NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Quarta-feira, Março 24, 2004



Não podia deixar de escrever hoje no blog. Fui no Centro Cultural São Paulo conferir uma palestra com o Alcides Nogueira. Saí de lá super feliz porque tenho a oportunidade de manter contato com um artista - e pessoa tão especial.
O Alcides e a Maria Adelaide já entregaram o último capítulo da minissérie Um Só Coração para a Globo. Isso me dá um misto de alegria e tristeza. Alegria porque eles conseguiram cumprir com o objetivo de homenagear a cidade de São Paulo - uma homenagem cheia de romances e extremamente rica em termos de conteúdo histórico. Tristeza porque logo não terei mais o prazer de acompanhar um programa que me faz sentar na frente da TV e viajar no tempo! A idéia de ambientar a trama entre 1922 e 1954, dando enfoque à cultura, foi muito boa. Ver artistas como Oswald, Tarsila, Anita, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros, como personagens importantes foi (está sendo) um privilégio para quem acompanha a obra. A nossa Arte e a nossa História não são tratadas como "coadjuvantes", mas como elementos centrais!
Confesso que muitas vezes eu tive preconceito com relação aos artistas que fazem TV, mas um trabalho sério como esse prova que é possível, SIM, a realização de programas de alta qualidade na TV. Isso sem contar que a trajetória do Alcides e da Maria Adelaide na Globo sempre foi digna de respeito e aplausos.
Um Só Coração tem várias tramas paralelas e não deve ter sido fácil para os autores costurá-las...Felizmente conseguiram realizar um trabalho bem estruturado. Obviamente, algumas cenas me tocaram mais que outras; alguns atores me agradaram especialmente, mas posso dizer que a minissérie me cativou...
Estar com o Alcides num momento tão importante na sua trajetória profissional, me deixou muito emocionada.
Hoje, 23 de março, meu prazer ao assistir Um Só Coração também foi enorme. Não parei de pensar nas coisas interessantes que o Alcides falou na palestra...Foram quase duas horas de palestra e, com certeza, foi muito proveitoso conhecer mais um pouco sobre os trabalhos do Tide no teatro. A sua paixão pelo palco e o seu talento como escritor (de peças que marcaram a minha vida, tais como Ventania e A Ponte e a Água de Piscina) me animam a lutar para que a dramaturgia brasileira seja cada vez mais valorizada!
No mais, vou continuar acompanhando a minissérie e torcer para que logo o Tide nos brinde com uma nova criação...
Acabei de ver a cena do suicídio do imigrante japonês... Rodolfo o denunciou como espião e ele não suportou a humilhação!
Também acabou de passar uma cena com a judia Lydia (Helena Ranaldi). Que personagem! Após perder o marido, ela chega ao Brasil em busca de tranquilidade, ao lado da filha Raquel (que sonha ser atriz) e do sogro. Acaba um grande amor, mas o surgimento inesperado de seu marido (que ela acreditava estar morto), atrapalha a sua felicidade...
A grande quantidade de personagens poderia ser um problema, mas quanto mais o elenco aumenta, mais a trama cresce!!!! Para não ficar só nos elogios, atesto que no início da minissérie, em virtude da minha mudança para São Paulo, eu assistia somente alguns dias da semana, mas, aos poucos, fui me envolvendo...me envolvendo... não consigo perder nenhum capítulo.

Tide, queria ter desfrutado mais da sua companhia, mas num dia tão especial como este, com certeza, você merece descansar e curtir o prazer de mais uma tarefa cumprida! Espero que logo possamos estar juntos, pois conversar com uma pessoa tão agradável e que conhece muito sobre arte, é uma oportunidade única!


postado por: NANDA ROVERE 12:39 AM

Comments: Terça-feira, Março 23, 2004



Nesta sexta-feira estréia mais um espetáculo com direção do Gabriel Villela: Fausto Zero

Falar de minha paixão pelo trabalho do Gabriel eu nem preciso! Todos os visitantes do meu blog estão cansados de saber que eu o admiro como pessoa e profissional! Estou doida para conferir mais essa criação de um artista que alegra a minha vida!

Fausto Zero é especial porque comemora os 40 anos de profissão da maravilhosa atriz Walderez de Barros. Além disso, estão no elenco outras atrizes que eu admiro muito: Maria do Carmo Soares (outra grande atriz) e Vera Zimmermann (que eu aprendi a admirar nos espetáculos do Gabriel).



Walderez
Foto divulgação


A equipe técnica - como sempre - também é brilhante. A trilha sonora original, por exemplo, foi criada pelo músico Daniel Maia.

DANIEL MAIA estudou na Babaya Escola de Canto em BH. Estava se preparando pra dar aula na escola
quando o Gabriel o chamou para participar do espetáculo Ópera do Malandro...
Daniel participou de vários espetáculos dirigidos pelo Gabriel: Os Saltimbancos (ator e da trilha sonora do Chico Buarque), Gota d' Água (idem), Sonhos de Uma noite de Verão (trilha sonora), Auto da Liberdade - encenada em Mossoró no RN (trilha sonora), Elba Canta Luiz (backing vocal no show). Outros trabalhos de destaque: trilha dos "Collegas" e do infantil de bonecos Lolo Barnabé. Ah!Também fez programação visual de espetáculos (Fausto, inclusive).
Mais um artista mineiro de muito talento brilhando nos palcos paulistanos - e brasileiros!
Toda vez que o Daniel ele trabalha com o Gabriel eu fico muito feliz, pois deve ser o máximo trabalhar em produções tão legais. Sem contar que o Gabriel reconhecer o seu talento é uma prova que o Teatro Brasileiro tem artistas maravilhosos (não só atores, mas músicos, cenógrafos, figurinistas...)

Fico feliz em poder prestigiar o trabalho das pessoas que admiro. DANI, BIEL, MARIA DO CARMO (é um privilégio ser amiga de artistas tão maravilhosos!), WAL, VERA E TODOS QUE PARTICIPAM DE FAUSTO ZERO: MUITA MERDA! VOCÊS MERECEM TODO O SUCESSO DESTE MUNDO!
O DANIEL DISSE QUE O ESPETÁCULO FOI O MAIOR SUCESSO EM CURITIBA. ÊBA! CERTAMENTE TAMBÉM VAI SER EM SP! O ESPETÁCULO TEVE CRÍTICAS EXCELENTES!




Daniel e Cigano no show da Elba Ramalho


"Humor e ironia - Fausto Zero, que estréia no sábado no Espaço Promon em São Paulo tem uma concepção muito particular, com execução coerente do início ao fim, imagens muito bonitas e um delicioso humor feito de pura auto-ironia. Antes mesmo de a peça começar, coxias, urdimentos e maquinarias podem ser vistos pelo público. A idéia de 'revelar' camadas invisíveis perpassa toda a montagem. No prólogo, Walderez de Barros, no papel de Fausto, em excelente atuação, começa a falar em francês.Não é brincadeira gratuita. Pelo filtro dos franceses é que chegou até nós grande parte da literatura européia. Não há cultura alguma sem essas camadas, mais ou menos sedimentadas, de antigas invasões. A relação colônia/metrópole ainda pesa sobre qualquer companhia brasileira que ouse se lançar sobre o Fausto, de Goethe. Villela assume esse 'peso' e faz dele elemento de criação e de humor. No prólogo, sem fingir que fala para uma platéia de sabidos alemães, 'explica' algumas diferenças entre o Fausto Zero ou Urfaust e a versão definitiva de Fausto que o autor escreveria mais tarde. Sobre essa idéia, de ensaio de uma obra vindoura, feita por brasileiros, foi criada essa montagem, que vale ser vista."
BETH NÉSPOLI
http://www.estado.estadao.com.br/editorias/2004/03/23/cad024.html


Dica:
No http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/vejasp/240304/trecho_fausto.html trecho da peça Fausto Zero


SERVIÇO:
Fausto Zero (100min). 14 anos. Espaço Promon (349 lugares). Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1830, Itaim Bibi, 3847-4111. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00 (qui., sex. e dom.) e R$ 40,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/19h30 (ter. a qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 27 de junho. Fonte: Veja SP.

postado por: NANDA ROVERE 2:42 AM

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Outra dica:

MINISSÉRIE UM SÓ CORAÇÃO

Não escrevo faz tempo sobre a minissérie porque estou usando menos o computador (estou com catarata no único olho que vejo a vida rolar: o direito!). REZEM POR MIM!
Mas voltando à minissérie:
Neste momento a história tem como pano de fundo a II Guerra Mundial e está mostrando - com maestria - as tristezas, alegrias e a força dos imigrantes que chegaram em SP em busca de um mundo melhor, mais harmonioso e seguro!
Outro destaques é o Edson Celulari como Ciccilio Matarazzo. Muito legal!
Assisto Um Só Coração desde o início e considero este momento o mais interessante. A trama está bem construída/escrita, os atores estão crescendo nos seus papéis e as histórias ficando cada vez mais interessantes. Até agora destaco as cenas da Revolta dos Tenentes e a Revolução de 32.
Não poderia deixar de elogiar, mais uma vez, o trabalho do Léo Pacheco como Samir! Apaixonado por Maria Luisa (Letícia sabatella), Samir vive um dilema: perdoar ou não Maria Luisa por esta ter escondido parte do seu passado( uma filha com o pintor Madiano). Vale ressaltar que foi Samir que pagou uma bolsa de estudos para Madiano na Europa, para afastá-lo de Maria Luisa!
Fico emocionada quando vejo o Léo na TV (ele certamente sabe o quanto eu o admiro).
O Tide e a Maria Adelaide estão realizando um belo trabalho!

Dica: Exposição de fotos de Sampa no Sesi: Paulista, 1313. IMPERDÍVEL!
A exposição e a minissérie se constituem em interessantes maneiras para se conhecer um pouquinho sobre a cidade São Paulo!
Alguns Historiadores consideram que falar sobre História via uma obra de ficção não é pertinente. Ora, obviamente a História de SP não é o único foco de Um Só Coração, mas a dosagem folhetim/História de SP está sendo muito bem feita.

postado por: NANDA ROVERE 2:37 AM

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TRÊS REPORTAGENS SOBRE FAUSTO:

PS: No end http://www.festivaldeteatro.com.br/ftc_2004_site/programacao_leiamais.asp?id=1331 vcs acharão reportagens super legais sobre o espetáculo!

Uma longa estrada até Fausto
As cortinas já estavam abertas e as luzes do palco acesas quando tocou o terceiro sinal que anunciava a estréia da peça "(Urfaust) Fausto Zero", dirigida por Gabriel Villela, na última sexta-feira, no Teatro Guairinha, no 13º Festival de Teatro de Curitiba. Nesse momento, entram em cena três personagens: Fausto, vivido por Walderez de Barros, Mefistófeles, pelo italiano Alvise Camozzi, e o próprio autor do texto, Goethe, por Nicolas Röhrig. No centro do palco, a atriz que vive o célebre personagem solta: "40 anos...". Faz uma pausa e prossegue com um "boa noite", dando início ao espetáculo propriamente dito. A frase de abertura, como ela própria disse mais tarde, em entrevista, foi uma brincadeira. "Não vou fazer isso sempre, fiz de gozação porque gosto do deboche." Walderez de Barros, 63, completou 40 anos de vida dedicada aos palcos em dezembro do ano passado, quando já ensaiava esse espetáculo. A estréia foi também uma celebração dessa vida de batalha em bastidores, em casa e sobre os palcos do país em prol do teatro. Agora vive um personagem clássico e mitológico, pelo qual a atriz tem uma grande afeição. "O `Fausto' é um trabalho que resume um pouco os meus interesses no teatro, é uma obra de ruptura que busca a renovação da linguagem teatral. Essa história de 40 anos é bobagem, é apenas uma data, mas foi o Gabriel (Villela) que quis fazer esse gesto de delicadeza. O personagem e o espetáculo são um presente, uma regalia e um privilégio"



Pela dimensão humana, palco é preferido

Ao longo de várias xícaras de café e cigarros, Walderez de Barros, no restaurante do hotel onde estava hospedada, em Curitiba, falava pausadamente, com natural simpatia e nem de longe transparecia se gabar de sua importância histórica para o teatro brasileiro. "Sou uma amadora, não tenho compromisso com o profissionalismo no sentido de planejar uma carreira, acho importante experimentar sempre. Nunca separei a vida do palco." Relacionando sua vida com algumas das questões evocadas pela peça, Walderez fala sobre a liberdade tão almejada pelo personagem e que lhe custou a alma. Ela diz que "a liberdade é você conhecer e aceitar os limites que te condicionam. Sou filha de pai ferroviário e mãe costureira, nasci em Ribeirão Preto e não posso fugir dessa herança", conta. A atriz foi para São Paulo em 1960 para estudar filosofia. Cursou alguns semestres na rua Maria Antônia, onde funcionava a Faculdade de Filosofia da USP e era referência para a efervescente intelectualidade engajada do início da década de 60. "Não terminei o curso porque era mais interessante ficar no bar do Zé da Esquina", lembra. Nessa época, participou do Centro Popular de Cultura (CPC) e começou a fazer teatro, mais como forma de atuação política do que propriamente como veículo artístico. Aos poucos, porém, foi se envolvendo mais e mais com o universo teatral. Walderez se casou com o dramaturgo e diretor Plínio Marcos, em 1963, com quem teve três filhos. Nesse período, tiveram diversos espetáculos censurados. "Tudo que se fazia era uma forma de resistência", conta ela que teve que esperar dez anos para ver a peça "Abajur Lilás" ser encenada.


www.otempo.com.br


Fausto Zero" estréia em Curitiba

Sábado, 20 de março de 2004, 16h37

A estréia de Fausto Zero, de Gabriel Vilella, nesta sexta-feira, no 13º
Festival de Teatro de Curitiba, foi marcada por uma grande expectativa. A
peça celebra os 40 anos de carreira de Walderez de Barros, que dá vida ao
personagem de Goethe, e contracena com Vera Zimmerman, Cleide Queiroz, Maria
do Carmo Soares, Alvise Camozzi e com o modelo Nicolas Röhrig, fazendo sua
estréia como ator.
A platéia, que contou com a presença do ator Luís Mello e do diretor geral
do FTC, Victor Aronis, reagiu bem à estréia e deixou o riso correr solto.
Uma Walderez de Barros extremamente à vontade no seu ofício tinha motivos de
sobra para comemorar. "40, 40...", suspirou a atriz ao pisar no palco,
fazendo uma citação ao motivo da "festa". Já era o personagem? Era a atriz?
Era a atriz começando a dar vida a Fausto, realizando um sonho pessoal de
embarcar nesse projeto.

Todos os atores estão bem na montagem. Nicolas Röhrig, dando os primeiros
passos como ator, faz um "apoio" sincero e se sai bem, já que não é exigido
muito dele. O italiano Alvise Camozzi faz um Mephisto correto, dividindo
boas cenas com Walderez de Barros. Vera Zimmerman surpreende como a heroína
romântica Margarida, que mata o filho afogado logo depois do nascimento, em
um ato de desespero. A cena do afogamento, aliás, é a mais forte e carregada
de beleza cênica.

Tudo gira em torno de Walderez de Barros. "O espetáculo é uma celebração a
uma atriz que não vendeu sua alma ao Diabo. A Walderez é uma escola para
todos nós", falou o diretor Gabriel Vilella, na manhã da estréia. O público,
em sua maioria admirador da atriz e do teatro de Vilella, estava no clima
das homenagens, mas ganhou "de quebra" um presente de Maria do Carmo Soares.
Interpretando os personagens episódicos, como o Espírito da Terra, o
estudante e a vizinha Marta, a atriz deu um show à parte e foi aplaudida em
cena aberta. A única, aliás, que recebeu essa retribuição do público.

Show à parte também é o cenário, o mais grandioso das peças da Mostra
Contemporânea no Festival de Curitiba desse ano. Os figurinos e algumas
inovações cênicas, típicas de Gabriel Vilella, também chamaram a atenção. Se
em alguns momentos, a peça chega perto do abismo do tédio, em sua maior
parte ela desperta a curiosidade por causa de atitudes criativas em cena. A
tampa de um copo de plástico virar uma lua e fantasmas assustadores não
passarem de panos brancos sendo balançados no ar fazem a diferença e
despertam o sentimento lúdico. Posteriormente, despertam o riso, o que torna
a peça leve, mesmo que se trate de um Goethe.

Fausto Zero será reapresentada no FTC neste sábado e domingo, às 20h. As
apresentações serão no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha). Os
ingressos para todas as sessões estão esgotados.
Redação Terra

Leia esta notícia no original em:
Terra - Diversão
http://diversao.terra.com.br/interna/0,,OI281927-EI1539,00.html



Walderez de Barros trocou novela por peça

Sexta, 19 de março de 2004, 14h38

A paixão pelo teatro falou mais alto e Walderez de Barros recusou o convite
para fazer uma novela na Globo. A atriz foi convidada para ser a mãe da
personagem de Vanessa Giácomo em Cabocla, com estréia prevista para o dia 10
de maio, mas negou o papel por causa do espetáculo teatral Fausto Zero.
Dirigida por Gabriel Vilella, a peça estréia nesta sexta-feira, no Festival
de Teatro de Curitiba.
"A Walderez tem a radicalidade de dizer não", afirmou Gabriel Vilella. "É um
não muito sério. Todos estamos com vontade de dizer esse não o tempo todo,
mas nem todos conseguem."

Walderez de Barros, por sua vez, aponta Vilella como um dos maiores motivos
para ela se dedicar de corpo e alma ao projeto. "É fascinante trabalhar com
o Gabriel. Ele é uma das pessoas mais criativas que eu conheço. Foi ele quem
me deu de volta o prazer de fazer teatro, que estava adormecido", explica.

"Por isso que eu estava fazendo televisão. Se fosse para fazer tudo igual,
eu teria ficado fazendo TV: ganho muito mais e trabalho bem menos", completa
a atriz, cujo trabalho mais recente na Globo foi em Mulheres Apaixonadas.

Fausto Zero, de Goethe, conta a história do homem que fez um pacto com o
Diabo em troca de uma vida cheia de novos prazeres. "Nesse mundo em que
vivemos, todos os dias são feitos pequenos pactos. A todo o momento há um
Mephisto na nossa frente dizendo o quanto devemos abrir as pernas para
realizar um sonho", define Walderez de Barros.

A peça também traz no elenco a atriz Vera Zimmerman, além de Cleide Queiroz,
Maria do Carmo Soares e Nicolas Röhrig.
Redação Terra

Leia esta notícia no original em:
Terra - Diversão
http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI281532-EI1118,00.html

postado por: NANDA ROVERE 2:20 AM

Comments:

OUTRO ESPETÁCULO QUE EU INDICO:

MEMÓRIAS DO MAR ABERTO ¿ MEDÉIA CONTA SUA HISTÓRIA, de Consuelo de Castro. Drama. Nas palavras da própria autora, trata-se de uma versão radicalmente livre da Medéia de Eurípedes, tragédia escrita em 431.a.C. Ao flagrar Jasão (Cassio Scapin) em adultério, Medéia (Leona Cavalli) junta-se a Amo (Gustavo Trestini) para arquitetar sua vingança e se defender da tirania do rei Creonte (Francarlos Reis), que não cansa de assediá-la sexualmente. Em vez de matar os filhos para punir o companheiro traidor, como na versão original, ela faz de tudo para protegê-los. Com Rubens Caribé e Vanessa Bruno (105min). 16 anos. Teatro Sérgio Cardoso ¿ Sala Sérgio Cardoso (886 lugares). Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, 288-0136. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 15h/19h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Até 4 de abril. FONTE: Veja SP

EU ASSISTI E DIGO: A LEONA ESTÁ MARAVILHOSA NO ESPETÁCULO1 TODO O ELENCO MERECE ELOGIOS!

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SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
OFICINA DA PALAVRA - CASA MÁRIO DE ANDRADE

CONVIDAM

PROJETO PALAVRA EM CENA
O CRIME DO PADRE AMARO
Adaptação e interpretação: Olayr Coan
Direção: Darcy Figueiredo
17/03 ¿ às 20:00hs
Entrada franca - lotação: 40 lugares
retirar convite com uma hora de antecedência



P r ó x i m a s a t r a ç õ e s :
3 A T O S
Concepção geral e atuação de Vanderlei Bernardino, Roberto Audio e Luciana Schwinden; cenário de Marcos Pedroso e Figurino de Fábio Namatame.
Coordenação: Roberto Audio e Vanderlei Bernardino
24/03/2004 ¿ às 20:00hs



S E R T Ã O S E R T Õ E S S Ã O
Musical em homenagem ao "Os Sertões" de Euclides da Cunha. A adaptação do texto, direção e coreografia são de Telma Dias com a participação e direção musical do músico Gereba.
Coordenação: Robson Vellado
31/03/2004 ¿ 20:00hs



R E P E R T Ó R I O B E C K E T T - M I X
Projeto que engloba a apresentação de três obras de Samuel Beckett: "Vaivém", "Improviso de Ohio" e "Catástrofe" com direção de Lenerson Polonini e com a Cia Nova de Teatro Modermo (Carina Casuscelli, Sérgio Portela, Joel Simil, Sandro Gaspar, Alessandra Cavagna e Joice Feitosa). Música de Danilo Tomic.
Coordenação: Lenerson Polonini
07/04/2004 ¿ 20:00 hs



H Á U M I N C Ê N D I O S O B A C H U V A R A L A
O texto de Vera Karam, sob a direção de Ary França, nos mostra três textos curtos que têm em comum a fuga da solidão.
Coordenação: Flávia Garrafa e Suia Legaspe
14/04/2004 ¿ às 20:00hs



F E R R O E M B R A S A
O texto de Antonio Sampaio sob a direção de Fernando Neves, com atuação de Alex Grulli, Carol Badra, Carlos Ataíde, Eduardo Reyes, Kátia Daher, José Roberto Jardim, Newton Moreno, Maria Stela Tobar, Marcelo Andrade e Silvia Poggeti.
Coordenação:Carol Badra
28/04/2004 ¿ às 20:00h

Oficina da Palavra - Casa Mário de Andrade
3666.5803 e 3826.4085
Rua Lopes Chaves, 546, Barra Funda - São Paulo
of.palavra@ig.com.br


postado por: NANDA ROVERE 2:19 AM

Comments: Domingo, Março 07, 2004



SATYROS NEWS
11/12/2003

Alguns caminhos científicos se abrem para o treinamento do ator

por Ivam Cabral

Alguns dos grandes avanços realizados por Stanislavski na compreensão dos
mecanismos de preparação do ator deram-se devido ao estudo da - então
revolucionária e jovem - teoria freudiana e da aplicação de exercícios
práticos que a ratificavam. Alguns dos princípios propostos no Teatro da
Crueldade de Artaud também estão amplamente fundamentados nas teorias
psicanalíticas. Toda a reflexão de filosofia do teatro e de preparação do
ator brechtiana é baseada na obra marxista. Estes são alguns dos exemplos de
como o teatro se utilizou do avanço do conhecimento humano em outras áreas
para expandir as suas próprias potencialidades.

Hoje, os imensos avanços da ciência, em campos como a física, a genética e a
química, vem despertando questionamentos fundamentais nas áreas da
filosofia, da ética, do direito e das ciências sociais. No entanto,
observa-se uma indiferença inexplicável dos artistas das áreas cênicas em
relação a eles. Como estes avanços podem contribuir para o aprimoramento do
ator?

No campo da neurobiologia, por exemplo, o médico português, radicado nos
Estados Unidos, António Damásio elaborou o mapa da alegria e da tristeza,
registrando através de vídeo, reações químicas derivadas do sistema
neurofisiológico do cérebro. Numa experiência levada a cabo durante dois
anos, o investigador português radicado nos Estados Unidos pediu a 41
pessoas que se lembrassem de momentos alegres e tristes em suas vidas, tendo
registrado as modificações cerebrais produzidas durante as recordações.
Damásio utilizou-se de uma técnica de imagens que permite localizar a
atividade cerebral in loco. A alegria, por exemplo, ativa determinadas
zonas - o córtice pré-frontal, o hipotálamo e o tronco cerebral -, enquanto
a tristeza as desativa.

As variações de humor, os estados de alma, deixam assim de pertencer ao
domínio da filosofia. Damásio explica que numa emoção-tipo, algumas regiões
cerebrais enviam comandos químicos e neuronais para quase todas as partes do
corpo, produzindo uma mudança global no estado do organismo.

A pesquisa de Damásio desafia os dualismos tradicionais do pensamento
ocidental - mente e corpo, razão e sentimento, explicações biológicas e
explicações culturais -, e pretende oferecer uma visão científica e
integrada do ser humano, sugerindo hipóteses inovadoras sobre o
funcionamento do cérebro humano.

Damásio verifica em seu trabalho que cada tipo de emoção tem uma zona
precisa do córtice que envia comandos para todas as partes do corpo,
enfatizando a proximidade das conexões anatômicas e fisiológicas entre cada
emoção e a regulação do estado interno do organismo.

Em O Mistério da Consciência (Companhia das Letras, 459 págs., R$ 48,00),
Damásio afirma: "Durante as emoções, neurônios localizados no hipotálamo, no
prosencéfalo basal e no tronco cerebral liberam essas substâncias químicas
em várias porções mais rostrais do cérebro e, assim, transformam
temporariamente o modo de funcionamento de muitos circuitos neurais. Entre
as consequências típicas do aumento ou da diminuição na liberação desses
transmissores inclui-se a sensação de prazer ou desconforto que permeia a
experiência mental. Essas sensações fazem parte de nosso sentimento de uma
emoção.

Foi a primeira vez que regiões cerebrais ativadas por emoções foram
localizadas com tal precisão. As dúvidas sobre os diferentes estados de alma
vêm de longa data e os neurocientistas do século passado já se interrogavam
sobre essas variações de humor. Mas os trabalhos que produziam não dispunham
das possibilidades técnicas que os finais do século XX conheceram. O cérebro
foi estudado a partir de lesões cerebrais até aos anos 40, época em que, por
força do desenvolvimento da neurofisiologia, da neurofarmacologia e da
neuroquímica, este método passou a ser secundário. E a razão era que esse
estudo dependia da autópsia. Só podia haver confirmação do que de fato se
havia passado muitos anos depois, quando o doente falecia.

Apesar destas limitações, os neurocientistas do século XIX e de grande parte
deste século foram estabelecendo uma cartografia cerebral. O mapeamento era,
porém, aproximativo. Nos últimos anos, o equipamento PET, uma espécie de
scanner, permitiu aos cientistas observar os fenômenos do cérebro ao
executar uma série de funções.

E o que aconteceria se os avanços da neurobiologia pudessem ser conhecidos e
utilizados na preparação e treinamento do ator? Como seria se o ator pudesse
mapear o seu cérebro e descobrir exatamente de onde vem a sua emoção e quais
exercícios de treinamento seriam mais eficazes para ativá-la? Isso poderia
fazer dele um ator melhor, um profissional mais preparado? Alguns acadêmicos
de vanguarda começam a estudar com afinco este universo fascinante e sua
aplicação prática ao trabalho do ator.

Afinal, compreender que a falta de emoção e sentimento pode destruir a
racionalidade, como propõe Damásio, pode ser fundamental no processo
criativo. Na visão inovadora do neurologista, sentimentos e emoções são uma
percepção direta de nossos estados corporais e constituem um elo essencial
entre o corpo e a consciência.

ivamcabral@uol.com.br

postado por: NANDA ROVERE 1:29 AM

Comments:

Shows maravilhosos em BH

GRANDE TEATRO DO PALÁCIO DAS ARTES
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro - fone: 3237-3799)

* Dia 18 de março - show "Brasilêro" com o Trio Amaranto. Ingressos: Platéia
1 - R$ 60; platéia 2 - R$ 40 e Superior - R$ 30. Meia-entrada para
estudantes menores de 18 anos e quem doar 1 quilo de alimento não perecível.

* Dias 19 e 20 de março _ show de Flávio Venturini, para lançamento do álbum
"Por que Não Tínhamos Bicicleta?" Ingressos: R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia).

Pessoal, Flávio e Amaranto no mesmo final de semana em BH é um privilégio!
O Flávio nem preciso dizer o quanto o admiro, mas as meninas do Amaranto (3
irmãs), possuem vozes divinamente belas!



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O novelista Silvio de Abreu comenta sua obra na próxima
quinta-feira, 11.03, no CCBB de SP, na abertura da série
mensal "Encontros com a TV Brasileira".

A entrada é franca.

Para fotos ou entrevista, é só escrever
(imprensasp@ietv.org.br) ou ligar (11 3819-4929).

João Batista de Souza
Assessoria de Imprensa/ Instituto de Estudos de Televisão


NOVELISTA SILVIO DE ABREU ABRE SÉRIE

"ENCONTROS COM A TV BRASILEIRA" NO CCBB

Debates com grandes nomes da televisão promovidos pelo
Centro Cultural Banco do Brasil e o Instituto de Estudos da Televisão terão
periodicidade mensal, a partir da quinta-11/03

Autor de retratos comportamentais contundentes como "Rainha da Sucata" e de
fenômenos de audiência como "A Próxima Vítima", o novelista Silvio de Abreu
é o convidado de abertura da série "Encontros com a TV Brasileira", dia 11
de março, quinta-feira, às 19h, no CCBB paulista. A entrada é franca
(mediante ingresso distribuído a partir das 18h30. Vagas limitadas: 80
lugares).

Responsável atualmente pela supervisão do texto da nova novela global, "Da
Cor do Pecado", Silvio de Abreu iniciou sua trajetória na TV Tupi em 1977,
com a adaptação de "Éramos Seis", feita em parceria com Rubens Ewald Filho).

Nas últimas três décadas, esteve por trás de grandes sucessos da
teledramaturgia nacional. Doze das 13 novelas que escreveu foram produzidas
na TV Globo, assim como sua única minissérie, "Boca do Lixo"(1990). "Éramos
Seis" chegou a ganhar um "remake" no SBT, em 1994.

Encontros com a TV Brasileira

Realizado em parceria pelo CCBB e o IETV, o projeto "Encontros com a
Televisão Brasileira" tem periodicidade mensal, sempre na segunda
quinta-feira de cada mês. Seu objetivo é discutir o viés artístico, ético,
estético, técnico e econômico do veículo mais influente na cultura
brasileira.

Os debates enfatizam as potencialidades criativas e a responsabilidade
social da televisão. Reunirão, até dezembro, alguns dos nomes mais
expressivos de recortes variados da produção televisiva nacional.

O Instituto de Estudos de Televisão é uma organização sem fins lucrativos
dedicada ao estudo e aprimoramento da produção e da cultura televisivas. Sua
missão é encorajar a pesquisa e a discussão de linguagens, formatos, temas e
abordagens do principal meio de comunicação de massa do país.

O mais inquieto e debochado novelista paulista

Silvio de Abreu é o mais paulista dos autores de telenovela - e certamente
um dos mais inquietos, em seu esforço contínuo por alargar as barreiras do
gênero.

Iniciou sua carreira artística como ator. O primeiro trabalho como novelista
deu-se em 1977, quando foi contratado pela então TV Tupi para adaptar para a
televisão o livro de Maria José Dupré, "Éramos Seis". Desde então, tudo que
leva sua assinatura carrega a marca da inovação ou da renovação.

A estréia na TV Globo seria em 1978, com a novela "Pecado Rasgado", mas a
consagração viria cinco anos depois, com "Guerra dos Sexos" -uma
bem-sucedida experiência com as possibilidades do humor, fosse ele sutil ou
rasgado, aparentado do pastelão. Com ela, tirou a comédia do núcleo
secundário da trama e a projetou para o primeiro plano, ditando o tom geral
da obra.

Embora a maior parte de sua obra esteja vinculada ao horário das sete da
noite (em sucessos como "Cambalacho" e "Sassaricando", entre outros),
mostraria com "Rainha da Sucata" que era possível aliar comédia e drama com
sucesso também na trama das oito. "Rainha da Sucata" retratou a ascensão dos
"novos ricos" e a relação conflituosa dos emergentes com os costumes e
valores aristocráticos da elite de então.

"Éramos Seis" insinuaria, em 1994, uma reviravolta que ficou pelo caminho. A
compra dos direitos de regravação por Silvio Santos era o primeiro passo da
tentativa de consolidar um núcleo de teledramaturgia no SBT. A resposta da
audiência mostrou que Silvio Santos tinha dado uma tacada certa, embora três
novelas depois o núcleo tenha sido desarticulado.

No ano seguinte, com a global "A Próxima Vítima", o autor mobilizaria o
Brasil inteiro em torno de um enredo policial intrigante, transformando em
conversa de bar de cada esquina do país as especulações sobre as motivações
do criminoso ou quem estaria na mira naquela semana.

Na polêmica "Torre de Babel" Silvio se debruçaria, com admirável realismo,
sobre a violência que assombra a sociedade brasileira _e a complexidade das
relações humanas, por meio de personagens capazes de amar e matar ao mesmo
tempo, para além dos maniqueísmos habituais.

A mais ousada proposta de Silvio de Abreu é também a mais recente: "As
Filhas da Mãe", uma espécie de cordel urbano com personagens excêntricos e
pares românticos nada convencionais, em que o enredo dos vários núcleos era
costurado por um narrador que cantava rap.

Silvio de Abreu empreende uma busca contínua por temas, tramas e autores
diferenciados. Seus cursos de roteiro têm sido fontes preciosas na busca de
novos talentos.

É neste processo que acaba de revelar João Emanuel Carneiro, um de seus mais
recentes colaboradores. Projetado a partir do trabalho como roteirista do
filme "Central do Brasil", Carneiro acaba de estrear como autor de novela na
nova trama global das sete, "Da Cor do Pecado". Mas a mão forte (mesmo
quando leve) de Silvio de Abreu permanece lá, em seu papel ativo de
supervisor.

Comédia escrachada, drama realista, enredo policial, cordel urbano,
capacidade de atrair parceiros afinados com seu estilo abusado... Seja qual
for o desafio, Silvio sempre estará se aventurando em novas possibilidades
dramatúrgicas.

É, enfim, um autor preocupado em renovar a telenovela, em encontrar novas
formas de contar histórias e novas histórias para serem contadas. Sempre com
muita graça -o que não deixa de ser uma maneira de ser crítico.

Carol Agabiti

Pesquisadora do IETV

AUTOR ESCREVEU 13 NOVELAS E UMA MINISSÉRIE

"Éramos Seis" (1977, Tupi, com Rubens Ewald Filho)

"Pecado Rasgado" (1978/ 1979, Globo)

"Plumas & Paetês" (1980/ 1981, Globo - parcial)

"Jogo da Vida" ( 1981/ 1982, Globo)

"Guerra dos Sexos" (1983, Globo)

"Vereda Tropical" (1984/ 1985, Globo, com Carlos Lombardi)

"Cambalacho" (1986, Globo)

"Sassaricando" (1987/ 1988, Globo)

"Rainha da Sucata" (1990, Globo)

"Boca do Lixo" (1990, Globo - minissérie)

"Deus nos Acuda" (1992/ 1993, Globo)

"Éramos Seis" (1994, SBT - regravação da novela original)

"A Próxima Vítima" (1995, Globo)

"Torre de Babel" (1998, Globo)

"As Filhas da Mãe"(2001/ 2001, Globo)

SERVIÇO

Encontros com a TV Brasileira - Silvio de Abreu

Data: Quinta-feira, 11 de março

Horário: 19h
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Álvares Penteado, 112, Centro
(próximo às estações Sé e São Bento do Metrô).
Data e horário de funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 21h
Entrada franca (os ingressos começam a ser distribuídos meia-hora antes do
início)
Lotação: 80 lugares
Tempo estimado de duração do debate: 90 minutos
Telefones para Informações: (11) 3113-3651 e (11) 3113-3652
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (Ed. Zarvos).
Transporte gratuito com o patrocínio do Seguro Ouro Auto.
Ar condicionado.
Acesso para pessoas com deficiências físicas.

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Galpão Cine Horto traz série de atrações



Maria Teresa de Paula
Repórter

O Galpão Cine-Horto está com programação variada. Sob coordenação de Rita
Clemente, acontece, hoje e amanhã, a III Mostra do Curso de Teatro do Galpão
Cine-Horto. Serão apresentados os trabalhos resultantes do Curso de Teatro
Intensivo de Férias em duas sessões diárias, às 17 horas e 19h30, nas quais
o público poderá conferir a diversidade dos trabalhos em textos clássicos de
autores como Ionesco, Tchecov e Murilo Rubião. Tem ainda o Grupo de Estudos,
com "Si, Vamos al Cine" e Exercício Nº 2", nos mesmos dias e horários.
Entre os dias 18 e 21 de março, a peça "A Vida é Sonho", da turma de
formandos de 2003 do Oficinão do Galpão, retorna ao cartaz no Cine Horto, de
quinta a sábado, às 21 horas, e domingo, às 20 horas. Outra novidade é o
projeto "3x4" que volta à ativa, apresentando o espetáculo "Sonetos de
Areia", com o grupo "Labapi Teatro, entre os dias 13 de março e 4 de abril,
aos sábados, às 20 horas, e domingos, às 19 horas. E não é só: em abril, a
Armazém Cia. de Teatro, do Rio de Janeiro, faz curta temporada no Galpão
Cine Horto em data ainda a ser definida. O espetáculo será "Casca de Noz",
com direção de Paulo Morais.
A Gruta - palco alternativo anexo ao Galpão Cine Horto _ mantém a peça Casa
das Misericórdias, com a Maldita Companhia, que apresenta-se entre os dias 5
e 21 de março, em horário ainda a ser definido. Outras produções vinculadas
aos projetos do Galpão Cine Horto, são "Tabu", com o grupo Trama e "Nesta
Data Querida", com a companhia Luna Lunera, que comparecem em outros palcos.
A primeira para a Sala João Ceschiatti, no Palácio das Artes, entre os dias
1º e 25 de abril, e a segunda, para o Teatro da Cidade, de 12 de março a 18
de abril. Preços dos ingressos e horários também estão sendo definidos.
Informações podem ser conseguidas nos próximos dias nos telefones: (31)
3481-5580 ou 3463-9186.

http://www.hojeemdia.com.br/sec/hoje.cgi?funcao=L&codigo=c001&data=0306&anop
esq=2004


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-FIT - Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo
Horizonte
A Secretaria Municipal de Cultura realizará de 18 a 29 de agosto de 2004 a
7ª edição do FIT - Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo
Horizonte. Esta será uma edição especial comemorativa aos 10 anos do
Festival.
Este evento se insere, no contexto teatral, como um dos maiores e mais
importantes festivais de teatro realizados no Brasil. Neste momento este
Festival passa por uma série de mudanças administrativas e conceituais.
Vimos através desta apresentar sua nova coordenação composta por Marcelo
Bones - Coordenador Geral e Bya Braga e Guilherme Marques - Coordenadores
Adjuntos.
Informamos que já estamos recebendo materiais de espetáculos para a seleção.
Favor enviar uma fita de vídeo, contendo todo o espetáculo, de preferência
sem edições e outros materiais que julgar importante, para o endereço
abaixo.

Atenciosamente,

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
:: Rua Sapucaí, 571, 1º andar, Floresta, Belo Horizonte, MG, CEP 30150-050
:: Fone: (31) 3277-4366 :: E-mail: fitbhsec@pbh.gov.br

ATENÇÃO: A data limite para postagem de material é dia 15 de março de 2004

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CHAMEM OS CLOWNS - por Ligia Maria Ruvenalth

Chamem os clowns (nossos palhaços) são as multiplicações e o conjunto de
ações com que despertamos o riso em cada espectador.
Vagas: 20
Início: 06/03/2004
Sábados - das 15h às 18h
Valor: R$ 50,00 mensais

DANÇA E EXPRESSÃO PARA ATORES - por Einat Falbel (Naná)

Preparação para atores com enfoque em dança, baseando-se na técnica clássica
e na improvisação do movimento que possibilita o aprimoramento corporal e
expressivo.

Vagas: 18
Início: 04/03/2004
Quintas-feiras - das 19h30 às 22h
Valor: R$ 50,00 mensais

Einat Falbel é atriz e bailarina. Professora de interpretação e expressão
corporal para atores no Teatro Escola Macunaíma. Integrou o elenco do Grupo
TAPA e Cia. do Feijão. Atualmente em cartaz com o espetáculo infanto-juvenil
"A Alma sem menino" e preparando seu novo trabalho na Confraria das Pequenas
Mentiras.
Informações:

Espaço Cultural Pindorama
Sede da Cia. Antropofágica Teatro do Avesso (Grupo Vira-lata)

Rua Barra Funda, 555 - Barra Funda (próximo ao metrô Marechal Deodoro)
São Paulo/SP - CEP: 01152-000
Tel.: (11) 3668-5823
Funcionamento: Segunda à sexta das 14h às 22h / Sábado das 14h às 18h

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Peça com Regina Duarte é encenada em RC Rio Claro 20/2/2004

(Eu fiquei irritada com a Regina no episódio referente ao "medo do Lula",
mas a admiro como atriz!
http://www.guiarioclaro.com.br/
Em Coração Bazar, a atriz Regina Duarte apresenta ao público textos que a
influenciaram fortemente.

A peça traz uma compilação de autores como Drummond, Adélia Prado, Florbela
Espanca, Fernando Pessoa, Cecília Meirelles, Millôr Fernandes, Clarice
Lispector e Drauzio Varella.

Dirigido por José Possi Neto, o espetáculo apresenta ao público seis
mulheres: uma atriz, uma feminista, uma sábia moradora de rua, uma
apaixonada cheia de volúpia, uma mal-humorada e uma mulher simples.

Não se trata, no entanto, de uma visão estritamente feminina. "A peça fala
da vida, do amor, da paixão, da necessidade de conhecimento", explica Regina
Duarte. "Queria dividir com o público aquilo que me ajudou a resolver meus
impasses", conta.

A idéia da peça surgiu depois de um sarau na casa da atriz, no ano passado,
quando Possi sugeriu que ela recitasse poemas no palco. Aos versos foram
incorporados textos em prosa, resultando na atual seleção. "Não há nenhum
depoimento pessoal, mas o tom é bastante autoral", diz.


Serviço

Data:
13 e 14/3

Horário:
sábado às 21h e domingo às 20h30

Ingresso:
R$ 15 (estudantes e aposentados); R$ 20 (antecipados até dia 12); R$ 25
(com bônus); R$ 30 (no dia)

Local:
Centro Cultural Roberto Palmari

Endereço:
Rua 2 n° 2880
Bairro
Lago Azul

Cidade:
Rio Claro

Telefone(s):
19 3532-4104/3532-4106/3532-4115/533-5565

Contato:
Sr. Joel Martini

cultural@claretianas.com.br

e-mail:
cc.pmrc@guiarioclaro.com.br


postado por: NANDA ROVERE 1:27 AM


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