Ailton é uma pessoa muito talentosa e a sua paixão pelo teatro (e
dedicação) me faz admirar, cada vez mais, os artistas brasileiros e
acreditar que é possível lutar por um mundo onde as pessoas dêem mais valor
à arte e à valorização da nossa cultura.
No mais, eu desejo que esse meu amigo tenha uma vida cheia de realizações e
que a Mostra de Teatro se consolide como um dos eventos culturais mais importantes do Brasil.
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Fabio Rodrigues - ator diretor e amigo (esq), Nanda Rovere e Ailton Amaral
II Mostra de Teatro de Rua - Paraty
AILTON na Oficina "O Figurino e a Maquiagem para o Ator" ministrada pelo
Gabriel Villela
(encontro de dois artistas que eu admiro muito)
Circuito Telemig Celular de Cultura
Juiz de Fora/MG
Outubro de 2003
Foto de Ailton Amaral
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CONSIDERAÇÕES SOBRE A MOSTRA RIO SÃO PAULO DE TEATRO DE RUA DE PARATY
Ficar elogiando o Ailton, talvez não seja ético da minha parte, pois o admiro como pessoa e profissional...O que posso dizer é que tenho acompanhado todo o processo de elaboração das Mostras e a dedicação do Ailton para que o evento seja sempre um sucesso e proporcione aos participantes, tanto para os que se apresentam quanto para o público, momentos de diversão, reflexão e troca de idéias sobre teatro.
O interessante no evento não é só a valorização do teatro de rua e dos artistas que batalham para que ele exista (talvez uma das manifestações artísticas mais populares e democráticas), mas a valorização de uma das cidades mais bonitas que eu conheço, que possui um Patrimônio Cultural magnífico. Creio que assistir teatro num cenário maravilhoso como Paraty, certamente desperta nas pessoas a vontade de lutar, cada vez mais, para que uma riqueza cultural (e natural) ímpar, seja preservada!
A Mostra de Teatro de Rua em Paraty foi novamente um sucesso! O Ailton mostrou que é possível organizar um evento como esse sem o apoio dos governantes! A força dos artistas e o amor pela arte é muito mais forte!
Foram três dias de apresentações que proporcionaram à população de Paraty, aos turistas e aos amantes do teatro, momentos de celebração da arte de representar na rua. Artistas que demonstraram toda a dedicação e talento do artista brasileiro. Além disso, a Mostra possibilitou a confraternização entre artistas que muitas vezes não têm a oportunidade de se encontrarem e estabelecerem laços de amizade, bem como tecerem discussões proveitosas sobre o teatro e a arte de representar.
A finalização do evento foi com o grupo Cia de Teatro e Poesia Sem Máscaras de São José dos Campos. Com o espetáculo MILKSHAKESPEARE, e depois de uma tremenda chuva, os atores conseguiram encantar a platéia com um trabalho criativo...Enquanto a chuva não parava, o público presente teve o privilégio de ouvir alguns artistas declamando textos e poesias - isso não estava previsto na programação e foi um "acontecimento espontâneo"!
Outro momento marcante foi a homenagem ao ator e diretor Amir Haddad, que com seu grupo Tá na Rua apresentou o espetáculo Dar Não Dói, O Que Dói É Resistir! Além disso, mais uma vez tive a oportunidade de curtir o trabalho do grupo Polícromo Alecrim - Araraquara/SP - que apresentou neste ano Uma Anedota e apreciar o trabalho do Ailton como professor e diretor de teatro com Essa Nega Fulô - Grvpo Arteatro - CEMBRA - Paraty/RJ.
Alguns dias antes do evento - que seria entre os dias 8 e 10 de out - o prefeito da cidade, não sendo reeleito, cancelou todos os eventos da cidade. O Ailton, que organizou tudo, resolveu adiar a Mostra e fazê-la mesmo sem o apoio oficial. E, olha, como eu já disse, foi muito legal. São, na maioria, jovens atores que se esforçam para realizar um bom trabalho. Obviamente, algumas montagens se destacaram na Mostra, mas todos os artistas que participaram do evento demostraram paixão pelo teatro.
Agradeço a EXCELENTE estadia que eu tive em Paraty. Obra do nosso amigo Ailton Amaral. Sem a sua dedicação, a Mostra não teria acontecido!
Não poderia ter sido mais bem tratada em Paraty. Sinto saudades e espero prestigiar a IV Mostra.
Teatro de rua é muito legal e mais mostras e/ou festivais precisam acontecer...artistas talentosos é o que não falta; nem pessoas interessadas em ver bons espetáculos.
Entrar em contato com artistas é sempre um grande prazer. Eu não sou uma "profissional do teatro", mas procuro divulgar esta manifestação artística que eu tanto amo.
O Ailton está contribuindo muito pela valorização da nossa cultura. Despertar o interesse de jovens pelo teatro e fomentar teatro em Paraty é uma imensa contribuição para a arte brasileira.
O artista é um ser privilegiado, pois tem o dom de, através do seu trabalho, proporcionar diversao e reflexão sobre a vida, sobre a própri ARTE...
FICO IMAGINANDO COMO SERIA A VIDA SEM ARTE....NAO SERIA NADA...AGRADEÇO
NOITE E DIA POR TER DESCOBERTO O TEATRO, POIS ELE ALIMENTA A MINHA ALMA!
AILTON, OBRIGADA POR VOCÊ EXISTIR! BENDITO O DIA QUE EU TE CONHECI!!!!
Que venha a IV Mostra e que, cada vez mais, existam seres humanos como o Ailton que amam o teatro e lutam pela valorização do mesmo. Seres humanos que nos cativam pela sua simpatia, garra e talento!
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AGRADECIMENTOS ESPECIAIS (APOIADORES DA MOSTRA QUE CONTRIBUÍRAM PARA A MINHA MARAVILHOSA ESTADIA EM PARATY):
-POUSADA LUA NOVA - DNA ZENILDA
Rua Marechal Deodoro, 34
Paraty - Rio de Janeiro
Telefone: 24 3371-2345
999-9513 / 9253-3919
www.paraty.com.br/luanova.htm
-RESTAURANTE CHAFARIZ
Rua Dr. Derli Ellena, 2 ¿ Centro ¿ Paraty ¿ RJ
Telefone: 24 3371-2316
http://www.paraty.com/_onde/comer/index.htm
-RESTAURANTE DO NETTO
em frente ao banco Itaú - R da Lapa
Centro Histórico
-ALBATROZ TURISMO
Av. Roberto Silveira, 34 - Chácara - Paraty - RJ
Telefone: 24 3371-2370
Nos proporcionou passeio de barco pela linda baía de Paraty
-Colégio Estadual Mário Moura Brasil do Amaral - CEMBRA
Projeto Uma Escola de Paz
-CRISTINA
Proprietária de um quiosque no cais (não lembro o nome, mas é o último - quando estamos indo na direção da "ponta do cais".
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SITES DO AILTON:
http://www.artelazer.tur.br/paraisoparaty/
Blog
http://www.artelazer.tur.br/default.asp
postado por: NANDA ROVERE 1:11 AM
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Domingo, Outubro 17, 2004
TENHO ENORME PRAZER EM INFORMAR QUE A III MOSTRA RIO SÃO PAULO DE TEATRO DE RUA DE PARATY ACONTECERÁ ENTRE OS DIAS 22 E 24 DE OUTUBRO
PRESTIGIEM E DIVULGUEM
NO ANO PASSADO EU PARTICIPEI DA MOSTRA E FIQUEI FELIZ COM A RECEPTIVIDADE DO POVO, COM A QUALIDADE DOS ESPETÁCULOS APRESENTADOS E COM O PROFISSIONALISMO, E SIMPATIA, DO AILTON AMARAL
O Teatro de Rua redescobre Paraty
Num contexto em que o brasileiro cada vez mais precisa falar, argumentar e exigir seus direitos de cidadão, encontramos na linguagem e forma ancestral do teatro nossas possibilidades de comunicação . Por isso, nós fazemos o Teatro de Rua, que se faz nas ruas e é para e com o ¿povo¿ que passa e vive parte de sua vida na rua. Buscamos um teatro de ¿encontro¿, um teatro de celebração e comunhão entre o artista, que tem em sua formação e profissão muitas aspirações ideológicas e a necessidade de ¿dizer¿ e ¿transformar¿ e este público ¿passante¿ que pode, não só assistir passivamente ao que é dito mas, muito mais importante e fundamental, tem a possibilidade e deve intervir na ¿ação cênica¿, colaborando assim para a construção de um espetáculo que busca o enriquecimento de nossa sociedade. Todos somos atores!!!
E assim, Paraty se oferece para o Brasil e o mundo como um espaço mais que especial para esse encontro de celebração e questionamentos.
Paraty, através de sua Secretaria de Turismo e Cultura e com a curadoria do ator e diretor Ailton Amaral, promove e tem o prazer de divulgar a terceira edição de sua mostra de teatro de rua:
III Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua.
Programação
22/10 (sexta-feira)
08:30 às 10 horas ¿ Chegada dos grupos e hospedagem (recepção na Secretaria de Turismo) Av. Roberto Silveira s/n (em frente a Praça do Chafariz)
10:30 às 12 horas ¿ City-tour pelo Centro Histórico e escolha dos locais de apresentação dos espetáculos.
17:30 horas ¿ Encontro com o Bloco Carnavalesco ¿Paraty do Amanhã¿ em frente ao Mercado do Produtor Rural e Desfile de Abertura da mostra pela avenida Roberto Silveira e ruas do Centro Histórico.
18:45 horas ¿ Cerimônia de Abertura da Mostra na Praça da Matriz.
19 horas - Espetáculo O Rico Avarento
Troup dos Trucks e Tramas ¿ Araraquara/SP
Direção Jorge Luiz Okada
20:30 ¿ Espetáculo É Preciso Saber Sonhar
Grupo Guarda a Chave no Trombone ¿ Paraty/RJ
Direção: Themilton Tavares
22:00 ¿ Espetáculo Ele Ri de Ser
Núcleo de Criação e Produção Artística Gira-Sol ¿ São Carlos/SP
Direção Coletiva
23/10 Sábado
11:00 ¿ Participação especial do Grupo Teatral Angra das Rainhas ¿ Angra dos Reis/RJ no Cais de Paraty
Espetáculo O Rito das Máscaras
Direção: Maria Lúcia Vidal
13:00 ¿ Almoço de confraternização a convite do Colégio Estadual Mário Moura Brasil do Amaral ¿ CEMBRA ¿Projeto ¿Uma Escola de Paz¿
15:00 ¿ Espetáculo Uma Estória Muito Louca
Cia Teatral Amor & Arte ¿ São João do Meriti/RJ
Direção: Cristiane Ferreira
16:00 ¿ Aparição do Grupo Coletivo Colher em sacadas de Paraty
Grupo Coletivo Colher ¿ Rio de Janeiro/RJ
Direção: Ana Gallotti
17:30 ¿ Espetáculo Essa Nega Fulô
Grvpo Arteatro ¿ CEMBRA ¿ Paraty/RJ
Direção: Ailton Amaral
19:30 ¿ Espetáculo Uma Anedota
Grupo Polícromo Alecrim ¿ Araraquara/SP
Direção: Tânia Capel
20:30 ¿ Espetáculo Dar Não Dói, O Que Dói É Resistir!
Grupo de Teatro Tá Na Rua ¿ Rio de Janeiro/RJ
Direção: Amir Haddad
22:30 ¿ Homenagem e brinde ao ¿Teatro de Rua¿ com entrega do Troféu ¿Amir Haddad¿, obra do artista plástico e ceramista Jorge Pessoti aos grupos participantes.
24/10 ¿ Domingo
11:00 ¿ Passeio de barco pela baía de Paraty com almoço a bordo.
19:00 ¿ Espetáculo O Filme e a Saga de Três Famílias
Grupo Teatral Silmara Chaves ¿ Paraty/Comunidade da Barra Grande/RJ
Direção: Ronelli Iushi Bahia
21:00 ¿ Espetáculo Milk Shakespeare
Cia de Teatro e Poesia Sem Máscaras ¿ São José dos Campos/SP
Direção: Valter Vanir Coelho
Exposição ¿Máscaras ¿ Materializações de Fantasias¿
Grvpo Arteatro ¿ CEMBRA e Fernando Noronha
De 07/10 a 07/11
Casa da Cultura de Paraty
Obs.: Também participam da mostra em aparições esporádicas os artistas:
Takumi ¿ O Palhaço Sem Nome
Ana Rocha ¿ Estátua Viva
Martenze Marte ¿ Estátuas Vivas
Grupo Coletivo Colher ¿ Transeuntes
Ailton Amaral
Curadoria III Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua em Paraty
Maritza Bonn
Secretária de Turismo e Cultura da Prefeitura de Paraty
postado por: NANDA ROVERE 12:30 PM
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Quinta-feira, Outubro 14, 2004
HOMENAGEM À TV BRASILEIRA
Com o toque de "5 índios" e a presença do índio da TV Tupi e da TV Record (interpretados pelas atrizes Rosi Campos e Helen Helene, respectivamente),tem início mais um espetáculo do grupo de teatro Circo Grafitti, denominado "Alô, AlôTerezinha", em cartaz no CCBB.
O universo da TV brasileira é tratado com muito humor pelos atores Rosi Campos, Helen Helene, Rubens Caribé, Moisés Inácio, Rachel Ripani e Cléo Antunes.
Terezinha é uma telespectadora de outra galáxia que acompanha uma novela das oito, mas acaba não assistindo os últimos capítulos. O seu desespero em saber o final da novela é tão grande, que Terezinha tenta um tele-transporte para os tubos de raios catódicos terráqueos. Mas Terezinha acaba se transformando em várias Terezinhas, as quais participam de diversos momentos da história da televisão brasileira."Alô, Alô Terezinha" é dividido em duas partes. Uma que fala da TV em preto e branco, com uma abordagem mais ingênua de nossa realidade, e outra que aborda o surgimento da tv colorida nos anos 70 e 80, que busca romper as amarras tradicionais e inovar.
Em termos de concepção cênica, vale ressaltar que na primeira parte do espetáculo os figurinos e a luz são mais apagados, para só depois primarem pelo colorido.Durante cerca de uma hora e meia o público vê a mesma história narrada em períodos diferentes - anos 50/60, 70/80 e anos 90 até os dias de hoje, de forma centrada em três eixos: parte musical, programa de variedades e telenovela.
Em nenhum momento o grupo usa recursos tecnológicos ou imita a linguagem televisiva. É utilizada a linguagem circense para colocar no palco uma leitura muito peculiar sobre a TV, baseada nas lembranças dos atores sobre momentos marcantes da história televisiva.
Hugo Possolo, que assina a direção, criou esquetes cômicos, interligados pela música e pela presença de diferentes Terezinhas em cena, isto é, todas as mulheres da peça se chamam Terezinha. Estão em cena homenagens a personalidades como Hebe Camargo e Sílvio Santos, mas o grande homenageado é Chacrinha que, na opinião de Hugo "estabeleceu uma grande ruptura no modo de se fazer televisão e representa a síntese do que é hoje a TV brasileira".
O Circo Circo Grafitti está completando quinze anos e possui uma trajetória pautada pelo teatro musical brasileiro voltado à diversão, com pitadas de críticas à nossa realidade. São montagens que primam pela realização de minuciosas pesquisas e pela criação de textos e trilhas sonoras originais. Entre os sucessos do grupo merecem destaque "Você Vai Ver O Que Você VaiVer" (1989), com direção de Gabriel Villela e Almanaque Brasil (1993), com direção de Noemi Marinho.
Alô, Alô Terezinha
Direção Musical de Pedro Paulo Bogossian.
Direção geral de Hugo Possolo.
Texto: Pedro Vicente, Hugo Possolo, Helen Helene, Rosi Campos e Pedro PauloBogossian.
Músicos: Pedro Paulo Bogossian (teclado), Tchelo Nunes (violino eguitarrra), Rodrigo Mardegan (bateria), Maurício Fernandes (saxofone).
Cenário: JC Serroni.
Figurino: Paula De Paoli.
Iluminação: Guilherme Bonfanti.
CCBB São Paulo
De 14 de outubro a 12 de dezembro
Quinta a sábado, às 20h; domingos, às 19h
Ingressos: R$ 15 e R$ 7 (meia-entrada).
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro. São Paulo. Tel.: (0xx11) 3113-365.
postado por: NANDA ROVERE 2:24 AM
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Quarta-feira, Outubro 13, 2004
FOTOS DO SARAU COM A ATRIZ E CANTORA NÁBIA VILLELA
NÃO DEIXEM DE LER A MATÉRIA QUE EU PUBLIQUEI NO "POST" ABAIXO.
Dia 24 tem uma apresentação do Sarau. Não deixem de ir, pois apesar de ser direcionado ao público infanto-juvenil, nós, adultos, nos divertimos e nos emocionamos bastante. As crianças, por suas vez, ficam totalmente concentradas nas cenas! O pessoal é talentoso pra caramba!
S/Arautos
Rafael Altro, Nábia Villela e Wagner de Miranda
A partir de obras clássicas da literatura e belíssimas composições musicais, esta apresentação revela a poesia presente na infância e na juventude.
10 e 24 de Outubro de 2004 às 17h00
Sesc Pompéia - Choperia
Rua Clélia, 93
Wagner (esq), Rafael e Nábia
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
postado por: NANDA ROVERE 2:17 PM
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Terça-feira, Outubro 12, 2004
Hoje no Nanda Rovere:
-Homenagem ao Alberto Guzik.
-Não deixem de ler a matéria sobre o sarau que teve a participação da minha amiga, atriz e cantora, Nábia Villela
S/Arautos
Rafael Altro, Nábia Villela e Wagner de Miranda
A partir de obras clássicas da literatura e belíssimas composições musicais, esta apresentação revela a poesia presente na infância e na juventude.
10 e 24 de Outubro de 2004 às 17h00
Sesc Pompéia - Choperia
Rua Clélia, 93
-Matéria sobre Transex e Satyrianas
-Espetáculos Alô Alô Terezinha e Evangelho para Lei-gos
ALBERTO GUZIK DEIXOU A CRÍTICA TEATRAL PARA MERGULHAR NAS ARTES CÊNICAS COMO ATOR, DIRETOR E DRAMATURGO
Alberto Guzik é mestre em teatro pela Universidade de São Paulo, diretor, ator, dramaturgo e crítico teatral.
Durante muito tempo Alberto Guzik deixou de exercer a sua profissão de ator e diretor, mas felizmente ele voltou a se dedicar à criação artística.
Sempre gostei de ler as críticas escritas pelo Alberto Guzik, pois ele sempre respeitou os artistas. Mas a sua opção por voltar aos palcos foi acertada. Ele faria falta no "jornalismo cultural" se não tivéssemos a oportunidade de vê-lo no teatro, onde tem realizado trabalhos de qualidade.
Neste momento ele está em cartaz no Espaço dos Satyros, como ator, com o espetáculo Transex. No mesmo espaço está em cartaz o espetáculo O Encontro das Águas, cuja direção é assinada por Guzik. Dois trabalhos que merecem muitos elogios!
Já tive a grata oportunidade de encontrar o Guzik em muitos eventos, como espetáculos teatrais e debates (Hoje participei de uma mesa redonda na Livraria Fnac sobre Shakespeare, onde Guzik foi o mediador). Além disso, já prestigiei espetáculos onde ele atuou ou assinou a direção.
A simpatia e o talento de Alberto Guzik certamente encanta a todos que o cercam. O seu respeito e amor pelo teatro e pelos artistas também merece ser destacado.
Quem quiser conhecer mais profundamente a trajetória dessa importante personalidade do teatro brasileiro, não pode deixar de ler os seus livros, as suas críticas (entrando no www.google.com.br e digitando o seu nome, encontramos vários textos de sua autoria publicados em jornais) e assistir aos seus espetáculos.
UM POUCO DA TRAJETÓRIA DE ALBERTO GUZIK:
COMO ESCRITOR:
-O Que É ser rio, e correr?"
-Paulo Autran: um Homem no Palco (Já li e recomendo)
-Tbc: Crônica de um Sonho (Já li e recomendo)
-Mestres do teatro II. Tradução de organização de Alberto Guzik e J. Guinsburg
-Errado - texto teatral
-Um Deus Cruel - texto teatral
-Risco de Vida - texto teatral
COMO ATOR:
-Horário de Visita. De Sérgio Roveri. Dir.: Ruy Cortez. Com Alberto Guzik, Marcelo Médici, Rejane Arruda e Tuna Dwek.
-Kaspar. De Dir. de Rodolfo Garcia Vázquez. Com Grupo de teatro Os Satyros (AlbertoGuzik interpretava o narrador).
-Transex. IMPERDÍVEL!
texto e direção: Rodolfo García Vázquez
elenco: Alberto Guzik, Ivam Cabral, Soraya Saide, Fabiano Machado,
Tatiana Pacor, Marcela Randolph, Laerte Késsimos, Phedra D. Córdoba e Savana
Meirelles
Espaço dos Satyros (pça. Roosevelt, 214, tel. 11 3258-6345). Quando: qui. a sáb., às 21h30; dom., às 20h30
Alberto Guzik (esq) e Ivam Cabral em Transex
DIRETOR:
-A Voz do Povo é a Voz do Zé. Texto: Marcelino Freire. Direção: Alberto Guzik e Wilma de Souza.
-O Encontro das Águas. De Sérgio Roveri. Dir. Alberto Guzik. Com José Roberto Jardim e Pedro Henrique Moutinho. IMPERDÍVEL!
Sáb: 20h. Dom: 19h. Espaço dos Satyros (pça. Roosevelt, 214, tel. 11 3258-6345).
entre outros trabalhos.
¿Viver é rir e dançar, ou chorar e tremer, à beira do abismo, enquanto cai
a noite... Viver é o maior barato. O único barato.¿
Alberto Guzik
Guzik, muita merda pra você!
postado por: NANDA ROVERE 1:00 AM
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Domingo, Outubro 10, 2004
UM SARAU QUE EMOCIONA CRIANÇAS E ADULTOS
A "crítica" também está no www.oteatrodadelicadeza.zip.net
Hoje, dia 10 outubro, eu tive o maior prazer em assistir a um sarau no
Sesc Pompéia - ProjetoTrovas e Canções - que teve a participação da cantora e
atriz Nábia Villela.
Infelizmente eu não sei o nome dos artistas que estavam com ela no palco: um
músico e um ator/cantor.
Deixo aqui uma sugestão para que o Sesc coloque em suas agendas o nome de
todo o elencos dos espetáculos apresentados em suas unidades.
A choperia do Sesc estava lotada e em cerca de 40 minutos crianças e adultos
se divertiram. Permeando canções como "O Caderno", "Aquarela" - ambas
compostas por Toquinho e "Bola de Meia Bola de Gude (Milton Nascimento),
foram apresentados textos e poemas. Tudo encenado de maneira alegre e
criativa pelos atores.
Nábia foi o grande destaque da apresentação, pois a sua expressividade e voz
ímpar a coloca entre as grandes artistas do teatro paulistano na atualidade.
O figurino, muito colorido e representando o universo "clown", foi uma das
qualidades da apresentação.
A junção entre música e literatura foi perfeita e a montagem conseguiu não
só revelar a poesia presente na descoberta de sentimentos como a amizade e o
amor, na infância e na juventude (objetivos propostos pelo grupo), mas
também despertar o lado criança de cada um de nós. Neste sentido, apesar de
ser um trabalho voltado para o público infanto-juvenil, a encenação encanta
pessoas de todas as idades.
O sarau também será apresentado no dia 24 de outubro, às 17hs, e certamente
será novamente um sucesso.
Vida longa a esse grupo e ao projetoTrovas e Canções!
SARAU
Com o grupo S Arautos
Dia(s) 10/10, 24/10 Domingos, às 17h.
SESC Pompéia
Choperia. Grátis
Para quem ainda não leu, colocarei novamente informações sobre a trajetória
da NÁBIA VILLELA e uma entrevista que eu fiz com ela há cerca de dois anos
atrás.
Nábia Villela
Foto: Nanda Rovere
UM POUCO SOBRE A SUA CARREIRA:
A cantora e atriz mineira de Carmo do Rio Claro, tem uma trajetória
profissional interessante e privilegiada. Nunca havia pensado em ser artista
até que sua voz ímpar - que vai do popular à ópera - foi descoberta pelo
primo, o diretor teatral Gabriel Villela, em uma festa em Carmo. Ao assumir
a direção artística do Teatro Glória no Rio de Janeiro, Gabriel pode
convidá-la para integrar o elenco do espetáculo Morte e Vida Severina, de
João Cabral de Melo Neto.
Nábia, sem ter pisado em um palco antes, resolveu aceitar o convite. Depois
da participação em Morte e Vida Severina (1997), vieram A Vida é Sonho
(1998), Alma de Todos os Tempos (1999), Os Saltimbancos (2001) e Gota D'Água
(2001), todos dirigidos por Gabriel. Em 2002 estreou o espetáculo infantil A
Borboleta sem Asas no TBC. Voltou a ser dirigida pelo primo no espetáculo A
Ponte e a Água de Piscina onde interpretava belas canções, como um trecho de
Hino
ao Amor (que já foi gravada por Edith Piaf e Dalva de Oliveira), Meu
Primeiro Amor e Lágrima (de Amália Rodrigues). Todas à capela! No ano
passado fez o espetáculo Marias do Brasil e no momento vem participando de
diversos eventos, como o Segundas Intenções.
Em mais de 7 anos de profissão e participação em várias montagens teatrais,
a sua atuação nos palcos conquistou elogios do público e da crítica,
inclusive de artistas, como do compositor Chico Buarque e da cantora Maria
Bethânia.
ENTREVISTA:
Música e teatro se misturam na vida de Nábia Villela
Nesta entrevista, Nábia fala sobre a sua trajetória profissional, a
descoberta do teatro, sobre os seus trabalhos, a vontade de se aprimorar
cada vez mais, as influências de sua terra natal, entre outros.
A Borboleta encerra a temporada no dia 15 de dezembro, mas A Ponte e a Água
de Piscina continuará em cartaz mais alguns dias em janeiro de 2003.
Entrevista: Nanda Rovere
EntreCantos - Você cantava freqüentemente em Carmo do Rio Claro? Como o
Gabriel te descobriu?
Nábia Villela - Eu gosto de cantar desde criança, mas era só de brincadeira.
Só cantava em grupos de amigos. Foi por acaso que eu segui este caminho. Num
aniversário de Carmo estava acontecendo uma festa na cidade e foi montado um
palanque na praça. Uns amigos que iam cantar e tocar me chamaram. Na hora em
que eu estava cantando o Gabriel passou por lá, gostou do que viu e procurou
saber quem eu era. Quando ele assumiu a direção do teatro Glória no Rio de
Janeiro e começou a ensaiar Morte e Vida Severina me chamou para participar
da montagem. Eu aceitei.
EC - Morte e Vida Severina foi seu primeiro trabalho em teatro. Como foi a
experiência de participar deste espetáculo e a convivência com o elenco?
NV - Eu nunca tinha entrado num teatro e, de repente, foi um elenco todo
para Carmo... No elenco tinha atores do Rio, de Curitiba e São Paulo e eles
ficaram morando dois meses lá. O que me deu uma certa segurança foi que os
ensaios foram na minha cidade, no sítio do Gabriel. Nós íamos para a beira
da represa de Furnas e passávamos barro no corpo para fazer laboratório. Eu
fiz grandes amigos neste trabalho.
EC - A sua família te apoiou desde o início?
NV - A minha família queria que eu continuasse fazendo Direito. Imagina, foi
um elenco passar dois meses na minha cidade...Na cabeça deles eu estava indo
embora. Eu tive que bater o pé, mas hoje eles adoram, me apóiam muito e vão
às estréias dos meus espetáculos.
EC - Você já conhecia o Gabriel (quando ele saiu de Carmo você era criança),
já havia assistido algum trabalho dele?
NV - O Gabriel é meu primo e eu já o conhecia da cidade. Acompanhava as
matérias que saiam sobre ele, mas o único espetáculo que eu tinha visto era
Romeu e Julieta do Grupo Galpão. Eles fizeram três apresentações do
espetáculo em Carmo e eu assisti a todas elas.
EC - Você tinha idéia do potencial da sua voz?
NV - Não, eu fui trabalhando, fazendo espetáculos e aprendendo com o tempo.
Eu nunca cheguei a estudar canto, mas a maioria dos espetáculos que eu fiz
teve direção musical da Babaya, do Fernando Muzzi e do Ernani Maletta; eles
foram a minha escola.
EC - Tem algum cuidado especial com a sua voz?
NV - Eu procuro aquecer a voz antes dos espetáculos, é praticamente o único
cuidado que eu tenho. É o mínimo que eu posso fazer para eu estar inteira no
palco; as pessoas vão me assistir e eu tenho que cantar direitinho. Eu
também não fumo nem bebo e isso ajuda bastante.
EC - Você disse que pretende estudar música...
NV - Vou prestar vestibular agora no final do ano para um curso livre de
canto.
Eu gostaria de prestar USP, mas para isso eu precisaria fazer cursinho, e o
curso que eu pretendo fazer tem o mesmo conteúdo da faculdade, como História
da Arte e História da Música.
EC - Você toca algum instrumento musical?
NV - No espetáculo Os Saltimbancos eu tocava um pouquinho de violão, mas eu
só arranho alguma coisa.
EC - É interessante para um cantor o conhecimento de algum instrumento, não?
NV - Eu gostaria de estudar violão, principalmente para eu poder estudar
canto em casa e acompanhar a minha voz com o violão.
EC - Muitas vezes as escolas acabam podando a criatividade dos alunos.
NV - Quando a Babaya prepara a nossa voz para os espetáculos, o Gabriel
sempre recomenda que ela tenha muito cuidado para isso não acontecer.
Acredito que só eu posso discernir o que pode ou não ser legal para mim e
estou aprendendo a fazer isso com o tempo.
EC - Você traz influências da sua terra natal para o seu trabalho? Quais?
NV - Eu aprendi a cantar ouvindo o povo de Carmo cantar, a minha mãe, a
minha tia...Na minha família todo mundo canta. Lá na minha cidade a
influência da música caipira é muito grande. Não é o tipo de música que eu
costumo ouvir, mas eu acredito que a música sertaneja de raiz exerce
influencia no meu modo de cantar.
EC - Você gosta de MPB?
NV - Eu gosto muito de MPB. Eu sempre ouvi alguma coisa de MPB, mas comecei
a ter mais contato agora e a pesquisar sobre o assunto. Por exemplo, quando
eu fiz Gota D'Água e Os Saltimbancos, eu comecei a gostar mais do Chico
Buarque.
EC - Você viu diferença entre trabalhar em São Paulo e no Rio de Janeiro?
NV - Eu trabalhei muito pouco tempo no Rio, mas eu senti um desejo enorme
nos atores de lá em estar na Rede Globo. No final dos espetáculos, a
preocupação de muitos atores era se algum produtor da Globo estava no
teatro. Só faz dois anos que eu estou morando em São Paulo, mas eu acredito
que as pessoas vão mais ao teatro aqui, tanto que as maiores produções
teatrais e os musicais têm estreado nesta cidade.
EC - Os musicais ampliam as oportunidades de trabalho para os artistas. Tem
assistido a esses musicais?
NV - Sem dúvida. É muito legal esse campo de trabalho que está se abrindo
agora. Se continuarem produzindo musicais como Les Miserables e A Bela e a
Fera, vão continuar surgindo muitas oportunidades de trabalho para os
artistas. Assisti, por exemplo, Les Miserables. Ultimamente eu não tenho
ido. Eu estou fazendo um infantil à tarde e A Ponte e a Água de Piscina à
noite, às 19h30; daria tempo para eu ir ao teatro, mas eu fico meio cansada.
EC - Como é participar do espetáculo A Borboleta sem Asas e tratar da
deficiência?
NV - É muito bonito poder falar sobre isso sem colocar os deficientes como
coitadinhos. Mostra que todos nós temos limites.
EC - Como surgiu o sotaque nordestino da abelha Abel?
NV - Quando eu comecei a estudar a Abel eles queriam que ela tivesse um
sotaque nordestino ou mineiro, enfim, que trouxesse traços regionalistas.
EC - Nos espetáculos do Gabriel em que você só cantava havia um trabalho de
atriz, mas na Borboleta ele é mais explícito porque foi a primeira vez que
você teve texto em cena. Você pretende se dedicar à carreira de atriz e
cantora?
NV - Eu gosto mais de cantar, mas chegou uma hora que eu precisei investir
no meu lado atriz. Eu estou me descobrindo como atriz agora e estou gostando
muito. Graças a Deus eu fiz a Borboleta.
EC - Se surgirem outros trabalhos como atriz você faz?
NV - Faço, claro. Desde que eles estejam dentro dos meus limites; ainda não
me sinto preparada, por exemplo, pra fazer um monólogo, quem sabe um dia?
EC - E a Cia de Repertório do TBC, está sendo um grupo fixo de
atores/cantores?
NV - Desde que a Fezu Duarte assumiu a direção do TBC existe uma grande
vontade de manter essa companhia. Isso é difícil porque eles precisam de
patrocinador para manter um elenco à disposição do grupo; muitos acabam
saindo porque precisam trabalhar e sempre entram novos atores.
EC - Você tem algum projeto de trabalho no TBC para o ano que vem?
NV - Eles têm vários projetos para o ano que vem. Na verdade, eles ainda não
escolheram o elenco, mas eu tenho muito interesse em continuar trabalhando
com eles. Eu gostei muito de ter feito A Borboleta sem Asas com eles, foi
uma grande experiência pra mim.
EC - mas, e se A Ponte continuar em cartaz?
NV - a Walderez vai começar a gravar uma novela e vai ficar difícil...Tomara
que a Ponte fique por muito tempo em cartaz.
EC - Possui um carinho especial por algum trabalho?
NV - Eu lembro de Morte e Vida Severina com muito carinho por ter sido o meu
primeiro trabalho. Amei fazer Alma de Todos os Tempos, tinha o Eriberto Leão
e os meninos da banda e eu era a única mulher. Na Vida é Sonho eu também era
a única mulher num elenco formado por 10 homens. Eu também gosto muito de A
Borboleta sem Asas. O elenco é muito legal e foi o primeiro trabalho que eu
fiz cuja direção não foi do Gabriel.
EC - Você conheceu um outro método de trabalho ...
NV - Isso pra mim foi muito importante. Talvez A Borboleta seja um dos
trabalhos que eu lembrarei com mais carinho.
EC - Você ia participar de um projeto em cinema...
NV - Era o filme Hoje e Dia de Rock do Neville de Almeida e as filmagens
seriam em Minas. Eu não sei direito porque o projeto não deu certo, mas
parece que ele não conseguiu patrocínio.
EC - Você tem vontade de trabalhar em cinema ou TV?
NV - Eu nunca fiz, mas adoraria.
EC - Como é participar de A Ponte e a Água de Piscina?
NV - A Ponte e a Água de Piscina é um espetáculo lindo. Talvez o mais bonito
que eu já fiz. Eu estou gostando muito de participar dele.
EC - Neste espetáculo você está trabalhando ao lado de artistas talentosos.
A Walderez de Barros, por exemplo, tem grande experiência nos palcos.
NV - O elenco é muito bom. O Claudinho, a Vera... Eu já trabalhei com a Vera
em Os Saltimbancos e, a Walderez, eu nem sei como descrevê-la. Ela é uma
pessoa maravilhosa, muito cuidadosa, atenciosa e sempre dá toques de como eu
posso melhorar as minhas cenas.
EC - E como é trabalhar com o Gabriel?
NV - Tudo o que eu sei eu sei eu devo ao Gabriel. Eu aprendi muito
convivendo com ele. A Ponte e a Água de Piscina é o sexto espetáculo que eu
faço com ele e eu só consegui fazer A Borboleta sem Asas porque o Gabriel me
ensinou muita coisa nesses anos todos.
EC - Sente falta de ter cursado escola ou faculdade de Artes Cênicas?
NV - Como atriz eu sinto muita falta. Sempre que eu começo a ensaiar um
espetáculo eu pesquiso sobre o assunto daquilo que eu estou fazendo e
aprendo muito com isso.
EC - O teatro mudou muito a sua vida?
NV - Minha vida mudou totalmente. Eu fazia Direito para ter um curso
superior e eu só fui descobrir que eu não gostava do curso depois de começar
a fazer teatro, que é o que eu gosto. Sempre que eu terminava um trabalho eu
voltava para a minha cidade, mas chegou um momento em que eu resolvi morar
em São Paulo. Eu sou tímida e a convivência com o pessoal de teatro me
modificou bastante; o teatro me ajudou muito a enfrentar melhor a vida.
postado por: NANDA ROVERE 8:32 PM
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Sábado, Outubro 09, 2004
HOJE:
-MATÉRIA SOBRE UM ESPETÁCULO MARAVILHOSO: TRANSEX
-ESTRÉIA ALÔ, ALÔ, TEREZINHA!
-MAIS UMA DICA:
EVANGELHO PARA LEI-GOS
postado por: NANDA ROVERE 1:58 AM
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Transex diverte e possibilita reflexão
Um dos maiores sucessos do evento "Satyrianas", promovido pelo grupo de
teatro Os Satyros entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro, foi sem
dúvida o espetáculo "Transex".
"Transex" estreou no espaço dos Satyros há cerca de quinze dias e já é
sucesso de público e crítica.
O texto conta a vida de travestis transexuais que residem nas imediações da
Praça Rosevelt, suas alegrias, tristezas e sonhos. Mostra mostra o lado
humano dessas pessoas que merecem respeito e que estão sempr lutando para
serem aceitas pela sociedade, apesar de todos os preconceitos.
A montagem é ambientada nos anos 60 e é baseada em fatos reais, mais
precisamente na vida das atrizes Savana Meirelles e Phedra d'Cordoba, que
atuam em "Transex".
O público, através de cenas hilárias de muito humor, do drama, da
vaudeville, da dublagem e da farsa, entra em contato com a história de
Tereza (brilhantemente interpretada pelo ator Ivam Cabral). Tereza divide
apartamento com Marlene Glória e se apaixona por um "ser de outra dimensão".
Todos os elementos do espetáculo estão em harmonia. A direção, assinada por
Rodolfo García Vásques, consegue encantar o público com cenas criativas e
permeadas por uma trilha sonora deliciosa, com destaque para os Mutantes. O
cenário e o figurino nos transporta com maestria para o universo surreal
vivido pelas personagens. Os atores, por sua vez, merecem muitos aplausos,
pois estão muito bem em cena.
Transex é o início de uma trilogia sobre a Praça Roosevelt, que também terá
a encenação de ¿A Vida na Praça Roosevelt¿, de Dea Loher e "Há Vida na Praça
Roosevelt", a partir textos curtos de cinco dramaturgos do teatro paulista:
Mário Bortolotto, Sérgio Roveri, Mário Viana, Jarbas Capusso Filho e Ivam Ca
bral.
Os Satyros estão comemorando quinze anos de existência. A estréia deste
espetáculo foi a consagração de uma trajetória que procura buscar no teatro
a reflexão e a valorização do respeito para com o ser humano.
O teatro precisa de artistas como os integrantes dos Satyros. Eles se
instalaram numa região do centro de São Paulo que era mal vista e
conseguiram transformá-la num lugar agradável; num lugar onde se relacionam
pacificamente pessoas de "todas as tribos".
"Transex"
texto e direção: Rodolfo García Vázquez
elenco: Alberto Guzik, Ivam Cabral, Soraya Saide, Fabiano Machado,
Tatiana Pacor, Marcela Randolph, Laerte Késsimos, Phedra D. Córdoba e Savana
Meirelles
Espaço dos Satyros (pça. Roosevelt, 214, tel. 3258-6345). Quando: qui. a sáb., às 21h30; dom., às 20h30
postado por: NANDA ROVERE 1:58 AM
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SUPER DICA DE ESTRÉIA:
Circo Grafitti em
ALÔ, ALÔ, TEREZINHA!
Estréia dia 14 de outubro de 2004, quinta-feira (nesse dia somente para convidados) no CCBB ¿ Rua Álvares Penteado, 112 ¿ Centro ¿ São Paulo/SP, às 21 horas, o espetáculo do Circo Grafitti ¿Alô, Alô Terezinha¿, com direção musical de Pedro Paulo Bogossian e direção geral de Hugo Possolo.
¿Alô, Alô, Terezinha!¿ segue o formato característico das peças do Circo Grafitti: um espetáculo com números musicais e esquetes cômicos alinhavados pela saga de Terezinha, uma telespectadora de outra galáxia que capta sinais de uma novela das oito, mas perde os últimos capítulos. Obstinada, com ajuda de alguns amigos, Terezinha tenta um tele-transporte para a dimensão paralela dos tubos de raios catódicos terráqueos, buscando presenciar o desfecho da trama. Mas alguma coisa sai errada: Terezinha se perde na dobras do espaço tempo, fragmenta-se em Terezinhas de vários matizes, e acaba participando, com muito humor e poesia, de boa parte dos grandes momentos da história da televisão brasileira.
Segundo Rosi Campos, Helen Helene e Bogossian, fundadores do Circo Grafitti, ¿o grupo desenvolve um trabalho sério e continuado nesses quinze anos e essa parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, na pessoa do seu diretor Walter Vasconcelos, traz a grande certeza de que a cultura só se beneficia com projetos desse porte, como o banco já vem fazendo há alguns anos¿.
Sinopse
Comédia sobre a história da TV no Brasil. Conta em divertidos esquetes a saga de Terezinha, uma telespectadora de outra galáxia que se teletransporta para a televisão brasileira.
O Circo Grafitti
Formado pelas atrizes Rosi Campos, Helen Helene e pelo diretor musical Pedro Paulo Bogossian, o Circo Grafitti encenou em 1989 o espetáculo ¿Você Vai Ver O Que Você Vai Ver¿, de Raymond Queneau, arrebatando 17 prêmios, inclusive o de melhor espetáculo representando o Brasil no exterior.
Em 1993 estreou o espetáculo teatral ¿Almanaque Brasil¿ de Noemi Marinho, peça sobre a era do rádio, também sucesso de crítica e de público (prêmios APETESP de atriz para Rosi Campos, atriz coadjuvante para Helen Helene, música composta e trilha sonora para Pedro Paulo Bogossian, de melhor espetáculo do ano, coreografia e produção e ainda o prêmio APCA para a direção musical de Bogossian).
Em 1997 o Circo Grafitti produziu ¿As Sereias da Zona Sul¿, de Miguel Falabella, com Rosi Campos e Cláudia Borioni no elenco, ficando quatro anos em cartaz em São Paulo e em todas as capitais brasileiras, visto por mais de cem mil pessoas.
Seus integrantes também desenvolvem carreiras paralelas ao grupo. Rosi Campos, em teatro, cinema e televisão. Helen Helene esteve em ¿Assembléia de Mulheres¿ de Aristófanes no SESI e em ¿Toda Nudez Será Castigada¿, ambas dirigidas por Moacir Góes. Pedro Paulo Bogossian participa das montagens do TUSP ¿ Teatro da USP, tendo recebido o prêmio Shell 2000 por ¿Filhos do Brasil¿, espetáculo de Regina Galdino.
Em 2002 foi produzido o espetáculo ¿O Gato Preto¿, produzido e dirigido pelo próprio grupo, um musical que recriava a atmosfera dos cabarés europeus. ¿O Gato Preto¿ teve indicação para o prêmio Shell de melhor música.
O trabalho do grupo se caracteriza por montagens de comédias musicais inéditas, apoiadas no trabalho de pesquisa e composição de textos e canções. A comicidade e lirismo do grupo seguem a tradição do teatro musical brasileiro do início do século XX e se traduz em espetáculos com a ausência da quarta parede, abertos a improvisos de momento, com humor refinado e perspicaz.
Ficha Técnica
Direção: Hugo Possolo
Direção Musical: Pedro Paulo Bogossian
Texto: Pedro Vicente, Hugo Possolo, Helen Helene, Rosi Campos e Pedro Paulo Bogossian
Elenco:
Rosi Campos
Helen Helene
Rubens Caribé
Moisés Inácio
Rachel Ripani
Cléo Antunes
Músicos:
Pedro Paulo Bogossian (teclado)
Tchelo Nunes (violino e guitarrra)
Rodrigo Mardegan (bateria)
Maurício Fernandes (saxofone)
Equipe de criação:
Direção: Hugo Possolo
Direção Musical: Pedro Paulo Bogossian
Texto: Pedro Vicente
Argumento: Circo Grafitti
Cenário: JC Serroni
Figurino: Paula De Paoli
Iluminação: Guilherme Bonfanti
Adereços: Viviane Ramos
Programação Visual: Paula De Paoli
Fotografia: Ary Brandi
Coreografia: Paulo Branco
Sonorização: Nelson KW
Operação do espetáculo:
Operação de luz: Pedro Brandi
Operador de som: Gilbel Silva
Camareira: Alaíde Alves
Equipe de produção:
Direção de Produção: Ary Brandi
Assistente de produção: Bia De Ferrante
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques
Assistente de assessoria de Imprensa:
Renata Coloni
Temporada:de 14 de Outubro (somente para convidados) a 12 de Dezembro de 2004
Quinta a Sábado às 20h e Domingo às 19h
Local: Centro Cultural Banco do Brasil ¿ São Paulo - Rua Álvares Penteado, 112
Centro ¿ São Paulo ¿ Fone:
Lotação: 130 lugares/ ar condicionado/ acesso para deficientes físicos/
Ingresso: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia).
Patrocínio e Realização: Centro Cultural Banco do Brasil ¿ São Paulo
Informações para imprensa:
Canal Aberto Eventos e Assessoria de Imprensa
Fones - 11 30817972 \ 3062 6310 - Marcia Marques - 11 9126 0425
Visite www.canalaberto.com
--------------------------------------------------------------
Eu conheci o grupo Circo Grafitti através do espetáculo Você Vai Var o Que Você Vai Ver, com direção do Gabriel Villela.
Desde então acompanho a carreira desses atores que encantam pelo talento, bom humor e carisma no palco.
ALÔ, ALÔ, TEREZINHA! com certeza será mais um sucesso do grupo. IMPERDÍVEL!
postado por: NANDA ROVERE 1:50 AM
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MAIS UMA DICA:
EVANGELHO PARA LEI-GOS
DRAMATURGIA E DIREÇÃO DE EVIL REBOUÇAS
O ESPETÁCULO SERÁ APRESENTADO NO BAHEIRO PÚBLICO DO VIADUTO DO CHÁ
SAB E DOM 18HS
postado por: NANDA ROVERE 1:27 AM
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Terça-feira, Outubro 05, 2004
No Nanda Rovere Cultural de hoje:
EVENTO SATYRIANAS
III MOSTRA DE TEATRO DE RUA EM PARATY
SATYRIANAS - UM ENCONTRO COM A ARTE E A VALORIZAÇÃO DO AMOR E RESPEITO AO
PRÓXIMO
Entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro eu participei do evento
SATYRIANAS, uma Saudação à Primavera.
Foram 78 horas de atividades culturais ininterruptas, como saraus, debates,
shows,
cafés literários e espetáculos. A programação foi muito interessante e
encontrar pessoas do meio teatral e/ou apaixonadas por teatro foi
inesquecível. Reencontrei e conheci pessoas especiais lá nos Satyros!
Foi a segunda vez que eu participei desse evento e espero estar sempre ao
lado dos Satyros, que comemoram 15 anos de existência.
Sem dúvida o trabalho que Os Satyros realizam contribuem para que as pessoas
percebam que enquanto não houver respeito entre os seres humanos o mundo não
melhorará!
EU OS ADMIRO DEMAIS PORQUE ELES AMAM O TEATRO E SE ENTREGAM A ELE.
A companhia "Os Satyros" foi fundada na cidade de São Paulo por Ivam Cabral
e Rodolfo García Vázquez e tem o privilégio de manter duas sedes: uma na
capital paulista, outra em Curitiba/PR.
"Os Satyros" realizam um trabalho experimental que prima pela pesquisa e
inovação da linguagem teatral. Em 1990 montaram o espetáculo "Sades ou
Noites com os Professores", que causou grande polêmica durante a sua
temporada no teatro Guairá, em Curitiba, e assumiram a administração do
Teatro Belo Vista, em São Paulo.
Realizaram, durante dois anos no Teatro Belo Vista, projetos de qualidade
como o "Folias Teatrais", em 1991 (quatro dias de atividades ininterruptas
como palestras, debates, apresentações teatrais, etc) e a "1ª Mostra de Arte
Paranaense em São Paulo" (1992).
Foi também em 1991, com o espetáculo "Saló, Salomé", que o grupo começou a
ter visibilidade internacional, impulsionando-os a trabalhar na Europa. De
1992 a 1999, "Os Satyros" mantiveram uma sede em Portugal, onde, além de
produzirem espetáculos, se destacaram com excelência no ensino de teatro.
Em 2000, inauguraram um aconchegante espaço, situado na Praça Roosevelt
(centro de São Paulo) e têm contribuído para a revitalização da região.
Entre os destaques da programação teatral estavam os espetáculos Transex,
Filosofia na Alcova, Hotel Lancaster e o Encontro das Águas e o café
literário.
Vinte e um espetáculos fizeram a festa dos Satyros: Além de "Transex" e "A
Filosofia na Alcova", dos Satyros, foram encenados: "DeCantar", "Transex",
"O Céu é Cheio de Uivos, Latidos & Fúria dos Cães da Praça Roosevelt", "O
Homem que Queria ser Rita cadillac", "Análise Comportamental e Crítica da
Música Eduardo e Mônica" (interessante análise letra de Renato Russo,
dirigido por uma artista de talento, Fernanda D'Umbra), "O Eclipse" (com a
participação de Alex Gruli, Edu Reyes, Priscila Oliveira e Thiago Adorno;
artista que eu acompanho o trabalho há algum tempo), "Natureza Morta" (mais
um belo texto de Mário Viana), "Ensaio Sobre o Marquês de Sade", "Joana
Evangelista", "Amor: Modo de Usar", "A Filosofia na Alcova", "Hotel
Lancaster", "Sopro", "Ensaio sobre Nelson Rodrigues", "O Anjo do Pavilhão
Cinco", "O Encontro das Águas", "As Cadeiras", "Noite", "Amor e "Iniciação
do Velho e do Menino" e "Os Sentidos"..
Transex foi uma das montagens que mais me agradaram. A peça foi baseada na
vida da atriz Savana Meirelles (conhecida como Bibi) e da Phedra d"Cordoba e
mostra o lado humano dessas pessoas que merecem respeito. Também merecem
destaques, entre os espetáculos apresentados, Filosofia na Alcova, O
Encontro das Águas e Hotel Lancaster.
Filosofia, de autoria do Maquês de Sade, mostra a entrada de uma noviça no
"mundo libertino". É uma montagem chocante, que provoca e suscita discussões
sobre a intolerância, o preconceito e o livre arbítrio de cada um.
Hotel Lancaster é um duro retrato das pessoas que vivem do tráfico de drogas
para sobreviverem e se constitui num dos maiores sucesso do dramaturgo Mário
Bortolotto.
O Encontro das Águas de Sergio Roveri, por sua vez, é um texto emocionante,
muito bonito. Um encontro entre dois homens que proporciona ao público
reflexões sobre a amizade, o amor, a culpa, a passividade, etc
Os cafés literários foram uma boa oportunidade de encontro entre as pessoas,
regado a bons quitutes e à literatura.
Certamente um dos momentos mais emocionantes do evento foi a homenagem ao
ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri. Infelizmente ele não pôde
comparecer ao evento, mas ouvir a Denise Del Vecchio, o Edson de Santana, o
Fernando Peixoto e o Sergio Roveri (que está em fase de lançamento de um
livro sobre o Guarnieri) relatarem a sua admiração por esse grande nome da
arte brasileira, foi marcante.
Vida longa às Satyrianas! Um encontro com a primavera de cada um, isto é, um
encontro com a alegria, com o respeito ao próximo; amor à arte e sobretudo
um encontro com o teatro preocupado em contribuir para a reflexão e evolução
dos seres humanos!
Para ver em detalhes da programação e a agenda dos Satyros, que continuam em
cartaz com Transex e Filosofia na Alcova, visite:
www.satyros.com.br
21h30
"Transex"
texto e direção: Rodolfo García Vázquez
elenco: Alberto Guzik, Ivam Cabral, Soraya Saide, Fabiano Machado,
Tatiana Pacor, Marcela Randolph, Laerte Késsimos, Phedra D. Córdoba e Savana
Meirelles
sinopse: O espetáculo trata do cotidiano de transexuais moradores da
praça Roosevelt. O texto, baseado em fatos reais, mescla comédia, drama,
vaudeville, dublagem e farsa, em uma transgressão estética proposital. A
solidão da grande cidade, o isolamento social dos transexuais e travestis e
as dificuldades do amor fazem parte deste universo surreal.
Sex. e sáb 24h00
"A Filosofia na Alcova"
a partir da obra do marquês de Sade
texto e direção: Rodolfo García Vázquez
elenco: Fabiano Machado, Nora Toledo, Andressa Sposito, Soraya
Aguillera, Phedra D. Córdoba, Marcelo Jacob e Fábio Guará
sinopse: Um casal de libertinos reeduca uma noviça, apresentando-lhe a
libertinagem, tornando-a uma mulher vil e imoral.
Sáb.: 20h. Dom.: 19h "O Encontro das Águas"
de: Sérgio Roveri
direção: Alberto Guzik
elenco: José Roberto Jardim e Pedro Henrique Moutinho
sinopse: Dois jovens, de personalidades aparentemente opostas, se
encontram em uma grande ponte sobre um rio. Um deles, sensibilizado com uma
tragédia recente pela qual se julga culpado, flerta com a idéia do suicídio;
o outro é um personagem misterioso e sarcástico, misto de poeta e artesão,
que dá início a um perigoso jogo em que o único objetivo parece ser a
condução do visitante ao salto - mas não imediatamente, e sim quando a maré
estiver suficientemente alta para afogá-lo.
-------------------------------
PS: Uma experiência inesquecível que eu tive durante o evento:
A Bibi, que é transexual, puxou papo comigo e conversamos nos 3 dias de
evento. Ela é uma pessoa simpática e super legal. A respeito muito como ser
humano. A Bibi mostra que dignidade não tem nada a ver com opção e/ou modo
de vida!. Dignidade é respeitar o próximo!
Bibi, você é uma pessoa especial.
Tive a oportunidade de encontrar pessoas que tenho carinho como a
Camila, a Gisele, o Edu Reyes, o Alcides Nogueira, a Rosaly Papadopol, a
Deby, o Edu Castanho, o Ivam, a Soraya, a Fernanda d"Umbra, a Silvanah, o Michel Fernandes,
entre outros. Além de conhecer outras tantas pessoas especiais como a Nora e
a Andressa dos Satyros, a Denise Del Vecchio, o Sergio Roveri, a Magali
Biff, o José Roberto Jardim, o Pedro Henrique Moutinho, o João Silvério
Trevisan, o Guzik, o Bortolotto, a Carla, o Paulo (tem problema de visão,
mas vai sempre ao teatro)...e muitas outras pessoas maravilhosas.
postado por: NANDA ROVERE 12:27 AM
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Esta semana vou pra Paraty, na III Mostra de Teatro de Rua. Quem organiza é
o meu grande amigo Ailton Amaral.
Eu espero que o evento seja o maior sucesso, pois eu estou tão envolvida com
ele desde a sua primeira edição, que mesmo eu não estando trabalhando na
organização da mesma, eu me sinto como parte integrante dela.
Será um privilégio poder desfrutar, em Paraty, da companhia de um artista de
grande importância no teatro brasileiro como o Amir ( e obviamente da
companhia de todas as pessoas que participarão do evento).
Ficar elogiando o Ailton, talvez não seja ético da minha parte, pois o
admiro como pessoa - amigo - e profissional...O que posso dizer é que tenho
acompanhado todo o processo de elaboração das Mostras e a dedicação do
Ailton para que elas sejam sucesso e proporcionem aos participantes (tanto
para os que se apresentarão e/ou ministrarão oficinas, quanto para o
público) momentos de diversão, reflexão e troca de idéias sobre teatro. O
interessante no evento não é só a valorização do teatro de rua e dos
artistas que batalham para que ele exista (talvez uma das manifestações
artísticas mais populares e democráticas), mas a valorização de uma das
cidades mais bonitas que eu conheço, que possui um Patrimônio Cultural
magnífico. Creio que assistir teatro num cenário maravilhoso como Paraty,
certamente desperta nas pessoas a vontade de lutar, cada vez mais, para que
uma riqueza cultural (e natural) ímpar, seja preservada!
Eu estarei em Paraty e confesso que estou bastante animada. Espero encontrar
gente interessante por lá!
A Mostra do ano passado foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida!
Assisti a bons espetáculos, conheci pessoas legais pra caramba e tive a
oportunidade de estar ao lado do Ailton, que é uma pessoa muito querida.
PROGRAMAÇÃO DA III MOSTRA RIO SÃO PAULO DE TEATRO DE RUA DE PARATY
08/10 (sexta-feira)
08:30 às 10 horas ¿ Chegada dos grupos e hospedagem (recepção na Secretaria
de Turismo) Av. Roberto Silveira s/n (em frente a Praça do Chafariz)
10:30 às 12 horas ¿ City-tour guiado pelo Centro Histórico (escolha dos
locais de apresentação) terminando no cais de Paraty.
12 horas ¿ Embarque para a Ilha Rasa ¿ Almoço de confraternização.
17 horas ¿ Retorno ao Cais de Paraty.
17:30 horas ¿ Encontro com a Banda Santa Cecília e Desfile de Abertura da
mostra pelas ruas do Centro Histórico.
18:45 horas ¿ Cerimônia de Abertura da Mostra na Praça da Matriz.
19 horas ¿ Espetáculo Sarau Carioca
Cia Teatral Bacante - Rio de Janeiro/RJ
Direção: Fabio Rodrigues
20:30 ¿ Espetáculo O Rico Avarento
Troup dos Trucks e Tramas ¿ Araraquara/SP
Direção Jorge Luiz Okada
21:30 ¿ Espetáculo Interferências Humanas
Grupo Bonecos em Ação ¿ Rio de Janeiro/RJ
Direção: Susanita Freire
22:30 ¿ Espetáculo É Preciso Saber Sonhar
Grupo Guarda a Chave no Trombone ¿ Paraty/RJ
Direção: Themilton Tavares
09/10 Sábado
10:30 ¿ Participação especial do Grupo Teatral Angra das Rainhas ¿ Angra dos
Reis/RJ no Cais de Paraty
Espetáculo O Rito das Máscaras
Direção: Maria Lúcia Vidal
15:00 ¿ Espetáculo Uma Estória Muito Louca
Cia Teatral Amor & Arte ¿ São João do Meriti/RJ
Direção: Cristiane Ferreira
16:00 ¿ Espetáculo Sacadas
Grupo Coletivo Colher ¿ Rio de Janeiro/RJ
Direção: Ana Gallotti
18:00 ¿ Espetáculo Essa Nega Fulô
Grvpo Arteatro ¿ CEMBRA ¿ Paraty/RJ
Direção: Ailton Amaral
20:00 ¿ Espetáculo Deixa o Mundo Girar
Cia d¿Os Melodramáticos ¿ Rio de Janeiro/RJ
Direção: Ana Luisa Cardoso
21:30 ¿ Espetáculo Milk Shakespeare
Cia de Teatro e Poesia Sem Máscaras ¿ São José dos Campos/SP
Direção: Valter Vanir Coelho
23:00 ¿ Espetáculo Uma Anedota
Grupo Polícromo Alecrim ¿ Araraquara/SP
Direção: Tânia Capel
10/10 ¿ Domingo
15:00 ¿ Espetáculo O Filme e a Saga de Três Famílias
Grupo Teatral Silmara Chaves ¿ Paraty/Comunidade da Barra Grande/RJ
Direção: Ronelli Iushi Bahia
16:30 ¿ Espetáculo Farsa e Justiça do Juiz Corregedor
Grupo de Teatro UNATI ¿ Guaratinguetá/SP
Direção: Marcelo Colavitto
18:30 ¿ Espetáculo Ele Ri de Ser
Núcleo de Criação e Produção Artística Gira-Sol ¿ São Carlos/SP
Direção Coletiva
20:00 ¿ Espetáculo Dar Não Dói, O Que Dói É Resistir!
Grupo de Teatro Ta Na Rua ¿ Rio de Janeiro/RJ
Direção: Amir Haddad
22:00 ¿ Encerramento da Mostra com entrega do Troféu Amir Haddad aos grupos
participantes
Obs.: Também participam da mostra em aparições esporádicas os artistas:
Takumi ¿ O Palhaço Sem Nome
Martenze Marte ¿ Estátuas Vivas
Grupo Coletivo Colher ¿ Transeuntes
Ailton Amaral
Curadoria III Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua em Paraty
postado por: NANDA ROVERE 12:25 AM
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DICA:
Kristoff Silva, Makely Ka e Pablo Castro (MG)
Os três compositores, cantores e instrumentistas se reúnem no projeto A
Outra Cidade, num encontro bem representativo da nova geração da música
mineira. Kristoff, Makely e Pablo definem suas canções como fragmentos
residuais de tudo o que ouviram e absorveram nos anos de formação. Ou seja,
na base de seu estilo estão diversas influências da música tradicional
brasileira, ritmos regionais e planetários, ecos do Clube da Esquina,
cordas, percussão e eletrônica, com que fazem a conexão entre o antigo e o
novo. Teatro SESC POMPÉIA EM SP. Grátis
Dia 13/10 Quarta, 21h.
Os artistas são uma das fortes expressões da música e arte mineira.
Um dos seus projetos recentes foi a gravação do CD A Outra Cidade (Kristof,
Makely e Pablo - 2003) que teve a participação de um trio que eu admiro muito: AMARANTO. Vale
dizer que o CD recebeu críticas excelentes do público e crítica.
postado por: NANDA ROVERE 12:25 AM