NANDA ROVERE CULTURAL

Valorização da cultura brasileira



Comments: Domingo, Fevereiro 29, 2004



Acabei de chegar do Teatro Municipal, onde fui com uns amigos ver peça de outro amigo meu - A Mulher do Trem Pela terceira vez!).
O teatro é LINDO, mas na TV ele parece bem maior, a platéia parece bem maior! Só conhecia o sagão do teatro e fiquei muito emocionada!

Sobre o teatro:
www.patrimoniosp.com.br/sampa_teatromunicipal.html

E para os preguiçosos que ainda não leram :

http://www.baraoemrevista.org/teatro/default.asp?ncont=958
A Mulher do Trem - Uma divertida homenagem ao Circo-Teatro

http://www.baraoemrevista.org/teatro/default.asp?ncont=950
Entrevista com o Edu, ator da Mulher do Trem


Acabei de publicar mais um texto

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1295

Sobre a cantora mineira Ana Cristina



postado por: NANDA ROVERE 10:39 PM

Comments: Terça-feira, Fevereiro 24, 2004



Ainda não terminei completamente a minha mudança, por isso estou um pouco
afastada do blog. Hoje coloquei algumas coisinhas....

postado por: NANDA ROVERE 10:12 PM

Comments:

DICAS DE SITES E TEXTOS:

http://www.satyros.com.br/teatro_veloz.asp?id_teatroveloz=1
Uma Operação Complexa, por Ivam Cabral

www.falandode.zip.net.
Entrevista com André Valli

www.ziriguidum.zip.net
Blog

OLHOS LIVRES:
http://olhoslivres.weblogger.terra.com.br/

REDUTO DO CARLÃO:
http://doiscorregos.blog.uol.com.br/
Blogs do cineasta CARLOS REICHENBACH


postado por: NANDA ROVERE 10:12 PM

Comments:
Mostra São Paulo de Teatro ¿ Programação de 26/2 até 07/3/2004

Informações: DEPARTAMENTO DE TEATRO - SMC
Av. São João, 473 - Centro - Fone: 3334-0001 ramal: 1908

EspetáculoGrupo/ArtistaLocalHorário
26/2 (quinta)
AberturaNau de ÍcarosPça Patriarca16:00
Os Sertões ¿ A TerraOficina Uzyna UzonaTeatro Oficina18:00
QuadrantePaulo AutranTheatro Municipal21:00
27/2 (sexta)
Aqui não, PantaleãoCia. PavanelliBoul. São João13:00/17:00
As Nuvens e/ou Um Deus...ParlapatõesTheatro Municipal18:00/21:00
28/2 (sábado)
HysteriaGrupo XIX de TeatroVila Maria Zélia16:00
O ÍndioPessoal do FaroesteTeatro João Caetano16:00
Ânsia3 de SangueTheatro Municipal18:00/21:00
A Frente Fria que a Chuva TrazCemitério de AutomóveisTeatro Ágora21:00
Mercado do GozoCia. do LatãoGalpão do Folias21:00
MacbethFábrica São PauloTeatro Fábrica São Paulo21:00
29/2 (domingo)
HysteriaGrupo XIX de TeatroVila Maria Zélia16:00
As Roupas do ReiBendita TrupeTeatro João Caetano16:00
A Mulher do TremOs FofosTheatro Municipal17:00/20:00
A Frente Fria que a Chuva TrazCemitério de AutomóveisTeatro Ágora20:00
Mercado do GozoCia. do LatãoGalpão do Folias20:00
MacbethFábrica São PauloTeatro Fábrica São Paulo20:00
01/3 (segunda)
A Quadratura do CírculoFarândola TroupeVl. Anhangabaú13:00/17:00
A Revolta da ChibataTeatro União Olho VivoTheatro Municipal21:00
02/3 (terça)
Sarau do CharlesCia Raso da CatarinaLargo Paissandú13:00/17:00
CabaréCentral do CircoTheatro Municipal18:00/21:00
03/03 (quarta)
No Olho da RuaCirco NavegadorVl. Anhangabaú13:00/17:00
Os Sertões ¿ A TerraOficina Uzyna UzonaTeatro Oficina18:00
Mostra de CenasTeatro VocacionalTeatro João Caetano19:00
Mire VejaCia. do FeijãoGalpão do Folias21:00
Pequeno Sonho em VermelhoCia. Linhas AéreasTheatro Municipal18:00/21:00
04/3 (quinta)
O Burguês FidaldoCia. do MioloBoul. São João13:00/17:00
Mostra de CenasTeatro VocacionalTeatro João Caetano19:00
Acordei que SonhavaNúcleo BartolomeuTeatro Fábrica São Paulo21:00
Navalha na CarneCaixa PretaTeatro Ágora21:00
A ProcissãoGrupo Baião d DoisTeatro Oficina21:00
Mire VejaCia. do FeijãoGalpão do Folias21:00
Casa de OratesGrupo TAPATheatro Municipal18:00/21:00
05/3 (sexta)
O FotógrafoCaixa de ImagensLargo Paissandú13:00
A Farsa do MonumentoTablado de ArruarPça Patriarca13:00/17:00
O FotógrafoCaixa de ImagensLad. Memória17:00
Mostra de CenasTeatro VocacionalTeatro João Caetano19:00
Acordei que SonhavaNúcleo BartolomeuTeatro Fábrica São Paulo21:00
Navalha na CarneCaixa PretaTeatro Ágora21:00
A ProcissãoGrupo Baião d DoisTeatro Oficina21:00
BorandáFraternal Cia.Theatro Municipal18:00/21:00
06/3 (sábado)
Faz e ContaCenas in CantoTeatro João Caetano16:00
BastianasCia. São JorgeVila Maria Zélia21:00
OteloFolias D¿ArteGalpão do Folias21:00
Os JustosÁgoraTeatro Ágora21:00
Calendário da PedraDenise StoklosTheatro Municipal21:00
07/3 (domingo)
Os Saltimbancos4 na TrilhaTeatro João Caetano16:00
Os CollegasBendita TrupeTeatro Fábrica São Paulo17:00/20:00
BastianasCia. São JorgeVila Maria Zélia20:00
OteloFolias D¿ArteGalpão do Folias20:00
Os JustosÁgoraTeatro Ágora20:00
Novas Diretrizes em Tempo de PazDan Stulbach e Tony Ramos Theatro
Municipal20:00




postado por: NANDA ROVERE 10:11 PM

Comments:

OPORTUNIDADES DO SESI PARA A CLASSE TEATRAL
www.sesisp.org.br


NÚCLEO EXPERIMENTAL

De 1º de março a 19 de abril de 2004 jovens
atores poderão se inscrever na
quarta turma do Núcleo Experimental do
Teatro Popular do SESI, sob
coordenação da Professora da Escola de Arte
Dramática da USP, Isabel Setti.
São 15 vagas para a área de interpretação.

No primeiro ano de trabalho, os selecionados
participam de palestras,
seguidas por debates, workshops e aulas com
alguns dos mais importantes
profissionais do teatro brasileiro. A parte
prática dessa fase consiste num
trabalho de corpo, voz, pesquisa e
desenvolvimento de diversas dinâmicas
teatrais, com profissionais destas áreas. No
segundo ano, os participantes
do Núcleo poderão participar como atores
profissionais de uma ou mais peças
produzidas pelo SESI.

Os interessados devem acessar o site
www.sesisp.org.br para mais
informações. É necessário retirar a ficha de
inscrição (disponível on line
a partir de 1º de março).

III MOSTRA SESI DE TEATRO INFANTIL

O SESI-SP realiza entre os dias 30 de abril a 27
de junho a III Mostra de
Teatro Infantil, evento que leva às cidades
do interior de São Paulo
espetáculos gratuitos e para tanto está com as
inscrições abertas para os
grupos teatrais interessados em integrar a grade
de apresentações.

Companhias teatrais que queiram integrar a grade
de programação têm até o
dia 27 de fevereiro para encaminhar seu
projeto. Para se inscrever basta
acessar o site www.sesisp.org.br, onde os
interessados terão acesso ao
edital e a ficha de inscrição, esta última
obrigatória para candidatar-se.
Se for possível, o grupo também deve encaminhar
uma fita VHS ou CD-Room de
apresentações anteriores.

postado por: NANDA ROVERE 10:11 PM

Comments: Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004


Sábado eu vou levar as minhas coisas para Sào Paulo
Não estarei com telefone fixo, pelo menos por enquanto. Tentarei atualizar o blog sempre, mas dependerei do micro de uma amiga ou dos infocentros.
Tentei entrar no meu blog e não consegui. Não sei o motivo, mas a minha página está com problemas. O engraçado é que eu consigo entrar no painel de controle. Cada uma!
Ah! Vocês viram que as regras de uso do blogger - assim como aconteceu com o IG - também mudaram? Que absurdo!
Eles lançam um projeto, nos deixam empolgados e , no meio de caminho mudam as regras. Para poder permanecer no blogger precisei deletar algumas fotos...vai ver que deletei a minha página também!

Sempre que der os visitarei
coloquei bastante informação na minha página hoje.
abraço
Nanda

postado por: NANDA ROVERE 2:49 AM

Comments:

SATYROS NEWS
11/12/2003

Alguns caminhos científicos se abrem para o treinamento do ator

por Ivam Cabral

Alguns dos grandes avanços realizados por Stanislavski na compreensão dos
mecanismos de preparação do ator deram-se devido ao estudo da - então
revolucionária e jovem - teoria freudiana e da aplicação de exercícios
práticos que a ratificavam. Alguns dos princípios propostos no Teatro da
Crueldade de Artaud também estão amplamente fundamentados nas teorias
psicanalíticas. Toda a reflexão de filosofia do teatro e de preparação do
ator brechtiana é baseada na obra marxista. Estes são alguns dos exemplos de
como o teatro se utilizou do avanço do conhecimento humano em outras áreas
para expandir as suas próprias potencialidades.

Hoje, os imensos avanços da ciência, em campos como a física, a genética e a
química, vem despertando questionamentos fundamentais nas áreas da
filosofia, da ética, do direito e das ciências sociais. No entanto,
observa-se uma indiferença inexplicável dos artistas das áreas cênicas em
relação a eles. Como estes avanços podem contribuir para o aprimoramento do
ator?

No campo da neurobiologia, por exemplo, o médico português, radicado nos
Estados Unidos, António Damásio elaborou o mapa da alegria e da tristeza,
registrando através de vídeo, reações químicas derivadas do sistema
neurofisiológico do cérebro. Numa experiência levada a cabo durante dois
anos, o investigador português radicado nos Estados Unidos pediu a 41
pessoas que se lembrassem de momentos alegres e tristes em suas vidas, tendo
registrado as modificações cerebrais produzidas durante as recordações.
Damásio utilizou-se de uma técnica de imagens que permite localizar a
atividade cerebral in loco. A alegria, por exemplo, ativa determinadas
zonas - o córtice pré-frontal, o hipotálamo e o tronco cerebral -, enquanto
a tristeza as desativa.

As variações de humor, os estados de alma, deixam assim de pertencer ao
domínio da filosofia. Damásio explica que numa emoção-tipo, algumas regiões
cerebrais enviam comandos químicos e neuronais para quase todas as partes do
corpo, produzindo uma mudança global no estado do organismo.

A pesquisa de Damásio desafia os dualismos tradicionais do pensamento
ocidental - mente e corpo, razão e sentimento, explicações biológicas e
explicações culturais -, e pretende oferecer uma visão científica e
integrada do ser humano, sugerindo hipóteses inovadoras sobre o
funcionamento do cérebro humano.

Damásio verifica em seu trabalho que cada tipo de emoção tem uma zona
precisa do córtice que envia comandos para todas as partes do corpo,
enfatizando a proximidade das conexões anatômicas e fisiológicas entre cada
emoção e a regulação do estado interno do organismo.

Em O Mistério da Consciência (Companhia das Letras, 459 págs., R$ 48,00),
Damásio afirma: "Durante as emoções, neurônios localizados no hipotálamo, no
prosencéfalo basal e no tronco cerebral liberam essas substâncias químicas
em várias porções mais rostrais do cérebro e, assim, transformam
temporariamente o modo de funcionamento de muitos circuitos neurais. Entre
as consequências típicas do aumento ou da diminuição na liberação desses
transmissores inclui-se a sensação de prazer ou desconforto que permeia a
experiência mental. Essas sensações fazem parte de nosso sentimento de uma
emoção.

Foi a primeira vez que regiões cerebrais ativadas por emoções foram
localizadas com tal precisão. As dúvidas sobre os diferentes estados de alma
vêm de longa data e os neurocientistas do século passado já se interrogavam
sobre essas variações de humor. Mas os trabalhos que produziam não dispunham
das possibilidades técnicas que os finais do século XX conheceram. O cérebro
foi estudado a partir de lesões cerebrais até aos anos 40, época em que, por
força do desenvolvimento da neurofisiologia, da neurofarmacologia e da
neuroquímica, este método passou a ser secundário. E a razão era que esse
estudo dependia da autópsia. Só podia haver confirmação do que de fato se
havia passado muitos anos depois, quando o doente falecia.

Apesar destas limitações, os neurocientistas do século XIX e de grande parte
deste século foram estabelecendo uma cartografia cerebral. O mapeamento era,
porém, aproximativo. Nos últimos anos, o equipamento PET, uma espécie de
scanner, permitiu aos cientistas observar os fenômenos do cérebro ao
executar uma série de funções.

E o que aconteceria se os avanços da neurobiologia pudessem ser conhecidos e
utilizados na preparação e treinamento do ator? Como seria se o ator pudesse
mapear o seu cérebro e descobrir exatamente de onde vem a sua emoção e quais
exercícios de treinamento seriam mais eficazes para ativá-la? Isso poderia
fazer dele um ator melhor, um profissional mais preparado? Alguns acadêmicos
de vanguarda começam a estudar com afinco este universo fascinante e sua
aplicação prática ao trabalho do ator.

Afinal, compreender que a falta de emoção e sentimento pode destruir a
racionalidade, como propõe Damásio, pode ser fundamental no processo
criativo. Na visão inovadora do neurologista, sentimentos e emoções são uma
percepção direta de nossos estados corporais e constituem um elo essencial
entre o corpo e a consciência.

ivamcabral@uol.com.br


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-FIT - Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo
Horizonte
A Secretaria Municipal de Cultura realizará de 18 a 29 de agosto de 2004 a
7ª edição do FIT - Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo
Horizonte. Esta será uma edição especial comemorativa aos 10 anos do
Festival.
Este evento se insere, no contexto teatral, como um dos maiores e mais
importantes festivais de teatro realizados no Brasil. Neste momento este
Festival passa por uma série de mudanças administrativas e conceituais.
Vimos através desta apresentar sua nova coordenação composta por Marcelo
Bones - Coordenador Geral e Bya Braga e Guilherme Marques - Coordenadores
Adjuntos.
Informamos que já estamos recebendo materiais de espetáculos para a seleção.
Favor enviar uma fita de vídeo, contendo todo o espetáculo, de preferência
sem edições e outros materiais que julgar importante, para o endereço
abaixo.

Atenciosamente,

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
:: Rua Sapucaí, 571, 1º andar, Floresta, Belo Horizonte, MG, CEP 30150-050
:: Fone: (31) 3277-4366 :: E-mail: fitbhsec@pbh.gov.br

ATENÇÃO: A data limite para postagem de material é dia 15 de março de 2004

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BEIJOS
NANDA

postado por: NANDA ROVERE 2:14 AM

Comments:

O talento é feito na solidão; o carácter, nos embates do mundo.
Goethe

Razões fortes originam ações fortes.
William Shakespeare





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Dicas Culturais

-Inscrições para o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a
Cidade de São Paulo - 05/12/2003 - Cultura
COMUNICADO
A SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, faz saber que estarão abertas no período
de 02 a 30 de janeiro de 2004, as inscrições para o PROGRAMA MUNICIPAL DE
FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO, com o objetivo de apoiar a
manutenção e criação de projetos de trabalho continuado de pesquisa e
produção teatral visando o desenvolvimento do teatro e o melhor acesso da
população ao mesmo. Os interessados deverão inscrever-se no DEPARTAMENTO DE
TEATRO, sito à Av. São João, nº 473 / 9ºandar das 14 às 18 horas. Maiores
esclarecimentos poderão ser obtidos pelos interessados nos telefones
3334-0001 ramal 1909 ou 3361-2467 ou por email:
sandreato@prefeitura.sp.gov.br

-MOSTRA DE TEATRO
8a Mostra Itajaiense de Teatro e para a 4a Mostra Internacional de Teatro de
Grupo
Inscrições até 31 de março
Os grupos brasileiros devem enviar material para a Téspis, em Itajaí:
currículo, descrição do trabalho, sinopse, fotos, recortes de jornal, vídeo
em formato VHS ou DVD, ficha técnica, projeto de iluminação e planta de
palco. A comissão exige documento com autorização do autor do texto ou de
seu representante no país de origem.
A Mostra não será competitiva e ocorrerá de 10 a 17 de agosto.
Téspis Cia. de Teatro, rua Heitor Liberato, 790, centro, Itajaí, CEP
88304-100, tel.: (47) 3045-2629/9903-7275 ou pelo e-mail
tespis@melim.com.br. Gratuito.
Não sei nada sobre essa Mostra, só achei interessante divulgá-la.


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Toda obra, por si só, é geradora de energias.
.

SATYROS NEWS, 20/11/2003


Transformações Psicofísicas e Não Só

por Ivam Cabral

As três bruxas de Macbeth, Alexandre Marie Colin, 1827


Há sempre muita coisa acontecendo entre as coxias de um teatro quando um
grupo se reúne em torno de uma obra qualquer. Independentemente do que se
está trabalhando no palco, existem outras questões sendo discutidas entre o
elenco e a equipe, nos bastidores. Tramas paralelas que o espectador
desconhece e que nunca serão levadas à cena. Como no palco, os bastidores
podem revelar histórias de amor, de ódio ou intrigas, simplesmente.

Existem obras que por si só já causam arrepios nos intérpretes. Reza a lenda
teatral que Macbeth, de Shakespeare, é um desses trabalhos. Em certos
lugares do planeta é sinal de má sorte o simples pronunciamento do título
desta obra. Realizá-la, então, é um ato de coragem. Existem desde histórias
de incêndio de teatros onde Macbeth era apresentada, até desgraças de última
hora como mortes e acidentes. Histórias à parte, o fato é que não estamos
ilesos a essas energias.

Energias que podem ser fabricadas por um grupo qualquer, por uma obra
qualquer. Podem ser energias boas. Ou más. O fato é que toda obra, por si
só, é geradora de energias. Porque são emoções que se trabalham. Nada
sobrenatural, portanto.

Meyerhold dizia, em sentido figurado, que o jogo do ator é seu duelo com o
tempo. E falar de tempo é fazer um paralelo muito tênue com as paixões.
Porque só a paixão pode motivar este duelo. Não teríamos o sentido do
desbravamento se não fossemos movidos por um sentimento tão nobre. Assim,
vencer o tempo é travar um duelo com as nossas paixões. Mais íntimas, na
maioria das vezes.

O ator deve vencer sempre as etapas de suas conquistas no palco,
continuamente. Como o seu trabalho é feito essencialmente num plano
imagético e sua procura deve ser a síntese de uma idéia, um recorte muito
particular de suas observações mais íntimas, sua sensibilidade é aguçada
diariamente e a todo instante. Ele está mais alerta às sucessões de idéias,
dos objetivos a serem atingidos. O bom ator é consciente e tem plena clareza
de sua atividade. Metamorfoseia-se pelo prazer de seu duelo com o tempo e
resiste às mais bravas e pertinentes questões.

Mas existe a energia que se é trabalhada pelo grupo, proposta pelo autor,
pela direção ou criada por este grupo em torno de uma idéia, de uma
sensação. Pode ser uma energia de fácil controle ou prazerosa, quando
surgida de situações simples do cotidiano. Mas em muitos casos a energia da
tragédia se instaura e o clima torna-se pesado, quase insuportável. Não é
uma energia individual, é coletiva na maioria das vezes. Portanto, não basta
ser controlada ou dominada por um intérprete ou outro. É o grupo, como um
todo, que deve estar disponível para domá-la, domesticá-la.

Sabemos que o fenômeno teatral é sempre uma operação complexa, onde
invocamos uma série de mecanismos para estruturá-lo, que vai desde a relação
da direção que determinou as linhas mestras daquela obra até o momento onde
o intérprete encontra-se com o público numa simbiose que propõe inversões,
identificações ou simplesmente recusas de emoções. Sabemos também que este
encontro pode determinar mudanças de valores, de posicionamentos, de
maneiras de estar no mundo. É muito grandiosa esta arte!

Existem intérpretes que passam por transformações radicais. Não apenas de
humores que se alteram, mas verdadeiras mudanças que vão além do plano real
ou emocional. São as reações psicofísicas que podem se manifestar num
batimento cardíaco mais acelerado ou simplesmente numa respiração ofegante
ou desritmada.

Mas, se o fenômeno teatral provoca essas reações psicofísicas em seus
intérpretes, não seria fácil crer que este mesmo fenômeno pode desencadear,
no exercício diário de sua função, energias tão fantásticas e motivadoras
como destruidoras e negativas? Não podemos esquecer que além da história
contada no palco, existe uma outra, ou muitas, as dos bastidores, aquelas
que dificilmente chegarão aos olhos e ouvidos do público.

Quando se está em cena o intérprete cria uma máscara que o protege. Ele
está, sempre em duplo, no comando de suas ações. O ator, na coxia, está
sozinho. Não se protege por máscaras e tem que saber domar as energias que
ele próprio criou no palco e que, de um momento para o outro, podem
rebelar-se. Independe dele a carga desta energia que, na maioria da vezes,
tem a ver com a obra como um todo.

Certa vez, em Portugal, vivenciei uma montagem de um espetáculo, Romeu e
Julieta, de Shakespeare. A atriz protagonista, pouco tempo antes, havia
namorado, por longos anos, o ator, que desempenhava também o protagonista, e
até aquele momento os dois eram completamente apaixonados um pelo outro,
embora esta atriz estivesse envolvida com um outro rapaz, relação esta muito
apreciada por sua família. Quando os ensaios começaram, instaurou-se um
clima de total adversidade entre os dois e a vida de ambos começou a passar
por uma transformação. Em um determinado momento a família da atriz tomou
frente da história e iniciou-se uma triste batalha que tinha como ponto de
partida o aniquilamento daquela paixão quase avassaladora que os
protagonistas nutriam um pelo outro.

Durante todo o processo de montagem, os atores levaram para as suas vidas
parte daquela história de amor e ódio que estava sendo vivida no palco. Na
obra de Shakespeare, Julieta luta até o final pelo amor de Romeu,
sacrificando, inclusive, sua própria vida. Na vida real, a atriz não
conseguiu lutar contra a sua família e preferiu abandonar o seu amado, seu
Romeu de carne e osso, e viveram um final quase tão triste quando o criado
por Shakespeare em sua tragédia: a separação definitiva.

Em outra ocasião eu vivenciei, em São Paulo, a montagem de Playground, de
Dema de Francisco, com direção de Djalma Limongi Batista. O espetáculo
falava de uma avó, que criava o filho de sua neta, que o abandonara para
viver fora do país. A peça inicia-se quando a jovem mãe volta para buscar o
filho. Na vida real, a atriz que interpretava a avó vivia alguns pontos
similares aos da história mostrada no palco. Acabara de se tornar avó e sua
filha, solteira, vivia com ela e a neta no mesmo apartamento.

O processo do espetáculo, entre ensaios e temporada, deve ter durado cerca
de um ano. E foi um período conturbado na vida da atriz que viveu um drama
próximo ao da sua personagem quando sua filha, na vida real, decide
abandoná-la e levar consigo sua neta. Detalhe importante: como na peça, quem
cuidou sempre do neto, em tempo integral, era a avó. A mãe da criança em
ambas as histórias sempre fora alheia e descuidada.

No palco, a avó que reaprendera o prazer pela vida através do bisneto, fica
sozinha vendo a neta levar o filho para o exterior. Na vida real, porém, o
desfecho foi menos traumático. Poucos meses depois, a filha volta a viver
com a atriz. Outro paralelo: na peça, através do bisneto, a avó reaprendia o
prazer pela vida; na vida real a atriz, que vivera momentos de depressão
profunda, reproduz o mecanismo descobrindo o mesmo prazer experimentado no
palco pela personagem.

Apesar destes dois exemplos tirados da vida real, cotidiana, estas questões
ainda não me permitem uma conclusão sobre este assunto, tão complexo quanto
polêmico. Não é tão simples como a princípio pode parecer. Também não é
regra que histórias de palco se intercalem na vida pessoal dos intérpretes.
Não falo de transferências, tento analisar o processo energético produzido
por esses intérpretes. Parece-me indiscutível que estas energias se formem à
volta de seus criadores e, em muitos casos, os transforme positivamente. Mas
pode ocorrer o contrário. É um jogo, mas não como o da cena - consciente,
ponderado, controlado, milimetricamente elaborado. A vida real ainda
continua sendo mais complexa.

ivamcabral@uol.com.br

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SATYROS NEWS
27/11/2003

Pode a dramaturgia nacional mofar?
por Rodolfo García Vázquez


Numa leitura dramática há alguns dias, um jovem autor teatral foi
confrontado com as opiniões do público que acabara de assistir à leitura de
seu texto. Um dramaturgo, o "senhor X", sentado na platéia, do alto de seus
trinta anos de teatro, pede a palavra e diz o seguinte: "Lamentável. Isto
não pode ser teatro. Isto não é teatro."

Seguiu-se uma interminável polêmica sobre o que é e o que pode ser o texto
teatral e quais são suas possíveis manifestações. Um dos argumentos do
"senhor X" era de que aquele texto continha elementos concernentes à
discussões pertinentes, por exemplo, na Noruega, mas não tinha a cara do
Brasil e, portanto, isso não interessaria ao teatro brasileiro.

Com estas palavras, ele não expressava apenas a sua opinião, mas denunciava
um profundo preconceito arraigado em parte da nossa cultura teatral. Tal
ideário afirma que o teatro nacional, por pertencer a um país tão cheio de
contradições, corrupção e miséria, não pode e nem deve falar de nada que não
seja essa condição.

Essa regra da nossa produção dramatúrgica pode ser também reconhecida em
parte da produção cinematográfica nacional. O que nos leva a viver o mesmo
dilema do Teatro de Arena durante a década de 60: um grupo de jovens de
classe média intelectualizada vivendo no palco os papéis dos miseráveis
brasileiros diante de uma platéia de classe média universitária.

O discurso dos artistas abastados sobre os miseráveis brasileiros acaba
sendo perigoso, afinal, o nosso viés é sempre carregado dessa culpa
ancestral, e financiado com fundos públicos.

A perversidade desse jogo de verbas públicas é que estas nunca estão
disponíveis para que os próprios marginalizados consigam produzir o seu
discurso e a sua arte.

Experiências como as recentes empreitadas de Ismael Ivo são raras. A
complexidade da condição nacional ainda não foi devidamente equacionada em
nossos órgãos públicos.

Adorno discute a arte como fato social e manifestação das condições
materiais de desenvolvimento de uma sociedade. Seu movimento, no entanto,
não é de submissão, mas sim de libertação da esfera social propriamente
dita, através de sua forma estética diferenciada e da "promesse de bonheur"
que ela traz.

Assim, o teatro só pode existir como fenômeno por romper com o real e
transformá-lo em linguagem, com dinâmica e sentidos próprios. A força
libertadora do teatro não reside em seus dogmas, mas em seus avanços
estéticos na expressão formal da sensualidade e da razão humanas.

O Brasil da década de 50 era mais miserável e camponês do que hoje e, no
entanto, produziu um teatro burguês de primeira qualidade. O Brasil dos anos
50 era de Jeca Tatu, mas também era o TBC. E aqueles diretores estrangeiros
todos trabalhando em nossas terras manifestavam não apenas a condição
brasileira de otimismo desenvolvimentista, mas também os estragos que a
Segunda Guerra Mundial provocava em seus países de origem.

Mas o "senhor X" diria, provavelmente, que o TBC era "lamentável", que o
inglês Shakespeare jamais poderia falar sobre um príncipe dinamarquês ou
sobre um romance de jovens italianos, que Peter Brook não deveria montar
"Mahabarata" em Paris. Enfim, o "senhor X" nos teria deixado muito pouco
teatro.

E o pior: o "senhor X" tem muitos amigos que pensam de forma semelhante,
espalhados por jornais, revistas culturais, órgãos públicos. Todos eles
ansiosos para poder punir aqueles que buscam fugir do dogma.

***

Mas a discussão com o jovem dramaturgo deixou em aberto outra questão
importante sobre a nossa dramaturgia: onde estão os autores nacionais que
pesquisam novas vertentes da linguagem dramatúrgica?

O realismo é um dos principais desafios da nova onda de dramaturgia
nacional, pois, ao mesmo tempo que possui fórmulas fáceis de serem
aplicadas, aprisiona o potencial criativo. Os modernos pesquisaram
incessantemente a quebra do realismo, utilizando-se de vários recursos
estilísticos. Os avanços das obras de Mário de Andrade não puderam ser
assimilados pelo teatro daquela época, e o exemplo de "O Rei da Vela" é o
mais veemente desta defasagem. Mas hoje em dia, o movimento parece o
contrário: buscamos novos Mários de Andrade. O fato é que o realismo, com
seus prós e contras, assumiu-se como a regra.

Vivemos a síndrome da influência de Plínio Marcos. Personagens como
divindades, forças da natureza, anjos, seres fantásticos e ainda situações
surrealistas ficam restritas a textos infantis ou montagens de Shakespeare.

Este fenômeno não é exclusivamente brasileiro. Em todas as discussões
internacionais sobre o famigerado pós-modernismo, o teatro é mencionado de
relance.

No "Dicionário de Teatro", de Patrice Pavis, o termo é ridicularizado. O
problema está no termo ou nos caminhos que o teatro tem seguido? Em tempos
como estes, seria ridículo professar a morte do realismo no teatro. Alguns
dos mais importantes momentos da renovação dramatúrgica brasileira usam
dessa estética. Mas pior é pensar que o realismo nos extorquiu todas as
outras possibilidades dramatúrgicas.

Afinal, perdemos a fantasia ou a ousadia? Ou seria a culpa atávica da classe
média brasileira que nos impede de pesquisar novos universos?

***

Outro dos grandes desafios da dramaturgia é a necessidade de se montar os
textos já escritos. Jarbas Capusso, dramaturgo paulista, procurou, por
diversas vezes, grupos e atores para montarem o seu texto "A noite em que
Blanche Dubois Chorou Sobre a Minha Alma".

Jarbas é um dos muitos autores teatrais que não tem acesso aos grandes
palcos. Seus textos, muitos, estão em gavetas, aguardando serem descobertos.
Muitas vezes, entrou em contato comigo, inclusive.

Esta semana, saiu o resultado do Prêmio Funarte de Dramaturgia, e ele foi o
vencedor exatamente com esse texto. Finalmente, li o texto (por que eu
demorei tanto?), e vi uma belíssima obra de teatro, de um realismo amargo e
desesperançado, metalinguístico e tocante, com um jogo de intertextualidades
absolutamente deslumbrante. O "senhor X" odiaria a menção a uma personagem
americana (urgh!) em um título de peça nacional. Seu amigo Jdanov diria que
é puro colonialismo. Por outro lado, os críticos do realismo no teatro
teriam que se calar.

Quais são as perspectivas de Jarbas e de seu texto? Poucas, pois a política
oficial de distribuição de verbas públicas está mais voltada para o trabalho
de grupos (no caso do Fomento) ou premiação de textos (no caso da Funarte).
Mas não existem políticas consistentes dirigidas para a montagem e exibição
de textos nacionais inéditos. E Jarbas Capusso deve esperar por um milagre.

***

Muitos dos maiores dramaturgos de todos os tempos, de Molière a Lope de
Vega, Racine, Ibsen, Strindberg e Shakespeare, (só para citar alguns nomes)
viveram intensamente dentro do micro-universo do teatro. Sua imaginação dava
vazão a personagens e situações que eles próprios compartilhavam com atores,
diretores, produtores. Muitos se apaixonavam por suas atrizes. Estavam
sempre ligados a grupos e artistas, que acabavam dando forma a suas
aventuras dramatúrgicas.

Este é um outro caminho que vem surgindo com força dentro do panorama da
dramaturgia nacional, acontecendo, em especial, nos grupos com teatro de
pesquisa. Os resultados tem sido bastante promissores e novos dramaturgos
vem surgindo desses processos.

***

Essas são apenas algumas das inúmeras questões que se pode colocar sobre o
panorama da dramaturgia nacional contemporânea. As dificuldades são muitas,
mas o medo maior seria a mumificação da nossa escrita teatral. Parodiando a
protagonista do texto de Capusso, a questão é: pode a dramaturgia brasileira
mofar? Com a palavra, o "senhor X "e seus amigos Jdanovs.

PS: peço desculpas ao experiente dramaturgo brasileiro por chamá-lo de
"senhor X", plagiando o nome de uma personagem daquele famoso autor sueco.
rodolfovazquez@uol.com.br


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TÔ SÓ
Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente
enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e
só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a
céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que
o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando?
Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade
até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes
e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais,
e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma
terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a
gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos,
e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta
ser poeta no Planeta? Vamo brincá

de teta
de azul
de berimbau
de doutora em letras?
E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...
Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?
Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?
nave
ave
moinho
e tudo mais serei
para que seja leve
meu passo
em vosso caminho.
Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca
mais ser cronista?
Bom-dia, leitor.
Tô brincando de ilha.
Hilda Hilst


postado por: NANDA ROVERE 2:14 AM

Comments:



Hamlet e Ophelia, de Mikhail Vrubel. 1883.

Normalmente o público não está interessado no Hamlet,mas sempre em si
próprio.

SATYROS NEWS, 26/11/2003


Uma operação complexa

por Ivam Cabral


O trabalho do ator é sempre uma operação complexa. Espiritual, ousaria
dizer. Artaud já dizia que "o teatro é antes de tudo ritual e mágico, ligado
a forças, baseado em religiões, crenças efetivas". Atuar é primeiro
interpretar, somente num momento posterior é que surge o ato da
representação, que em si mesmo pode ser lido como algo ligado simplesmente à
reprodução.

No trabalho do ator a repetição não existe - ou não deveria existir. O bom
ator vai propor sempre um jogo, com regras sempre muito claras,
estabelecidas em conjunto com a direção e com a sua equipe de criação. O
jogo teatral é o responsável pelo frescor do trabalho do ator e deve ser
algo dinâmico, vivo.

O fenômeno teatral é uma assembléia, uma celebração. É a presença do ator,
em seu ofício, permitindo a metamorfose entre ele e seu público. Ocorre
neste momento a comunhão, consolidando uma troca, real e absoluta. O ator
tem que atingir o imaginário do público que também tem que jogar, fazendo de
conta que aceita as regras propostas neste encontro. Normalmente o público
não está interessado no Hamlet, mas sempre em si próprio. O que ele
procura - e que passa a ser o maior desafio para o ator - é que este Hamlet
lhe seja familiar e tome as suas emoções. Surge então a identificação, a
empatia.

O que mais interessa para o ator é o seu material imaginativo. Não da imagem
que representa o real, mas a que mobiliza a ação. A imagem como poder de
síntese, com enorme gama de significados.

A imaginação surge da intencionalidade, começa e termina quando
determinamos. A imagem não é apenas visual. É sinestésica também e pode
estabelecer espontaneamente relações entre uma percepção e outra. Bachelard
disse certa vez que "Imaginar é ausentar-se, é lançar-se a uma vida nova".
Desta forma, atuar também significa estar ausente.

O bom ator sabe disso. E sabe também que deve ser, antes de tudo, um
cavaleiro, nunca um cavalo. Quando bem estruturado o bom ator torna-se
símbolo no momento em que se transmuta em personagem. Então ele vocifera o
que existe no mais íntimo dos sentidos do espectador, que irá se emocionar
pensando que este ator está falando só para ele. É como se este espectador
ouvisse um segredo e sentisse a responsabilidade de o guardar apenas para
si.

O ator, neste momento, está vestido com a sua máscara, a sua personagem.
Esta é a operação da metamorfose que amplia esta máscara, revelando e
mostrando todos os mundos deste ator que agora se converteu em símbolo. O
fenômeno teatral é um devir que se atualiza somente no nível simbólico,
transitando sempre no universo do invisível. O espectador tem apenas a
leitura desta máscara e esquece da presença física do ator.

Então qual seria a função da máscara na instauração deste fenômeno teatral
no momento em que ele se dá? No ponto de vista simbólico a máscara é o corpo
deste imaginário. Desta forma o teatro só existirá no campo simbólico e será
sempre sustentado por este fenômeno que é instaurado pela máscara na
presença do público, dependendo, portanto, daquele que a vê. Assim, dentro
da realidade do imaginário, o ator pensa que é e o público tem certeza de
que é.

Mas tudo não passa de um jogo que vai existindo a medida em que surge. O
contato deve ser lúdico e as regras devem ser estabelecidas e esclarecidas
ao longo deste processo. É uma relação arquetípica. O ator procura algo em
si próprio que ele possui mas que não conhece. Ao encontrar, ele se
reconhece. Este é o fator primordial no trabalho deste intérprete: sua
transformação em si próprio.

É este o processo diário do ator no palco. O ritual que aponta sempre para
uma identificação, corporização de uma necessidade que existe, que lhe é
vital. É entrar, a cada atuação, em um estado sagrado. É um momento sutil
que quando acontece, passa a não existir mais. Por isso a atuação é sempre
uma atividade de expansão, única em sensações e emoções.

Em cada récita o ator mobiliza uma energia guerreira. Em seu ritual, está
sempre em estado de alerta, concentrando suas energias, contando sempre
consigo próprio. Esta é a sua mobilização de sobrevivência. E não só
emocional. Física, na maioria das vezes.


ivamcabral@uol.com.br

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Soneto
Chico Buarque

Por que me descobriste
no abandono
Com que tortura
me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem,
morta de sono
Com que mentira abriste
meu segredo
De que romance antigo
me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem,
morta de medo
Por que não me deixaste
adormecida
E me indicaste o mar,
com que navio
E me deixaste só, com que saída
Por que desceste ao meu
porão sombrio
Com que direito
me ensinaste a vida
Quando eu estava bem,
morta de frio.

postado por: NANDA ROVERE 2:13 AM

Comments:

Já falei sobre o Renato Borghi e o Ariel Borghi, hoje vou falar um pouco
sobre a ESTER GÓES.
Ester foi casada com Renato Borghi e é mãe do Ariel.

Conheci a Ester assistindo novelas na TV, mas comecei a admirar o seu
trabalho quando assisti ao espetáculo Não Tenha Medo de Virginia Woolf. A
interpretação dessa atriz foi marcante e a direção do Elias Andreato,
sensível.
Gostaria muito de ter assistido Tarsila, mas não deu certo.
No filme Stelinha, de Miguel Faria Jr, a atriz prova que tem muito talento,
pois emociona no papel de uma cantora alcoólatra.



www.terra.com.br/istoegente/67/entrevista

Ester Góes Soares Rochia, é paulistana. Fez Escola de Arte
Dramática e, apesar de trabalhar no teatro, no cinema e na TV, é ao teatro
que a atriz dedica a maior parte do seu tempo.

ALGUNS TRABALHOS EM TEATRO:
Hair, em 1970
O Que Mantém um Homem Vivo (prêmio melhor atriz APCA, prêmio melhor atriz
Governador do Estado/1974); Santa Joana, (Prêmio Inacem - melhores produções
de 1985)
Mahagonny, de Bertolt Brecht;
Não Tenha Medo de Virginia Woolf, roteiro de Ester e Elias Andreato;
A Candida Erendira e Sua Avó Desalmada, de Gabriel García Márquez, entre
outros.
A Que Ponto Chegamos
O Abajur Lilás, que lhe proporcionou o Prêmio Qualidade Brasil 2001, sob a
direção de Sergio Ferrara
Tarsila

CINEMA:
Por trás do Pano
A Hora Marcada', de Marcelo Taranto
A Grande Noitada
Pagú
A Causa Secreta
A Próxima Vítima, etc

NA TV:
O direito de nascer
Explode coração - Luzia
Engraçadinha... seus amores, seus pecados
74.5 uma onda no ar
Sex appeal
Felicidade
Cortina de vidro
Pacto de sangue
Direito de amar
Elas por elas - Adriana
O direito de nascer
Te contei?
O espantalho
A volta de Beto Rockfeller
entre outras.

SHOW:
Em 1995 dirigiu o show da cantora Ana de Hollanda






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UMA MATÉRIA INTERESSANTE:

Ester Góes
www.terra.com.br/istoegente/67/entrevista
"Me sinto uma adolescente"
Aos 56 anos, a atriz Ester Góes diz que redescobriu o prazer de viver
sozinha e critica a valorização excessiva da imagem propagada pela tevê
Marianne Piemonte
Beto Tchernobilsky

"Escolhi uma profissão a que, no Brasil, as pessoas só dão valor quando
você está na televisão, e isso é um absurdo total"
Longe da televisão, a atriz Ester Góes dedica-se ao teatro e ao cinema.
Prepara-se para atuar em O Abajur Lilás, peça com estréia prevista para
janeiro, e aguarda o lançamento do filme A Hora Marcada, de Marcelo Taranto,
que foi exibido no festival de cinema do Rio de Janeiro, no mês passado.
Sem alterar o tom de voz sereno, Ester critica a ditadura da estética
imposta pela televisão e a invasão de modelos e atores pouco preparados para
interpretar.
Ela começou aos 16 anos, fez escola de arte dramática e integrou o elenco da
primeira montagem da peça Hair, em 1970. Também foi protagonista do filme
Stellinha, que lhe valeu o Kikito em 1991, no Festival de Cinema de Gramado.
Aos 56 anos, apesar de ser uma atriz premiada, ela conta que não tem sido
muito procurada pela mídia. E tenta explicar o porquê: "Nunca faria uma
sessão de fotos no meu banheiro".
Você está nos palcos e nas telas de cinema, mas está afastada da televisão
desde a novela Explode Coração, em 1995. O que aconteceu?
Fiz Direito de Nascer, uma novela que está com o Silvio Santos, mas não sei
por que ele não coloca no ar. Escolhi uma profissão a que, no Brasil, as
pessoas só dão valor quando você está na televisão, e isso é um absurdo
total. As pessoas me perguntam se estou afastada. Eu não estou afastada,
estou fazendo coisas mais importantes para o meu aprendizado. Minha carreira
é ampla. Fiz Hair em 1970 e até 1978 me dediquei só ao teatro. Depois a
televisão apareceu na minha vida e assumiu um papel muito importante porque
ela ocupa muito tempo. Tornei-me uma atriz de teatro e televisão. Na década
de 80, descobri o cinema, que é uma grande paixão. Fiz o filme Pagu, depois
Stellinha e agora A Hora Marcada, que é meu último trabalho. Gosto da
televisão quando há o que fazer dentro dela. Quando existem bons
personagens, boa história e bom dramaturgo.
É difícil reunir tudo isso?
Tive sorte, fiz novelas bem interessantes como Direito de Nascer, Direito de
Amar e Elas por Elas. Adorei a minissérie Meu Destino É Pecar, do Nelson
Rodrigues. Fiz TV Mulher e gostei muito de apresentar o programa. Foram
trabalhos que me acrescentaram, me levaram para frente. Televisão pode ser
um grande desafio, mas ultimamente não tem sido assim. As novelas são muito
bem feitas, mas em termos de apresentação de programas houve um grande
empobrecimento.
São as loiras que a incomodam?
Não elas, mas os assuntos tratados nos programas. Vão da fofoca para o
escândalo e do escândalo para a fofoca. Espero uma melhora de nível. Quando
vejo o programa Em Questão, da TV Cultura, me impressiono. Mas depois vejo
que não é excepcional, os outros é que estão péssimos. Não dá para aplaudir.
Em 1996, você disse que as novelas não tinham evoluído. Ainda pensa assim?
Elas são muito parecidas, só mudariam se ousassem numa direção que não fosse
apenas o entretenimento. Mas um canal de televisão nunca vai investir em
algo que não seja apenas entretenimento.
Isso a afasta da televisão?
Não, porque eu nunca fui fazer novela achando que ia ser muito diferente.
Normalmente, a tevê propõe um conteúdo muito forte no início, mas depois se
esvazia. Não vai além porque a intenção não é transformadora. Se existir um
personagem que oferece algumas possibilidades de investigação da
personalidade humana e dos acontecimento da história, aí sim, é
interessante.
Você já recusou algum papel por achar que não se identificava com ele?
Em televisão a sinopse é tão generalizada que você mal sabe quem é o seu
personagem. Você vai descobrir durante a história.
Isso é ruim para o ator?
Tenho um certo senão com a obra aberta. É complicado para o ator porque ele
entrega toda confiança para o autor. Numa minissérie é diferente. Você
recebe tudo antes e escolhe se gosta ou não. Na novela pode mudar tudo e
você pode detestar o seu personagem. Obra aberta é como assinar um papel em
branco. Houve novelas em que a oscilação foi muito confusa e tive de ficar
me justificando.
O que você acha de modelos, tiazinhas e feiticeiras atuando?
É tudo uma grande viagem para o nada. Depois de uma, logo vem outra, se bem
que elas estão se segurando, não sei como. A obra artística é que me
justifica. Essa nova geração está com grande dificuldade de saber o que é
arte e qual sentido ela tem. Para eles, apenas a exposição é valorizada, o
fato de ser conhecido. Se é só estar ali, vira exclusivamente uma competição
de quem está mais em alta. Completamente non sense!
Quem são os bons artistas da nova geração?
Ainda não deu tempo para eu gostar de ninguém. As pessoas entram e saem com
muita rapidez e são construídas com uma agilidade tal que não dá tempo de
criar consistência.
Na ditadura da estética em que vivemos, você se preocupa em envelhecer como
atriz?
É uma ditadura ridícula! Compreendo bem esses fenômenos. Só na televisão há
esse preconceito. Não existe isso no cinema, nem no teatro. Está acontecendo
uma coisa muito engraçada porque de repente todos os atores de verdade foram
para o teatro e o teatro está bom demais. Acho que os atores perceberam que
precisam preservar a qualidade e a televisão está equivocada e confusa. No
teatro não tem idade, senão não ia ter Medéia e todos os personagens de
Shakespeare.
Você se apavora em saber que Reynaldo Gianecchini vai interpretar
Shakespeare?
Quem?
O Edu de Laços de Família, a novela das oito.
O que eu acho é que chegar aos poucos é importante, você vai ganhando
experiência. Nada contra ser jovem, mas seguramente para Shakespeare não dá
não.
Você foi casada duas vezes. Pensa em se casar de novo?
Não. Namorar é bom, mas casamento não. Se inventaram um homem bom demais, eu
nunca achei. Quase parti para uma terceira tentativa, mas não rolou. Agora,
olhando para trás, vejo que foi melhor. Gosto muito do companheirismo, da
afinidade, dos bons momentos. Eu adoro namorar.
Você mora sozinha, não tem medo da solidão?
Não. Tenho medo de ladrão. Quando você mora com alguém, vive em função de
outra pessoa. No início, é meio estranho morar só. Depois você começa a
reencontrar coisas suas que tinha adiado, como estar mais na rua, fazer
ginástica e passear mais. Conviver com amigos, freqüentar eventos, festas e
tudo que eu nunca ia. Me sinto uma adolescente. Não saio sem me maquiar,
cuido de detalhes de arrumação, coisas para as quais não tinha mais saco.
Você se redescobriu como mulher e deixou a mãe?
Com certeza, é uma delícia ter tempo para cuidar de mim. Com tempo para
escolher a roupa que vou vestir e não pegar a primeira que vejo no armário.
Planejar viagens. Puxa, a vida é curtinha.
Como é a relação com seu filho Ariel?
Tentei ser afetuosa. Nós temos uma afinidade muito grande e com o passar do
tempo, estamos ficando mais amigos. Ele se casou há um ano.
Você dá palpites no trabalho dele como ator?
Acho que ele é um excelente ator. Mas sou dura e leal nas minhas opiniões.
Ele aprendeu muito em casa e também é muito auto-exigente. Muito crítico com
a embromação. Eu me orgulho muito do trabalho dele.
O que falta para a plena realização da Ester Góes mulher e atriz?
Me interessa aprofundar. Acho que o trabalho do artista vai muito longe.
Como mulher, quero viver um feminino gostoso, quero coisas boas e que me
dêem prazer. Quero encontrar um homem que goste do que eu faço. Um dos
grandes problemas que enfrentei quando construí minha obra, foi o conflito
entre a arte e as pessoas que amo. Comecei aos 16 anos e foi sempre um
tormento. Quero alguém que não se sinta ofendido porque eu tenho que
trabalhar no sábado à noite. Vivi muito isso no começo da minha carreira.
Você escreveria uma biografia?
Agora não, mas no futuro quem sabe? Não estou disposta a revelar a minha
intimidade, me preocupo em incomodar as outras pessoas. O público e o
privado sempre foram muito claros para mim, por isso perdi muito espaço na
mídia. Nunca faria uma sessão de fotos no banheiro

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[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[

-FÓRUM DE CULTURA DE SANTO AMARO

Realizado no último dia 24 de novembro, no Club Transatlântico (Chácara
Santo Antonio), a abertura oficial do Fórum de Cultura de Santo Amaro,
contou com a performance de Camilo Torres (Carlitos) e participação do
caricaturista Toni D´agostinho, além de mais de 300 participantes que
trouxerem seu apoio à proposta de discutir políticas e práticas culturais
para a região.

Prestigiado por personalidades ilustres da região, empresários, políticos,
artistas e pensadores da arte e da cultura, o evento teve a abertura oficial
do subprefeito de Santo Amaro - prof. Benjamin Ribeiro da Silva.
Participaram da mesa: Renata Mello Barbosa (representando o secretário
Municipal de Cultura Celso Frateschi), Hamilton Faria - poeta e sociólogo do
Instituto Pólis e o pesquisador e folclorista Jorge Melo. O Fórum de Cultura
de Santo Amaro recebeu ainda o apoio e as presenças de Antonio Donato -
secretário Municipal das Subprefeituras, Ítalo Cardoso - deputado estadual e
da vereadora Tita Dias, autora da Lei que propõe a formação dos Conselhos
Regionais de Cultura.

Após as palestras, foram realizados depoimentos: Wolf Gauer - cineasta,
Juliano Pereira - grupo teatral Manicômicos, Carlota Baukelmann e Miguell
Ruiz - Associação de Artistas Plásticos de Santo Amaro (AASA) e da prof.a
Adozinda Kuhlmann, que recitou uma poesia lembrando as relações da região de
Santo Amaro com a cidade de São Paulo.

Marcando a valorização e o respeito às diferenças, a importância da
acessibilidade física, intelectual e comunicativa aos bens culturais e do
estímulo à produção cultural das minorias - diretrizes que serão debatidas
pelo Fórum de Cultura de Santo Amaro - o evento foi finalizado com
apresentação teatral dos alunos surdos da Escola de Educação Especial Anne
Sullivan, seguida do pianista Marcos Aragone e do Coral da Paidéia
Associação Cultural regido pelo maestro Paulo Franco.

Para que o processo do Fórum de Cultura de Santo Amaro construa uma proposta
significativa para a região, o Comitê Pró-Fórum sugeriu a realização de
Seminários Temáticos mensais para discutir práticas e políticas culturais
para a região da subprefeitura de Santo Amaro. Assim, no decorrer do evento,
foi realizada uma enquete sobre temas de maior interesse dos participantes,
entre os quais foram escolhidos os seguintes:

15 de dezembro de 2003
Arte e Cultura para a Educação e o Desenvolvimento.
16 de fevereiro de 2004
Arte, Cultura Urbana e Lazer na Região de Santo Amaro: a perspectiva da
inclusão social.
15 de março de 2004.
Revitalização do eixo Histórico-Cultural e dos Equipamentos Culturais
Públicos na Região de Santo Amaro.
19 de abril de 2004.
Processos de Participação Social e as Leis de Incentivo.

Os Seminários Temáticos serão realizados mensalmente no Auditório da
Biblioteca Pública Presidente Kennedy, na av. João Dias, n.º 822, às 19h.
Haverá palestras de especialistas e grupos temáticos de discussão abertos a
todos aqueles que atuam na área da cultura e das artes na região.

Outras informações: 11 5686-0226.

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pétala por pétala
chico césar / vanessa bumagny

a sua falta me fez ver
o que de mau a vida pode ter
e a sua volta me dá mais
todo o mel que eu ousaria querer
sua presença me faz rir
dos dias feitos pra chover
nao há revolta pra sentir
nem há milagre pra não crer
vinda que finda
a tinta de pintar tristeza
deixa os mistérios plenos de sentido
e a flor da vida toda
pétala por pétala
que um tolo pode colher
sem saber que é amor
vem e aumenta em mim
o único que sou
me subtrai do que em mim passou
é amor, vem


postado por: NANDA ROVERE 2:13 AM

Comments:

Maria Adelaide Amaral nasceu no Porto, em Portugal. Veio para o Brasil em 1954.
Durante 16 anos trabalhou como jornalista na editora Abril e paralelamente a esse trabalho inicia a carreira de escritora. Em 1974 escreveu a sua primeira peça teatral, A Resistência. Dois anos mais tarde escreveu Bodas de Papel, que lhe rendeu os prêmios Moliére, Ziembinsky, Governador do Estado e da Associação dos Críticos de Arte. Estréia na literatura em 1986, com Luísa¿Quase uma História de Amor (Prêmio Jabuti de melhor romance) e 1990 começa a escrever novelas, sendo a sua primeira experiência a co-autoria da novela Meu Bem, Meu Mal, de Cassiano Gabus Mendes. Maria Adelaide tem o seu trabalho reconhecido tanto no teatro, como na TV e na lieratura (praticamente todas as suas obras receberam prêmios) e atualmente é uma das mais importantes autoras de minisséries da Rede Globo.

TEATRO

Chiquinha Gonzaga (1982)
De Braços Abertos (1984)
Querida Mamãe (1994)
Intensa Magia (1996)
Mademoiselle
Tarsila
Evangelho Segundo Jesus Cristo
Adaptação:
Maria Adelaide Amaral

LITERATURA
Luísa¿Quase uma História de Amor
Aos Meus Amigos
Dercy de Cabo a Rabo
Coração Solitário (livro infanto-juvenil)
O Bruxo


TRABALHOS NA TV:
Autora
A casa das sete mulheres
Os Maias
Mulher
Anjo mau
Sonho meu
A muralha
Co-autora
A próxima vítima
O mapa da mina
Deus nos acuda
Meu bem, meu mal
Os gigantes



«A minha escrita invade os meus sonhos, sonho com todos os meus personagens e acordo feliz no meio da madrugada».
jornaldigital.com/noticias.php/9/77/46/18005/


MATÉRIAS:
www.terra.com.br/istoegente/204/entrevista/
www.tribuna.inf.br/anteriores/2003/ dezembro/19/bis.asp?bis=cultura04
www.ensinomedio.sp.gov.br/sugestoes/adelaideamaral.asp
odia.ig.com.br/odia/televisa/tv040102.htm
jornaldigital.com/noticias.php/9/

postado por: NANDA ROVERE 2:12 AM

Comments:

ISABELA GARCIA

Isabela Garcia Costa tem 36 anos (nasceu em 11 junho de 1967) e trabalha
desde os 3 anos - primeira vez que apareceu na TV, num Caso Especial .
Isabela é mais conhecida como atriz de TV, mas faz teatro também. Participou
recentemente dos espetáculos Terceiras Intenções, com direção de Bibi
Ferreira e Cruzes! Festa Surpresa. Outros destaques da sua carreira no
teatro: Alarmes com o diretor Moacyr Góes e Léo e Bia, com Oswaldo
Montenegro, Luxúria, Soberba e Ira.
Sempre gostei do trabalho dessa atriz, que eu só conheço da TV. Desde os 3
anos ela tem a mesma fisionomia! não envelhece! Tem um filho (João Pedro) de
16 anos e uma filha (Gabriela) de 11 anos, mas parece irmã, não mãe deles!
No momento ela está fazendo sucesso com a personagem Eliete, na novela
Celebridade, da rede Globo.



Novela Água Viva


src="http://www.nandaroverecultural.blogger.com.br/isabelaaguaviva.jpg">
www.epnews.com.br/


NOVELAS:
Estrela-Guia - Luciana Teixeira
Andando nas nuvens - Oneide
Labirinto - Yoyô
O amor está no ar - Flora
Irmãos Coragem - Lídia
Sonho meu - Lúcia
Lua cheia de amor - Mercedes Miranda
O sexo dos anjos - Isabela
Bebê a bordo - Ana
Roda de fogo - Ana Maria D'Ávila
Anos dourados - Rosemary
De quina pra lua - Maria de Fátima (Fatinha)
Corpo a corpo - Heloísa Fonseca
Sol de verão
O amor é nosso - Maria
Água viva - Maria Helena
Pai herói - Ângela
Nina - Isadora
Vejo a lua no céu - tinha 6 anos!

FILMES:
Como Ser Solteiro (1998)
Jardim de Alah (1988)
Ninguém Segura Essas Mulheres (1976)


UMA REPORTAGEM INTERESSANTE

www.terra.com.br/istoegente/226/ reportagens/isabela_garcia.htm


"Isabela é, sem dúvida, uma das minhas atrizes preferidas. Me sinto muito
seguro trabalhando com ela. Sua naturalidade é o que mais me agrada"
Gilberto Braga

postado por: NANDA ROVERE 2:11 AM

Comments: HOJE FALAREI UM POUQUINHO SOBRE A ATRIZ LETÍCIA SABATELLA

Como eu não costumo assistir novelas conheço pouco o trabalho da Letícia. Na verdade, Letícia também faz cinema e teatro e eu conheço o trabalho dela do teatro (Memorial do Convento) e do cinema. Também assisti a minissérie A Muralha e pretendo assistir Um Só Coração, que estreará dia 6 de janeiro e terá a participação da atriz como Maria Luisa.
Sempre me simpatizei muito com essa atriz, sobretudo pelas suas idéias sobre arte e política . Para Letícia, o artista não precisa ser panfletário, mas possui dever de contribuir para a transformação de nossa sociedade. Ela apóia movimentos sociais (como o sem-terra, é amiga de personalidades como o Frei Betto e o Lula, bem como participa de movimentos de defesa dos Direitos Humanos.
Letícia nasceu em Belo Horizonte, mas morou muitos anos em Curitiba. Cursou dança no Teatro Guaíra e faz teatro desde os 14 anos. Cursou Artes Cênicas na PUC?PR e ficou famosa a partir do seu trabalho na novela O Dono do Mundo da Rede Globo.
Em Um Só Coração ela contracena com o ator Leopoldo Pacheco (que eu admiro muito). Que legal!



www.tvgloboumsocoracao.blogger.com.br


TRABALHOS NA TV:
O clone
Porto dos Milagres
A muralha
Torre de Babel
Irmãos Coragem
74.5 uma onda no ar
Agosto
O dono do mundo


CINEMA
Durval Discos
Bella Dona
O Xangô de Baker Street
O Tronco
Decisão - curta
Noite de São João, Vestido de Noiva e Terra Prometida, que ainda não foram lançados


MÚSICA/LITERATURA:
CD ¿Poemas Místicos do Oriente¿, obras dos poetas Jalal ud-Din Rumi, Omar Khayyam e Gibran Khalil Gibran interpretados por Letícia
Do cóccix até o pescoço
A cigarra, composição de Elza Soares em parceria com Letícia Sabatella


TEATRO:
Memorial do Convento
sei que ela fez outros espetáculos, mas não sei o nome


MATÉRIAS INTERESSANTES:
-chat5.terra.com.br:9781/leticiasabatella.htm
-http://www.opasquim21.com.br/edicoes/074/entr1.htm
-http://umsocoracao.globo.com/


FRASES:

"Arte para mim é a busca de algum envolvimento que possa trazer transcendência para as pessoas".

"tiro muito proveito do sofrimento. Leminsky fala num poema: "Um homem com uma dor é sempre mais elegante". UMA PESSOA QUE VIVEU UMA DOR TEM A VIVÊNCIA DO SOFRIMENTO E PELO MENOS RECONHECE QUANDO OUTRA PESSOA ESTÁ SOFRENDO. SABE O VALOR DO SOFRIMENTO".

"Não somos atores pra gente, somos atores a serviço de algo"


[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[[


DICA DE SITE:


http://0800cultura.vilabol.uol.com.br/index.htm


===================================================


> ESTUDAR CINEMA, FAZER FILMES SEM PAGAR NADA?
> INSCRIÇÕES ABERTAS PROCESSO SELETIVO 2004 PROGRAMA BOLSISTA
>
>
> É até o dia 20 fevereiro de 2004 as inscrições, para o Processo
> Seletivo do 1o Semestre de 2004 do "Programa Bolsistas"
> www.cursodecinema.com.br. As provas acontecem no Sábado dia 21 de
> fevereiro, com resultado dia 23 de fevereiro de 2004.
>
> Objetivo Geral:Através da manutenção do Curso de Qualificação
> Profissional em Cinema, o formando poderá trabalhar no mercado de
> audiovisual. O curso propicia os elementos indispensáveis à formação
> da consciência crítica, ao pleno exercício de sua cidadania e ao
> desempenho de sua profissão. Pretende ainda capacitar através de
> aulas teóricas, práticas e programas de complemento como palestras,
> visitas técnicas*, seminários. Durante o curso, como prática
> contextualizada com o curriculo, o corpo docente e técnico da escola
> orientará na realização dos curtas-metragens de exercícios em
> película e vídeo.
> Público-alvo
> Concluintes do ensino médio, graduados em cinema, artes cênicas,
> jornalismo, artes, marketing, publicidade, e público em geral.
>
> Titulação
> Qualificação Profissional em Cinema.
>
> Início das Inscrições
> De 12 de janeiro à 20 de fevereiro de 2004.
>
> Período do curso
> 1o Período: 01 de março à 16 de julho de 2004
> 2o Período: 02 de agosto à 17 de dezembro de 2004
>
> Horários
> Turno manhã das 08:30 às 11:30, segundas, quartas e sextas.
> Turno tarde das 14:00 às 17:00, segundas, quartas e sextas.
> Turno noite das 19:00 às 22:00, segundas, quartas e sextas.
> terças e quintas, módulos isolados, optativas, extensão, palestras ou
> seminários
>
> Número de vagas
> Noite: 30 (trinta)
> Tarde: 30 (trinta)
> Manhã: 30 (trinta)
>
> DISCIPLINAS DO CURSO (módulos):
>
> ECD 01 - Sociologia;
> ECD 02 - História do Cinema:
> ECD 03 - Estética e Estilística;
> ECD 04 - Linguagem Cinematográfica;
> ECD 05 - Cinema Brasileiro;
> ECD 06 - Roteiro e Story-Board p/ Cinema;
> ECD 07 - Dramática;
> ECD 08 - Direção;
> ECD 09 - Animação, (optativa);
> ECD 10 - Roteiro e Story-Board p/ Animação;
> ECD 11 - Fotografia Cinematográfica;
> ECD 12 - Fotografia I e II;
> ECD 13 - Introdução ao Som e Audio I e II;
> ECD 14 - Criação de Trilha Sonora, (optativa e extensão);
> ECD 15 - Introdução à Teoria da Montagem em Película I e II;
> ECD 16 - Conservação e Restauração;
> ECD 17 - Produção e Mercado do Audiovisual;
> ECD 18 - Prática de Montagem em Película;
> ECD 19 - Práticas em Fotografia;
> ECD 20 - Práticas em Vídeo Digital;
> ECD 21 - Práticas em Super 8;
> ECD 22 - Práticas em 16mm;
> ECD 23 - Visita Técnica Monitorada em Estúdios de audio, vídeo e
> cinema, (optativa*);
> ECD 24 - Visita Técnica Monitorada em Laboratório Cinematográfico
> (optativa*);
> ECD 25 - Finalização e exibição dos exercícios em vídeo;
>
> *************fora do programa bolsista**************
> INVESTIMENTO: Isento de matrícula.
> 12 parcelas de R$250,00 (duzentos e cinqüenta reais), sendo a
> primeira no início das aulas e as seguintes nos meses subseqüentes.
>
> Programa de financiamento: Poderá ter descontos de até 50% :
> Estudantes, acima de 60 anos, aposentados, desenpregados, outra
> categoria deverá apresentar carta proposta.
> ****************************************************
>
> ·TITULAÇÃO: Qualificação Profissional em Cinema, área de Comunicação.
> ·CERTIFICADO: Será conferido Certificado.
> ·PÚBLICO ALVO: Graduados em Comunicação, Artes e áreas afins.
> ·INSCRIÇÕES: de 12 de janeiro à 20 de fevereiro de 2004
> ·LOCAL DAS INSCRIÇÕES: Caixa Econômica ou na Sede da Escola
> ·SELEÇÃO: Sábado, 21 de fevereiro de 2004, de 14:00 à 17:00hs
> ·RESULTADO DA SELEÇÃO: Segunda, 23 de fevereiro de 2004
> ·MATRÍCULAS: de 24 de fevereiro à 01 de março de 2004
> ·INÍCIO DAS AULAS: 01 de Março de 2004
> ·PERÍODO DO CURSO: 1o Semestre de 2004, turno noite.
>
> Rua Bahia 652 Centro/BH - www.cursodecinema.com.br
>

postado por: NANDA ROVERE 2:10 AM

Comments: Domingo, Fevereiro 08, 2004



FICAREI UNS DIAS SEM ATUALIZAR PORQUE ESTOU CUIDANDO DA MINHA MUDANÇA PARA SÃO PAULO.
Pretendo atualizar no próximo fim de semana.
Hoje no Nanda Rovere Cultural:
Uma homenagem a uma atriz de muito talento e um texto da Hilda Hilst.
Não deixem de ler o meu texto sobre a trajetória profissional do ator Edu Reyes e algumas considerações sobre a minissérie Um Só Coração

beijos
Nanda

postado por: NANDA ROVERE 11:13 PM

Comments:

MAIS UMA ATRIZ QUE ABRILHANTA O TEATRO PAULISTANO

Em 2004 Rosaly completa 30 anos de carreira. A atriz, que é apaixonada por
teatro e cinema, também fez alguns trabalhos interessantes na TV.Certamente
ela não é conhecida do chamado "grande público" porque não atua na TV Globo,
mas o que isso importa diante do talento que essa atriz possui? Como sempre
digo, fazer TV - e mais especificamente programas na Globo - não é sinônimo
de trabalhos de qualidade nem de talento! E talento Rosaly provou ter no
seus trabalhos.
Infelizmente assisti poucos trabalhos dessa atriz, mas pelo pouco que
conheço da sua trajetória, posso dizer que ela é uma atriz que merece todo o
sucesso e um reconhecimento cada vez maior.
Minha amiga Cami é admiradora e amiga da Rosaly. Na verdade foi a Cami que
me chamou atenção para o talento de uma atriz que eu já conhecia e admirava,
mas sem conhecer detalhes sobre a sua carreira.
Para comemorar os seus 30 anos, Rosaly tem um projeto de teatro. Ela está
batalhando para que ele se concretize. Ela merece que dê tudo certo!
Dia 23 de Fevereiro ela faz aniversário. PARABÉNS E MUITO SUCESSO!



http://teatrochik.terra.com.br/


TEATRO
-Porandubas Populares, de Carlos Queiroz Telles
Direção: Mário Mazetti
-Alegro Desbum, de Oduvaldo Vianna Filho
Direção: José Renato
-Cartas Chilenas, de Tomás Antônio Gonzaga
Direção: José Antônio de Souza
-Saudade do Brasil, show de Elis Regina e César Camargo Mariano
Direção: Ademar Guerra e Márika Gidali
-Clara Crocodilo, espetáculo de dança-teatro de Arrigo Barnabé
Direção: Klaus Viana, Miriam Muniz, Lala Deheinzelin
-Édipo Rei, de Sófocles
Direção: Márcio Aurélio
-A Garota do Gangster, de Cláudia Dalla Verde e Zeca Capellini
Direção: Manoel Paiva
-Gnãdiges Fraülein, de Tennessee Williams
Direção: Stephan Yarian
-Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade
Direção:Chico de Assis
-Pássaro da Noite, de José Antônio de Souza
Direção: José Antonio de Souza
-O Pobre Super Homem, de Brad Fraser
Direção: Sérgio Ferrara


CINEMA
- Nasce uma Mulher
- Anjos da Noite
- Lua Cheia
- Flores Ímpares, curta-metragem
- Até que a vida nos separe
- Bellini e a esfinge


TV
-Cabaré Literário, TV Cultura
-Salário Mínimo, novela da TV Tupi
-Dona Santa, seriado da TV Bandeirantes
-Joana, seriado da TV Manchete
-Bronco, seriado, TV Bandeirantes
-Éramos Seis, novela do SBT
-Antonio Alves Taxista, novela em co-produção da SBT TV com a Argentina
-Você Decide - Globo
-Sandy e Junior - Globo
-Louca Paixão, novela da TV Record
-Marisol, novela do SBT

entre outros.


FRASES
Crítica sobre a peça Pobre Super Homem
"...Rosaly Papadopol, em chave interpretativa exuberante, acentua em gestos
largos e voz afetada o temperamento da mulher solitária..."
jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/ 2001/06/03/jorcab20010603008.html

Ser atriz é
Viver várias encarnações em uma só

Um sonho
Uma sociedade mais justa
trechos de uma entrevista com Rosaly que foi publicada no site
http://www.rosalypapadopol.hpg.ig.com.br (uma bela homenagem da Cami à
Rosaly)

postado por: NANDA ROVERE 11:08 PM

Comments:

COMENTÁRIO SOBRE A NOTÍCIA ABAIXO:


Morre a escritora Hilda Hilst

Agência Estado

Morreu aos 74 anos, nesta madrugada, a escritora Hilda Hilst. Ela havia sofrido uma queda, quebrou uma das pernas e estava internada no Hospital Universitário da Unicamp, em Campinas (interior de São Paulo) desde o dia 2 de janeiro. Houve complicações no estado clínico e Hilda não resistiu a uma infecção. Hilda foi a autora de 41 livros. A maior parte das obras da escritora - que nasceu em Jaú, no interior de São Paulo, mas morava há 40 anos em Campinas - é formada por poesias.
Conhecia pouco da obra da Hilda Hilst, mas sei da sua importância como artista, como poeta. Mais uma representante do talento dos artistas brasileiros nos deixou. Hilda deixou "o nosso mundo" material, mas suas obras ficarão e certamente despertará admiração a muitas pessoas.



TÔ SÓ



Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá

de teta

de azul

de berimbau

de doutora em letras?

E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...

Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?

Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?

nave

ave

moinho

e tudo mais serei

para que seja leve

meu passo

em vosso caminho.

Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca

mais ser cronista? Bom-dia, leitor.

Tô brincando de ilha. ( Hilda Hilst)

postado por: NANDA ROVERE 11:03 PM

Comments: Terça-feira, Fevereiro 03, 2004



Inicio a semana mandando um abraço especial a uma amiga da minha avó chamada Mirtes (por mais de 50 anos) que acabou de nos deixar e brilhar num céu de estrelas!
Ela estava indo, com a família, para Curitiba e sofreu um grave acidente. Todos que estavam no carro se salvaram menos ela. Ficou cerca de um mês em coma...
Não sei de quem foi a culpa do acidente nem como aconteceu, mas faço um apelo a todos que lêem o meu blog e são motoristas: CUIDADO! DIRIJAM PARA VOCÊS E PARA OS OUTROS! UM SEGUNDO DE DESCUIDO PODE SER PERIGOSO! PRESSA NÃO LEVA A LUGAR NENHUM!!!


A Mirtes morava em Piracicaba/SP, perto do Rio.
As flores e a letra de Rio de Lágrimas (abaixo) eu coloquei em homenagem a uma pessoa muito especial. Que linda a amizade entre a Mirtes e a minha avó!





RIO DE LÁGRIMAS
Piraci, Tião Carreiro e Lourival Santos

O rio de Piracicaba
Vai jogar água p´ra fora
Quando chegar a água
Dos olhos de alguém que chora. (estribilho)
Lá no bairro onde eu moro
Só existe uma nascente
A nascente dos meus olhos
Já formou água corrente.
O rio de Piracicaba ...(estribilho)
Pertinho de minha casa
Já formou uma lagoa
Com lágrimas dos meus olhos
Por causa de uma pessoa.
O rio de Piracicaba ...(estribilho)
Eu quero apanhar uma rosa
Minha mão já não alcança
Eu choro desesperado
Igualzinho uma criança.
O rio de Piracicaba ...(estribilho)
Duvido alguém que chore
Pela dor de uma saudade
Quero ver quem não chora
Quando ama de verdade.
O rio de Piracicaba ...(estribilho)


Também mando um beijo para a minha amiga Janice, que passou o domingo aqui em casa. Ouvimos Cds, ela olhou algumas pastas que eu tenho sobre teatro, conversamos sobre a terra natal dela (ela é de Araçuaí/MG, mas está morando em São José dos Campos). Foi um dia muito legal!


HOJE NO NANDA ROVERE CULTURAL:

VOU FALAR UM POUCO SOBRE O ATOR EDUARO REYES E SOBRE A MINISSÉRIE UM SÓ CORAÇÃO


NÃO DEIXEM DE LER A HOMENAGEM QUE EU FIZ AO ATOR LEOPOLDO PACHECO.

postado por: NANDA ROVERE 12:33 AM

Comments:

EDUARDO REYES

Edu é ator profissional desde 2000. Não possui muitos anos de profissào, mas a sua experiência profissional é de muita qualidade. Trabalhou em produções marcantes e que merecem muito respeito.
Cursou Artes Cênicas na Unicamp e o seu primeiro trabalho profissional foi no espetáculo Édipo Rei,, dirigido pelo Márcio Aurélio. A sua atuação lhe rendeu a participação (como ator e assistente de direção) no espetáculo Gota d'Água, dirigido pelo Gabriel Villela. Com esse mesmo diretor fez A Ponte e a Água de Piscina, onde dividiu o personagem Nil com Cláudio Fontana. Paralelamente à carreira individual, Edu faz parte do grupo Os Fofos Encenam, que foi um dos destaques da cena teatral paulista nos últimos anos com A Mulher do Trem (voltará em cartaz em março) e Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada (estrondoso sucesso de píblico e crítica que provou o quanto os atores desse grupo são talentosos). Outro trabalho do Edu que merece destaque é Romeu e Julieta, no Sesi. O mais interessante é que nos testes para o espetáculo Edu nunca havia sonhado com o Romeu (estava interessado no papel de Mercúcio), mas acabou ganhando esse personagem e conseguiu interpretá-lo muito bem!
Em 2004 Edu viajará com A Mulher do Trem (dentro do projeto Viagem Teatral do Sesi) e certamente continuará brilhando nos palcos paulistanos.
O Edu fez propaganda da Vivo, a qual foi veiculada no ano passado.
Que eu sou apaixonada por teatro eu nem preciso dizer, mas a minha maior alegria e ter a oportunidade de prestigiar o trabalho de artistas que não sonham com um sucesso fácil e sim batalham por uma carreira sólida. Felizmente Edu é um deles.
Assisti A Ponte e a Água de Piscina, Gota D'Água, Deus Sabia de Tudo, Romeu e Julieta e A Mulher do Trem e posso dizer que simpatia, talento e dedicação fazem do Edu uma pessoa especial, que merece muito sucesso e reconhecimento.
Aproveito para elogiar o trabalho de todos os atores dos Fofos Encenam, que é um dos grupos mais interessantes da atualidade.


ESPETÁCULOS TEATRAIS:
Édipo Rei
Fausto
Gota D'Água
Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada
Romeu e Julieta
A Ponte e a Água de Piscina
A Mulher do Trem


FOTOS:



A Mulher do Trem



Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada



Romeu e Julieta


MATÉRIAS INTERESSANTES:


-http://www.baraoemrevista.org/teatro/default.asp?ncont=958
Matéria que eu fiz sobre A Mulher do Trem

-http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1127
Matéria que eu fiz sobre Deus Sabia de Tudo



-mixbrasil.uol.com.br/mundomix/atwork/peca.htm

Matéria sobre Deus Sabia de Tudo



-www.opalco.com.br/ foco.cfm?persona=materias&controle=52

Matéria sobre A Mulher do Trem



-Entrevista com o Edu
Eu fiz a entrevista em nov de 2002
http://www.baraoemrevista.org/teatro/default.asp?ncont=950
VALE A PENA CONFERIR!

postado por: NANDA ROVERE 12:15 AM

Comments:



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE UM SÓ CORAÇÃO

Nesta semana que passou o Leopoldo Pacheco (Samir) entrou na minissérie e isso me deixou muito feliz. Estava super curiosa para ver a sua atuação na TV. Felizmente ele está mostrando o quanto é talentoso e certamente o seu trabalho vai chamar a atenção do público. Ver o Leopoldo atuando ao lado de Ana Lúcia Torre (mãe de Samir) é um privilégio!
As cenas da Revolta dos Tenentes também merecem aplauso. Boa direção e atuação magistral de Lu Grimaldi e Celso Frateschi.
Que triste a morte de Frida! Lu Grimaldi fará falta na minissérie, mas a sua participação foi inesquecível. Parabéns a essa grande atriz!
A história da cidade de São Paulo está sendo bem tratada na minissérie. Obviamente ela serve como pano de fundo para a trama, mas os autores estão dando um espaço significativo para fatos como A Revolta dos Tenentes e Modernismo.
Algumas pessoas me disseram que gostariam que a minissérie tivesse "um teor"mais documental. Confesso que eu gosto muito de documentário, mas o perfil da Globo não é esse e, infelizmente, tenho praticamente certeza que esse tipo de produto não teria audiência.
Ora, que as TVs dão mais valor ao lucro do que à qualidade da programação todos nós sabemos, mas não podemos negar que existem alguns programas de qualidade, como a Grande Família e minisséries da Globo ( A Casa das Sete Mulheres, Os Maias, Chiquinha Gonzaga, A Muralha e O tempo e o Vento - bem antiga - são minisséries que eu acompanhei e gostei).
Um Só Coração é bem cuidada em termos de direção e fotografia. Quanto aos autores, apesar deles trabalharem com ficção em toda a trajetória profissional, não deixam de lado a pesquisa histórica quando isso é necessário para o desenvolvimento das obras que escrevem. O Alcides, por exemplo, conhece bastante sobre o Modernismo, pois em textos seus esse tema está presente.
Infelizmente boa parte da São Paulo retratada na minissérie não existe mais. Prédios maravilhosos foram demolidos para a construção de arranha-céus. A Paulista é um dos lugares que eu mais gosto da cidade, mas também é um dos lugares que em nome da modernidade perdeu casas de grande beleza e valor histórico.
Comemorar os 450 anos de São Paulo vai muito além de festividade. É lutar por uma cidade mais humana/mais justa e pela preservação de sua história.
Que esta minissérie consiga passar para as pessoas um pouco da História de São Paulo (e acredito que ela já está conseguindo).



Um texto que eu escrevi sobre SP:

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1277


postado por: NANDA ROVERE 12:12 AM

Comments:


Dramaturgia Autor de "Um Só Coração" acumula sucessos com o toma lá, dá cá entre a compactação da televisão e a liberdade natural do palco

TV e teatro instigam Alcides
Por Alberto Guzik, para o Valor



Foto: Rafael Jacinto/Valor
Alcides Nogueira em sua casa, em São Paulo: na hora de escrever, pouca luz ambiente e uma trilha sonora sintonizada apenas com o ato de criar


Alcides Nogueira é um dos mais prolíficos e premiados dramaturgos do teatro brasileiro contemporâneo. E também um dos que mais encontra tempo para conciliar a escrita para o palco com as exigências da dramaturgia para televisão. Atualmente, está no ar com "Um Só Coração", minissérie da Rede Globo, que ele escreve em co-autoria com Maria Adelaide Amaral. E no próximo sábado entra em cartaz, no Galpão 1 do Sesc Belenzinho, a peça "A Cabeça", em que o escritor faz metateatro, transformando em figuras do conflito teatral um Dramaturgo, um Personagem e a Rubrica (indicações do autor para diretores e atores, que surgem no texto teatral entre parênteses, antes ou durante as falas). Para a minissérie, homenagem da Globo aos 450 anos de São Paulo, foi escalado um elenco de estrelas que inclui Ana Paula Arósio, Maria Fernanda Cândido, Edson Celulari, Tarcísio Meira e Marcello Antony. A peça "A Cabeça", com direção de Márcia Abujamra, poderá ser vista aos sábados e domingos, às 20h, com Débora Duboc, Elias Andreato e Eucir de Souza.
Nascido em Botucatu, em 1949, formado em direito pela USP, com especialização em direito autoral, Alcides Nogueira estreou profissionalmente como dramaturgo em 1977, com "A Farsa da Noiva Bombardeada", que ficou apenas um mês em cartaz e foi proibida pela censura do regime militar. A intimidação não assustou o autor. Alcides não parou mais de produzir. Incursionando sempre pelo terreno da experimentação, criou em fins dos anos 70 uma revista trágico-burlesca, "O Maestro Tide Moreyra e sua Banda de Najas". A partir dos anos 80, veio o reconhecimento da crítica, com "Lua de Cetim" e principalmente com a adaptação para teatro de "Feliz Ano Velho", o texto autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, duradouro sucesso de público que valeu ao autor seu primeiro prêmio Molière. A televisão não tardou a detectar o talento do dramaturgo, e ele passou pela equipe de criação de novelas como "Torre de Babel", "O Salvador da Pátria", "As Filhas da Mãe", "A Força de um Desejo", entre outras. Mas nunca perdeu o teatro de vista. Nos últimos três anos seu nome apareceu em uma remontagem de "Feliz Ano Velho" e nas produções de duas obras inéditas, a premiadíssima "Pólvora e Poesia" e "A Ponte e a Água de Piscina". Agora, enquanto pilota com Maria Adelaide Amaral "Um Só Coração", assiste também à estréia de "A Cabeça". Alcides Nogueira, que mora em um ponto ultramovimentado de São Paulo, na rua Haddock Lobo próximo da avenida Paulista, conversou com o Valor sobre teatro e tevê, características de sua obra, métodos de trabalho, a crítica...
Valor: Em que difere a escrita para teatro da escrita para tevê?
Alcides Nogueira: A escrita televisiva segue na horizontal, enquanto no teatro há a verticalização. A telinha exige rapidez, a compactação, é a escrita "editada". No teatro isso não ocorre, ou o Zé Celso não teria montado "Os Sertões". Freqüentemente a teledramaturgia "aprisiona" o texto. No teatro, a liberdade é total, ou há mais condições para isso.
Valor: Quais as principais semelhanças entre os dois processos?
Alcides: Mais que semelhanças, há um toma lá, dá cá. Se for bom para o espetáculo, o teatro pode absorver a rapidez e a clipagem da TV. E esta pode estofar melhor os personagens, usando a carpintaria teatral. Já fiz muito isso, com bons resultados. É instigante trabalhar com dois veículos. A TV deixa meu teatro mais ágil, e o teatro leva para a TV mais densidade aos personagens.
Valor: Qual dos processos é mais exigente e desgastante?
Alcides: Para mim, o teatro é infinitamente mais exigente. E a televisão, muitas vezes, uma tortura. Mas há um denominador comum entre os dois: a crueldade. Na televisão, acontece porque o autor raramente tem a oportunidade de burilar o texto, repensar melhor o que está escrevendo. No teatro a crueldade se mostra no confessional. Nunca consegui deixar de estar nu no palco. E isso muitas vezes dói.
Valor: Quais são seus métodos de trabalho?
Alcides: Quando estou escrevendo para a televisão, sou extremamente metódico (é a única maneira de sobreviver, ou de sofrer menos). Determino um horário para começar e vou para o computador. Claro que, muitas vezes, nada acontece. Mas fico esperando, esperando... até encontrar um fio que me conduza à cena que quero pôr na tela. Já quando estou escrevendo para teatro, deixo-me levar pela total e irrestrita liberdade. No teatro, sempre respeitei meu tempo de gestação, que é imprevisível. Demorei mais de dez anos para conseguir parir "Pólvora e Poesia". Outras vezes eu me espanto com a rapidez com que tudo se estrutura. Foi o caso de "Ópera Joyce", que nasceu em um dia.
Valor: Qual a melhor hora para criar?
Alcides: A noite. O sol me incomoda. Eu precisaria conseguir colocar óculos escuros em meus neurônios, para conseguir que eles funcionassem. A madrugada me leva, me conduz, permite que eu solte os meus bichos.
Valor: Tem alguma mania para escrever?
Alcides: Tenho dois. Um é montar a trilha sonora (que muitas vezes nem tem a ver com o que estou escrevendo) que escuto enquanto trabalho. Outro é apagar as luzes da casa, deixando apenas uma luminária junto ao computador.
Valor: Como surgem as idéias para uma obra teatral?
Alcides: Algumas surgem de projetos pensados e repensados, como a trilogia sobre o discurso moderno ("Ópera Joyce", "Gertrude Stein", "Pólvora e Poesia"). Outras surgem da maneira mais inesperada. "Ventania" nasceu porque eu queria demonstrar o quanto (o dramaturgo) Zé Vicente (de Paula) tinha sido importante na formação da minha dramaturgia. E acabou sendo um verdadeiro ritual sobre a dor dos que viveram, sem medo e de peito aberto, os anos 70.
Valor: Como é dividido o trabalho em uma minissérie ou em uma novela?
Alcides: O básico é existir uma sintonia muito grande entre os autores. Isso sempre aconteceu com o Sílvio de Abreu, o Gilberto Braga e, agora, a Maria Adelaide Amaral. Nós nos reunimos, discutimos a trama, esquematizamos os capítulos, dividimos cenas (por afinidades, por maior conhecimento do assunto, etc) e depois trocamos o que foi escrito, para que um olhe de maneira mais crítica a criação do outro. Depois é juntar o que foi feito e dar o tratamento final (que vai de novo de um para o outro até que fique uniforme). Parece muito complicado, mas com a prática isso tudo se torna absolutamente natural.
Valor: De que modo a reação do público afeta a escritura de uma novela?
Alcides: Muitas vezes, os autores têm certeza de que algumas tramas ou personagens cairão no agrado do espectador. E aí, acontece a rejeição. Como a interatividade na novela é diária, os autores têm de procurar uma sintonia com o que o público espera. Muita gente acha que isso desfigura a obra. Não é bem assim. A novela pressupõe isso. Eu diria que ela agarra o público justamente por dar a ele esse "poder de criação" ou capacidade de ingerência. Ainda mais no Brasil, onde todo mundo se considera autor de novela e técnico de futebol.
Valor: Então a teledramaturgia pode ser considerada uma obra aberta?
Alcides: Não conheço outra obra mais aberta que a novela. O capítulo mal foi ao ar e tem gente se manifestando. Nas minisséries isso não acontece, mas nas novelas a ingerência do público beira o autoritarismo. Aí os autores sentem-se invadidos, a "brincadeira" vira guerra. Mas como diz o Antônio Abujamra, o público sempre ganha. E ganha mesmo.
Valor: A crítica no teatro é diferente da crítica na tevê?
Alcides: A crítica de tevê no Brasil é primária. E, quase sempre, leviana. Como é possível a análise de uma novela a partir de um ou dois capítulos? É o que acontece. Fora que os críticos se mostram muito mais preocupados com a audiência prévia ou consolidada do que com a qualidade do que está no ar. Às vezes, essa crítica é repugnante. A crítica no teatro é infinitamente mais séria e centrada. Talvez por existir uma tradição na análise da cena. Muita gente séria e competente já escreveu sobre teatro. Mas hoje, infelizmente, detecto uma petulância insuportável na maioria das críticas teatrais. Não sou saudosista, mas me ressinto da falta de críticos do porte de Sábato Magaldi, Décio de Almeida Prado, Ilka Marinho Zanotto, entre outros. E não há como deixar de escandalizar-se pela diminuição destinada ao teatro e à crítica teatral na imprensa diária. De uns anos para cá isso se tornou alarmante.
www.valoronline.com.br/valoreconomico/ materia.asp?id=2194215

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Pascoal da Conceição dá alma a Mário

Quem conviveu com Mário de Andrade não poupa elogios a seu intérprete na minissérie "Um Só Coração" - o ator Pascoal da Conceição. Até mesmo quem só viu o autor de "Macunaíma" por meio de fotos fica impressionado com a incrível semelhança física. Mas esse é apenas o aspecto mais superficial, de sua brilhante atuação. No olhar, nos gestos, em nuances vocais, o ator revela tanto o vigor intelectual quanto a delicadeza da alma de seu personagem. Para Pascoal, a preparação desse personagem começa muito antes do convite para atuar na minissérie. Ele faz questão de falar de sua filiação artística - o Teatro Oficina de José Celso Martinez Corrêa. "Há quem pergunte se sou ex-ator do Oficina. Alguém por acaso se diz ex-filho ou ex-irmão? Sempre serei ator do Oficina." Atores de teatro que vão para a TV costumam ouvir observações do tipo `está teatral', faça `menor', `mais baixo'. "Pois eu, logo na primeira cena, vivi algo incrível. Tinha de falar uma poesia, no palco do Municipal. A Globo colocou mil figurantes na platéia. E eles deviam ser hostis. Imagine o que é para um ator de teatro estar sozinho, naquele palco imenso, e diante de uma platéia hostil. O diretor falou: se solta aí. Fiz a festa. Foi maravilhoso", diz Pascoal. "Aprendi que um ator deve sempre se plugar nas ações de seu personagem. Em sua pesquisa, deve alimentar-se dessas ações. Mário tinha um projeto para o Brasil. Sonhou uma nação sem trabalho escravo, sem miséria. Se eu me ligar ao Mário pelo ego, pelos aspectos exteriores, o trabalho sairá fraco."
http://www.otempo.com.br/editoria.asp?edicao=03%2F02%2F2004&nome=mag


REALMENTE O PASCOAL É UM GRANDE ATOR. GOSTEI DEMAIS DO DR ABOBRINHA QUE ELE FEZ NO CASTELO RÁ-TIM-BUM!

postado por: NANDA ROVERE 12:12 AM

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DICA CULTURAL:

2º FEVERESTIVAL - 2004
O Espaço Cultural Semente em parceria com outros grupos de Barão
Geraldo, estará realizando a segunda edição do FEVERESTIVAL, um
grande encontro de artistas do Brasil e do exterior. O evento
surgiu diante da crescente procura de atores por cursos
oferecidos no mês de fevereiro pelos grupos Lume, Semente,
Humatriz, Boa Cia, Barracão, Matula e Seres de Luz, todos
sediados em Barão Geraldo.
Este ano o Festival que vai de 2 a 20 de fevereiro contará com
espetáculos de rua e de palco, debates, demonstrações técnicas e
dois Cabarés com programações inéditas.
A venda dos ingressos será feita com uma hora e meia de
antecedência no Espaço Cultural Semente: Av. Santa Izabel 2070,
Barão Geraldo. Maiores informações pelo telefone (19) 3289-8011.
Preços:
Espetáculos e Cabarés_ R$ 10,00 e R$5,00 (para estudantes e
classe)
Demonstrações - R$ 2,00 (preço único)
Debates - entrada franca

PROGRAMAÇÃO:

Dia 3 de fevereiro - Horário: 23 h - Debate - Tema: O Q do CLOWN
Participantes:Ricardo Puccetti (Lume), Adelvane Néia (Humatriz
Teatro), Ana Elvira Wuó (Grupo Allegro)
LiLy Curcio (Seres de Luz Teatro) - Mediadora: Kátia Kasper
Local: Espaço Semente
Dia 4 de fevereiro - Horário: 23 h - Demonstração Técnica
Tema: Manipulações
Técnicas de animação e manipulações de objetos.
Participantes: Lily Curcio e Abel Saavedra (Seres de Luz
Teatro)
Local: Espaço Semente
Dia 5 de fevereiro - Horário: 23 h
Espetáculo de sala
"Carta de um Pirata" - (Vinícius Piedade - coordenação
artística: Denise Stoclos)
Local: Espaço Semente
Dia 6 de fevereiro - Horário: 23 h - Espetáculo de sala
"Diz que tinha" (Cecília Borges)
Local: Espaço Semente
Dia 7 de fevereiro - Horário: 20h
Cabaré (vários artistas)
Local: Espaço Semente
Dia 8 de fevereiro - Horário:17:30h - Espetáculo de rua
RETRATO NA JANELA - Grupo do Santo
Local: praça próxima à escola Hilton Frederic e ao Barracão
teatro (barão Geraldo)
Dia 10 de fevereiro - Horário: 23 h - Debate - Tema: Zona De
Turbulência
Participantes: Renato Ferracini (Lume), Milena Milena, Luiz
Carlos Vasconcellos, Moacir Ferraz (Boa Cia).
Mediadora: Suzi Sperber
Local: Espaço Semente

Dia 11 de fevereiro - Horário: 23 h - Demonstração Técnica -
Tema: Prisão para a liberdade
Participantes: Carlos Simioni (Lume)
Tema: A Dupla Chama Participantes: Grupo Ínterim
Carlos Simioni (Lume), Theda Cabrera e Márcia Baltazar.
Local: Espaço Semente
Dia 12 de fevereiro - Horário: 24 h - Espetáculo de Sala
A_MA_LA - (Humatriz Teatro)
Local: Espaço Semente
Dia 13 de fevereiro - Horário: 24h - Espetáculo de Sala
Véspera - (Pérola Ribeiro)
Local: Espaço Semente

Dia 14 de fevereiro - Horário:17:30h - Espetáculo de rua
LA SCARPETA - Ricardo Puccetti -Lume Campinas - SP
Local: Praça Hilton Fredecci

Dia 14 de fevereiro - Horário: 20 h
Cabaré
Local: Espaço Semente
Dia 15 de fevereiro - Horário: 15 h - Espetáculo de Sala
HYSTERIA - Grupo XIX -São Paulo - SP
Local: LUME

Dia 17 de fevereiro - Horário: 23 h - Debate - Tema: Produção
Cultural
Participantes:Walter Pomar (Secretário Mun. de Cultura/CPS) -
Terezinha - Sesc/Cps
Mediadora: Tiche Vianna - Barracão Teatro
Local: Espaço Semente
Dia 18 de fevereiro - Horário: 23 h - Demonstração Técnica
Tema: Do Treinamento à construção da cena
Participantes: Naomi Silman (Lume) - Tema: Capoeira Angola e o
Estado de Alerta do ator
Participantes: Luis Carlos Nem (Grupo Semente)
Local: Espaço Semente

Dia 19 de fevereiro - Horário: 23 h - Espetáculo de Sala
O menino do dedo verde - (Cia Experimentos_Itajaí /SC)
Local: Espaço Semente

Dia 20 de fevereiro - Horário: 24 h - Espetáculo de Sala
Salomé Decaptada - (Cia Teatro Íntimo)
Local: Espaço Semente

Obs.: A grade foi estipulada em função do término dos horários
das oficinas que estarão acontecendo durante todo o festival.



-Mesa redonda por ocasião do
IX Seminário de Teatro da Escola Martins Pena
Sexta, 06 de fevereiro de 2004, 18:00h
(R. 20 de abril, 14. Centro. Rio de Janeiro):

"O TEATRO DE RODA, A ARTE, A CULTURA E O TEATRO POPULAR BRASILEIRO"

Com:

*Anselmo Vasconcelos (Ator, Professor, Ex-Diretor da Escola de Teatro
Martins Pena - CETE),
*Antonio Pedro (Ator, Diretor e Coordenador - CETE)
*Augusto Boal (Diretor Teatral, Dramaturgo, Coordenador - CTO),
*Carmem Gadelha (Professora de "História do Espetáculo" e "Poética do
Espetáculo" do Curso de Direção Teatral da ECO/UFRJ, Co-autora do livro
"História do Teatro Brasileiro - de Anchieta a Nelson Rodrigues"),
*Edwaldo Cafezeiro (Professor da Faculdade de Letras da UFRJ, Historiador
do Teatro Brasileiro, Autor do livro "História do Teatro Brasileiro - de
Anchieta a Nelson Rodrigues"),
*Joel Rufino (Autor, Professor - UFRJ),
*Ginaldo de Souza (Diretor Teatral, idealizador de Espetáculos urbanos),
*Mario Ferraro (Professor de música do Colégio de Aplicação da UFRJ -
CApUFRJ, músico de teatro, arranjador, compositor, regente de coros e
diretor musical de eventos teatrais e multimídias.)

*Abílio Tozini (Analista de Sistemas; Presidente da ALMA - Ass. de
Moradores da Lauro Müller e Adjacências),
*Ana Simas (Médica Psicanalista, Pres. da AMOFONTE - Ass. de Moradores da
Fonte da Saudade e Adjacências e Produtora Musical)
*Carlos Augusto da Cidade (Administrador Regional do Centro. Rio. RJ) e
*Mariozinho Telles (Idealizador do Teatro de Roda)

Coordenação:

-Marcela Monteiro (Atriz, Prof. Hist. da Arte - UERJ; Grupo Atual).

Produção:
Maria Rita Rezende
21.9772-4198, 2256-0930, 9649-7326
mritarezende@hotmail.com
teatro@artes.com

http://ig.artes.com/homem/teatroderoda.html

postado por: NANDA ROVERE 12:11 AM


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