Valorização da cultura brasileira
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Domingo, Junho 27, 2004
DIA 30 DE JUNHO SHOW COM O MÚSICO E POETA MAKELY KA
Villaggio Café (Pç. Dom Orione 298, Bixiga)
21hs
Makely reside em BH e é uma das fortes expressões da arte mineira na
atualidade.
Um dos seus projetos recentes foi a gravação do CD A Outra Cidade (Kristof,
Makely e Pablo -
2003) que teve a participação de um trio que eu admiro muito: AMARANTO. Vale
dizer que o CD recebeu críticas excelentes do público e crítica.
UM POUCO SOBRE A SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Makely já foi garçon, balconista e técnico em eletrônica industrial.
Abandonou no último semestre o curso de filosofia por discordar da linha de
pensamento de seus professores. Já fez também uns bicos como videomaker e
fotógrafo. Mas Makely é, antes de tudo, poeta e compositor, ou como gosta de
dizer ¿um operário da palavra¿, além de atuar também como músico, performer,
crítico, e agitador cultural nas horas vagas. Com dois livros lançados, Ego
Excêntrico (Selo Editorial /2003) e Objeto Livro (Edição do Autor / 1998),
vêm nos últimos anos realizando um verdadeiro rebuliço no celeiro, ou
melhor, no cenário cultural mineiro com seus escritos, shows e eventos que
organiza. Foi nesse espírito que realizou o Reciclo Geral ¿ Mostra de
Composições Inéditas, o Tributo a Paulo Leminski e as homenagens a Ataulfo
Alves e a Waly Salomão. Além disso, composições suas podem ser ouvidas em
vozes como a sua própria (o último livro trás um cd encartado) ou, muito
mais aconselhável, nas belas vozes de Titane, Ná Ozzetti, Alda Rezende,
Maísa Moura, Regina Spósito, Paula Santoro e em breve Patrícia Ahmaral e
Marina Machado. Atualmente Makely também é editor de poesia, criou a Selo
Editorial ao lado dos poetas Sérgio Borges e Renato Negrão com o claro
intuito de provocar um saudável e localizado mal-estar no mercado editorial
brasileiro, dominado por grandes cartéis e escritores consagrados. Além
disso, como produtor incansável que é, arranja fôlego para fazer programação
de eventos do Espaço Cultural da Asmare, o Reciclo. Mas só faz isso tudo
porque não tem ninguém pra fazer por ele. Pelo menos não como ele. Porque o
que ele gosta mesmo é de compor e escrever seus poemas. Tranquilo!
www.psiupoetico.com.br/homenageados/makely.htm
CADA CABEÇA UMA SENTENÇA
Música: Renato Negrão / Téo Ruiz
Letra: Makely Ka
O menino
De duas cabeças
São dois homens
Num mesmo corpo
O homenino
De quatro olhos
São dois cérebros
Num mesmo peito
O homem entra
Em desavença
Cada cabeça
Uma sentença
E não há
Um dos dois
Em um
Que vença
O menino
De duas cabeças
São dois homens
Num mesmo corpo
O homenino
De quatro olhos
São dois cérebros
Num mesmo peito
O homem entra
Em desavença
Cada cabeça
Uma sentença
E não há
Um dos dois
Em um
Que vença
O menino
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Não deixem de visitar o blog em homenagem ao Gabriel Villela:
www.oteatrodadelicadeza.zip.net
bjs
postado por: NANDA ROVERE 4:02 PM
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Terça-feira, Junho 22, 2004
Sábado eu fui conferir a reestréia do espetáculo MACUNAÍMA NO PAÍS DO REI DA VELA com a Cia. Antropofágica , no recém inaugurado Espaço Pindorama.
O texto é uma livre adaptação de Macunaíma de Mário de Andrade e o Rei da Vela, de Oswald de Andrade. Fala do nosso país, dos malefícios do capitalismo, da ganância, da malandragem...Para quem não conhece essas obras, o espetáculo algumas vezes não é de fácil compreensão, mas isso não prejudica a qualidade. O elenco é formado por alunos e ex-alunos do Teatro Escola Macunaíma e os atores mostram que possuem talento. Há muito humor em cena e em vários momentos o público é convidado a "participar do espetáculo".
Os figurinos são simples, mas bem elaborados. Todos os atores usam roupas brancas "rabiscadas", o que proporciona um efeito cênico interessante. Outro destaque é a trilha sonora, tocada ao vivo.
O Espaço Pindorama é um lugar super aconchegante e está produzindo vários eventos paralelos às apresentações teatrais. No sábado passado aconteceu um sarau que estava tão animado que foi difícil voltar para casa. Leituras de poesia, "performances" e uma animada "cantoria" proporcionou ao público uma noite muito agradável.
No próximo domingo, dia 26, haverá uma festa junina das 14 às 20hs. Eles também realizam cursos. Vale a pena entrar em contato via tel - (11) 3668-5823 e conferir a programação .
MACUNAÍMA NO PAÍS DO REI DA VELA - COMÉDIA OU NÃO
Baseado em textos de autores modernistas e nos manifestos da poesia Pau Brasil e Antropófago, foi montado um espetáculo musical que propõe a reflexão da estrutura capitalista e sua relação com os fatos da "história" brasileira. Macunaíma e Rei da Vela de Mario e Oswald de Andrade são textos que na montagem se completam. Macunaíma com a trajetória do nosso herói sem caráter e sua brasilidade enquanto O Rei da Vela desnuda o sistema capitalista brasileiro.
Direção e Adaptação: Thiago Reis Vasconcelos
Elenco: Alessandra Queiroz, Diogo Marques, Fabi Ribeiro, Haroldo Decario, Mel Lages, Mônica Dinah, Rafael Graciola, Rodrigo Rolim, Ruth Melchior.
Músico Convidado: Thiago Abdalla
Sábado às 21h - Domingo às 19h
R$ 10,00 (inteira) - R$ 5,00 (meia)
De 19 de Junho a Agosto
Espaço Cultural Pindorama
Sede da Cia. Antropofágica Teatro do Avesso (Grupo Vira-lata)
Rua Barra Funda, 555 ¿ Barra Funda (próximo ao metrô Marechal Deodoro)
São Paulo/SP - CEP: 01152-000
Tel.: (11) 3668-5823
UMA HOMENAGEM
ATRIZ RUTH MELCHIOR
Ruth mora em São Paulo e possui um grande sonho: se aprimorar cada vez mais como atriz e viver de teatro. Ruth está terminando o curso profissionalizante de teatro da Escola Macunaíma e brilha no espetáculo MACUNAÍMA NO PAÍS DO REI DA VELA. Uma pessoa especial com muito talento! Num mundo onde muitas pessoas sonham com sucesso fácil, Ruth merece todo o sucesso do mundo, pois busca o reconhecimento pelo esforço e dedicação à arte de representar. Junto com outros colegas de profissão está administrando o Espaço Cultural Pindorama, que aliás tem tudo para ser um novo "point" cultural paulistano não só pela programação que oferece, mas também pela simpatia dos artistas que lá trabalham! Um povo muito legal!
Beatriz - Chico Buarque
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
(Ruth, Beatriz eu coloquei em sua homenagem!)
E VISITEM
www.oteatrodadelicadeza.zip.net
postado por: NANDA ROVERE 1:44 AM
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Terça-feira, Junho 15, 2004
CRIEI UM BLOG PARA HOMENAGEAR A MINHA GRANDE "PAIXÃO TEATRAL": O DIRETOR GABRIEL VILLELA.
VISITEM www.oteatrodadelicadeza.zip.net
Lá tem um texto referente aos 60 anos de idade do Chico Buarque. Lendo o texto vocês entenderão o motivo pelo qual eu coloquei a matéria lá e não aqui no Nanda Rovere...
E NÃO DEIXEM DE LER - ABAIXO - A HOMENAGEM À MARIA DO CARMO SOARES, UMA ATRIZ PELA QUAL EU TENHO MUITO RESPEITO
postado por: NANDA ROVERE 2:31 AM
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Domingo, Junho 13, 2004
Hoje eu fui ver Fausto novamente e resolvi escrever mais algumas considerações...Também fiz uma homenagem a uma atriz muito especial: MARIA DO CARMO SOARES, que participa do espetáculo.
Não é à toa que eu falo muito sobre o diretor Gabriel Villela, bem como dos artistas que participam de suas montagens. Queria fazer um site para homenageá-lo e registar numa mesma página a sua trajetória profissional. Como eu não sei fazer isso, uso este blog. Qualquer hora crio um blog só pra isso!
UMA ATRIZ QUE ENGRANDECE O TEATRO BRASILEIRO: MARIA DO CARMO SOARES
Maria do Carmo é uma pessoa muito especial. É certamente uma das
maiores atrizes brasileiras.
Acompanho a sua carreira há mais de dez anos e sempre me emociono quando a
vejo em cena. Mais uma atriz que eu conheci através do diretor Gabriel
Villela! Uma atriz que saiu de Carmo do Rio Claro/MG, ela é prima do
Gabriel, e
com muito esforço conseguiu consolidar uma bonita carreira no teatro.
Seu talento, carisma, simpatia e dedicação à arte de representar possibilita
que a atriz dê um brilho especial a cada personagem que interpreta.
Fico espantada em ver tanta energia numa pessoa só, pois além de atriz,
Maria do Carmo é enfermeira. Certamente enfrenta um cotidiano extremamente
cansativo, mas está sempre plena no palco.
Nos anos 70/80 foi integrante do grupo Teatro Mambembe, de Carlos Alberto
Soffredini, que buscava uma interpretação brasileira, voltada para uma
investigação junto as raízes da comédia de costumes e do circo-teatro.
Na sua trajetória profissional é também importante destacar os seus
trabalhos com o Gabriel Villela, os quais eu tive o privilégio de
prestigiar.
Assisti ao espetáculo O Mambembe 48 vezes!!! (as apresentações eram
gratuitas e eu sempre tive vontade de acompanhar um espetáculo do início ao
fim) e a cada dia descobria detalhes interessantes em sua personagem (D.
Rita).
Além de atriz, Maria do Carmo também realiza trabalhos como assistente de
figurinos, contribuindo para a criação de figurinos memóráveis.
Quem já a viu no palco sabe o quanto ela merece todos os aplausos, quem não
a conhece precisa correr para assistir
Fausto Zero. Neste espetáculo
Maria do Carmo interpreta a vizinha Marta, o Espírito da Terra e um
estudante. São personagens episódicos, mas que chamam a atenção, pois o seu
desempenho já recebeu elogios do público e da crítica.
Esta pequena homenagem é muito pouco, mas é o jeito que eu posso expressar
todo o meu carinho por essa atriz, que eu admiro como artista e ser humano.
Maria do Carmo - esq
Bastidores de Fausto Zero
Fonte: site O Fuxico
ATRIZ:
TEATRO:
-A FARSA DE INÊS PEREIRA direção Carlos Alberto Soffredini
-BESAME MUCHO direção Roberto Lage
-PAPAI & MAMÃE (CONVERSANDO SOBRE SEXO) direção Flávio de Sousa
-O CONCÍLIO DO AMOR direção Gabriel Villela
-A GUERRA SANTA direção Gabriel Villela
-O MAMBEMBE direção Gabriel Villela
-ASSEMBLÉIA DE MULHERES direção Moacyr Góes
-TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA direção Moacyr Góes
-REPLAY direção Gabriel Villela
-A MANDRÁGORA direção Roberto Lage
-FAUSTO ZERO direção Gabriel Villela,
ENTRE OUTROS
CINEMA:
-A Hora de Estrela
-Antrax - curta dirigido por Dácio Pinheiro
FIGURINISTA:
-ALMA DE TODOS OS TEMPOS direção Gabriel Villela
-REPLAY direção Gabriel Villela
-ÓPERA DO MALANDRO direção Gabriel Villela-
OS SALTIMBANCOS direção Gabriel Villela
-GOTA D'ÁGUA direção Gabriel Villela
-PÓLVORA E POESIA direção de Márcio Aurélio
-SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO direção Gabriel Villela
-SHOW DO GRUPO TAMBOLELÊ direção Gabriel Villela
(em todas as montagens acima trabalhou ao lado de Gabriel Villela, o qual
assinou os figurinos)
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UMA CRÍTICA A FAUSTO E AO TRABALHO DA MARIA DO CARMO:
Diário do Festival de Curitiba
http://teatrochik.terra.com.br/
20 de março (sábado)
Assisti "Sophia" ontem às 15h no Teatro de Arte (Galeria Pinheiro Lima). Dei
voltas e mais voltas para achar o pequeno teatro escondido numa galeria
perto da Catedral de Curitiba. Como é perto do Hotel (Caravelle), não tive a
mordomia de ser levado pelo motorista da van. Chegando lá, falei com a
produtora Rosângela e não tive problemas para entrar. Os convites do Fringe
estão escassos na assessoria de imprensa.
O público era basicamente formado por alunos de escola, estudantes de
faculdade, senhores da terceira idade e amigos dos atores (que estavam vendo
a peça pela segunda vez). No programa do Festival, estava escrito que a peça
teria a duração de 45 minutos. Mas na verdade era 105 minutos! Deus é pai!
Estou com preguiça de assistir peças longas. "O que diz Molero" tem 3 horas,
assim como "Aos que virão depois de nós - Kassandra in process".
"Sophia" é um espetáculo que está em cartaz há mais de 3 anos aqui em
Curitiba, conforme me disse a produtora Rosângela. Nas paredes de seu
escritório, vi cartazes de outras montagens (com o nome da peça escrito com
F: "Sofia"). A narrativa mostra a aluna Sophia e seu professor Alberto. Ele
dá aula de Introdução à Filsofia, apresentando todos os grandes autores e
suas teorias. Os três atores (duas garotas e um rapaz) se revezam nos
papéis, e a montagem é despojada (produção mínima).
O espetáculo está em cartaz durante todos os dias do Festival, e continua
sua temporada normal nos finais de semana depois do dia 28. Durante a
apresentação, caiu uma tempestade: entrava água pelo teto em jatos de spray,
causando um efeito estranhamente bonito. E as goteiras se transformaram em
personagens da peça. Os atores tinham que desviar delas, e até comentavam no
meio do texto esse inesperado acontecimento.
Fausto Zero
Voltando de guarda-chuva do Teatro de Arte, fiquei no lobby do Hotel
esperando a van para me levar ao Auditório Salvador de Ferrante (conhecido
aqui como Guairinha), para ver "Fausto Zero" (de Gabriel Vilella).
Conversando com os colegas jornalistas (de várias cidades diferentes),
troquei figurinhas sobre os espetáculos vistos recentemente. É incrível como
cada um tem um gosto muito pessoal. O que um adorou o outro detestou. Por
isso é que, hoje em dia, as pessoas não levam tão a sério uma crítica
negativa. Porque é somente um ponto de vista, e não uma sentença de morte
(como costumava ser antigamente).
"Fausto Zero" tem aquele visual típico do diretor Gabriel Viella: figurinos
rebuscados (trabalhados com material reciclado/sucateado), cenários com
motivos regionais brasileiros. Já no prólogo, Walderez de Barros vem avisar
que algumas cenas famosas não vão ser mostradas porque a peça é uma versão
diferente do Fausto de Goethe (pronunciado de forma jocosa/divertida).
Nicolas Röhrig (modelo do SP Fashion Week e agora ator) fala em alemão,
Walderez em francês, e Alvise Camozzi em italiano. Mais tarde, o texto vai
ser falado em espanhol também. Walderez é Fausto, Alvise (em atuação
charmosíssima) é Mefisto.
Fausto Zero
O design da encenação é sofisticado, luxuoso. Marionetes gigantes
penduradas, uma máquina de fiar/tecer no centro do palco, manequins de
atelier de costura encapados com papel reciclado, casacos repletos de
espelhinhos/bordados/franjas, painéis com motivos religiosos, uma parede
branca áspera. A história clássica de Fausto é a do homem que vendeu sua
alma ao diabo (todo mundo sabe disso). Fausto engravida Margarida (Vera
Zimmerman) e ela enlouquece, afogando o próprio filho. Ele tenta salvá-la,
mas é obrigado a ir para o inferno.
Confesso que não tenho muito interesse por temas clássicos. Mas eles são a
base para todas as outras histórias. Tudo já foi feito ou narrado, e o que
existe hoje são recriações de mitos e arquétipos. É como na moda: é preciso
ser extremamente pessoal para fazer um trabalho criativo. E Gabriel possui
uma identidade que é imediatamente reconhecida pelo público. Você pode até
não gostar, mas sabe que o trabalho é dele. E eu gostei muito, especialmente
das cenas em que os atores saem do personagem e dialogam com a platéia (como
atores de cinema falando/piscando para a câmera). Comentando os clichês, as
metáforas, os detalhes fake do cenário e figurino.
Maria do Carmo Soares rouba quase todas as cenas em que aparece. Sua
composição mistura sotaque caipira com tia solteirona reprimida e drag
queen. Quando cantou uma canção de amor brega foi aplaudida em cena aberta
(merecidamente). Lembro dela da peça "Besame Mucho" de Mário Prata. Ela é
muito talentosa. A cena do afogamento da criança é linda: Vera Zimmerman
vestida como uma santa da idade média, pega o desenho infantil de uma
criança e enfia dentro de um jarro com água, enquanto Nicolas puxa a bandeja
do jarro com um fio, montando a imagem da criança sendo levada pelas águas
do rio.
Não perca a continuação desta maratona teatral amanhã! Espero você aqui.
Um abraço.
Alberto Nishitani
alberto@teatrochik.com.br
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Maria do Carmo Soares rouba quase todas as cenas em que aparece. Sua composição mistura sotaque caipira com tia solteirona ...
http://albertonishitani.zip.net/arch2004-03-14_2004-03-20.html
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Na carreira
Edu Lobo - Chico Buarque
1982
(esta letra de música eu coloquei em homenagem à Maria do Carmo)
Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar
Pedir a mão
Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar
Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir
Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão
Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar
Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus
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FAUSTO ZERO ME CATIVOU
O trabalho do diretor Gabriel Villela é pautado na valorização da nossa cultura; utiliza uma interpretação não naturalista baseada no circo. Em Fausto, por exemplo, tudo isso se mistura com a commedia dell`arte".
Para a realização dos seus espetáculos Gabriel toma muito cuidado com todos os aspectos cênicos. Ele busca o aperfeiçoamento de uma linguagem onde a nossa cultura, o nosso modo de falar e a nossa herança cultural se entrelacem. Para a criação dos cenários e figurinos, por exemplo, existe uma árdua pesquisa de texturas e cores. Carmo do Rio Claro/MG, sua terra natal, é sua principal fonte de inspiração. Ao colocar um tear de Carmo em cena e brincar com "o jeito de ser e falar mineiro/interiorano", ele deu ao texto uma singularidade interessantíssima, mas sem deixar de lado o caráter universal do mito de Fausto (evidenciado principalmente nas cenas em que os atores dizem o texto em francês, italiano e alemão); afinal, seres humanos, de qualquer parte do mundo, se "vendem ao Diabo" para conseguirem atingir os seus objetivos!
Gabriel demonstra que é um diretor maduro, cada vez mais preocupado em colocar em cena um trabalho pautado pela pesquisa e pelo aprofundamento de uma linguagem cênica com a qual vem trabalhando em todos esses anos de carreira. Uma linguagem que nunca deixa de lado o humor, mesmos nos textos mais dramáticos.
O texto de Goethe não é simples, mas Gabriel o transforma numa deliciosa montagem, que diverte e possibilita a quem não conhece o universo literário de Goethe a oportunidade de entrar em contato com um dos maiores escritores de todos os tempos.
No texto que eu fiz sobre o espetáculo eu falei algumas coisas que escrevi acima, mas agora procurei ampliar um pouco mais a minha reflexão.
Para ler o texto sobre o espetáculo ver Segunda-feira, Maio 24, 2004
postado por: NANDA ROVERE 11:13 PM
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Quarta-feira, Junho 09, 2004
DICA DE ESPETÁCULOS, DICA DE LIVRO E MATÉRIA SOBRE A ATRIZ VERA ZIMMERMANN
MAIS UMA VEZ EU INDICO FAUSTO E CAIXA MÁGICA
Bons espetáculos merecem atenção. Por esse motivo, sempre que posso os indico várias vezes.
Não estou sendo repetitiva. Fausto e Caixa Mágica são realmente muito legais!
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FAUSTO possui um elenco primoroso e a direção do Gabriel - Villela - é muito bem cuidada. Para a realização das suas montagens ele realiza um trabalho de pesquisa primoroso com relação a aspectos do texto, cenário e figurino.
Espaço Promon, Av. Juscelino Kubitschek, 1830, fone: 11 3847-4111. Até 27/6. Quintas, sextas e sábados, às 21:30h e domingo, 19h.
Uma matéria sobre a peça:
Drama
Urfaust ¿ Fausto Zero
Walderez de Barros celebra 40 anos de palco com brilhantismo em peça dirigida por Gabriel Villela
Cristian Avello Cancino
Se se permitisse emendar a poesia de Carlos Drummond de Andrade ¿ que escreveu, quando o maior mito do teatro brasileiro definitivamente deixava os palcos, ¿a morte emen-
dou a gramática, morreram Cacilda Becker¿ ¿, poderia dizer-se que, em um só espetáculo, vivem Walderez de Barros. Ela é muitas em uma só, numa peça multicor em que se provam as delícias da comedia dell¿arte, da farsa, dos fantoches, do drama, da tragédia.
¿São 40 anos¿, inicia a atriz de 63 anos no Urfaust ¿ Fausto Zero, de Goethe. Comemorando essa carreira incomum, Walderez, no papel-título, apaixona-se por Margarida (Vera Zimmermann) e faz pacto com Mefistófeles (Alvise Camozzi), o Diabo, para ter a amada. Mas percebe que para amar é preciso estar com a ¿alma inteira¿ e não ¿vendê-la¿, o que faz entender o valor do sentimento ante a razão e o pragmatismo no caminho da boa fortuna, como apregoavam Goethe e Schiller à frente do movimento Sturm und Drang ¿ Tempestade e Ímpeto, na Alemanha do final do século 18.
As excelentes direção de Gabriel Villela, cenografia (Márcio Vinicius), trilha sonora (Daniel Maia) e luz (Guilherme Bonfanti) dão corpo a um espetáculo irretocável, digno da inumerável Walderez. Pacto com a platéia
Espaço Promon ¿
av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.830,
tel. (11) 3847-4111. Até 27/6.
www.terra.com.br/istoegente
-
CAIXA MÁGICA nos deixa mais apaixonados pelo teatro. Encanta crianças e adultos.
Uma matéris sobre o espetáculo:
http://veja.abril.com.br/vejasp/090604/vejasp_recomenda.html
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/vejasp/caixa_magica/galeria.html
Local: Teatro Alfa - Sala B (INFORMAÇÕES)
Preço(s): R$ 8,00 (crianças até 12 anos) e R$ 16,00.
Data(s): 01 de maio a 25 de julho.
Horário(s): sábado e domingo
-PESSOAL, SE ALGUÉM FOR DE SANTOS OU DE BH E/OU TIVER CONHECIDOS NESTAS CIDADES, NÃO DEIXEM DE INDICAR E/OU CONFERIR SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO COM A CIA DE DANÇA DE MG - EM JULHO, DIREÇÃO DO GABRIEL VILLELA E TRILHA SONORA DO DANIEL MAIA.
Visitem:
http://www.palaciodasartes.com.br/grupos_cia_excelencia.asp?sec_menu=3,1,0
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DICA DE LIVRO:
Quem acompanha a carreira do Galpão e/ou tem vontade de conhecer o processo de trabalho de um grupo de teatro que tem conquistado prestígio nio Brasil e exterior, deve ler os "Diários de Montagens" dos espetáculos Romeu e Julieta, A Rua da Amargura, Um Moliére Imaginário e Partido.
A idéia de documentar a trajetória do Galpão sempre esteve presente no cotidiano dos integrantes do grupo. As anotações do cotidiano das criações dos espetáculos começaram a tomar forma em 1992, durante os ensaios de Romeu e Julieta. O diretor Gabriel Villela pediu ao dramaturgista Cacá Brandão para anotar todos os acontecimentos referentes ao processo de ensaio do espetáculo. Segundo Cacá, Gabriel nem chegou a ler o diário, mas as anotações foram o embrião para a produção do "Diários de Montagens". O mesmo processo ocorreu nas montagens seguintes.
Entrar em contato com o nascimento de Romeu e Julieta é compreender o motivo pelo qual este espetáculo é um dos maiores sucessos do grupo. Com muita dedicação e, alguns momentos de inseguranças, a história de Romeu e Julieta, transportada para Minas Gerais e inspirada nas obras de Guimarães Rosa, foi tomando corpo e tem emocionado o público há mais de dez anos.
A montagem de A Rua da Amargura foi um processo extremamente doloroso, pois foi durante os ensaios deste espetáculo que o grupo perdeu uma de suas fundadoras, a atriz Wanda Fernandes. Mas os atores deram a volta por cima e com a mão firme de Gabriel, conseguiram realizar um trabalho primoroso.
No espetáculo Um Molière Imaginário encontramos um grupo amadurecido e consolidado como um dos maiores expoentes das Artes Cênicas no Brasil. Depois de dois trabalhos consecutivos com o diretor Gabriel Villela, o Galpão foi dirigido por Eduardo Moreira, um dos integrantes do grupo.
O grande sucesso dos espetáculos anteriores não diminuiu nos atores a busca incessante pelo aprimoramento profissional. O resultado do trabalho merece muitos elogios, pois se constituiu numa marcante homenagem a Molière e ao teatro.
O último volume dos Diários é o relato do processo de criação de Partido, direção de Cacá Carvalho. Uma das principais características do grupo Galpão é a linguagem popular, mas neste espetáculo o que prevaleceu foi a vontade de alçar altos vôos e mergulhar no universo literário de Ítalo Calvino, um universo difícil, mas que procura compreender as várias facetas dos seres humanos.
Obviamente os livros despertam maior interesse nas pessoas que trabalham na área das Artes Cênicas. Mas a experiência de criação de um grupo que está junto há mais de vinte anos e que, apesar de se organizar mediante um caráter empresarial, ainda preserva um espírito familiar, certamente agradará a todos que admiram o Galpão e gostam de arte.
Quando meu primo, que mora em BH, me telefonou dizendo que ia me presentear com os Diários de Montagens eu fiquei muito feliz.
Após ler os quatro livros, comecei a admirar mais ainda o Galpão e os profissionais que os acompanham a anos. Respeito pela arte e pelo público, talento, esforço e muita simpatia; essas são algumas das características dos atores do Grupo Galpão.
www.grupogalpão.com.br
postado por: NANDA ROVERE 2:22 AM
Comments:
MATÉRIA SOBRE UMA ATRIZ QUE EU ADMIRO: VERA ZIMMERMANN
Se foi o encontro de Vera com Caetano que acabou levando essa atriz ao teatro, cinema e TV, que maravilha! Vera tem muito talento e é um dos destaques do espetáculo Fausto Zero.
Eu assisti todas as peças que a Vera fez com o Gabriel (Replay, Os Saltimbancos, A Ponte e a Água de Piscina e Fausto Zero) e em todas o seu trabalho foi digno de muitos aplausos. Por Os Saltimbancos ela ganhou prêmio de melhor atriz.
Ensaio
Os 40 anos da Vera gata
Musa inspiradora de Caetano Veloso, Vera Zimmermann está em cartaz com 14ª peça, chega aos 40 anos esbanjando jovialidade,
gosta de ter seios pequenos e tem vontade
de voltar a fazer novela na Globo
Fábio Farah
Fotos: Piti Reali
Para ver as fotos acessar:
http://www.terra.com.br/istoegente/
"Sou carente. Adoro namorar. Mas ainda tenho muito o que
viver até escolher uma pessoa para dividir o teto", diz a atriz
Aos 14 anos, com uma autorização por escrito da mãe ¿ registrada em cartório ¿ a pequena Vera Zimmermann viajou de ônibus para a Bahia, acompanhada por um dos seis irmãos, que era um ano mais velho, e mais um amigo de 16. Em Salvador, os três foram parar na delegacia. Após conseguirem carona para Canoa Quebrada, o motorista estranhou que ¿as crianças¿ viajassem sozinhas e resolveu encaminhá-las para as autoridades. Vera, porém, não era mais criança: viajava nas férias com dinheiro da mesada e, para economizar, pegava carona e dormia em redes estendi-
das em pousadas. ¿Eu tinha um anjinho da guarda que ficava pertinho¿, brinca a atriz, que atualmente está em cartaz com a peça Fausto Zero, dirigida por Gabriel Villela, em São Paulo.
Foi numa dessas aventuras de férias, aos 17, que a bela loira de olhos azuis despertou o interesse de Caetano Veloso. Os dois se conheceram no camarim de um show do cantor, na Bahia. E não namoraram, segundo a atriz: ¿Foram apenas algumas transas¿. Para Caetano, porém, ela foi musa inspiradora cantada em ¿Vera Gata¿. Hoje, aos 40 anos, Vera não perdeu a jovialidade e o charme. Eis a receita. Duas horas por dia de academia ¿ faz musculação, bicicleta, spinning, ginástica localizada e corre na esteira. Uma alimentação, na qual carne vermelha e frituras são evitadas. E, por fim, cremes e filtro solar todos os dias. ¿A beleza também está ligada ao meu estado de humor. Sou tranqüila e de bem com a vida¿, completa.
Vera só faz uma ressalva à própria silhueta: se pudesse, acresceria 10 cm à altura (1,60m). E apesar de ter cogitado colocar silicone nos seios, dez anos atrás, nunca fez plástica. ¿Hoje, todo mundo tem peitão. Então a melhor coisa é ser diferente. Meus peitos são pequenos, mas são bonitinhos¿, afirma. Solteira, ela não tem medo de envelhecer, desde que seja bem acompanhada. ¿Sou carente. Adoro carinho. Adoro namorar. Mas ainda tenho muito o que viver até escolher uma pessoa para dividir o teto comigo para o resto da vida¿, conta. A atriz nunca sentiu vocação materna, mas não descarta a possibilidade.
O estilo low profile acompanha Vera desde a adolescência. Paulistana, de família classe média-alta, desfrutava de motorista, mas não abria mão de calças rasgadas e chinelinho. ¿Eu era uma hippie que morava em casa bacana.¿ Aficionada por esportes, pensava em cursar Educação Física, mas mudou de plano quando ¿Vera Gata¿ estourou nas rádios. O telefone tocava o tempo todo e, numas das ligações, foi convidada para um teste como atriz. Estreou nas mãos de Antunes Filho, nas peças Nelson Rodrigues, o Eterno Retorno e Macunaíma. E foi preparando-se para uma turnê pela Europa com a última peça que ela chamou a atenção de Gabriel Villela, na época um estudante de teatro. ¿A Vera era uma pimpolha crescida a força, uma personificação de uma deusa germânica¿, elogia Gabriel. ¿Há mais perigo nos olhos de Vera do que na espada dos meus inimigos. São olhos de gata, os mais sinceros e puros do teatro brasileiro.¿
Musa inspiradora, hippie, Vera tornou-se também sex symbol, em 1990, ao interpretar a Divina Magda em Meu Bem, Meu Mal, na Globo. ¿Eu tinha mais beleza do que talento e não queria estagnar a carreira por causa disso¿, conta a atriz, que preteriu a telinha para se aperfeiçoar no teatro. Atualmente na 14ª peça ¿ e depois de oito novelas (a maioria no SBT) ¿, Vera não esconde a vontade de retornar à Globo para ¿dar uma esquentada¿ na carreira. ¿Tenho uma carreira de prestígio. Mas isso não enche barriga¿, diz a atriz.
Agradecimentos: Jogê, Carmelitas, Carmin
Produção: Nathalia Duarte
postado por: NANDA ROVERE 2:09 AM
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Domingo, Junho 06, 2004
ESPETÁCULO UM MERLIN
O espetáculo conta a relação entre o sábio Merlin - Antonio Petrin (um grande ator!) - e a jovem Niniane - Cristiane Lima -, que perdeu a memória. Na verdade, o encontro entre os dois serve de pretexto para se descutir conceitos como país, amor, bondade, maldade, juventude, velhice, vida e morte, etc.
A diferença de idade entre Merlin não impede que o amor nasça entre os dois e que esse mesmo amor mude a vida de ambos.
Fábula e crítica ao nosso presente fazem parte deste espetáculo. O texto, de Luis Alberto de Abreu é de uma beleza singular. Baseado em diversos textos que contam a fábula de Merlin, Luis Alberto de Abreu conseguiu criar a sua versão da história e encantar o público.
Os atores estão muito bem no palco e a trilha sonora, cenário, luz e figurino merecem aplauso.
Uma peça que nos faz pensar e concluir que todos temos um pouco de Merlin e Niniane dentro de nós.
Muitas vezes o conhecimento não nos impede de nos envolvermos com pessoas que não nos fazem bem. Por outro lado, dificilmente saberemos o que é bom ou ruim se não experimentarmos.
Como o texto é narrativo e várias histórias são contadas (as quais não sabemos se são verdadeiras ou simplesmente lendas), Um Merlin se constitui numa homenagem ao teatro e ao contador de história, pois tanto no início quanto no final da apresentação os atores conversam com o público sobre a arte de representar, sobre o que é ser ator.
Uma fala de Merlin, entre várias, me chamou atenção. Ele disse mais ou menos isso: O bem pode vir a ser um mal e vice-versa. Assim, o mais importante é procurarmos fazer o bem, procurarmos acertar, mas se errarmos, o importante é termos agido com boas intenções.
Depois da apresentação os atores realizam um debate com o público.
SERVIÇO:
cenário e figurinos de Márcio Medina
desenho de luz de Kleber Montanheiro
composição da trilha sonora por Sérvulo Augusto (um músico pelo qual eu tenho grande admiração)
UM MERLIN, de Luis Alberto de Abreu. Personagem explorado na literatura e no cinema, o mago serve também a esse poético drama protagonizado por Antonio Petrin. Aqui, o personagem está dividido entre defender seu reino, ameaçado por uma nova guerra, e entregar-se ao amor da jovem Niniane (Cristiane Lima). Direção de Roberto Lage (75min). 12 anos. Estreou em 22/8/2003. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Quinta, 18h. Grátis. Ingressos distribuídos uma hora antes. Estac. (R$ 4,00 por duas horas). www.teatrofolha.com.br. Até 8 de julho.
postado por: NANDA ROVERE 11:05 PM
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Quinta-feira, Junho 03, 2004
CORREÇÃO
A CAMI ME INFORMOU QUE A ESTRÉIA DE GALERIA METRÓPOLE FOI TRANSFERIDA PARA O DIA 11 DE JUNHO.
Não podia deixar de comentar que dia 11 era o aniversário do meu pai.
O ator Eriberto Leão lembra muito o meu pai. O interessante é que ele também faz aniversário dia 11 de junho!
Engraçado, o Eri foi super legal comigo e me ajudou a entrar em contato com uma pessoa...Bom, hoje estava vendo a novela das seis - ele trabalha - e fiquei feliz de ver uma pessoa pela qual eu tenho carinho.
postado por: NANDA ROVERE 2:08 AM
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Quarta-feira, Junho 02, 2004
Estréia na quinta um espetáculo que eu não quero perder de jeito nenhum: GALERIA METRÓPOLE.
No espetáculo trabalham dois atores que eu admiro que são o Fernando Neves e a Rosay Papadopol.
Conheço o Fernando das peças do Gabriel Villela e de Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada, onde trabalhou como ator - e do hilário espetáculo A Mulher do Trem - diretor.
A Rosaly eu só conheço do cinema, mas ela atua na TV e um dos seus maiores sucessos no teatro foi Pobre Super Homem.
ROSALY PAPADOPOL - UMA ATRIZ QUE ABRILHANTA O TEATRO PAULISTANO
A atriz, que é apaixonada por teatro e cinema, também fez alguns trabalhos interessantes na TV. Certamente
ela não é conhecida do chamado "grande público" porque não atua com frequência na TV Globo,
mas o que isso importa diante do talento que essa atriz possui? Como sempre
digo, fazer TV - e mais especificamente programas na Globo - não é sinônimo
de trabalhos de qualidade nem de talento! E talento Rosaly provou ter no
seus trabalhos.
Infelizmente assisti poucos trabalhos dessa atriz, mas pelo pouco que
conheço da sua trajetória, posso dizer que ela é uma atriz que merece todo o
sucesso e um reconhecimento cada vez maior.
Minha amiga Cami é admiradora e amiga da Rosaly. Na verdade foi a Cami que
me chamou atenção para o talento de uma atriz que eu já conhecia e admirava,
mas sem conhecer detalhes sobre a sua vida profissional.
Galeria Metrópole será um trabalho especial na trajetória de Rosaly, pois a atriz está completando 30 anos de carreira.
TEATRO
-Porandubas Populares, de Carlos Queiroz Telles
Direção: Mário Mazetti
-Alegro Desbum, de Oduvaldo Vianna Filho
Direção: José Renato
-Cartas Chilenas, de Tomás Antônio Gonzaga
Direção: José Antônio de Souza
-Saudade do Brasil, show de Elis Regina e César Camargo Mariano
Direção: Ademar Guerra e Márika Gidali
-Clara Crocodilo, espetáculo de dança-teatro de Arrigo Barnabé
Direção: Klaus Viana, Miriam Muniz, Lala Deheinzelin
-Édipo Rei, de Sófocles
Direção: Márcio Aurélio
-A Garota do Gangster, de Cláudia Dalla Verde e Zeca Capellini
Direção: Manoel Paiva
-Gnãdiges Fraülein, de Tennessee Williams
Direção: Stephan Yarian
-Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade
Direção:Chico de Assis
-Pássaro da Noite, de José Antônio de Souza
Direção: José Antonio de Souza
-O Pobre Super Homem, de Brad Fraser
Direção: Sérgio Ferrara
CINEMA
- Nasce uma Mulher
- Anjos da Noite
- Lua Cheia
- Flores Ímpares, curta-metragem
- Até que a vida nos separe
- Bellini e a esfinge
TV
-Cabaré Literário, TV Cultura
-Salário Mínimo, novela da TV Tupi
-Dona Santa, seriado da TV Bandeirantes
-Joana, seriado da TV Manchete
-Bronco, seriado, TV Bandeirantes
-Éramos Seis, novela do SBT
-Antonio Alves Taxista, novela em co-produção da SBT TV com a Argentina
-Você Decide - Globo
-Sandy e Junior - Globo
-Louca Paixão, novela da TV Record
-Marisol, novela do SBT
entre outros.
FRASES
Crítica sobre a peça Pobre Super Homem
"...Rosaly Papadopol, em chave interpretativa exuberante, acentua em gestos
largos e voz afetada o temperamento da mulher solitária..."
jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/ 2001/06/03/jorcab20010603008.html
Ser atriz é
Viver várias encarnações em uma só
Um sonho
Uma sociedade mais justa
trechos de uma entrevista com Rosaly que foi publicada no site
http://www.rosalypapadopol.hpg.ig.com.br (uma bela homenagem da Cami à
Rosaly)
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FERNANDO NEVES
Fernando é um ator e diretor pelo qual eu tenho grande admiração. É muito talentoso e uma simpatia de pessoa.
Gosto muito de vê-lo no palco, mas o seu trabalho como diretor também é excepcional. Mulher do Trem foi um espetáculo marcante, um dos mais interessantes e engraçados que eu já assisti.
Fernando é de família circense e pesquisa sobre o assunto.
Já vi tanta peça om o Fernandinho que nem sei enumerá-las.
Algumas:
Morte e Vida Severina
Replay
coreografia: A Borboleta sem Asas e Os Saltimbancos
GALERIA METRÓPOLE de Mario Viana
Direção: Paulo Capovilla
Com Rubens de Falco, Rosaly Papadopol, Fernando Neves, Priscilla Carvalho, Paulo Barcellos
Teatro dos Arcos
Rua Jandaia 218 ¿ Bela Vista. Tel: 11 3101-7802
03 de Junho a 25 de Julho de 2004
Quinta a sábado: 21 horas - Domingo: 20 horas - Ingressos Populares R$ 10,00
postado por: NANDA ROVERE 12:13 AM